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Réplica da personagem, em exibição em 2006

O ser denominado em alemão como Maschinenmensch (algo como máquina-humana) surgiu no filme de ficção científica Metrópolis, de 1927, dirigido por Fritz Lang. Interpretado pela atriz Brigitte Helm em ambas as formas assumidas por ele, a robótica e a humana, o personagem se tornou um dos maiores ícones do cinema.

O Maschinenmensch é chamado por vários nomes no filme: Parody, Ultima, Futura, Robotrix, Maria (falsa) e Hel.

Versão na literaturaEditar

As origens da Maschinenmensch foram contadas por Thea von Harbou em livro de 1927. O ser foi descrito como muito delicado e sem rosto, de material transparente feito de cristais no lugar da carne e prata no lugar dos ossos. Os olhos trasmitiam uma impressão de loucura mansa. Seu criador, o cientista louco Rotwang a chamou de "Parody" (na tradução inglesa), uma paródia de um ser humano. Quando Fredersen perguntou o que era, ele a chamou de "Futura ... "Parody" se preferir. Ou também Desilusão, uma mulher parcial. Rotwang então explica que Futura é perfeitamente obediente e que ela funciona como o agente provocador ideal, uma mulher que conduz os homens a seu destino. Depois, quando Rotwang dá as formas de Maria a sua criatura, ele a instrui para desobedecer Fredersen e destruí-lo. Há uma menção sobre a amante de Rotwang, Hel, mas não há associação direta com a Maschinenmensch.

A versão do filmeEditar

A versão cinematográfica diverge em função dos efeitos especiais usados no filme. O ser artificial é um autômato metálico com as formas de uma mulher. Rotwang proclama orgulhoso que Hel, sua amante, não está morta, mas viva na forma de um autômato.

Walter Schultze Mittendorff, o desenhista do robô, descreveu como a construiu[1]. Ele usou um material de plástico, esculpindo o robô através de um modelo da atriz Brigitte Helm. Usou um spray para a pintura do robô, dando-lhe a aparência de metal polido. O roteiro original fazia alusão à estátuas egípcias antigas.

Mas a roupagem que se assemelhava a uma armadura não permitia muitos movimentos e era bem desconfortável. A cena em que Rotwang apresenta a criação para Fredersen demorou nove dias para ser filmada, em janeiro de 1926.

A memorável cena da transformação do robô em humana foi outro magnífico efeito especial para a época, interpondo uma série de imagens da silhueta do robo atravessada por luzes néon circulares.

Quando fazia a Maria maligna, Brigitte Helm recebeu uma pesada maquiagem e suas expressões, gestos e poses, eram bastante exagerados em comparação com a comportada Maria original.

A Maschinenmensch é um perfeito exemplo do Complexo de Frankenstein, onde criaturas artificiais se voltam contra os criadores. Os seres artificiais possuem uma natureza malévola (provavelmente por "a priori" não possuirem uma alma), como é visto nos filmes Der Golem ou L'inhumaine. Numa parte atualmente tida como desaparecida do filme, Rotwang dá as instruções ao robô para desobedecer a ordens de Fredersen, o que explica o comportamento destrutivo da criatura. Outras versões colocam em dúvida o real controle de Rotwang sobre sua criação.

RéplicasEditar

A "armadura" original do Maschinenmensch foi aparentemente destruída depois das filmagens de Metrópolis. Não obstante, muitas réplicas foram encontradas em museus, principalmente no Filmmuseum em Berlim, na Cinématheque Francaise em Paris e no Museum of the Moving Image em Londres. Quase todas as versões eram prateadas, quando no original ela possuia uma coloração similar ao bronze.

Uma réplica oficial, aprovada pelos herdeiros de Walter-Schulze Mittendorff, foi lançada pela fábrica de brinquedos alemã Strenco.

Referências

  1. Eisner, Lotte, Fritz Lang, New York: Oxford Univ. Press, 1977 ISBN 0-306-80271-6

OutrasEditar

  • Metropolis filmprogram, 1927
  • Metropolis, Thea von Harbou, New York, Ace Books
  • Piccadilly Theatre Program "Metropolis" 1989
  • Interview with Bill Malone
  • Exhibition in Japan
  • Sky TV "Top ten robots" interview with Matthias Kuhnheim
  • "Metropolis", DVD-Studienfassung, Universität der Künste Berlin, 2005