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Lista de municípios da Região Metropolitana do Vale do Aço

artigo de lista da Wikimedia
Localização dos municípios da Região Metropolitana do Vale do Aço:
  Região metropolitana
  Colar metropolitano

Os municípios da Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA) são as subdivisões oficiais da região metropolitana supracitada, localizada no estado de Minas Gerais. A RMVA, criada pela lei complementar nº 51, de 30 de dezembro de 1998, e oficializada pela lei complementar nº 90, de 12 de janeiro de 2006, é composta por quatro municípios principais (Coronel Fabriciano, Ipatinga, Santana do Paraíso e Timóteo), além de outros 24 que fazem parte do chamado colar metropolitano.[1][2] A população das quatro cidades principais foi estimada em 451 351 habitantes pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2010, estando distribuída em uma área de 806,584 km² (717 712 habitantes e 8 552,067 km² incluindo o colar metropolitano).[3][4] Não há uma cidade-sede oficial, sendo que a agência metropolitana é sediada em Ipatinga.[2]

O desenvolvimento da região deve-se primeiramente à construção da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). Através dos trilhos da ferrovia fixaram-se na região operários e viajantes de várias partes de Minas Gerais e até de diferentes lugares do Brasil; que se instalaram em busca de emprego na região, surgindo então os primeiros núcleos urbanos do Vale do Aço. Entre as décadas de 1940 e 1960 também ocorreu outro grande crescimento em decorrência da instalação das grandes empresas locais, como a Cenibra, em Belo Oriente; a Aperam South America (antiga Acesita, "Aços Especiais Itabira"), em Timóteo; e a Usiminas, em Ipatinga.[5] Essas indústrias fazem com que o Vale do Aço seja considerado como um dos principais polos urbanos do interior do estado.[6]

Ipatinga, sede da Usiminas, possui o maior Produto Interno Bruto (PIB) da RMVA, cujo valor é de 7 391 669 mil reais, seguida por Timóteo, sede da Aperam, com 2 141 965 mil reais; segundo o IBGE no ano de 2010. As cidades cresceram em função das empresas, assim como a vizinha Coronel Fabriciano, que possui o terceiro maior PIB (825 227 mil reais); quando se exclui o colar metropolitano.[7] Porém nesta o comércio se tornou a principal fonte de renda municipal, uma vez que as siderúrgicas, que situavam-se em território fabricianense, deixaram de pertencer ao município após a emancipação de Ipatinga e Timóteo, ocorrida em 1964, assim como os territórios das indústrias.[8] O quarto lugar é ocupado por Santana do Paraíso (236 109 mil reais),[7] que possui algumas instalações da Usiminas[9] e é alvo da especulação imobiliária pelo fato de possuir território apto a expansão urbana ao mesmo tempo de situar-se próxima às siderúrgicas.[6] Já no colar metropolitano, o maior valor do PIB pertence a Caratinga, com 899 424 mil reais, cujo desenvolvimento se deve ao cultivo do café e ao comércio.[10] O segundo maior valor do PIB pertence a Belo Oriente (640 776 mil reais),[7] que é sede da Cenibra.[11]

O desenvolvimento econômico interfere diretamente na evolução populacional e estrutural das cidades. Com 239 177 habitantes, Ipatinga é a cidade mais populosa do Vale do Aço, seguida por Coronel Fabriciano (103 797 habitantes) e Timóteo (81 119 habitantes); no colar metropolitano, Caratinga possui 85 322 habitantes.[3] Ipatinga possui o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), cujo índice era de 0,771, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no ano de 2010, seguida por Timóteo (0,770) e Coronel Fabriciano (0,755).[12]

Índice

MunicípiosEditar

Municípios da RMVA
Município Área (km²)[4] População (hab.)
(2010)[3]
Densidade
demográfica

