Abrir menu principal
Wikitext.svg
Esta página ou seção precisa ser wikificada (desde fevereiro de 2016).
Por favor ajude a formatar esta página de acordo com as diretrizes estabelecidas.
Question book.svg
Esta página ou secção não cita fontes confiáveis e independentes, o que compromete sua credibilidade (desde dezembro de 2013). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)

A base da literatura chinesa é constituída de um cânon de quatro livros e cinco clássicos.

Clássico da Poesia, em versão escrita a mão pelo imperador Qianlong.

Índice

Época ClássicaEditar

A época clássica da literatura chinesa é correspondente à época clássica da literatura grega e romana. As etapas de formação tiveram lugar do século VI ao IV a.C. no período da dinastia Chou (c. 1027-256 a.C.). Desta época, são as obras de Confúcio, Mêncio, Laozi (Lao-tsé), Zhuangzi e outros grandes filósofos chineses. Culminou com a recompilação dos chamados cinco clássicos, ou clássicos confucianos, além de outros tratados filosóficos.

A obra poética mais importante do período clássico foi o Shijing (Livro das odes ou Clássico da Poesia), antologia de poemas compostos em sua maioria entre séculos X e VII a.C. A lenda diz que foi o próprio Confúcio quem seleccionou e editou os 305 poemas que formam a obra. Trata-se de poemas simples e realistas da vida camponesa e cortesã.

O estilo aristocrático ou cortesão alcança sua máxima expressão com os poemas de Chu, estado feudal ao sul da China central que foi a terra de Qu Yuan, primeiro grande poeta chinês.

Durante a dinastia Han (206 a.C.-220 d.C.), as tendências realista e romântica deram lugar a escolas poéticas. Os versos de Chu foram o começo de um novo gênero literário, o fu, o poema em prosa. Mais tarde, a poesia se enriqueceu com canções populares reunidas por Yüeh-fu, no século II a.C.

Os primeiros trabalhos em prosa formam, junto com o Shijing, os cinco clássicos. São o I Ching (Livro das Mutações), livro de adivinhações; o Shujing (Livro dos documentos), um conjunto de antigos documentos de Estado; o Liji (Memória sobre os ritos), coleção de códigos governamentais e rituais, e o Chunqiu (Os Anais de Primavera e Outono), a história do estado de Lu desde 722 até 481 a.C. Do século VI até o III a.C., foram escritas as primeiras grandes obras da filosofia chinesa, como os Analectos de Confúcio, aforismos recompilados por seus discípulos; os eloquentes debates de Mêncio, discípulo de Confúcio; o Tao Te Ching (Clássico da forma e sua virtude), atribuído a Lao Tse, fundador do taoismo, e os ensaios de Zhuangzi, o outro grande filósofo taoista. Também são importantes os ensaios de Mozi, Xunzi e Han Fei Zi. Sima Qian escreveu o Shiji (Memórias históricas), história da China até a dinastia Han. Os discípulos de Confúcio criaram as bases da tradição literária da prosa chinesa, adotando uma linguagem literária própria, diferente da linguagem falada.

Época MedievalEditar

Do século III ao século VII d.C., a China estava dividida em estados rivais, porém, com a difusão do budismo vindo da Índia e a invenção de um tipo de impressão, viveu um dos períodos mais brilhantes da história de sua literatura.

Durante os períodos de agitação política, poetas encontraram refúgio e consolo no campo. Alguns eram ermitões e criaram uma escola de poesia a que chamaram "Campo e jardim". Outros escreveram os melhores poemas populares chineses, como os de amor atribuídos à poetisa Tzu-yeh. O melhor poeta destes séculos turbulentos foi Tao Qian, também conhecido por Tao Yuanming, que cantava as alegrias da natureza e da vida solitária.

A melhor poesia chinesa foi escrita durante a dinastia Tang (617-907), da qual se conservam mais de 49 000 poemas escritos por 2 200 poetas. Os três poetas mais famosos foram Wang Wei, filósofo e pintor; Li Po, líder taoista da escola romântica e mestre da imaginação visual, e seu amigo e rival Tu Fu, meticuloso em seus esforços para conseguir um realismo preciosista, cuja obra influenciou o poeta Po Chu-i, que utilizava a poesia como um meio para a crítica e a sátira.

Durante a dinastia Song (960-1279), Su Tung-po foi o melhor poeta chinês de tsu (estilo poético que fixa o número de versos e seu comprimento segundo o tom e o ritmo). A poetisa chinesa Li Qingzhao alcançou grande popularidade por seus versos tsu sobre sua viuvidade. Han Yu, mestre da prosa Tang, exigia a volta da escrita direta e simples do estilo clássico.

A tradição literária prolongou-se na dinastia Song com Ouyang Xiu, mais conhecido por suas maravilhosas descrições de paisagem. Os engenhosos ensaios de Su Xun são os melhores do estilo clássico.

O teatro propriamente dito não se desenvolveu até o final do período medieval. Na época Tang, os atores já ocupavam um lugar importante entre os artistas populares e se agrupavam em companhias profissionais, que atuavam em teatros construídos para receber milhares de pessoas.

Época ModernaEditar

A época moderna começa no século XIII e chega até nossos dias.

No século XIV, a narrativa popular chinesa foi cada vez mais importante. Dois dos primeiros romances desta época, Sanguozhi Yanyi (Romance dos Três Reinos) e Shuihuzhuan (Margem da Água), podem ser considerados a épica em prosa do povo chinês. No século XVI, foi publicada a novela Jornada ao Oeste. Em meados do século XVIII, Cao Xueqin escreveu o romance realista Hongloumeng (O Sonho da Câmara Vermelha). Estas quatro obras compõe os chamados Quatro Grandes Romances Clássicos.

No século XVII, apareceram numerosas coleções de breves histórias. A mais popular é Jinguqiguan (Contos maravilhosos do passado e do presente), composta de 40 histórias.

No século XX, influenciados pela literatura ocidental, os escritores chineses, guiados por Hu Shi, começaram uma revolução literária conhecida como o renascimento chinês. Intencionavam utilizar a linguagem coloquial com fins literários. Com ensaios e histórias mordazes, atacavam a sociedade tradicional, e escritores como Lu Xun (pseudônimo de Zhou Shuren) ajudaram no avanço da revolução socialista.

Durante os anos da Revolução Cultural (1966-1978), os artistas e escritores se adaptaram às necessidades do povo e a influência burguesa ocidental foi atacada duramente. Desde então, tem se permitido uma maior liberdade de expressão, tolerando-se o renovado interesse pelas ideias e as formas ocidentais.

Ver tambémEditar