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João Nunes Barreto

João Nunes Barreto, S.J.
Arcebispo da Igreja Católica

Título

Patriarca da Etiópia
Ordenação e nomeação
Ordenação presbiteral 1545[1]
Ordenação episcopal 4 de maio de 1555[2]
Nomeado arcebispo janeiro de 1555[2]
Brasão arquiepiscopal
PatriarchNonCardinal PioM.svg
Dados pessoais
Nascimento Flag of Portugal (1495).svg Porto
1517
Morte Flag of Portugal (1578).svg Goa
22 de dezembro de 1562 (45 anos)
Arcebispos
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo

D. João Nunes Barreto S.J. (151722 de dezembro de 1562), foi um ilustre bispo jesuíta português, Patriarca da Etiópia.

Índice

BiografiaEditar

Nascido no Porto, Nunes Barreto completou seus estudos em Salamanca e serviu como pároco na arquidiocese de Braga, em Freiriz[3]. Em 1545 ele entrou na Companhia de Jesus em Coimbra[1]. Entre 1548 e 1554, ele foi missionário em Tetuão, Marrocos, onde estava profundamente envolvido em oferecer consolo espiritual aos escravos, e voltou para Lisboa, para angariar fundos para resgatá-los[1]. Lá, ele recebeu a notícia de que o fundador da Companhia de Jesus, Inácio de Loyola, cuja política era não permitir que os jesuítas se tornassem bispos, aceitou o pedido de Dom João III de Portugal em ter Nunes Barreto nomeado Patriarca da Etiópia para que a Igreja Católica pudesse ser mais desenvolvida lá[1].

Nomeado em janeiro de 1555 e consagrado em 4 de maio, Nunes Barreto saiu de Portugal para a Índia no final de março de 1556, juntamente com Andrés de Oviedo e com Belchior Carneiro Leitão, bispos jesuítas consagrados com ele e designados como seu bispos-coadjutores. À chegada a Goa, Nunes Barreto viu com os confrades jesuítas recentemente regressados da Etiópia que a situação não era favorável[1].

Ele decidiu, no entanto, enviar Oviedo para melhorar o estado da missão com as autoridades etíopes. Oviedo obteve um pouco de sucesso com um dos monarcas, mas não com seus sucessores. Percebendo que era improvável entrar na Etiópia, Nunes Barreto dedicou seus talentos para um ministério ativo em Goa. Ele sugeriu aos superiores jesuítas em pedir permissão ao papa para renunciar à sua condição de patriarca e bispo. A resposta negativa dos superiores chegou a Goa depois de sua morte[1].

BibliografiaEditar

Ligações externasEditar

Referências