Lynn Conway

Lynn Conway (White Plains, Nova York, 2 de janeiro de 1938) é uma cientista da computação, engenheira elétrica, inventora e ativista transgénero estadunidense.[1]

Lynn Conway
Lynn Conway em 2006
Nascimento 2 de janeiro de 1938 (83 anos)
Nova York,
Estados Unidos
Nacionalidade  Estados Unidos
Prêmios Prêmio Pioneiro da Computação (2009), Prêmio Maxwell IEEE (2015)
Campo(s) Ciência da computação

CarreiraEditar

Na década de 1960, Lynn Conway trabalhou para a IBM e a ela é creditada a invenção da instrução de manuseio dinâmico generalizado, uma chave avançada aplicada na execução desordenada, usada por quase todos os microprocessadores modernos para melhorar o seu desempenho.[1] Lynn foi despedida de lá em 1968, após revelar que planejava fazer a transição de gênero. Ela então foi acompanhada por Harry Benjamin, pioneiro no tratamento da transexualidade.[1] Anteriormente, no fim dos anos 1950, Lynn havia feito outra tentativa de transição, que falhou em virtude do ambiente médico pouco favorável na época.[nota 1]

Depois da demissão de seu emprego na IBM e da perda do acesso a seus filhos, ela recomeçou sua carreira do zero já como mulher, trabalhando como programadora. Entrou então na Xerox em 1973,[1] onde trabalhou no desenvolvimento do VLSI. Com Carver Mead ela foi coautora da introdução aos sistemas VLSI, um trabalho revolucionário que logo se tornaria referência.

No começo dos anos de 1980, Lynn trabalhou para a DARPA na área de computação estratégica, e então, em 1985, tornou-se professora na Universidade do Michigan.[1] Já em 1989, foi eleita para a Academia Nacional de Engenharia dos Estados Unidos por suas descobertas sobre o funcionamento do VLSI.

Vida pessoalEditar

Um ano após se aposentar como professora universitária, em dezembro de 1998, receando que a sua transgeneridade fosse divulgada publicamente em breve por funcionários da IBM, decidiu revelá-la ela própria. Desde então, tem sido uma proeminente activista no campo dos direitos das pessoas transgénero. Lynn também criou um dos sites mais conhecidos sobre transgeneridade, com versões em várias línguas, incluindo português.

Em 2002, ela se casou com Charlie, com quem tinha uma relação desde 1988, e com ele vive em Ann Arbor, no estado do Michigan.

Notas

  1. antes de transicionar, Lynn casou-se com outra mulher e teve dois filhos.

Referências

  1. a b c d e Claudia Wonder (2008). Olhares de Claudia Wonder: crôncias e outras histórias. [S.l.]: Grupo Editorial Summus. 181 páginas. ISBN 9788586755477 
 
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Ligações externasEditar

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