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Kimjang: modo de preparar e partilhar conservas kimchi na República da Coreia
Various kimchi.jpg
Vários tipos de kimchi
País(es)  Coreia do Sul
Domínios Conhecimentos e usos relacionados com a natureza e o universo
Usos sociais, rituais e atos festivos
Referência 00881
Região Ásia e Pacífico
Inscrição 2013 (8.ª sessão)
Lista Representativa
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Preparação tradicional de kimchi na República Popular Democrática da Coreia
País(es) Coreia do Norte
Domínios Conhecimentos e usos relacionados com a natureza e o universo
Usos sociais, rituais e atos festivos
Referência 01063
Região Ásia e Pacífico
Inscrição 2015 (10.ª sessão)
Lista Representativa
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Kimchi (김치) são condimentos típicos da culinária da Coreia, com base em hortaliças. O kimchi, principalmente, é muitas vezes considerado como a “base da alimentação” dos coreanos, podendo ser consumido nas três refeições diárias. Trata-se de preparações em que se colocam os vegetais em salmoura durante várias horas e, a seguir, se envolvem com uma pasta feita com farinha de arroz, açúcar e vários temperos; estas preparações podem ser consumidas de imediato, mas normalmente deixam-se a fermentar para servir de condimento a outros pratos. [1]

A UNESCO integrou o modo de preparar e partilhar conservas kimchi na República da Coreia (designado "Kimjiang") na lista representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade em 2013.[2] Em 2015, foi integrada na mesma lista uma candidatura da Coreia do Norte com o título "Preparação tradicional de kimchi na República Popular Democrática da Coreia".[3]

PreparaçãoEditar

 
Ingredientes para o kimchi: couve chinesa, rábano, cenoura, cebola-da-primavera, alho, chili em pó, molho de peixe e sal.
 
Malaguetas a secar para o kimchi.

Para preparar o kimchi, corta-se a acelga ou a couve chinesa (Brassica rapa subsp. pekinensis) em quatro, no sentido longitudinal, tentando deixar as folhas intactas; estas folhas são mergulhadas em água fria e depois levam uma leve camada de sal grosso, em que os talos devem levar mais sal que as folhas propriamente ditas. Para o kakdugi, os rábanos são cortados em cubos e igualmente cobertos de sal. Passadas duas horas, tanto a couve como os pedaços de rábano devem ser virados, para que todas as partes tenham uma boa salga. Passadas mais duas horas, a couve deve ter encolhido; deve então ser lavada com água fria várias vezes; o mesmo deve ser feito com o rábano.

Entretanto, deve ter-se preparado a pasta com temperos, começando por levar ao lume farinha de arroz e água; quando começar a borbulhar, junta-se açúcar, mexe-se para incorporar e tira-se do lume. Mistura-se a esta pasta molho de peixe, malagueta, alho, gengibre e cebola esmagados, cebolinho picado e palitos de rábano; opcionalmente, podem também juntar-se ostras. Esta pasta é então aplicada às folhas de couve e misturada aos pedaços de rábano, de forma a juntar bem os dois ingredientes, e o resultado guardado em frascos que devem ficar pelo menos dois dias à temperatura ambiente, quando devem começar a fermentar, ou na geleira, para ser utilizado de imediato.

TradiçãoEditar

Antes de existirem aparelhos para conservação de alimentos na Coreia, a comida tinha que ser preparada para estar disponível durante os longos meses de inverno, quando era muito difícil conseguir vegetais frescos. Nessa época, os vizinhos preparavam juntos grandes quantidades de kimchi, um evento chamado “kimjang”. O kimchi era guardado em recipientes de barro chamados “onggi”, que eram enterrados de forma a não congelarem e poderem ser utilizados em qualquer altura durante o inverno. [4]

Uma das preparações típicas do inverno com kimchi é kimchiguk, ou sopa de kimchi.

Referências