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José de Magalhães e Meneses de Vilas-Boas e Sampaio Barbosa

(Redirecionado de José de Magalhães e Meneses de Vilas-Boas)

José de Magalhães e Meneses de Vilas-Boas e Sampaio Barbosa (Barcelos, 31 de janeiro de 180524 de Outubro de 1870), primeiro conde de Alvelos, foi alferes de Cavalaria no Regimento de Chaves (15 de março de 1827), ajudante do general Manuel Gregório de Sousa Pereira de Sampaio, 1.º Visconde de Santa Marta, e coronel de Milícias de Barcelos (3 de dezembro de 1821). Foi moço fidalgo da Casa Real, por alvará de 19 de Novembro de 1822, e comendador da Ordem de Cristo e da Ordem da Torre e Espada.

Índice

BiografiaEditar

Eleito deputado por Barcelos, fez parte dos cinco Deputados Legitimistas que se recusaram a prestar juramento nos termos do regulamento, sendo convidados após votação unânime, a abandonar a Câmara.

Foi ainda grã-cruz da Ordem de São Miguel da Ala, sociedade secreta anti-maçónica fundada em 1848 pelos Legitimistas. Senhor das Casa e Quinta de Alvelos em Freixo de Cima, Amarante, da Casa dos Vilas Boas em Airó, do Paço de Vilas Boas em Barcelos[1], e de muitas outras propriedades.

Conde de AlvelosEditar

Recebeu o título por Carta de 19 de Setembro de 1853, por D. Miguel I de Portugal no exílio.

Desejando dar a José de Magalhães e Menezes Villas Boas, Moço Fidalgo com exercício, por ocasião do nascimento do meu muito amado filho, O Principe Real, hum testemunho público de toda a Minha estima, pelos relevantes serviços que elle tem prestado á Pátria, não se poupando a sacrifício algum para mostrar com a maior corage, que, nada será capaz de afasta-lo dos seus honrados sentimentos, por estes motivos que serão conservados sempre no meu coração: Hey por bem e Me Praz Fazer-lhe Mercê do Título de Conde d’Alvellos, de que lhe servirá de documento este decreto, em quanto as ciscunstâncias não permittirem passar-lhe a sua competente carta. Palácio de Hambach em Baviera aos 19 de Setembro de 1853 Miguel R.[2]

O seu filho primogénito, Fernando de Magalhães e Menezes nunca usou o título, que, após a morte deste, foi reconhecido no seu irmão Francisco Perfeito de Magalhães e Menezes, que alegou que o seu irmão mais velho e os filhos deste serviram o exército dos monarcas constitucionais.

Visita Real a BarcelosEditar

D. Fernando e D. Maria II dirigiram-se em 1852 ao Norte de Portugal, ainda a pretexto das lutas liberais. Se por um lado interessava ir ao Porto pelo apoio que a cidade tinha concedido á causa liberal, importava igualmente efectuar um périplo pelas províncias nortenhas, onde ainda se mantinha uma forte influência miguelista. Em Barcelos o clima era especialmente pesado, e corriam boatos contra os legitimistas, em especial o seu líder José Vilas Boas. Com o incêndio na casa da família Simões, onde suspostamente os Reis deveriam ficar albergados, o Duque de Saldanha pediu a José Vilas Boas que albergasse os Reis em sua casa, por forma a silenciar os boatos[3]. Conta-se que S.A.R. o Rei Dom Fernando não esperava encontrar numa casa de província tanto fausto e luxo, tendo inclusivamente oferecido uma elevada quantia por uma salva de prata, oferta que José Vilas Boas recusou. Conta-se também que D. Maria II terá pretendido agraciar D. Mécia Júlia, mãe de José de Vilas Boas, com o título de Viscondessa de Vilas Boas, que recusou[4]. A família real passou depois para a casa de Domingos da Cunha Velho Sottomayor, posteriormente agraciado com o título de Barão da Retorta.

Referências

  1. TRIGUEIROS SJ, António Júlio Limpo, FREITAS, Eugénio da Cunha e, LACERDA, Maria da Conceição Cardoso Pereira de – Barcelos Histórico Monumental e Artístico. Braga: Edições APPACDM Distrital de Braga, 1998, p. 409-426.
  2. Arquivo Histórico Militar, Processos individuais, cx. 256, José de Magalhães e Menezes de Vilas Boas
  3. LEITÃO, Joaquim – Guia Ilustrado de Barcelos. Porto:[s.l.], 1908, p. 23.
  4. SERPA PIMENTEL, Jayme Pereira de Sampaio Forjaz de, Livro de Linhagens, vol. 1, p. 161

Ver tambémEditar