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Marco Antônio Mattos
Nome completo Marco Antônio Siqueira Mattos
Nascimento 27 de junho de 1938
Bandeira Barretos SaoPaulo Brasil.svg Barretos, SP
Morte 15 de fevereiro de 2004 (65 anos)
Pitangueiras, SP
Nacionalidade brasileiro
Ocupação locutor

Marco Antônio Siqueira de Mattos (Barretos, 27 de junho de 1938 - Pitangueiras, 15 de fevereiro de 2004) foi um locutor esportivo de rádio e TV brasileiro.

BiografiaEditar

Marco Antonio fez história na Rádio Nacional de São Paulo (atual Rádio Globo AM) e na Rede Bandeirantes de Televisão.

No rádio foi brilhante ao lado de Pedro Luiz e Mário Moraes, emprestou sua voz a emissoras de Franca e Campinas e da capital: Piratininga, Gazeta e Capital.

A partir da década de 80 compõe na TV Bandeirantes a equipe de esportes lideradas por Luciano do Valle no Show do Esporte. No voleibol onde criou bordões, frases e apelidos inesquecíveis nas épicas transmissões de voleibol da emissora ao lado do comentarista Paulo Sevciuc ou como é conhecido Paulo Russo, ex-voleibolista e ex-treinador.

Com seu carisma foi se consagrando pelo seu público como extraordinário narrador esportivo de rádio e TV, fazendo cobertura de Copas e Olimpíadas, mas eternizou-se como a grande voz do vôlei na televisão, com frases, bordões e apelidos, entre eles "Gilsão Mão de Pilão", "wow, Ana Moser!" e "afunda, afunda! Afundou!".

Na virada do século, concluiu seu contrato na Rede Bandeirantes, quando seu esporte foi assumido pela empresa Traffic e mudou-se para a Rede Vida, em São José do Rio Preto, onde narrava campeonatos das divisões inferiores de São Paulo e era a voz-padrão de chamadas e vinhetas. Faleceu quando iria a Ribeirão Preto, em um domingo de muita chuva onde narraria um jogo em sua Barretos, jogo este não realizado justamente por causa da chuva. Naquela noite de domingo, 15 de fevereiro de 2004, no km 376 da Rodovia Armando Sales Oliveira, entre Bebedouro e Pitangueiras (interior de São Paulo), o Santana do locutor bateu frontalmente contra um Logus, conduzido por José Pereira, 51 anos, que também faleceu.[1]

Marco Antônio Mattos deixou sua esposa Célia Maria e três filhos, Anna Célia, Marcus Vinicius e Patricia Maria e duas netas Leticia e Laura.[2][3]

CuriosidadesEditar

 
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  • Deixou de utilizar no futebol a expressão "tá lá dentro!" para evitar comparações (e para não dizerem que copiava o ex-narrador da Rede Globo, Oliveira Andrade que usava esta expressão também).
  • A nota de falecimento foi dada na Rede Record que na época trabalhava o seu antigo companheiro do programa Show do Esporte, o também narrador Luciano do Valle

BordõesEditar

Abaixo exemplos de bordões e frases criadas e improvisadas deste locutor no voleibol:

  • "Afunda! Afunda! Afundou!..." (momento de uma partida de vôlei no qual o atacante cortava uma bola e esta batia na quadra adversária ou não tinha chances de defesa)
  • "Gilsão mão-de-pilão"(referindo-se ao atacante de vôlei Gilson Bernardo pelos seus potentes saques e ataques)
  • "Wow, Ana Moser!" (referindo-se a atacante de vôlei Ana Moser em seus saques e ataques bem executados)
  • "Que hora, hein?" (quando voleibolista errava o saque em momentos cruciais)
  • "Ah, que trombada! Chama o guarda! Chama o guarda! Faltou ali um semáforo ou um capacete branco!" (quando dois jogadores desatentos vão juntos na mesma bola e cedem o ponto de graça)
  • "Olha china da Ana Flávia..." (referindo-se a jogadora Ana Flávia Sanglard ao executar a jogada chamada de china no vôlei)
  • "Imagens de Xangai pra você da galera Bandvolei! Ao vivo na Rede Bandeirantes!"(situando o público fiel espectador da transmissão da partida de vôlei)
  • "Oba! Foi boa a bola o bloqueio brasileiro empata o jogo! Quatro a quatro no golpe de vista da Gato!"

(frase dita no tie-break do Grand Prix de Voleibol de 1996 quando a seleção feminina devolveu as cubanas a derrota em Atlanta meses antes, referenciando a jogadora cubana Idalmis Gato e o empate do Brasil)

  • "Ah meu Deus! Veio na mão, hein!" (quando a bola chega com facilidade na defesa brasileira e desperdiçam o contra ataque)
  • "Olha o bloqueio brasileiro, Filó! Uauu, utererê Filó!" (bloqueio bem feito pela ex-jogadora Filó)
  • "Tá torcendo?! Eu to, mas não quero distorcer não!" (quando errava o placar a favor do Brasil)
  • "Que corredoraço da Virna!"(bela cortada da ex-jogadora Virna Dias na paralela)
  • "É uma bola só, um pontinho só!" (quando time faltava um ponto para encerrar o set ou a partida)
  • "Vamos fechar! Vamos acabar! Vamos ser campeões!" (quando o time estava com a bola a favor para encerrar a partida da final do campeonato)
  • "A segundinha de primeira! A canhotinha direitíssima!" (quando a levantadora com habilidade largava a bola na quadra adversária de forma surpreendente)
  • "Acabou, fecha o Brasil!" (quando o Brasil encerra a partida com vitória)
  • "Na largada de segunda da Fernanda Venturini, olha o troco das brasileiras de Atlanta!"(largada da levantadora Fernanda Venturini no Grand Prix de 1996, devolvendo a derrota em na Olimpíada de Atlanta de 1996)
  • "A russa pode disfarçar, mas que doeu, doeu!" (referindo-se a uma cortada que atingiu o rosto de uma jogadora russa)
  • "Fernanda Doval, nada mal, uau!"(referindo-se a jogadora de vôlei Fernandinha Doval encarando o bloqueio pesado russo no Grand Prix de Voleibol de 1996 sendo bem sucedida)
  • "Humm! Que cravada!" (uma cortada indefensável do adversário do Brasil)
  • "Vamos lá Fofão, toda torcida para você!" (ex-levandora da seleção Hélia Souza-Fofão, se peparando para sacar em momento importante para o Brasil)
  • "Pegamos o elevador, sobrou para eles a escadaria, e tem que ser uma escada Magirus, porque o incêndio é lá em cima!" (usada quando o time chegava na casa dos últimos 5 pontos da partida, ou set)
  • "É um no cravo e outro na ferradura" (usado quando o time retomava o ponto ou a vantagem rapidamente)

Referências