Militares vermelhos

Militares vermelhos foi o nome com que ficaram conhecidos, especialmente pelas populações da ex-províncias ultramarinas portuguesas, os militares relacionados com o Partido Comunista Português (PCP) e o comunismo internacional que tiveram assento no Movimento das Forças Armadas (MFA).

A expressão foi especialmente aplicada aqueles que durante o Processo Revolucionário em Curso (PREC) trabalharam para a entrega desses territórios bem como o território metropolitano à esfera de influência soviética.

O caso mais paradigmático terá eventualmente sido o do almirante Rosa Coutinho[1] governador em Angola no pós 25 de Abril que ficou conhecido por ter mandado entregar todas as armas na posse da população civil às autoridades enquanto abria a porta à entrada de soldados e material de guerra da esfera comunista a partir da ponte aérea Cuba-Angola.

Outros exemplo conhecidos são o de Otelo Saraiva de Carvalho[1] e Vasco Gonçalves que chegou a visitar Fidel Castro[1] em Havana em pleno verão de 1975 no exacto momento em que a ponte aérea Cuba-Angola se encontrava no seu auge.

Ligações externasEditar

Referências

  1. a b c Tomás Diel Melícias (2017). O Feitiço do Moderno: Jonas Savimbi e seus projetos de nação angolana (1966-1988) (PDF). Porto Alegre: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul