Abrir menu principal

Partido Comunista Português

partido político português
Partido Comunista Português
Líder Liderança coletiva
Secretário Jerónimo de Sousa
Fundação 6 de março de 1921
Registro 26 de dezembro de 1974[1]
Sede Portugal Portugal
Rua Soeiro Pereira Gomes, 3, 1600-019 Lisboa
Ideologia Comunismo[2]
Marxismo-leninismo[2][3]
Espectro político Extrema-esquerda[4][5][6][7]
Publicação Avante!,
O Militante
Ala jovem Juventude Comunista Portuguesa
Antecessor Federação Maximalista Portuguesa
Membros  (2016) 54.280[8]
Afiliação nacional CDU - Coligação Democrática Unitária
Afiliação internacional Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários
Seminário Comunista Internacional
Grupo no Parlamento Europeu Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Nórdica Verde[9]
Assembleia da República
15 / 230
Parlamento Europeu
3 / 21
Assembleia Legislativa da Madeira
2 / 47
Assembleia Legislativa dos Açores
1 / 57
Presidentes de Câmaras Municipais
24 / 308
Vereadores Municipais
171 / 2 074
Cores Vermelho
Hino "Avante Camarada"[10]
Bandeira do partido
Flag of the Portuguese Communist Party.svg
Página oficial
www.pcp.pt/
Manifestação do PCP na Praça do General Humberto Delgado na cidade do Porto, em Setembro de 1980.[11]

O Partido Comunista Português (PCP) (IPA[pɐɾ'tiðu kumu'niʃtɐ puɾtu'ɣeʃ]) é um partido político de extrema-esquerda.

É um dos partidos políticos mais antigos, mais ideologicamente estáveis e com mais história que existe e continua activo. Tem deputados na Assembleia da República e no Parlamento Europeu, onde integra o grupo Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Nórdica Verde. Carlos Carvalhas substituiu o líder histórico Álvaro Cunhal em 1992. O actual líder é Jerónimo de Sousa.

O partido foi fundado em 1921 como a secção Portuguesa do Internacional Comunista (Comintern). Ilegalizado no fim dos anos 1920, o PCP teve um papel fundamental na oposição ao regime ditatorial conduzido, por muitos anos, por António de Oliveira Salazar. Durante as cinco décadas de ditadura, o PCP participou activamente na oposição ao regime e era o partido (clandestino naquela época) mais organizado e mais forte da oposição[carece de fontes?]. Foi suprimido constantemente pela polícia política, a PIDE, que obrigou os seus membros a viver clandestinamente, sob a ameaça de serem presos, torturados ou assassinados. Mas a determinação dos seus membros e apoio financeiro da União Soviética garantiram a sua continuidade. Após a revolução dos cravos, em 1974, os seus 36 membros do Comité Central, em conjunto, tinham já cumprido mais de 300 anos de prisão.[12]

Após o fim da ditadura, o partido tornou-se numa principal força política do novo regime democrático, principalmente na classe dos trabalhadores[carece de fontes?], e continua popular em vastos sectores da sociedade Portuguesa[carece de fontes?], particularmente nas áreas rurais do Alentejo e Ribatejo e áreas industrializadas como Lisboa e Setúbal, onde lidera vários municípios.[13]

O PCP publica o jornal semanário Avante!, fundado em 1931, e a revista bimensal O Militante.

História do Partido Comunista Português

Origens e formação do partido

Após o fim da Primeira Guerra Mundial em 1918, Portugal caiu numa grave crise económica, em parte devido à intervenção militar na guerra. A classe dos trabalhadores respondeu ao deteriorar do seu nível de vida com uma onda de greves. Com o apoio da União Operária, cresceram as movimentações reivindicativas e, no fogo dessas lutas, a classe operária conquistou, finalmente, a histórica vitória da jornada de 8 horas de trabalho.[14]

Em Setembro de 1919, o movimento da classe dos trabalhadores fundou a Confederação Geral do Trabalho, ou CGT. Contudo, a falta de poder político devido, por sua vez, à falta de uma estratégia política coerente entre os trabalhadores, levou à fundação da Federação Maximalista Portuguesa (FMP) em 1919. O seu principal objectivo era promover ideias revolucionárias e socialistas, e organizar e desenvolver um movimento dos trabalhadores.[14]

Após algum tempo os membros da FMP sentiram a necessidade de uma vanguarda revolucionária entre os trabalhadores Portugueses. Depois de várias reuniões em várias sedes dos sindicatos, e com a ajuda da Comintern, foi fundado o Partido Comunista Português, ou PCP, como a secção Portuguesa do Internacional Comunista (Comintern), no dia 6 de Março de 1921.

De modo diverso ao que ocorrera na generalidade dos países europeus, o Partido Comunista Português não se formou a partir de uma cisão no Partido Socialista, mas ergueu-se, essencialmente, com militantes saídos das fileiras do sindicalismo revolucionário e do anarcossindicalismo, que representavam o que havia de mais vivo, combativo e revolucionário no movimento operário português.[14]

Em Novembro de 1923 ocorre em Lisboa o primeiro congresso do PCP, com José Carlos Rates na liderança do partido. Cerca de 100 membros do partido atenderam ao congresso, e afirmaram a sua solidariedade com o socialismo na União Soviética, e a necessidade de políticas semelhantes em Portugal; alertou também para o perigo que um regime fascista traria para o partido e para o país.[15]

Ilegalização do partido e clandestinidade

 
Álvaro Cunhal é o mais famoso militante do PCP, tendo sido secretário-geral do partido por 31 anos

Após a Revolução de 28 de Maio de 1926 o partido foi ilegalizado, e foi forçado a operar em segredo. Por coincidência, a revolução aconteceu na véspera do segundo congresso, o que levou à sua suspensão. Em 1927 a sede do PCP foi fechada. O partido foi depois reorganizado em 1929 por Bento António Gonçalves. Adaptando-o ao seu novo modo de operações clandestinas, evitou assim uma onda de detenções.

