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Latino-americanos

Latino-americanos (em espanhol: latinoamericanos, em francês: latino-américains) são cidadãos dos países da América Latina e dependências. Os países latino-americanos são multiétnicos, pois neles vivem pessoas de diferentes origens étnicas e nacionais. Como resultado, alguns latino-americanos não tomam sua nacionalidade como uma etnia, mas se identificam com sua nacionalidade e suas origens ancestrais. Um bom exemplo disso é o Brasil, pois sua população não se considera "latina" mas, simplesmente, brasileira.[1] Além da população indígena das Américas (também conhecida como nativo-americana), a grande miscigenação dos povos latino-americanos data dos últimos cinco séculos, resultado de processos de colonização e ondas migratórias.

Latinoamericanos
População total

650 000 000 (2013)

Regiões com população significativa
Línguas
Português, Espanhol, Francês, Qúichua, Aimará, Guarani
Religiões
Cristianismo (a maioria católica), religiões ameríndias e de matriz africana
Grupos étnicos relacionados
afro-latino-americanos, americanos, centro-americanos, norte-americanos, ameríndios, sul-americanos, europeus, africanos

A América Latina tem as maiores diásporas de espanhóis, portugueses, africanos, italianos, libaneses, árabes e japoneses do mundo.[2][3][4] A região também possui grande população de alemães (a segunda maior depois dos Estados Unidos),[5] franceses, chineses e judeus. Em menor grau, há presença de suíços, suecos, coreanos, indianos, turcos, gregos, palestinos, israelitas, finlandeses e islandeses.

A composição étnica e/ou racial de cada país varia: muitos têm uma predominância de população cafuza; noutros, os ameríndios são maioria; em alguns países há mais pessoas de ascendência europeia e em outros há o predomínio de população mulata. O Brasil é um caso à parte, pois seus habitantes têm um grau de miscigenação de povos indígenas, africanos, europeus e asiáticos, algumas regiões com mais predomínio de certa miscigenação que outras, e algumas com mesmo grau de miscigenação para estes três grupos.[6]

Nos Estados UnidosEditar

Nos Estados Unidos, é uma das classificações sócio-raciais usadas pelo censo, sendo análoga a um grupo racial. Tal decisão foi bastante criticada desde 1994, quatro anos antes de entrar em vigor.[7] Atualmente, os latinos são uma das maiores minorias da população estadunidense, porém há uma certa dificuldade em se classificar alguém como latino-americano, principalmente quando esta pessoa apresenta aparência física diferente do estereótipo padrão, que é o de que os latino-americanos são pessoas miscigenadas, de pele morena, cabelo preto e muitos traços africanos e indígenas, devido ao alto grau de miscigenação ocorrido na América Latina através dos séculos.

Para alguns estadunidenses, no entanto, isso não é muito bem compreendido, uma vez que a sociedade estadunidense historicamente teve índices de miscigenação baixos e uma parte muito pequena dos estadunidenses (não-latino-americanos) atuais descende de ameríndios. Isso é demonstrado no cinema em filmes contemporâneos, tais como O Peste (comédia) e Crash - No Limite (drama), que chegam a ironizar o fato de que alguns latino-americanos ora são vistos como brancos, ora como negros, e ora como um grupo à parte.[8]

Referências

  1. Lizcano Fernández, Francisco (maio–agosto de 2005). «Composición Étnica de las Tres Áreas Culturales del Continente Americano al Comienzo del Siglo XXI» (PDF). Mexico: [ [Universidad Autónoma del Estado de México]], Centro de Investigación en Ciencias Sociales y Humanidades. Convergencia (em espanhol). 38: 185–232, esp. 218. ISSN 1405-1435. Arquivado do original (PDF) em 20 de setembro de 2008 
  2. Pozzetta, George E; Ramirez, Bruno; Harney, Robert F (1992), The Italian Diaspora: Migration across the Globe, Toronto: Multicultural History Society of Ontario .
  3. King, Russell (1 de janeiro de 1978). «Report: The Italian Diaspora». Area. 10 (5): 386–86 
  4. «Fact Sheet 3. Brazil - the Country and its People» (PDF). Schools' Pack, Brazil. 2009. Arquivado do original (PDF) em 26 de dezembro de 2011 
  5. Wilhelm Bleek (2003). «Auslandsdeutsche» [Germans abroad] (em alemão). German Federal Agency for Civic Education. Arquivado do original em 10 de março de 2011 
  6. «América Latina». Monografias 
  7. Anpocs .
  8. Uol, 31 de janeiro de 2008 .

Ver tambémEditar