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Michel Laurence
Michel Laurence segura a Bola de Prata, troféu idealizado por ele em 1970
Nascimento 5 de setembro de 1938
Marselha, França
Morte 25 de outubro de 2014 (76 anos)
São Paulo, (SP), Brasil
Nacionalidade francesa brasileira
Ocupação jornalista

Michel Laurence (Marselha, 5 de setembro de 1938 — São Paulo, 25 de outubro de 2014) foi um jornalista franco-brasileiro.

Um dos fundadores da revista Placar, foi o criador, ao lado do fotógrafo Manoel Motta,[1] do troféu Bola de Prata, dado anualmente pela revista aos melhores jogadores do Campeonato nacional desde 1970.[2] Ainda naquele ano, assinou junto com Narciso James uma série de reportagens chamada "A falência dos cartolas", em que eram propostas diversas mudanças no futebol brasileiro, inclusive a criação de um campeonato verdadeiramente nacional, o que ocorreria em 1971.[3]

Deixou a revista após a Copa do Mundo de 1974, voltando ao jornal O Estado de S. Paulo, onde já tinha trabalhado antes de ir para a Editora Abril. Trabalhou ainda nos jornais Última Hora, onde começou a carreira, e Jornal do Brasil. Em 1969, trabalhando na Edição de Esportes, suplemento semanal esportivo d'O Estado, conquistou um Prêmio Esso de jornalismo, concedido a ele e a José Maria de Aquino, com o artigo "O jogador é um escravo".[4] Na televisão, teve passagens por Globo, Record, Bandeirantes, Manchete e Cultura. Nesta última foi um dos idealizadores dos programas Cartão Verde e Grandes Momentos do Esporte.[4] Na TV Globo, participou do nascimento do Globo Esporte e da transformação do Esporte Espetacular (que era composto por vídeos norte-americanos) em um programa feito no Brasil.

Teve textos publicados em 2010 em dois livros, Pelé 70[5] e 11 Gols de Placa,[6] este último com a reprodução de "O jogador é um escravo"[7].

Era irmão da atriz Jacqueline Laurence e pai de seis filhos, sendo cinco deles também jornalistas.

Em 2015, foi homenageado com um livro de causos sobre futebol e jornalismo. Intitulado Michel Laurence — Causos da Bola, o livro, que tem prefácio dos narradores Galvão Bueno e Cléber Machado, reúne histórias narradas pelo próprio Laurence[7], muitos deles contados no blog Jogo Mais que Perfeito, mantido por Michel.

Referências

  1. "Quem criou a Bola de Prata?", Placar número 1.248, outubro de 2002, Editora Abril, pág. 62
  2. "O garoto do Placar", Placar número 136, 20/10/1972, Editora Abril, pág. 34
  3. "Placar, o iniciador da revolução", Fausto Neto, Placar número 31, Editora Abril, 16/10/1970, pág. 36
  4. a b Marcelo Rozenberg. «Que fim levou? Michel Laurence». Terceiro Tempo. Consultado em 26 de outubro de 2014 
  5. Dado Abreu (abril de 2010). «O atleta dos 15 séculos». Spring. Revista ESPN (6): pág. 95. ISSN 2176-3143 
  6. Marcos Sergio Silva (março de 2010). «Seleção da notícia». Editora Abril. Placar (1 340): pág. 20. ISSN 0104-1762 
  7. a b espn.com.br/ Com prefácio de Galvão Bueno, criador da Bola de Prata ganha livro-homenagem