Miguel Lobo Antunes

Miguel Lobo Antunes (Lisboa[1], 1947[2]) é um jurista e gestor cultural[3] português.

Licenciado em Direito, em 1972[4], tendo sido presidente da Associação Académica na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa[5]. A nível profissional, Miguel Lobo Antunes ainda começou o estágio de advocacia, mas abandonou-o quando estava na tropa. Depois de uma passagem pelo serviço de contencioso da Caixa Nacional de Pensões (hoje Centro Nacional de Pensões), tornou-se bibliotecário da Comissão Constitucional, órgão precursor do atual Tribunal Constitucional, no período subsequente ao 25 de abril de 1974, então presidido por Ernesto Melo Antunes[6].

Na década de 1980 inicia a sua ligação à cultura, fazendo um percurso de cerca de 40 anos, em que colaborou, ora como programador e gestor, ora como jurista, em instituições públicas ou privadas, vocacionadas para a produção cultural. Começou como vice-presidente do Instituto Português do Cinema, entre 1983 e 1985, sendo, a seguir, programador, pela primeira vez, de cinema e animação para a Europália, em 1991. A 9 de dezembro de 1991, foi agraciado com o grau de Comendador da Ordem do Mérito.[7] A seguir colabora com a organização do Lisboa 94, a primeira capital da cultura europeia, como assessor jurídico[8].

Em 1996, depois de uma passagem pelo gabinete do Ministro Mariano Gago, no primeiro governo de António Guterres, Miguel Lobo Antunes ingressou na administração do Centro Cultural de Belém[9]. De 1996 a 2001 esteve no CCB, onde se assinala ter sido o criador do festival Festa da Música[10]. A 9 de junho de 2001, foi agraciado com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.[7]

Entre 2002 e 2004 foi diretor artístico do Festival Internacional de Música de Mafra.

Desempenhou o seu último cargo na gestão de instituições ligadas à cultura como administrador da Culturgest, onde foi responsável, sobretudo, pela programação cultural e pela comunicação, desde 2004 até 2017[11].

Em 2019 Miguel Lobo Antunes surge como ator e protagonista de um filme de João Nicolau, Technoboss[12], que conta a história de um homem na passagem para a reforma. Este filme foi a primeira entrada portuguesa na competição oficial do Festival de Locarno[13] e recebeu o Grande Prémio do Júri no 16 Festival de Sevilla.

Filho de João Alfredo Lobo Antunes[14] e de Maria Margarida Machado de Almeida Lima Lobo Antunes; irmão de António, João, Pedro, Nuno e Manuel Lobo Antunes; pai de José Maria Vieira Mendes e de João Lobo, tio de Paula Lobo Antunes[15].

Referências