Laura Mancini

Laura Vitória Mancini (Roma, 6 de maio de 1636Paris, 8 de fevereiro de 1657), foi Duquesa de Mercœur e Vendôme por seu casamento com Luís II de Bourbon-Vendôme.[1] Ela era uma das Mazarinettes, sobrinhas do Cardeal Jules Mazarin, Primiero-Ministro da França, levadas pelo tio à corte francesa com o intuito de conseguir casamentos vantajosos para elas.[2]

Laura Mancini
Duquesa de Mercœur
Duquesa de Vendôme
Nascimento 6 de maio de 1636
  Roma, Itália
Morte 8 de fevereiro de 1657 (20 anos)
  Paris, França
Nome completo Laura Vitória Mancini
Marido Luís II, Duque de Vendôme
Descendência Luís José, Duque de Vendôme
Filipe, Duque de Vendôme
Júlio César de Bourbon
Casa Mancini (por nascimento)
Bourbon-Vendôme (por casamento)
Pai Lourenço Mancini
Mãe Jerônima Mazzarini
Brasão

BiografiaEditar

Laura Mancini tinha treze anos quando foi trazida de Roma para a França; seu tio desejava casá-la com um grande nobre do reino.[3] O seu primeiro pretendente foi o jovem Duque de Candale, herdeiro da família d'Épernon, belo e afeiçoado à moda.[4] Mas o duque morreu de febre repentinamente enquanto encontrava-se em Lião.[4] O Cardeal Mazarin lamentou a chance de perder a oportunidade de juntar a fortuna de ambas famílias, enquanto que para Laura, a morte de Candale passou despercebida.[5]

Laura casou-se com o Duque de Mercœur, neto do rei Henrique IV da França e sua amante Gabrielle d'Estrées.[5] O duque foi descrito como "sem ambição, de humor diferente, gentil, piedoso e calmo".[5] O casal teve três filhos:[6]

A bela Laura viveu em grande devoção, às vezes na corte, onde a rainha-mãe Ana da Áustria a amava com predileção, às vezes em Anet, na corte dos Vendômes, onde abriu por toda parte abundante instituições de caridade, e em perfeito acordo com ą duquesa-sogra, que era uma mulher devota como ela.[7] O rei Luís XIV, com quem ela havia sido criada, tinha por ela uma forte afeição.[7]

A Duquesa de Mercœur e Vendôme morreu após dar à luz ao seu terceiro filho, no Hôtel de Vendôme em Paris.[6]

Ver tambémEditar

Referências

  1. Pierre Combescot, "Les Petites Mazarines" ("As Pequenas Mazarinas"), 1999, Grasset/Livre de Poche. ISBN 2-2531-4982-9
  2. Guth, Paul (1973). Mazarin. Frankreichs Aufstieg zur Weltmacht (em alemão). Frankfurt: Societäts-Verlag. p. 638.
  3. Renée, Amédée (1856). Les Nièces de Mazarin: Etudes de Moeurs Et de Caractères Au Dix-septième Siècle (em francês). Firm. Didot, páginas 101-102
  4. a b Renée, Amédée (1856). Les Nièces de Mazarin: Etudes de Moeurs Et de Caractères Au Dix-septième Siècle (em francês). Firm. Didot, página 102
  5. a b c Renée, Amédée (1856). Les Nièces de Mazarin: Etudes de Moeurs Et de Caractères Au Dix-septième Siècle (em francês). Firm. Didot, páginas 101-102
  6. a b Renée, Amédée (1856). Les Nièces de Mazarin: Etudes de Moeurs Et de Caractères Au Dix-septième Siècle (em francês). Firm. Didot, página 108
  7. a b Renée, Amédée (1856). Les Nièces de Mazarin: Etudes de Moeurs Et de Caractères Au Dix-septième Siècle (em francês). Firm. Didot, página 107

BibliografiaEditar

 
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