(hab./km²)[4][3]
PIB (R$)
(2010)[7]
PIB per capita (R$)
(2010)[13]
IDH-M
(2010)[12]
Coeficiente de Gini
(2003)[14]
Açucena 815,422 10 298 12,62 57 740 5 606,87 0,610
médio
0,39
Antônio Dias 787,061 9 573 12,16 76 856 8 028,40 0,645
médio
0,41
Belo Oriente 334,909 23 397 69,86 640 776 27 387,12 0,686
médio
0,38
Bom Jesus do Galho 592,289 15 376 25,96 89 280 5 806,43 0,623
médio
0,40
Braúnas 378,318 5 034 13,30 67 091 13 327,66 0,624
médio
0,42
Bugre 161,906 3 990 24,64 21 169 5 305,55 0,627
médio
0,35
Caratinga 1 258,778 85 322 67,78 899 424 10 541,52 0,706
alto
0,42
Coronel Fabriciano 221,252 103 797 469,13 825 227 7 950,39 0,755
alto
0,38
Córrego Novo 205,385 3 129 15,23 26 455 8 454,67 0,632
médio
0,38
Dionísio 344,442 8 739 25,37 54 036 6 183,36 0,702
alto
0,42
Dom Cavati 59,52 5 210 87,53 31 888 6 120,48 0,688
médio
0,40
Entre Folhas 85,209 5 172 60,69 28 000 5 413,68 0,634
médio
0,39
Iapu 340,579 10 331 30,33 56 147 5 434,81 0,654
médio
0,38
Ipaba 113,128 16 692 147,54 70 699 4 235,49 0,665
médio
0,36
Ipatinga 164,884 239 177 1 450,5 7 391 669 30 904,60 0,771
alto
0,38
Jaguaraçu 163,76 2 982 18,20 45 622 15 299,05 0,679
médio
0,40
Joanésia 233,292 5 427 23,26 48 889 9 008,38 0,626
médio
0,37
Marliéria 545,813 4 021 7,36 24 470 6 085,45 0,657
médio
0,38
Mesquita 274,938 6 072 22,08 30 057 4 950,16 0,656
médio
0,43
Naque 127,173 6 341 49,86 32 929 5 193,04 0,675
médio
0,36
Periquito 228,907 7 030 30,71 45 328 6 447,84 0,651
médio
0,36
Pingo-d'Água 66,57 4 420 66,39 27 298 6 176,08 0,619
médio
0,36
Santana do Paraíso 276,067 27 258 98,73 236 109 8 662,00 0,685
médio
0,35
São João do Oriente 120,122 7 874 65,55 53 595 6 806,52 0,648
médio
0,45
São José do Goiabal 184,511 5 636 30,54 38 063 6 753,59 0,666
médio
0,42
Sobrália 206,787 5 828 28,18 35 836 6 148,98 0,631
médio
0,40
Timóteo 144,381 81 119 561,83 2 141 965 26 405,21 0,770
alto
0,40
Vargem Alegre 116,664 6 457 55,34 42 082 6 517,20 0,631
médio
0,41
Total ou média 8 552,067 717 712 84,42 12 051 823 20 799,46 0,664
médio
0,40

LegendaEditar

  •   Região metropolitana
  •   Colar metropolitano

ImagensEditar

Ver tambémEditar

Referências

  1. Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) (12 de janeiro de 2006). «Lei Complementar nº 90/2006, de 12 de janeiro de 2006». Consultado em 8 de junho de 2013. Cópia arquivada em 9 de junho de 2013 
  2. a b Jornal Vale do Aço (6 de janeiro de 2012). «Criada a Agência Metropolitana do Vale do Aço». Consultado em 9 de junho de 2013. Cópia arquivada em 9 de junho de 2013 
  3. a b c d Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). «Censo 2010 - Minas Gerais» (PDF). Consultado em 8 de junho de 2013. Cópia arquivada (PDF) em 3 de novembro de 2011 
  4. a b c Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (15 de janeiro de 2013). «Área territorial oficial». Consultado em 9 de setembro de 2014. Cópia arquivada em 10 de abril de 2014 
  5. PDDI 2014, p. 42–49
  6. a b ABEP 2012, p. 15
  7. a b c d Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2010). «Minas Gerais - PIB a preços correntes». Consultado em 8 de junho de 2013. Cópia arquivada em 9 de junho de 2013 
  8. Plox (20 de janeiro de 2010). «Vereador quer alterar nome de avenida em Fabriciano». Consultado em 9 de junho de 2013. Cópia arquivada em 19 de maio de 2013 
  9. Usiminas (2011). «Dimensão social». Consultado em 9 de junho de 2013 
  10. Revista Cafeicultura (28 de julho de 2009). «Caratinga lança projeto de Centro de Excelência do Café e inaugura Estação Digital». Consultado em 9 de junho de 2013. Cópia arquivada em 9 de junho de 2013 
  11. ABEP 2012, p. 4
  12. a b Atlas do Desenvolvimento Humano (29 de julho de 2013). «Ranking IDH-M Municípios 2010». Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Consultado em 9 de setembro de 2014. Cópia arquivada em 4 de dezembro de 2013 
  13. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2010). «Minas Gerais - PIB per capita a preços correntes». Consultado em 8 de junho de 2013. Cópia arquivada em 9 de junho de 2013 
  14. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2010). «Minas Gerais - Índice de Gini». Consultado em 8 de junho de 2013. Cópia arquivada em 9 de junho de 2013 

BibliografiaEditar

Ligações externasEditar