Grupo Globo

Grupo de mídia brasileiro
Disambig grey.svg Nota: Não confundir com Global Media Group.

Grupo Globo[1] é o maior conglomerado de mídia e comunicação do Brasil e da América Latina, que tem as seguintes empresas subsidiárias: Globo,[3][12] Infoglobo,[3] Editora Globo,[3] Edições Globo Condé Nast,[3] Sistema Globo de Rádio[3] e Zap Imóveis,[3] além de ser mantenedor da Fundação Roberto Marinho. Em 2016, o Grupo Globo foi citado entre os maiores proprietários de mídia do mundo, de acordo com o ranking produzido pela consultoria Zenith Optimedia, sendo a única empresa brasileira da lista. A principal empresa do Grupo Globo é a TV Globo, que é a maior do país e, em 2012, a segunda maior emissora de televisão do mundo.[13][14][15][16][17][18][19][20]

Grupo Globo[1]
Edifício Jornalista Roberto Marinho
Razão social Organizações Globo Participações S.A.[1]
Empresa de capital fechado
Slogan O ambiente onde todos se encontram
Atividade Conglomerado de mídia
Gênero Sociedade anônima
Fundação 25 de julho de 1925 (95 anos)
Fundador(es) Irineu Marinho
Sede Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Área(s) servida(s) Brasil e Mundo
Proprietário(s) Família Marinho
Presidente Jorge Nóbrega
Vice-presidente
  • Paulo Tonet Camargo[2]
Produtos
Subsidiárias
Acionistas
Valor de mercado Aumento R$ 15.897 bilhões (2019)[4]
Ativos Aumento R$ 23.421 bilhões (2019)[4]
Receita Baixa R$ 14.090 bilhões (2019)[4]
Lucro BaixaR$ 752 milhões (2019)[4]
LAJIR Baixa R$ 1.079 bilhão (2019)[4]
Faturamento Aumento R$ 15.897 bilhões (2019)[4]
Website oficial grupoglobo.globo.com

Entre 2011 e 2017, o Grupo Globo figurou na pesquisa Top Thirty Global Media Owners, realizada pela Zenith Optimedia com base nas receitas publicitárias do ano, o Grupo Globo apareceu na posição 17 dentre os maiores grupos de mídia do mundo; que lista as '30 empresas mais influentes do mundo na área de mídia, atrás de empresas como Google (1º lugar), News Corp (3º lugar) e The Walt Disney Company (4º lugar). Em seguida, esteve presente na lista das "30 empresas mais influentes do mundo na área de mídia", sendo o único latino-americano entre os 20 maiores. O levantamento apontou também que o conglomerado era maior do que grupos de mídia conhecidos internacionalmente, como Microsoft (21º lugar) e Yahoo! (18º lugar).[21][22][23]

HistóriaEditar

Século XXEditar

A primeira iniciativa da holding foi o jornal A Noite, fundado e dirigido por Irineu Marinho em 1911, no Rio de Janeiro, então capital do Brasil.[24] Em 1925, com o sucesso do vespertino, Irineu decide fundar um segundo jornal chamado O Globo que, após sua morte repentina, passa a ter Eurycles de Matos, amigo pessoal de Irineu, como diretor-redator-chefe. Com o falecimento de Eurycles, em 1931, o filho de Irineu, Roberto Marinho, assume o jornal.[6]

Em 1944, ocorreu a inauguração da Rádio Globo, também no Rio de Janeiro, mas foi com a inauguração da TV Globo (transmitida a partir de 1965) a partir da obtenção da concessão do canal 4 do Rio de Janeiro, que a empresa se tornou líder no segmento de mídia e expandiu negócios como com a portuguesa SIC, em 2010.[16][25][26][27][28]

Nos anos seguintes, o Grupo Globo fundou a gravadora Som Livre (1969), a Fundação Roberto Marinho (1977), a programadora de canais Globosat (1991), o portal Globo.com (2000) e o G1 (2006).[29]