Entretanto, em 1938, o PCP foi expulso do Comintern. A expulsão foi justificada por uma quebra repentina nas actividades do partido, após um fervoroso começo no início dos anos 1920, e pela fraca estrutura interna do partido, caracterizada por guerras internas.

A acção contra o PCP, assinada por Georgi Dimitrov, foi tomada, em parte, devido a perseguições contra membros e partidos da Comintern (como o Partido Comunista da Polónia, ou Béla Kun) por parte de Estaline. Estes eventos, entre outros, levaram à dissolução da Comintern em 1943. O PCP apenas iria restabelecer relações com o movimento Comunista e com a União Soviética em 1947, após contactos esporádicos através dos partidos Comunistas da Espanha e da França, e mais tarde através de Mikhail Suslov.[16]

Após a ascensão ao poder do regime ditatorial de Salazar, ou Estado Novo, a supressão do partido aumentou. Muitos membros foram presos, torturados e assassinados. Muitos foram enviados para o campo de concentração do Tarrafal, em Cabo Verde, incluindo Bento Gonçalves, que acabou por morrer no campo. Esta vasta onda de detenções levou a uma grande reorganização em 1940-41, chamada de "reorganização dos anos 1940". O primeiro congresso após estas mudanças ocorreu em 1943, e foi decidido que o PCP se deveria unir com todos os que queriam acabar com a ditadura. Outra decisão importante foi a necessidade de aumentar a influência do partido dentro do exército Português. O Partido Comunista conseguiu assim, pela primeira vez, criar uma organização clandestina forte, que iria ajudar significativamente a resistência contra o regime de Salazar.[17]

Em 1945, com a queda dos principais regimes fascistas na Segunda Guerra Mundial, Salazar foi forçado a simular algumas mudanças democráticas, para manter uma boa imagem no ocidente. Autorizou assim a criação de uma resistência democrática, chamada Movimento de Unidade Democrática, ou MUD. Inicialmente foi controlada por uma oposição moderada, mas cedo se tornou altamente influenciada pelo PCP.[18] Na direcção da sua ala jovem estavam alguns comunistas como Octávio Pato, Salgado Zenha, Mário Soares, Júlio Pomar e Mário Sacramento. Eventualmente, o MUD foi ilegalizado pelo governo em 1948, após várias ondas de supressão.

O quarto congresso, realizado em Julho de 1946, apontou para um grande movimento popular como única maneira de derrotar o regime, e indicou as políticas que o PCP iria levar a cabo para liderar esse mesmo movimento. Esta, juntamente com a consolidação do trabalho clandestino, foi a principal conclusão do congresso. Um breve relatório destas conclusões foram publicadas pelo Comité Central do Partido Comunista da União Soviética. Entretanto, Álvaro Cunhal viajou ate à Jugoslávia, com a ajuda de Bento de Jesus Caraça, com o intuito de melhorar as relações com o Bloco Socialista. Em 1948, viajou até à União Soviética para falar com Mikhail Suslov, após as ligações entre o PCP e o Movimento Internacional Comunista terem sido restabelecidas. Quando regressou da União Soviética, Cunhal foi preso pela polícia política de Salazar, a PIDE.

O quinto congresso, em Setembro de 1957, realizou-se no Estoril. O PCP aprovou os seus primeiros estatutos e programa. O congresso tomou, pela primeira vez, uma posição oficial em relação ao Colonialismo, defendendo que todas as pessoas têm o direito à auto-determinação, e deixou claro o apoio aos movimentos populares de libertação das colónias Portuguesas, como o MPLA em Angola, FRELIMO em Moçambique, e PAIGC na Guiné-Bissau.[19]

Em Janeiro de 1960, um grupo de dez membros do PCP conseguiram fugir da prisão de alta-segurança de Peniche.[20] Várias figuras de topo do partido participaram na fuga, entre elas Álvaro Cunhal, que seria eleito no ano seguinte o primeiro Secretário-geral em dezanove anos. Também entre os fugitivos estavam Jaime Serra, que iria organizar secretamente o grupo de Acção Revolucionária Armada ou ARA. O ARA era um grupo armado do PCP que iria ser responsável por alguns golpes militares contra o regime ditatorial nos anos 1970.

Em 1961 começou a Guerra Colonial em África, primeiro em Angola, depois em Moçambique e Guiné-Bissau. A guerra durou 13 anos, e foi um duro golpe para a sociedade Portuguesa, forçando milhares de Portugueses a deixar o país, tanto para procurar melhores condições de vida em países como a França, Alemanha e Suíça, como para fugir à guerra. O PCP, que tinha estado envolvido na formação de movimentos de guerrilha nacionalistas, juntamente com a União Soviética, tomou imediatamente uma posição de oposição forte à guerra, e de apoio aos movimentos anticoloniais. A guerra, criando grande instabilidade na sociedade Portuguesa, ajudou ao declínio do regime de Salazar.[21]

Em 1962 instalou-se a "Crise Académica". O regime, temendo a crescente popularidade das ideias democratas entre os estudantes, ilegalizou várias associações e organizações. A maioria dos membros destas organizações eram intelectuais comunistas militantes que eram perseguidos e proibidos de continuar os seus estudos universitários.[22] Os estudantes, com o forte apoio do PCP, responderam com demonstrações que culminaram no dia 24 de Março com uma enorme demonstração em Lisboa. Esta demonstração foi brutalmente suprimida pela polícia, levando a vários ferimentos em estudantes.[23] Seguiu-se imediatamente uma greve dos estudantes contra o regime.

