Traffic (empresa)

Traffic é uma empresa brasileira de mídia esportiva filiada ao fundo norte-americano Hicks, Muse, Tate & Furst (HMTF).

A entrada da HMTFEditar

A Hicks, Muse, Tate & Furst (HMTF) incorporou parte da Traffic em 1999, quando ampliava seus negócios no Mercosul, comprando 49% da empresa brasileira.

A Hicks esteve envolvida também nas compras da TV a cabo Panamerican Sports Network (PSN), do site PSN.com, e já fez parcerias no mundo do futebol, em clubes como o Tigres, Chivas-Rayada (México), Colo-Colo (Chile), Universitário (Peru), Internazionale (Itália), Corinthians e Cruzeiro (Brasil).

Parcerias na TelevisãoEditar

No final de 1998, a Traffic anuncia uma parceria de 3 anos com a Rede Bandeirantes para reformular o departamento esportivo, que estava em decadência. Contratações são feitas, como as de Fernando Vanucci e Oliveira Andrade (vindos da Rede Globo), Silvia Garcia (vinda do SBT), Milton Neves (vindo da extinta Rede Manchete) e do ex-jogador Marcelinho Carioca. Foram lançados o Super Técnico e o Esporte Agora, além de reformulações nos programas esportivos. Com relação a eventos, a parceria teve como ápices a transmissão em 2000 e 2001 da Copa Libertadores da América, três temporadas da extinta Copa Mercosul, sendo a primeira em 1999, com exclusividade em TV Aberta, as Eliminatórias da Copa do Mundo de 2002, o Campeonato Mundial de Clubes de 2000, entre outros.

Em 2002, a Traffic termina a parceria com a Band e fecha contrato com a RecordTV, levando parte da equipe da parceria anterior. O contrato durou apenas 1 ano.

Mundial de 2000Editar

A Traffic foi a principal detentora dos direitos de exibição do Campeonato Mundial de Clubes da FIFA 2000, junto com a Rede Bandeirantes. Na época houve a polêmica indicação do Corinthians para participação do torneio, já que na época este não era o atual campeão da Libertadores. A final deu recorde de audiência à emissora paulistana com 53 pontos e fez a Globo não dividir com ela os direitos das Copas de 2002 e 2006.

Fundo de AtletasEditar

A Traffic administra um grupo de cotistas que já investiu cerca de R$ 40 milhőes na aquisiçăo parcial ou total dos direitos econômicos de jogadores de futebol para atuarem nos clubes brasileiros. O objetivo é a valorizaçăo do atleta para futuras transferências, independente do clube onde o atleta atue.

A escolha de jogadores para investimentos da Traffic passa pelo crivo de um serviço de informação (chamado de Departamento de Inteligência) que analisa ficha técnica, histórico e estatísticas dos candidatos e produzem vídeos para os clubes interessados em contratá-los.

Para a busca desses atletas que possam render dividendos à empresa, a mesma mantém uma equipe de observadores liderada por Darío Pereyra.

Como nenhuma empresa pode possuir os direitos de um atleta no Brasil, a Traffic criou o clube Desportivo Brasil para registrar os atletas que são adquiridos pelo fundo, emprestando-os aos clubes interessados por longos períodos, para valorização, e sem correr o risco de perdê-los.

Traffic e suas parceriasEditar

No final do ano de 2007, a empresa abriu parceria com o clube Palmeiras, no qual está investindo cerca de 40 milhões de reais em contratações. As contratações foram sustentadas pelo clube, e em caso de venda para outro clube, a empresa ficaria com 80% do valor da negociação, enquanto os 20% restantes ficam com clube paulista, em virtude da exposição do atleta.

Essa mesma modalidade é utilizada pela empresa com outros clubes do Brasil, como Flamengo, Corinthians, Cruzeiro, Inter, São Paulo, Fluminense e Atlético-MG, já que a mesma possui um fundo de investidores que compra os direitos de alguns jovens jogadores e os colocam em clubes para que estes sirvam de vitrines para futuras transações.

No início do ano de 2011 a Traffic quase fechou parceria com o Grêmio FBPA, porém a parceria foi desfeita após a empresa apoiar a ida de Ronaldinho Gaúcho ao clube de Regatas do Flamengo.

Antes mesmo do final de 2011 a parceria entre Flamengo, Traffic e Ronaldinho Gaúcho foi desfeita, com a empresa deixando de auxiliar o Flamengo à pagar os salários do jogador.

Traffic e Estoril PraiaEditar

Em Outubro de 2010, a Traffic comprou o Grupo Desportivo Estoril Praia em Portugal, que estava na Segunda Liga portuguesa. Em 2010/2011, o clube subiu à Primeira Liga e na época seguinte foi uma das equipes sensação, classificando-se para a Liga Europa.

Além do sucesso desportivo, vários jogadores colocados pela Traffic no Estoril (antes e após a compra do clube) já chegaram à clubes de maior renome. Entre eles estão Carlos Eduardo (FC Porto), Jardel (Benfica) e Jefferson (Sporting).

Representação de AtletasEditar

Em associação com agentes credenciados pela FIFA, a Traffic administra a carreira de cerca de 90 jogadores brasileiros. O objetivo principal é alcançar grandes transferências (principalmente para clubes internacionais), que sejam rentáveis para atletas e empresa.

Canais de televisãoEditar

TV AbertaEditar

TV por assinaturaEditar

Condenações na JustiçaEditar

José Hawilla, dono do Grupo Traffic, em 12 de dezembro 2014 assumiu as acusações de conspiração por fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e obstrução da justiça nos Estados Unidos. Em 14 de maio de 2015, foi considerado culpado pelo crime[1] de fraude bancária. No acordo, devolveu US$ 151 milhões de dólares, sendo US$ 25 milhões foram pagos no momento do acordo, segundo o documento divulgado pela Justiça dos Estados Unidos. Segundo a Justiça americana[2], Hawilla também foi foi indiciado e culpado por extorsão, conspiração por fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e obstrução da justiça.

Referências

  1. O Estado de S. Paulo. «J. Hawilla faz acordo na Justiça e aceita devolver R$ 476 milhões». 27/05/2015. Consultado em 27 de maio de 2015 
  2. GloboEsporte.com. «José Hawilla devolveu R$ 473 mi ao fazer acordo e se declarar culpado». 27/05/2015. Consultado em 27 de maio de 2015 
  3. Jornal do Brasil. «Marin, ex-presidente da CBF, e executivos da Fifa são presos por corrupção». Consultado em 27 de maio de 2015 

Ligações externasEditar

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