Século XXIEditar

Em 25 de agosto de 2014, a empresa divulgou que passaria a adotar como nome "Grupo Globo", antes "Organizações Globo", marca usada desde a inauguração do jornal O Globo em 1925.[30] Segundo Roberto Irineu Marinho, "Essa mudança é resultado da nossa visão de futuro e atuação nos anos recentes. Queremos incentivar e promover cada vez mais a colaboração entre nossas empresas, o alinhamento de objetivos e a busca de resultados comuns. O esforço conjunto será cada vez mais importante para entender expectativas do público e atendê-las.[31] No dia 10 de setembro, foi re-lançado o documento "Essência Globo" contendo a visão, missão e valores do Grupo. Sua primeira versão havia sido publicada no ano 2000.[28][31][32]

Projeto Uma Só Globo (2018-2021)Editar

Em 24 de setembro de 2018, o Grupo Globo anunciou o projeto Uma Só Globo onde, em três anos, as operações de suas subsidiárias TV Globo, Globoplay, Globosat, Globo.com, Som Livre e DGCorp seriam integradas em uma única empresa,[33] sob a razão social Globo Comunicações e Participações S.A. e a marca Globo. As empresas-irmãs Editora Globo, Infoglobo, Sistema Globo de Rádio e Fundação Roberto Marinho não foram contempladas para o projeto e continuam operando independentemente. O processo de reestruturação foi feito com a consultoria da Accenture.[34]

Com esse movimento, a Globo vem buscando corte de despesas fixas em alinhamento com seu lucro líquido, além de ganhar mais dinamismo e se preparar para enfrentar a concorrência das novas plataformas de mídia que surgem, e que como tendência mundial, estão cada vez mais concentradas.[35] Esses cortes geraram ao longo do processo uma série de controvérsias relacionadas quanto a demissões em massa de funcionários das antigas empresas. No caso da TV Globo, chamou-se bastante atenção, já que se dispensou uma parcela significativa de seu elenco de artistas da emissora - muitos deles de longa data e outros ociosos - e passou a utilizar um modelo de contrato por obra, algo que era planejado há mais de 30 anos.

A fusão também teve impactos culturais de gestão, uma vez que para parte do público - de acordo com pesquisa do site NaTelinha - enquanto a antiga Globosat era considerada mais jovial, avançada e moderna, a TV Globo tinha aspectos de repartição pública. Isso também era perceptível desde 2013, quando a emissora aberta consultou telespectadores, e concluiu-se que ela era vista pelo público jovem como "uma senhora rica, elegante e austera, sem muitas novidades e com uma programação engessada";[36] o que a motivou a realizar uma série de mudanças graduais tanto na comunicação com o público, quanto na identidade visual.

Em 8 de novembro de 2019, é anunciado uma centralização de algumas empresas do Grupo Globo, que se juntarão em uma nova empresa, apenas de nome Globo. A mudança, que aconteceu em 1º de janeiro de 2020, também afetará em toda a direção do grupo, com remanejamento e promoção de nomes. A TV aberta, bem como a própria TV Globo e a responsabilidade sobre suas afiliadas, agora terá a direção de Paulo Marinho.[37]

Em 4 de janeiro de 2021, é anunciada oficialmente a marca da nova Globo, como resultado da união da TV aberta, TV por assinatura, streaming e plataformas digitais. O projeto gráfico foi realizado por uma equipe multidisciplinar e teve como ponto de partida a opinião do público. Ele ilustra os valores da empresa compostos por brasilidade, proximidade, diversidade, senso de comunidade, liberdade e criatividade. A arquitetura da nova marca traz o uso de letras em caixa baixa para representar a proximidade com o público. As cores vibrantes refletem a natureza, e a tipografia arredondada foi idealizada para trazer a ideia de círculo e movimento.[38]

Empresa MediatechEditar

Um dos principais pontos da reestruturação é que ela passaria a se tornar uma empresa mediatech, visionando um futuro mais direcionado aos âmbitos digital e tecnológico. Nóbrega argumentou: "Nossos canais lineares falam com mais de 100 milhões de pessoas todos os dias no Brasil, o que demonstra a enorme relevância da televisão como a conhecemos, mas o conceito do que é televisão está se ampliando com rapidez".[39]

No dia 7 de abril de 2021, é anunciado um acordo de 7 anos com a plataforma Google Cloud. A parceria contempla a migração de 100% dos dados de seus data centers próprios para a nuvem da gigante tecnológica americana, assim como os seus conteúdos, produtos e serviços digitais da nova empresa; e abre possibilidades para a utilização de Inteligência Artificial e Machine Learning, incluindo no desenvolvimento de soluções e no processo de inovação da Globo.[40]