No sexto congresso, em 1965, Álvaro Cunhal, eleito Secretário-geral em 1961, elaborou um relatório chamado "Rumo à Vitória - As Tarefas do Partido na Revolução Democrática e Nacional", que se tornou num documento de grande influência entre o movimento democrático. Distribuído largamente entre os membros clandestinos, continha oito objectivos políticos, tais como "o fim dos monopólios na economia", "a necessidade de uma reforma agrária e redistribuição das terras", e "a democratização do acesso à cultura e à educação" - políticas que o PCP considerava essenciais para tornar Portugal num país inteiramente democrático. Nove anos mais tarde, no dia 25 de Abril de 1974, a Revolução dos Cravos pôs um fim a 48 anos de resistência e marcou o início de um novo ciclo na vida do partido.

Revolução dos Cravos de 1974 e os primeiros anos de democracia

 
Legalização do Partido Comunista Português, pintura mural executada em Abril de 1974[24]

Imediatamente após a revolução, foram restabelecidos direitos básicos de democracia em Portugal. No dia 27 de Abril, prisioneiros políticos foram libertados. No dia 30 de Abril, Álvaro Cunhal regressou a Lisboa, onde foi recebido por milhares de pessoas. O dia 1 de Maio foi comemorado pela primeira vez em 48 anos, e aproximadamente meio milhão de pessoas juntaram-se no Estádio 1º de Maio em Lisboa para ouvir os discursos do líder comunista Álvaro Cunhal e do socialista Mário Soares.[25] No dia 17 de Maio, o jornal do partido, Avante!, lançou a sua primeira edição legal.

Os meses seguintes foram marcados por mudanças radicais no país, sempre seguidos de perto e apoiados pelo PCP. O longo processo de restaurar a independência às colónias foi iniciado com o apoio total do partido, e em cerca de um ano, Guiné-Bissau, Angola, Moçambique, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe tornaram-se países independentes.

 
Mural em Portugal com uma dedicatória ao 25 de Abril.

Seis meses após a Revolução, em 20 de Outubro de 1974, decorreu o sétimo congresso do PCP. Mais de mil delegados e centenas de Portugueses e estrangeiros assistiram ao congresso, que foi caracterizado por importantes discussões sobre a revolução que ocorria por todo o país. No dia 12 de Janeiro de 1975, o Partido Comunista Português tornou-se no primeiro partido legalmente reconhecido.

O processo revolucionário continuou. A 11 de Março de 1975, as forças militares de esquerda derrotaram uma tentativa de golpe pelas forças militares de direita.[26] Isto resultou numa viragem do processo revolucionário político para a esquerda, com os principais sectores da economia, tais como bancos, transportes, minas e empresas de comunicações a serem nacionalizados. Tudo isto foi feito sob o comando de Vasco Gonçalves, um membro militar apoiante do PCP, que se tornou no primeiro-ministro após a renúncia do primeiro governo provisional. O PCP reforçou o seu total apoio a todas estas mudanças, e ao processo de Reforma Agrária que implementou a colectivização do sector agrícola e das terras numa região denominada "Zona de Intervenção da Reforma Agrária", ou "ZIRA", que incluía as terras a sul do Rio Tejo.[26] O Partido Comunista tomou a liderança desse processo e executou-o de acordo com o programa partidário, organizando vários milhares de camponeses em cooperativas. Isto, combinado com a forte organização clandestina do PCP e o apoio dos camponeses durante anos precedentes naquela região, fizeram de algumas zonas do sul de Portugal a principal fonte de apoiantes do PCP. O PCP ganhou mais de metade dos votos em Beja, Évora e Setúbal nas subsequentes eleições.

 
PCP nas fábricas, pintura mural[24]

Um ano após a revolução, ocorreram as primeiras eleições democráticas para eleger o parlamento que iria escrever a nova Constituição, para substituir a Constituição de 1933. O PCP consegui 12,52% dos votos e elegeu 30 deputados. No fim, tal como o Partido desejava[carece de fontes?], a Constituição incluiu várias referências ao "Socialismo" e a uma "Sociedade Sem Classes", e foi aprovada com a oposição de apenas um partido, o Centro Democrático Social, ou CDS.

Em 1976, após a aprovação da Constituição, ocorreu a segunda eleição democrática, e o PCP elevou a sua percentagem de votos para 14,56% e 40 deputados. Nesse mesmo ano, ocorreu a primeira Festa do Avante!, e o oitavo congresso do partido foi realizado em Lisboa de 11 a 14 de Novembro. O congresso referiu principalmente a necessidade de continuar a conquista pela vitória do Socialismo em Portugal, e a necessidade de defender os ideais alcançados na Revolução contra o que o partido considera ser um passo atrás político, liderado pela coligação do Partido Socialista e o Centro Democrático Social, que se opôs ao processo de Reforma Agrária.

 
IX Congresso do PCP, pintura mural na cidade do Porto[24]
 
Jovem Vota APU, pintura mural na cidade do Porto[24]

Em 1979, o PCP realizou o seu nono congresso, que analisou o estado de um Portugal pós-revolução, políticas que este partido considerava de direita e as lutas do Partido Comunista para nacionalizar a economia. Em Dezembro de 1979, decorreram novas eleições. O partido formado pela Aliança Povo Unido ou APU, em coligação com o Movimento Democrático Português ou MDP/CDE, e aumentou os seus votos para 18,96% e 47 deputados. As eleições foram ganhas pela coligação centro/direita, liderada por Francisco Sá Carneiro, que iniciou imediatamente políticas que o PCP considerava serem contrárias aos interesses dos trabalhadores. Nas subsequentes eleições de 1980 o PCP desceu para 41 deputados, embora venha a alcançar várias vitórias em eleições municipais, ganhando a liderança de dezenas de municípios, na coligação FEPU - Frente Eleitoral Povo Unido. Após a trágica morte de Sá Carneiro num desastre aéreo em 1980, o PCP conseguiu 18,20% dos votos e 44 deputados como parte da APU - Aliança Povo Unido nas eleições de 1983. Também em 1983 o PCP realizou o seu décimo congresso, que criticou mais uma vez o que via como perigos das políticas de direita.

