Abrir menu principal
Disambig grey.svg Nota: Para outros monarcas de mesmo nome, veja Miguel I.
Text document with red question mark.svg
Este artigo ou secção contém fontes no fim do texto, mas que não são citadas no corpo do artigo, o que compromete a confiabilidade das informações (desde maio de 2019). Ajude a melhorar este artigo inserindo fontes.
Miguel Rangabe
Imperador e Autocrata dos Romanos
Michael I (Byzantine Emperor).jpg
Miguel I representado numa moeda do seu reinado
Reinado 811-813
Consorte Procópia
Antecessor(a) Estaurácio
Sucessor(a) Leão V, o Armênio
Dinastia nicéfora
Morte 11 de janeiro de 844
Filho(s) Teofilacto
Estaurácio
Nicetas (patriarca Inácio de Constantinopla)
Gorgo
Téofano
Pai Teofilacto Rangabe

Miguel I Rangabe (em grego: Μιχαήλ Α΄ Ραγγαβέ; transl.: Mikhaēl I Rangabe), († 11 de janeiro de 844), foi imperador bizantino entre 811 e 813.

HistóriaEditar

Miguel era filho do patrício Teofilacto Rangabe, almirante da armada do mar Egeu. Casou-se com Procópia, filha daquele que viria a ser o imperador Nicéforo I, o Logóteta, tendo recebido o título de curopalata quando o seu sogro subiu ao trono em 802.

Miguel sobreviveu à desastrosa campanha de Nicéforo contra Crum da Bulgária e acabou por ser considerado um melhor candidato ao trono do que o seu cunhado gravemente ferido Estaurácio. Quando Procópia, sua mulher, não conseguiu convencer Estaurácio a designar Miguel como seu sucessor, os apoiantes deste obrigaram o imperador a abdicar a 2 de outubro de 811.

Miguel I tentou pôr em prática uma política de reconciliação, reduzindo a pesada tributação fiscal imposta por Nicéforo I. Ao mesmo tempo que reduzia as receitas do império, Miguel distribuía dinheiro generosamente ao exército, à administração pública e à Igreja. Eleito com o apoio do partido ortodoxo no seio da Igreja, Miguel perseguiu os iconoclastas e obrigou o patriarca de Constantinopla Nicéforo a recuar na sua disputa com Teodoro Estudita, o influente abade do mosteiro de Estúdio, durante a controvérsia iconoclasta. A piedade de Miguel valeu-lhe uma apreciação muito positiva da parte de Teófanes, o Confessor.

Em 812, Miguel I reiniciou conversações com os francos e reconheceu Carlos Magno como "basileu (imperador) dos francos", em troca da devolução de Veneza e da Ístria ao Império Bizantino. No entanto, influenciado por Teodoro, Miguel rejeitou as pazes com Crum, o que provocou a tomada de Mesembria (Nesebar) pelos búlgaros. Depois de alguns êxitos iniciais na primavera de 813, o exército de Miguel preparou-se para a grande Batalha de Versinícias, perto de Adrianópolis (atual Edirne), em junho desse ano. Os bizantinos foram postos em fuga e a posição do imperador ficou seriamente comprometida. Recando conspirações contra a sua vida, Miguel atalhou a questão abdicando a favor do general Leão V, o Armênio e tomando em seguida votos monásticos (sob o nome de Atanásio). Os seus filhos foram castrados - e, assim, impedidos de se reivindicarem o trono - e encerrados em mosteiros, e um deles, Nicetas (com o novo nome de Inácio), chegou a tornar-se patriarca de Constantinopla. Miguel morreu pacificamente em janeiro de 844.

FilhosEditar

Miguel e Procópia tiveram pelo menos cinco filhos:

  • Teofilacto, (c. 792 - 15 de janeiro de 849), co-imperador de 812 a 813. Ele foi castrado e confinado num mosteiro.
  • Estaurácio (ca. 793 – 813). Morreu antes da abdicação do pai em circunstâncias desconhecidas.
  • Nicetas (ca. 797 – 23 de outubro de 877). Ele foi castrado e confinado num mosteiro. Emergiu posteriormente como o patriarca Inácio de Constantinopla.
  • Gorgo. Uma freira.
  • Téofano. Uma freira.

BibliografiaEditar

Precedido por
Estaurácio
Imperador bizantino
811 - 813
Sucedido por
Leão V, o Armênio