Venda da Som LivreEditar

Ainda sob o processo de reestruturação da nova empresa, em 18 de novembro de 2020, o presidente Jorge Nóbrega anunciou que pretendia vender a gravadora Som Livre. Ainda no mesmo dia, colocou-se a marca em processo de valuation, para disponibilizá-la ao mercado.[41] A distribuidora global Believe foi uma das interessadas na aquisição, porém, em 1º de abril de 2021, foi anunciado que a gravadora foi adquirida pela Sony Music, em uma transação de estimadamente US$ 255 milhões. Nóbrega afirmou na aquisição: "Nós queríamos assegurar que esse acordo preservasse tudo que a Som Livre representa para os brasileiros".[42][43]

Negócios do grupoEditar

Televisão abertaEditar

TV GloboEditar

 Ver artigo principal: TV Globo
 
Escritório da TV Globo no Jardim Botânico, Rio de Janeiro.

Inaugurada em 1965, possui cinco emissoras próprias (TV Globo Rio de Janeiro, TV Globo São Paulo, TV Globo Brasília, TV Globo Minas e TV Globo Recife), 119 emissoras afiliadas e é a maior rede de televisão aberta do Brasil em número total de emissoras próprias e afiliadas, em faturamento e em números de audiência. A emissora também distribui o conteúdo aberto para 118 países, através do serviço por assinatura Globo Internacional. Sua sede administrativa se localiza no bairro do Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio de Janeiro, além de contar com um complexo de estúdios chamado Estúdios Globo, na Zona Oeste da capital fluminense. Já o departamento comercial da empresa se localiza no Edifício Jornalista Roberto Marinho, no bairro de Vila Cordeiro, na Zona Sul da capital paulista.[31][44][45][46][47]

Canal FuturaEditar

 Ver artigo principal: Canal Futura

Canal educacional, produzido pela TV Globo em parceria com a Fundação Roberto Marinho e outras empresas a partir de 1997. Programado pelos Canais Globo, pode ser acessada via internet, antena parabólica e nos serviços de televisão por assinatura, TVs universitárias e UHF.[7][28][48][49]

Televisão por assinaturaEditar

Canais GloboEditar

 Ver artigo principal: Canais Globo
 
Logo dos Canais Globo
 
Sede dos Canais Globo no Rio de Janeiro
 
Tiago Maranhão em uma reportagem para o SporTV em agosto de 2014 na Coreia do Norte com Jong Song-ok, ganhadora do Campeonato Mundial de Atletismo de 1999.

Lançada em 1991 como Globosat, é considerada a maior produtora de conteúdo destinado a TV por assinatura da América Latina. Possui mais de 30 canais próprios e de parceiros, e conta com produtos em outras plataformas, distribuídos para mais de 18 milhões de telespectadores. Sua sede, inaugurada em 2010, fica na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro, além de contar com o escritório em São Paulo (área corporativa, comercial e canais) e escritório comercial em Brasília.[50][51][52][53]

Inaugurada em 2012, a Globosat Comercialização de Conteúdos, anteriormente conhecida como NET Brasil, é a empresa responsável pela representação e comercialização de tudo que a Globosat produz, sejam canais, vídeo on-demand, pay-per-view e outras plataformas.[57][58][59][60]

SkyEditar

 Ver artigo principal: Sky Brasil

Lançada em 30 de outubro de 1996, a Sky foi uma das primeiras empresas de TV por assinatura via satélite do Brasil usando o sistema de televisão digital no DTH.[61][62] Dez anos mais tarde, em 2006, é concluída a maior fusão do setor com a DirecTV Brasil, até então sua maior concorrente.[63] A News Corporation, sócia da Sky, tinha comprado 35% das ações da DirecTV em 2004.[64][65] Anteriormente, em 2002, a Globo vendeu parte de sua participação na Sky para a News Corporation, fazendo com que esta assumisse o seu controle.[66][67] A controladora da DirecTV e, consequentemente, da Sky é da empresa de telecomunicações norte-americana AT&T, que comprou a empresa em 2015.[68][69]