Em 1986, a surpreendente vitória de Mário Soares, que alcançou a segunda volta das eleições presidenciais, derrotando o candidato do Partido, Salgado Zenha, fez com que o partido realizasse um congresso extraordinário. O décimo primeiro congresso foi convocado com apenas duas semanas de antecedência, para decidir se iriam ou não apoiar Mário Soares contra Freitas do Amaral. Mário Soares foi apoiado, e ganhou com uma ligeira margem. Caso não tivesse conseguido o apoio do PCP, provavelmente teria perdido as eleições[parcial?]. Em 1987, após a renúncia do governo, tomaram lugar novas eleições. O PCP, agora na Coligação Democrática Unitária (CDU), com o Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV), e a Intervenção Democrática (ID), viu uma substancial redução do seu eleitorado de 44 para 31 deputados e 12,18% dos votos.

Fim do Bloco Socialista e novos desafios

 
O escritor vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, José Saramago, foi um militante histórico do PCP

Em 1988 decorreu o décimo segundo congresso, em que participaram mais de 2000 delegados, e que foi posto em prática um novo programa chamado "Portugal, uma Democracia Avançada no Limiar do Século XXI".

No final dos anos 1980, o Bloco Socialista da Europa de Leste começou a desintegrar-se e o PCP passou por uma das maiores crises na história. Com a saída de vários membros, o partido convocou um congresso extraordinário, o décimo terceiro, em Maio de 1990, onde decorreu uma enorme batalha ideológica. A maioria dos mais de 2000 delegados decidiu continuar a "revolucionária jornada até ao Socialismo" do PCP, retendo assim a sua ideologia Leninista. Isto entrou em conflito com as ideologias de vários partidos comunistas espalhados pelo mundo. O congresso referiu o falhanço do socialismo na União Soviética[carece de fontes?], apesar de várias mudanças sociais levadas a cabo pelo movimento laboral terem sido influenciadas pelo Bloco Socialista. Álvaro Cunhal foi re-eleito Secretário-Geral, mas Carlos Carvalhas foi eleito Secretário-Geral Adjunto.

Nas eleições legislativas de 1991 o PCP atingiu 8,84% dos votos e 17 deputados, continuando assim o seu acentuado declínio eleitoral.

O décimo quarto congresso decorreu em 1992, e Carlos Carvalhas foi eleito o novo Secretário-Geral, substituindo Álvaro Cunhal. O Congresso analisou toda a situação internacional criada pela dissolução da União Soviética pela derrota do Socialismo na Europa de Leste. O PCP traçou também as linhas necessárias para destituir Cavaco Silva e o seu governo, que aconteceu pouco tempo depois. Em 1995 o Partido Social Democrata foi substituído pelo governo do Partido Socialista após as eleições legislativas de Outubro, em que o PCP volta a registar uma queda para 8,61% dos votos.

Em Dezembro de 1996 mais de 1.600 delegados do partido participaram no décimo quinto congresso do PCP, desta vez no Porto. O congresso criticou o que considerava serem políticas de direita do governo Socialista de António Guterres, e debateu o futuro do partido após a dissolução do Bloco Socialista. Nas subsequentes eleições municipais o PCP continuava em declínio, mas nas eleições legislativas de 1999 o Partido conseguiu um ligeiro aumento na percentagem dos seus votos pela primeira vez em vários anos. O décimo sexto congresso ocorreu em Dezembro de 2000 e Carlos Carvalhas foi re-eleito Secretário-Geral. Nas eleições legislativas de 2002 o PCP atingiu a percentagem de votos mais baixa na história, com apenas 7,0% do total.

O mais recente congresso, o décimo sétimo, em Novembro de 2005, elegeu Jerónimo de Sousa, um antigo trabalhador metalúrgico, o seu novo Secretário-Geral.

Nas eleições legislativas de Fevereiro de 2005 o PCP aumentou a sua percentagem de votos para 7,60%, com 430.000 votos, e 12 deputados entre 230.

Após as últimas eleições municipais, em 2005, em que o partido recuperou a presidência de 7 municípios e conquistou Peniche, o PCP mantém a liderança de 32 (de 308) municípios, a maioria deles no Alentejo e em Setúbal, e mantém a liderança de várias assembleias municipais. A administração local do PCP é marcada por uma preocupação com assuntos tais como o impedimento a privatização da água, financiamento da cultura e da educação, facilitação do acesso ao desporto, promoção da saúde, promoção de uma democracia participativa, e prevenção da corrupção.[27] A presença dos Verdes na coligação mantém também um olho atento nos assuntos relativos ao ambiente, tais como a reciclagem e o tratamento das águas.

O trabalho do partido segue agora o programa "Democracia Avançada no Limiar do Século XXI". Problemas tais como a descriminalização do aborto, direitos dos trabalhadores, aumento dos custos dos Serviços de Saúde e de Educação, baixos salários e pensões, imperialismo e guerra, solidariedade com outros países como o Iraque, Afeganistão, Palestina, Cuba e País Basco são preocupações constantes na agenda do Partido.[27]

O PCP tem dois membros (Ilda Figueiredo e Pedro Guerreiro) eleitos no Parlamento Europeu, após alcançarem 9,2% dos votos nas Eleições Europeias de 2004. Fazem parte da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Verde Nórdica.

