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Maria Teresa de Áustria-Este, rainha da Sardenha

BiografiaEditar

FamíliaEditar

Maria Teresa era a segunda filha do arquiduque Fernando Carlos de Áustria-Este, regente do Ducado de Milão e herdeiro do Ducado de Módena e Régio; e de Maria Beatriz d'Este, soberana do Ducado de Massa e Carrara. Seus avós paternos foram o imperador Francisco I e a imperatriz Maria Teresa; e seus avós maternos foram o duque Hércules III de Módena e Maria Teresa Cybo-Malaspina, duquesa soberana de Ducado de Massa e Carrara.

Casamento e descendênciaEditar

 
Maria Teresa com o marido e as filhas: Maria Ana, Maria Teresa e Maria Cristina, por volta de 1813-1814.

Casou-se por procuração em Milão, a 29 de junho de 1788 e em pessoa, a 25 de abril de 1789, em Novara, com o então duque de Aosta, herdeiro do trono da Sardenha. Maria Teresa tinha apenas 16 anos e o noivo já contava com 30 (e ainda aguardaria mais treze anos até subir ao trono, como Vítor Emanuel I da Sardenha), quando fizeram sua entrada triunfal em Turim, em 26 de abril de 1789. O casal teve sete filhos:

Rainha da SardenhaEditar

Quando as tropas de Napoleão Bonaparte invadiram o Piemonte, em 1798, a família real fugiu, refugiando-se primeiro na Toscana e, posteriormente, na Sardenha. Em 4 de junho de 1802, com a abdicação de seu cunhado, Carlos Emanuel IV, e a aclamação de seu marido, Maria Teresa torna-se rainha da Sardenha. Tendo já perdido o Piemonte, a família real teve que ficar na Sardenha até a queda de Napoleão, em 1814, e só então voltou para o Palácio Real de Turim.

Maria Teresa foi inicialmente saudada com grande entusiasmo, mas logo despertou o descontentamento de seus súditos, sendo acusada de querer eliminar o máximo possível as medidas adotadas durante o período napoleônico. Além disso, a rainha tratava com desprezo todos aqueles que haviam colaborado com Napoleão. Esses atos contribuíram para a explosão dos tumultos de 1821 no Piemonte. Os rebeldes proclamaram a adoção de uma nova constituição, segundo o modelo do espanhol. Mesmo durante esses movimentos a rainha fez valer a sua vontade. Ela estava disposta a atuar como regente, se necessário. Mas, em 13 de março de 1821, o rei abdicou em favor de seu irmão Carlos Félix e partiu para Nice, onde passou a residir com Maria Teresa no Castello di Moncalieri. Vítor Emanuel morreu em 10 de janeiro de 1824, aos 65 anos.

Maria Teresa mudou-se em seguida para Gênova, onde comprou o Palazzo Doria-Tursi. Por causa de seu parentesco com a Casa de Habsburgo, foi falsamente acusada de tentar persuadir seu cunhado, o rei Carlos Félix, a elaborar um testamento, no qual seu irmão, Francisco IV de Módena (casado com sua filha, Maria Beatriz), passaria a ser o herdeiro do Reino da Sardenha. No entanto, Carlos Félix acabou nomeando o príncipe de Carignano, Carlos Alberto de Saboia, para sucedê-lo. As tensões originadas por este incidente obrigou a rainha-viúva a afastar-se da corte de Saboia, de modo que somente em 1831 ela voltou a Turim para comemorar o casamento de sua filha Maria Ana com o imperador Fernando I da Áustria.

MorteEditar

Maria Teresa morreu em 29 de março de 1832, em Genebra. Seu corpo foi sepultado ao lado de seu marido, na Basílica de Superga, em Turim.

Títulos e estilosEditar

  • 1 de novembro de 1773 – 25 de abril de 1739: Sua Alteza Real Arquiduquesa Maria Teresa de Áustria-Este
  • 25 de abril de 1739 – 4 de junho de 1802: Sua Alteza Real A Duquesa de Aosta
  • 4 de junho de 1802 – 12 de março de 1821: Sua Majestade A Rainha da Sardenha
  • 12 de março de 1821 – 29 de março de 1832: Sua Majestade A Rainha Maria Teresa da Sardenha
    • Sucessão jacobita: 6 de outubro de 1819 – 10 de janeiro de 1824: Sua Majestade A Rainha da Inglaterra, Escócia, França e Irlanda
    • Sucessão jacobita: 10 de janeiro de 1824 – 29 de janeiro de 1824: Sua Majestade Rainha Maria Teresa da Inglaterra, Escócia e Irlanda
    • Sucessão jacobita: 29 de janeiro de 1824 – Março de 1832: Sua Majestade A Rainha Viúva da Inglaterra, Escócia e Irlanda

AncestraisEditar

Referências

BibliografiaEditar

  • Hamann, B.: Die Habsburger. Ein biographisches Lexikon. Verlag Carl Ueberreuter, Wien 1988, P. 345f.
  • Festorazzi, R.: La regina infelice. Lettere d'amore segrete di Maria Teresa di Savoia, Mursia, 2002.
 
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