RádioEditar

 Ver artigo principal: Sistema Globo de Rádio

Empresa que controla as concessões e redes de rádio do grupo. Está sediada na cidade do Rio de Janeiro.[70][71]

Até 2016, possuía concessões nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília; as emissoras da Rádio Globo e da CBN atuavam com afiliadas em todo o território nacional.[73][74]

InternetEditar

Globo.comEditar

 Ver artigo principal: Globo.com
 
Logo do Globo.com

O portal foi lançado em 2000 e se firma em quatro pilares: notícias, esportes, entretenimento e vídeos.[75][76] Sites como o G1, globoesporte.com, Ego, Paparazzo, além de páginas das empresas do grupo, estão hospedados dentro do portal.[77][78] Também oferece serviço provedor de internet através de hotspots Wi-Fi, usando a rede da Oi.[78][79] É o 5º endereço mais acessado no país e o 148º no mundo, de acordo com o Alexa Internet.[80]

Domínio.globoEditar

O Grupo Globo foi a primeira empresa brasileira a obter um dos novos domínios de topo genéricos (gTLD) criados pela ICANN, órgão que regulamenta a web.[81] O Grupo Globo conseguiu a oficialização da extensão ".globo" na rede junto ao órgão.[82] Com a publicação da homologação do sufixo pela IANA em maio de 2014, o domínio ".globo" passou a fazer parte da internet.[83][84]

Zap ImóveisEditar

 Ver artigo principal: Zap Imóveis

Portal de classificados de imóveis da internet brasileira.[85]

Mídia impressaEditar

Editora GloboEditar

 Ver artigo principal: Editora Globo

Fundada em 1952, a editora publica livros e revistas. Sua sede está localizada em São Paulo, além de contar com sucursais no Rio de Janeiro e em Brasília.[86][87][88]

Edições Globo Condé NastEditar

 Ver artigo principal: Edições Globo Condé Nast
 
Logo da revista Vogue

Joint venture formada entre a Editora Globo (70%) e a Condé Nast (30%), que funciona de forma independente, porém, diretamente ligada.[89][90]

InfogloboEditar

 Ver artigo principal: Infoglobo
 
Parque gráfico do jornal O Globo

Empresa responsável por editar e publicar os jornais do grupo.[91][92]

Outros negócios, sociedades e participaçõesEditar

Estrutura corporativaEditar

O Grupo Globo possui em seu alto escalão os seguintes nomes:[100]

Conselho de administração
Executivos [101]
  • Jorge Nobrega (presidente executivo)
  • Paulo Tonet Camargo (vice-presidente de relações institucionais)
  • Erick Brêtas (diretor de Produtos e Serviços Digitais)
  • Eduardo Schaeffer (diretor de Negócios Integrados de Publicidade)
  • Carlos H. Schroder (diretor de Criação e Produção de Conteúdo)
  • Pedro Garcia (diretor de Aquisição de Direitos)
  • Rossana Fontenele (diretora de Estratégia e Tecnologia)
  • Sérgio Valente (diretor de Marca e Comunicação)
  • Manuel Belmar (diretor de Finanças, Jurídico e Infraestrutura)
  • Cláudia Falcão (diretora de Recursos Humanos)
  • Paulo Marinho (diretor dos Canais Globo)
  • Frederic Kachar (diretor da Editora Globo e Sistema Globo de Rádio)
  • Roberto Marinho Neto (diretor da Globo Ventures)

Referências

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  3. a b c d e f g h i j k «Nossas Empresas». Grupo Globo. Consultado em 20 de Julho de 2019. Cópia arquivada em 13 de julho de 2019 
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  5. Edifício Jornalista Roberto Marinho é inaugurado em SP
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  7. a b «História Grupo Globo». Memória Globo. Consultado em 18 de junho de 2016. Cópia arquivada em 14 de março de 2016 
  8. «Estrutura corporativa». Grupo Globo. Consultado em 18 de junho de 2016. Cópia arquivada em 23 de junho de 2016 
  9. G1 (4 de abril de 2017). «Globo fecha 2016 com lucro de R$ 2 bilhões e faturamento de R$ 15,3 bilhões». G1. Consultado em 13 de Novembro de 2017 
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  11. «Organizações Globo Participações S.A.» (PDF). Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro. 28 de março de 2016. Consultado em 30 de abril de 2017 [ligação inativa]
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