Resultados eleitorais do partido

Eleições legislativas

Data Líder CI. Votos % +/- Deputados +/- Status Coligação
1975 Álvaro Cunhal 3.º 711 935
12,46 / 100,00
30 / 250
Assembleia Constituinte
1976 Álvaro Cunhal 4.º 788 830
14,39 / 100,00
 1,93
40 / 263
 10 Oposição
1979 Álvaro Cunhal 3.º 1 129 322
18,80 / 100,00
 4,41
44 / 250
 4 Oposição APU
1980 Álvaro Cunhal 3.º 1 009 505
16,75 / 100,00
 2,05
39 / 250
 5 Oposição APU
1983 Álvaro Cunhal 3.º 1 031 609
18,07 / 100,00
 1,32
41 / 250
 2 Oposição APU
1985 Álvaro Cunhal 3.º 898 281
15,49 / 100,00
 2,58
35 / 250
 6 Oposição APU
1987 Álvaro Cunhal 3.º 689 137
12,14 / 100,00
 3,35
29 / 250
 6 Oposição CDU
1991 Álvaro Cunhal 3.º 504 583
8,80 / 100,00
 3,34
15 / 230
 14 Oposição CDU
1995 Carlos Carvalhas 4.º 506 157
8,57 / 100,00
 0,23
13 / 230
 2 Oposição CDU
1999 Carlos Carvalhas 3.º 487 058
8,99 / 100,00
 0,42
15 / 230
 2 Oposição CDU
2002 Carlos Carvalhas 4.º 379 870
6,94 / 100,00
 2,05
10 / 230
 5 Oposição CDU
2005 Jerónimo de Sousa 3.º 433 369
7,54 / 100,00
 0,60
12 / 230
 2 Oposição CDU
2009 Jerónimo de Sousa 5.º 446 994
7,86 / 100,00
 0,32
13 / 230
 1 Oposição CDU
2011 Jerónimo de Sousa 4.º 441 852
7,91 / 100,00
 0,05
14 / 230
 1 Oposição CDU
2015 Jerónimo de Sousa 4.º 445 980
8,25 / 100,00
 0,34
15 / 230
 1 Apoio parlamentar CDU
2019 Jerónimo de Sousa CDU
Resultados por círculo eleitoral

Açores

Data CI. Votos % +/- Deputados +/-
1975 5.º 2 745
1,9 / 100,0
0 / 6
1976 4.º 1 871
1,5 / 100,0
 0,4
0 / 6
 
1979 4.º 3 977
3,1 / 100,0
 1,6
0 / 5
 
1980 4.º 3 671
3,1 / 100,0
 
0 / 5
 
1983 4.º 3 303
3,1 / 100,0
 
0 / 5
 
1985 5.º 4 532
4,4 / 100,0
 1,3
0 / 5
 
1987 5.º 2 188
2,3 / 100,0
 2,1
0 / 5
 
1991 5.º 1 406
1,3 / 100,0
 1,0
0 / 5
 
1995 4.º 1 855
1,8 / 100,0
 0,5
0 / 5
 
1999 4.º 1 620
1,7 / 100,0
 0,1
0 / 5
 
2002 5.º 1 257
1,4 / 100,0
 0,3
0 / 5
 
2005 5.º 1 575
1,7 / 100,0
 0,3
0 / 5
 
2009 5.º 2 072
2,2 / 100,0
 0,5
0 / 5
 
2011 5.º 2 287
2,5 / 100,0
 0,3
0 / 5
 
2015 5.º 2 320
2,5 / 100,0
 
0 / 5
 

Aveiro

Data CI. Votos % +/- Deputados +/-
1975 5.º 10 479
3,2 / 100,0
0 / 14
1976 4.º 11 962
3,7 / 100,0
 0,5
0 / 15
 
1979 3.º 28 251
7,9 / 100,0
 4,2
1 / 15
 1
1980 3.º 24 553
6,8 / 100,0
 1,1
1 / 15
 
1983 4.º 23 963
7,0 / 100,0
 0,2
1 / 15
 
1985 5.º 22 735
6,5 / 100,0
 0,5
1 / 15
 
1987 4.º 15 784
4,4 / 100,0
 2,1
0 / 15
 1
1991 4.º 10 427
2,8 / 100,0
 1,6
0 / 14
 
1995 4.º 10 522
2,7 / 100,0
 0,1
0 / 14
 
1999 4.º 12 787
3,5 / 100,0
 0,8
0 / 15
 
2002 4.º 9 554
2,6 / 100,0
 0,9
0 / 15
 
2005 5.º 13 809
3,5 / 100,0
 0,9
0 / 15
 
2009 5.º 14 975
3,8 / 100,0
 0,3
0 / 16
 
2011 5.º 15 704
4,1 / 100,0
 0,3
0 / 16
 
2015 5.º 16 038
4,4 / 100,0
 0,3
0 / 16
 

Beja

Data CI. Votos % +/- Deputados +/-
1975 1.º 50 341
39,0 / 100,0
3 / 6
1976 1.º 52 839
44,0 / 100,0
 5,0
4 / 6
 1
1979 1.º 63 498
50,7 / 100,0
 6,7
3 / 5
 1
1980 1.º 57 987
47,1 / 100,0
 3,6
3 / 5
 
1983 1.º 56 986
49,4 / 100,0
 2,3
3 / 5
 
1985 1.º 50 814
44,9 / 100,0
 4,5
3 / 5
 
1987 1.º 39 592
38,7 / 100,0
 6,2
3 / 5
 
1991 1.º 29 429
30,4 / 100,0
 8,3
2 / 4
 1
1995 2.º 28 178
29,2 / 100,0
 1,2
1 / 4
 1
1999 2.º 24 080
28,3 / 100,0
 0,9
1 / 3
 
2002 2.º 19 911
24,2 / 100,0
 4,1
1 / 3
 
2005 2.º 21 036
24,1 / 100,0
 0,1
1 / 3
 
2009 2.º 23 771
28,9 / 100,0
 4,8
1 / 3
 
2011 2.º 19 011
25,4 / 100,0
 3,5
1 / 3
 
2015 2.º 18 592
25,0 / 100,0
 0,4
1 / 3
 

Braga

Data CI. Votos % +/- Deputados +/-
1975 4.º 12 508
3,7 / 100,0
0 / 15
1976 4.º 14 202
4,2 / 100,0
 0,5
0 / 15
 
1979 3.º 38 051
10,0 / 100,0
 5,8
1 / 15
 1
1980 3.º 32 449
8,4 / 100,0
 1,6
1 / 15
 
