Médico

profissional que pratica a medicina
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O médico é o profissional da saúde autorizado pelo Estado para exercer a Medicina; se ocupa da saúde humana, prevenindo, diagnosticando, tratando e curando as doenças, o que requer conhecimento detalhado de disciplinas acadêmicas (como anatomia e fisiologia) por detrás das doenças e do tratamento - a ciência da medicina - e também competência na sua prática aplicada - a arte da medicina.

Vaso grego refigurando um médico tratando seu paciente (480 - 470 a.C.)

Coloquialmente o médico é frequentemente referido como doutor. Antigamente o médico era também referido como físico[1] ou facultativo, distinguindo-se então do cirurgião que constituía uma profissão distinta.

Tanto o papel do médico e o significado da palavra variam significativamente ao redor do mundo, mas como compreensão geral, a ética médica requer que médicos demonstrem consideração, compaixão e benevolência frente a seus pacientes.

Os médicos podem ser generalistas, isto é, não especializados em nenhuma área específica da medicina, ou especialistas, quando especializados em alguma área.

Formação médica em diferentes paísesEditar

PortugalEditar

Em Portugal, o primeiro passo para exercer Medicina é fazer o curso de Medicina que é leccionado em várias Universidades do país, tendo vários pré-requisitos. Ao completar o curso, o futuro médico tem que se inscrever obrigatoriamente na Ordem dos Médicos para poder começar a exercer, embora não possa exercer de forma autónoma no início.

Para começar a carreira, o médico quando acaba o curso faz a inscrição na Ordem e em Janeiro do ano seguinte começa o chamado Internato de Formação Geral que é obrigatório e comum a todos os futuros médicos e tem a duração de um ano, em que o médico passa por uma formação e avaliação de vários Estágios durante esse ano e não pode exercer de forma autónoma. O médico nesta altura só pode exercer sob orientação de outros médicos tutores e nunca de forma independente. Um médico que esteja a fazer o Internato de Formação Geral é um médico em formação chamado de Interno de Formação Geral.

Após completar com sucesso o Internato de Formação Geral, o médico já pode exercer como Clínico Geral (ou médico de Clínica Geral), que é um médico sem especialidade, ou então já se pode candidatar a uma Especialidade.

Para poder se candidatar a uma Especialidade, o médico tem que concluir com sucesso o Internato de Formação Geral e fazer um Exame a nível nacional, chamado de Prova Nacional de Acesso (PNA). Esta prova é feita uma vez por ano (em Novembro) e é feita no mesmo dia e hora em várias Delegações no país, sendo que é igual para todos os médicos que vão realizar a candidatura a uma especialidade naquele ano. O Exame PNA é constituído por 150 perguntas sobre vários temas de Medicina e histórias clínicas e tem a duração total de quatro horas (o Exame é feito em duas partes de duas horas cada uma, com um intervalo a meio). É uma Prova bastante exigente em que os candidatos normalmente passam mais de um ano a estudar para ela, sendo que os candidatos com melhores classificações são os primeiros a escolher a Especialidade. As vagas das Especialidades são abertas todos os anos, variando o número de vagas para cada Especialidade. Os candidatos são ordenados a nível nacional da melhor classificação para a pior, sendo que a ordem de escolha da Especialidade começa no candidato com melhor classificação até que se ocupam todas as vagas de Especialidade. Portanto, quanto melhor for a nota da classificação da PNA, melhor serão as chances do candidato entrar para a especialidade que quer.

Ao entrar numa Especialidade, o médico passa a ser Interno de Especialidade, que é um médico em Formação para uma determinada especialidade. Todas as especialidades têm um rigoroso e extenso programa que os médicos terão que concluir com sucesso para poderem ser Médicos Especialistas. As Especialidades poderão durar de 4 anos a 6 anos. As Especialidades Cirúrgicas (Cirurgia Geral, Neurocirurgia, Ortopedia, Cirurgia Plástica e Reconstrutiva, etc) são as que têm maior tempo de formação, 6 anos. Durante todo o Internato de Especialidade o médico é avaliado e no final, tem obrigatoriamente que fazer um extenso Exame Teórico e Prático e uma apresentação a um júri responsável pela formação de médicos. Concluindo estas etapas com sucesso, o médico obtém o título de Médico Especialista.[2][3]


Não confundir Médico Interno, que é um médico em formação, seja Interno de Formação Geral ou Interno de Especialidade com um Médico Internista (ou simplesmente Internista), que é um médico especialista em Medicina Interna.

BrasilEditar

No Brasil o curso de medicina é oferecido em forma de graduação (6 anos) sendo o ensino médio o único pré-requisito para o ingresso no curso.[4]

Estados Unidos e CanadáEditar

Nos Estados Unidos e Canadá, assim como em Portugal o curso de medicina também é uma pós-graduação strictu sensu, sendo que que antes do indivíduo se ingressar na pós-graduação em Medicina (MD) ou Medicina Osteopática (DO), deve ter feito graduações que envolvam conteúdos das áreas de ciências que na maioria das vezes são graduados em biologia, química, física, entre outros desde que contenham o mínimo de matérias biológicas equivalentes exigidas.[5]

Especialidades reconhecidasEditar

Áreas de atuaçãoEditar

  • Administração em saúde
  • Alergia e imunologia pediátrica
  • Angiorradiologia e cirurgia endovascular
  • Atendimento ao queimado
  • Cardiologia pediátrica
  • Cirurgia crânio-maxilo-facial
  • Cirurgia da coluna
  • Cirurgia dermatológica
  • Cirurgia do trauma
  • Cirurgia videolaparoscópica
  • Citopatologia
  • Cosmiatria
  • Dor
  • Ecocardiografia
  • Ecografia vascular com doppler
  • Eletrofisiologia clínica invasiva
  • Endocrinologia pediátrica
  • Neonatologia
  • Neurofisiologia clínica
  • Neurologia pediátrica
  • Neurorradiologia
  • Nutrição parenteral e enteral
  • Nutrição parenteral e enteral pediátrica
  • Nutrologia pediátrica
  • Pneumologia pediátrica
  • Psicogeriatria
  • Psicoterapia
  • Psicopatologia
  • Psiquiatria da infância e adolescência
  • Psiquiatria forense
  • Radiologia intervencionista e angiorradiologia
  • Reprodução humana
  • Reumatologia pediátrica
  • Sexologia
  • Saúde Pública
  • Ultra-sonografia em ginecologia e obstetrícia

Especialidades que viraram áreas de atuaçãoEditar

  • Administração em Saúde
  • Citopatologia
  • Endoscopia Digestiva
  • Endoscopia Respiratória
  • Hansenologia
  • Hepatologia
  • Nutrição Parenteral e Enteral e
  • Neurofisiologia Clínica

Ver tambémEditar

Referências

Ligações externasEditar

 
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