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Isna

freguesia de Oleiros, Portugal
Portugal Portugal Isna 
  Freguesia  
Isna.jpg
Localização
Isna está localizado em: Portugal Continental
Isna
Localização de Isna em Portugal
Coordenadas 39° 50' 33" N 7° 51' 37" O
País Portugal Portugal
Concelho OLR.png Oleiros
Administração
Tipo Junta de freguesia
Presidente Fernando Martins Mendes (PPD/PSD)
Características geográficas
Área total 27,58 km²
População total (2011) 209 hab.
Densidade 7,6 hab./km²
Código postal 6160-152
Outras informações
Orago Nossa Senhora das Dores

Isna é uma freguesia portuguesa do concelho de Oleiros e Distrito de Castelo Branco, com 27,58 km² de área e 209 habitantes (2011). A sua densidade populacional é de 7,6 hab/km². Foi elevada a freguesia em 1793, ano em que também se erigiu a Igreja. A Freguesia é constituída pelas povoações de Isna (sede), Pedintal, Ribeira de Isna, Vale da Cuba e Vale de Lousa.

A altitude média é aproximadamente 730m, situa-se num vale de altitude ao qual o Cabeço Rainho é sobranceiro. A distância à sede de Concelho (Oleiros) é de 14 Km, com Sobreira Formosa a 12 Km e Castelo Branco a 61 Km.

Um dos sectores em que a freguesia tem maior potencial - para além da exploração florestal - é o sector da cinegética. Esse mesmo potencial é evidente desde épocas remotas, exemplificado pela deslocação no séc. XIX do Rei D. Carlos com o intuito de usufruir desta actividade, nomeadamente na caça ao Javali (Sus scrofa), que ainda é uma espécie cinegética de relevo na freguesia.

Por outro lado a exploração de parques eólicos também parece ser uma actividade em expansão nesta região.

Localização no Concelho de Oleiros

PopulaçãoEditar

AnoPop.±%
1864 383—    
1878 413+7.8%
1890 455+10.2%
1900 487+7.0%
1911 467−4.1%
1920 517+10.7%
1930 518+0.2%
1940 559+7.9%
1950 672+20.2%
1960 686+2.1%
1970 592−13.7%
1981 470−20.6%
1991 379−19.4%
2001 304−19.8%
2011 209−31.2%

DespovoamentoEditar

 

Infelizmente toda esta região tem sofrido com a perca de população. É de prever que, se se mantivesse este ritmo de desertificação humana, em 2033 a freguesia se encontraria totalmente despovoada.

PatrimónioEditar

  • Igrejas de Nossa Senhora das Dores e de Santo António (matriz)
  • Capela de Nossa Senhora da Confiança
  • Fonte das Mulheres
  • Moinhos
  • Pontes da ribeira da Isna, de Vale de Cuba, da Corga do Moinho, da Várzea Longa e da Azenha
  • Trecho da ribeira de Isna e moinhos
  • Serra de Alvéolos

PaisagemEditar

A região da Isna e da Serra de Alvélos estão situadas no denominado Pinhal Interior Sul. Como o próprio nome indica esta região está ligada à exploração florestal do pinheiro bravo (Pinus pinaster Ait.) - embora em épocas anteriores fosse o Castanheiro a dominar a paisagem. A a cultura do milho também é importante junto das povoações da freguesia, prova disso mesmo são os abundantes moinhos de água destinados à moagem daquele cereal existentes na região. A principal linha de água é a Ribeira da Isna, que mantém uma corrente permanente na generalidade dos estios. Este curso de água forma pequenos açudes, muito apreciados pelos locais e visitantes, de entre os quais se destaca o «Poço da Quinta».

GastronomiaEditar

Esta região possui um excelente fumeiro, que se destaca pela sua qualidade, graças à altitude e clima da freguesia. A cabra,o porco e da galinha, são as principais espécies de criação na região. Da cabra se produzem as duas maiores especialidades da Isna: os Maranhos e o excelente queijo de cabra (de casca amarela e estaladiça) que também pode ser consumido como queijo fresco. O milho é uma das principais culturas agrícolas, e dele se produz a broa de milho, que ao contrário de outras do país é elaborada exclusivamente com farinha de milho.

Para além das culturas mais extensivas existem também as pequenas hortas onde se produzem excelentes hortícolas, com especial relevo para a chila e para a couve. Estas hortícolas dão origem ao interessante doce de chila e às denominadas couves de monte.

Estórias curiosas da IsnaEditar

José Hermano Saraiva na sua conhecida rubrica televisiva «A Alma e a Gente» visitou a Isna e dela contou alguns episódios interessantes, como sejam o facto de D. Carlos ter caído da sua cama (que se teria partido devido ao peso excessivo do monarca) na estadia na Isna. A chegada não terá sido menos atribulada, já que terá sido recebido a aclamações de alguém que disse: «Viva El Rei D. Miguel», o que o monarca e membros da corte terão achado algo peculiar já que se passavam quase 70 anos (uma guerra civil e quatro outros monarcas) após o reinado de D. Miguel. Com estes episódios José Hermano Saraiva conseguiu relatar fielmente o isolamento da Isna daquele tempo.

Referências

Ligações externasEditar