1983 4.º 33 336
8,8 / 100,0
 0,4
1 / 16
 
1985 5.º 33 769
8,5 / 100,0
 0,3
1 / 16
 
1987 3.º 24 648
6,1 / 100,0
 2,4
1 / 17
 
1991 4.º 19 327
4,6 / 100,0
 1,5
0 / 16
 1
1995 4.º 20 584
4,5 / 100,0
 0,1
0 / 16
 
1999 4.º 23 828
5,4 / 100,0
 0,9
1 / 17
 1
2002 4.º 19 808
4,4 / 100,0
 1,0
0 / 18
 1
2005 4.º 22 988
4,8 / 100,0
 0,4
1 / 18
 1
2009 5.º 23 037
4,6 / 100,0
 0,2
1 / 19
 
2011 4.º 23 759
4,9 / 100,0
 0,3
1 / 19
 
2015 4.º 24 632
5,2 / 100,0
 0,3
1 / 19
 

Bragança

Data CI. Votos % +/- Deputados +/-
1975 5.º 2 731
2,7 / 100,0
0 / 4
1976 4.º 2 530
2,7 / 100,0
 
0 / 5
 
1979 3.º 6 062
5,8 / 100,0
 3,1
0 / 4
 
1980 3.º 4 941
4,8 / 100,0
 1,0
0 / 4
 
1983 4.º 4 415
4,8 / 100,0
 
0 / 4
 
1985 5.º 4 883
5,3 / 100,0
 0,5
0 / 4
 
1987 4.º 3 015
3,2 / 100,0
 2,1
0 / 4
 
1991 4.º 1 888
2,1 / 100,0
 1,1
0 / 4
 
1995 4.º 1 746
1,9 / 100,0
 0,2
0 / 4
 
1999 4.º 2 160
2,6 / 100,0
 0,7
0 / 4
 
2002 4.º 1 564
1,9 / 100,0
 0,7
0 / 4
 
2005 5.º 1 679
2,0 / 100,0
 0,1
0 / 4
 
2009 5.º 2 023
2,4 / 100,0
 0,4
0 / 3
 
2011 4.º 1 962
2,6 / 100,0
 0,2
0 / 3
 
2015 4.º 2 136
3,1 / 100,0
 0,5
0 / 3
 

Castelo Branco

Data CI. Votos % +/- Deputados +/-
1975 4.º 8 628
5,6 / 100,0
0 / 7
1976 4.º 9 369
6,6 / 100,0
 1,0
0 / 7
 
1979 3.º 19 071
12,4 / 100,0
 5,8
0 / 6
 
1980 3.º 15 946
10,5 / 100,0
 1,9
0 / 6
 
1983 4.º 15 616
11,3 / 100,0
 0,8
0 / 6
 
1985 5.º 12 575
8,9 / 100,0
 2,4
0 / 6
 
1987 3.º 9 752
7,1 / 100,0
 1,8
0 / 6
 
1991 3.º 6 150
4,6 / 100,0
 2,5
0 / 5
 
1995 4.º 4 771
3,5 / 100,0
 1,1
0 / 5
 
1999 4.º 6 444
5,3 / 100,0
 1,8
0 / 5
 
2002 4.º 3 915
3,3 / 100,0
 2,0
0 / 5
 
2005 4.º 4 678
3,8 / 100,0
 0,5
0 / 5
 
2009 5.º 5 932
5,1 / 100,0
 1,3
0 / 4
 
2011 4.º 5 386
4,9 / 100,0
 0,2
0 / 4
 
2015 4.º 6 286
6,0 / 100,0
 1,1
0 / 4
 

Coimbra

Data CI. Votos % +/- Deputados +/-
1975 3.º 15 150
5,7 / 100,0
1 / 12
1976 4.º 17 405
7,3 / 100,0
 1,6
1 / 12
 
1979 3.º 29 944
11,2 / 100,0
 3,9
1 / 12
 
1980 3.º 26 231
9,9 / 100,0
 1,3
1 / 12
 
1983 3.º 26 471
10,7 / 100,0
 0,8
1 / 11
 
1985 4.º 24 989
10,1 / 100,0
 0,6
1 / 11
 
1987 3.º 17 394
7,2 / 100,0
 2,9
1 / 11
 
1991 3.º 12 419
5,0 / 100,0
 2,2
0 / 10
 1
1995 4.º 12 947
5,1 / 100,0
 0,1
0 / 10
 
1999 3.º 14 200
6,1 / 100,0
 1,0
0 / 10
 
2002 4.º 11 840
5,1 / 100,0
 1,0
0 / 10
 
2005 4.º 13 463
5,5 / 100,0
 0,4
0 / 10
 
2009 5.º 13 640
5,8 / 100,0
 0,3
0 / 10
 
2011 4.º 14 112
6,2 / 100,0
 0,4
0 / 9
 
2015 4.º 15 476
7,0 / 100,0
 0,8
0 / 9
 

Évora

Data CI. Votos % +/- Deputados +/-
1975 2.º 47 123
37,1 / 100,0
2 / 5
1976 1.º 52 291
43,2 / 100,0
 6,1
4 / 6
 2
1979 1.º 61 480
48,9 / 100,0
 5,7
3 / 5
 1
1980 1.º 57 521
45,7 / 100,0
 3,2
3 / 5
 
1983 1.º 56 722
47,6 / 100,0
 1,9
3 / 5
 
1985 1.º 48 680
41,2 / 100,0
 6,4
2 / 5
 1
1987 1.º 39 758
36,2 / 100,0
 5,0
2 / 4
 
1991 2.º 28 315
27,1 / 100,0
 9,1
1 / 4
 1
1995 2.º 28 106
26,9 / 100,0
 0,2
1 / 4
 
1999 2.º 22 839
24,6 / 100,0
 2,3
1 / 4
 
2002 3.º 19 824
21,8 / 100,0
 2,8
1 / 3
 
2005 2.º 20 246
20,9 / 100,0
 0,9
1 / 3
 
2009 2.º 20 413
22,3 / 100,0
 1,4
1 / 3
 
2011 3.º 18 990
22,1 / 100,0
 0,2
1 / 3
 
2015 3.º 18 576
21,9 / 100,0
 0,2
1 / 3
 

Faro

Data CI. Votos % +/- Deputados +/-
1975 3.º 25 282
12,3 / 100,0
1 / 9
1976 3.º 27 667
14,5 / 100,0
 2,2
1 / 9
 
1979 3.º 41 724
20,3 / 100,0
 5,8
2 / 9
 1
1980 3.º 34 486
16,7 / 100,0
 3,6
1 / 9
 1
1983 3.º 36 141
18,6 / 100,0
 1,9
2 / 9
 1
1985 4.º 30 446
15,4 / 100,0
 3,2
2 / 9
 
1987 3.º 20 683
10,9 / 100,0
 4,5
1 / 9
 1
1991 3.º 13 979
7,2 / 100,0
 3,7
0 / 8
 1
1995 4.º 15 487
7,8 / 100,0
 0,6
0 / 8
 
1999 3.º 14 890
8,3 / 100,0
 0,5
0 / 8
 
2002 4.º 11 696
6,3 / 100,0
 2,0
0 / 8
 
2005 4.º 13 835
6,9 / 100,0
 0,6
0 / 8
 
2009 5.º 15 638
7,8 / 100,0
 0,9
0 / 8
 
2011 4.º 17 233
8,6 / 100,0
 0,8
1 / 9
 1
2015 4.º 16 539
8,7 / 100,0
 0,1
1 / 9
 

Guarda

Data CI. Votos % +/- Deputados +/-
1975 5.º 3 717
2,9 / 100,0
0 / 6
1976 4.º 3 583
2,9 / 100,0
 
0 / 6
 
1979 3.º 7 202
5,4 / 100,0
 2,5
0 / 5
 
1980 3.º 6 517
5,0 / 100,0
 0,4
0 / 5
 
1983 4.º 5 806
4,9 / 100,0
 0,1
0 / 5
 
1985 5.º 6 234
5,2 / 100,0
 0,3
0 / 5
 
1987 4.º 3 934
3,3 / 100,0
 1,9
0 / 5
 
1991 4.º 2 545
2,3 / 100,0
 1,0
0 / 4
 
1995 4.º 2 602
2,3 / 100,0
 
0 / 4
 
1999 4.º 3 228
3,2 / 100,0
 0,9
0 / 4
 
2002 4.º 2 234
2,2 / 100,0
 1,0
0 / 4
 
2005 5.º 2 969
2,9 / 100,0
 0,7
0 / 4
 
2009 5.º 3 358
3,3 / 100,0
 0,4
0 / 4
 
2011 4.º 3 232
3,5 / 100,0
 0,2
0 / 4
 
2015 4.º 3 379
4,0 / 100,0
 0,5
0 / 4
 

Leiria

Data CI. Votos % +/- Deputados +/-
1975 4.º 15 525
6,4 / 100,0
0 / 11
1976 4.º 16 226
7,3 / 100,0
 0,9
1 / 11
 1
1979 3.º 27 561
10,9 / 100,0
 3,2
1 / 11
 
1980 3.º 24 460
9,7 / 100,0
 1,2
1 / 11
 
1983 4.º 22 572
9,5 / 100,0
 0,2
1 / 11
 
1985 5.º 19 038
7,9 / 100,0
 1,6
1 / 11
 
1987 4.º 14 312
5,9 / 100,0
 2,0
0 / 11
 1
1991 4.º 10 742
4,5 / 100,0
 1,4
0 / 10
 
1995 4.º 11 087
4,5 / 100,0
 
0 / 10
 
1999 4.º 12 357
5,3 / 100,0
 0,8
0 / 10
 
2002 4.º 9 801
4,1 / 100,0
 1,2
0 / 10
 
2005 5.º 11 423
4,6 / 100,0
 0,5
0 / 10
 
2009 5.º 12 645
5,1 / 100,0
 0,5
0 / 10
 
2011 5.º 12 349
5,0 / 100,0
 0,5
0 / 10
 
2015 4.º 12 181
5,1 / 100,0
 0,1
0 / 10
 

Lisboa

Data CI. Votos % +/- Deputados +/-
1975 2.º 240 095
18,9 / 100,0
11 / 55
1976 2.º 260 554
21,8 / 100,0
 2,9
14 / 58
 3
1979 2.º 341 658
26,0 / 100,0
 4,2
16 / 56
 2
1980 3.º 304 693
23,1 / 100,0
 2,9
13 / 56
 3
1983 2.º 320 066
25,3 / 100,0
 2,2
15 / 56
 2
1985 3.º 258 808
20,1 / 100,0
 5,2
12 / 56
 3
1987 3.º 203 263
16,5 / 100,0
 3,6
10 / 56
 2
1991 3.º 149 315
12,2 / 100,0
 4,3
6 / 50
 4
1995 3.º 151 351
12,0 / 100,0
 0,2
6 / 50
 
1999 3.º 140 092
12,3 / 100,0
 0,3
6 / 49
 
2002 3.º 100 208
8,8 / 100,0
 3,5
4 / 48
 2
2005 3.º 115 709
9,8 / 100,0
 1,0
5 / 48
 1
2009 5.º 114 119
9,9 / 100,0
 0,1
5 / 47
 
2011 4.º 111 737
9,6 / 100,0
 0,3
5 / 47
 
2015 4.º 112 955
9,8 / 100,0
 0,2
5 / 47
 

Madeira

Data CI. Votos % +/- Deputados +/-
1975 4.º 2 086
1,7 / 100,0
0 / 6
1976 4.º 1 667
1,5 / 100,0
 0,2
0 / 6
 
1979 5.º 3 891
3,1 / 100,0
 1,6
0 / 5
 
1980 5.º 3 621
2,9 / 100,0
 0,2
0 / 5
 
1983 4.º 3 300
2,8 / 100,0
 0,1
0 / 5
 
1985 6.º 3 939
3,2 / 100,0
 0,4
0 / 5
 
1987 6.º 2 276
1,9 / 100,0
 1,3
0 / 5
 
1991 6.º 1 187
1,0 / 100,0
 0,9
0 / 5
 
1995 5.º 1 737
1,3 / 100,0
 0,3
0 / 5
 
1999 4.º 3 428
2,8 / 100,0
 1,5
0 / 5
 
2002 5.º 3 128
2,5 / 100,0
 0,3
0 / 5
 
2005 5.º 4 991
3,6 / 100,0
 1,1
0 / 6
 
2009 5.º 5 701
4,2 / 100,0
 0,6
0 / 6
 
2011 5.º 5 096
3,7 / 100,0
 0,5
0 / 6
 
2015 6.º 4 468
3,6 / 100,0
 0,1
0 / 6
 

Portalegre

Data CI. Votos % +/- Deputados +/-
1975 2.º 17 920
17,5 / 100,0
1 / 4
1976 2.º 21 135
22,0 / 100,0
 4,5
1 / 4
 
1979 3.º 29 080
29,4 / 100,0
 7,4
1 / 4
 
1980 3.º 25 907
26,1 / 100,0
 3,3
1 / 4
 
1983 2.º 25 615
28,7 / 100,0
 2,6
1 / 4
 
1985 1.º 23 539
25,2 / 100,0
 3,5
1 / 3
 
1987 3.º 18 199
20,9 / 100,0
 4,3
1 / 3
 
1991 3.º 12 664
15,2 / 100,0
 2,7
0 / 3
 1
1995 3.º 11 482
14,0 / 100,0
 1,2
0 / 3
 
1999 3.º 10 687
15,0 / 100,0
 1,0
0 / 3
 
2002 3.º 8 492
12,4 / 100,0
 2,6
0 / 3
 
2005 3.º 8 546
12,1 / 100,0
 0,3
0 / 2
 
2009 3.º 8 510
12,9 / 100,0
 0,8
0 / 2
 
2011 3.º 7 890
12,8 / 100,0
 0,1
0 / 2
 
2015 3.º 7 184
12,2 / 100,0
 0,6
0 / 2
 

Porto

Data CI. Votos % +/- Deputados +/-
1975 4.º 55 794
6,7 / 100,0
2 / 36
1976 4.º 69 176
8,4 / 100,0
 1,7
3 / 38
 1
1979 3.º 131 833
14,5 / 100,0
 6,1
6 / 38
 3
1980 3.º 110 013
11,9 / 100,0
 2,6
5 / 38
 1
1983 3.º 121 181
13,6 / 100,0
 1,7
5 / 38
 
1985 4.º 111 272
12,1 / 100,0
 1,5
5 / 39
 
1987 3.º 87 335
9,4 / 100,0
 2,7
4 / 39
 1
1991 3.º 60 666
6,4 / 100,0
 3,0
2 / 37
 2
1995 4.º 60 178
6,0 / 100,0
 0,4
2 / 37
 
1999 4.º 57 138
6,2 / 100,0
 0,2
2 / 37
 
2002 4.º 43 272
4,6 / 100,0
 1,6
1 / 38
 1
2005 5.º 54 282
5,4 / 100,0
 0,8
2 / 38
 1
2009 5.º 57 584
5,7 / 100,0
 0,3
2 / 39
 
2011 4.º 61 819
6,2 / 100,0
 0,5
2 / 39
 
2015 4.º 65 560
6,8 / 100,0
 0,6
3 / 39
 1

Santarém

Data CI. Votos % +/- Deputados +/-
1975 3.º 44 515
15,1 / 100,0
2 / 13
1976 3.º 43 841
16,1 / 100,0
 1,0
2 / 13
 
1979 3.º 62 713
21,7 / 100,0
 5,6
3 / 12
 1
1980 3.º 55 248
19,0 / 100,0
 2,7
2 / 12
 1
1983 3.º 54 473
20,0 / 100,0
 1,0
3 / 12
 1
1985 4.º 45 468
16,4 / 100,0
 3,6
2 / 12
 1
1987 3.º 33 688
12,6 / 100,0
 3,8
1 / 12
 1
1991 3.º 25 922
9,8 / 100,0
 2,8
1 / 10
 
1995 3.º 25 647
9,5 / 100,0
 0,3
1 / 10
 
1999 3.º 24 564
10,1 / 100,0
 0,6
1 / 10
 
2002 3.º 20 748
8,6 / 100,0
 1,5
1 / 10
 
2005 3.º 21 879
8,6 / 100,0
 
1 / 10
 
2009 5.º 22 848
9,3 / 100,0
 0,7
1 / 10
 
2011 4.º 21 416
9,0 / 100,0
 0,3
1 / 10
 
2015 4.º 21 941
9,6 / 100,0
 0,6
1 / 9
 

Setúbal

Data CI. Votos % +/- Deputados +/-
1975 2.º 142 559
37,8 / 100,0
7 / 16
1976 1.º 159 087
44,6 / 100,0
 6,6
9 / 17
 2
1979 1.º 189 593
47,0 / 100,0
 2,4
9 / 17
 
1980 1.º 179 030
44,0 / 100,0
 3,0
9 / 17
 
1983 1.º 183 372
45,8 / 100,0
 1,8
8 / 17
 1
1985 1.º 160 702
38,2 / 100,0
 7,3
7 / 17
 1
1987 2.º 129 037
32,7 / 100,0
 5,5
7 / 17
 
1991 3.º 100 784
24,9 / 100,0
 7,8
5 / 16
 2
1995 2.º 102 911
23,8 / 100,0
 1,1
4 / 17
 1
1999 2.º 96 709
24,8 / 100,0
 1,0
5 / 17
 1
2002 3.º 80 759
20,5 / 100,0
 4,3
4 / 17
 1
2005 2.º 85 452
20,0 / 100,0
 0,5
3 / 17
 1
2009 2.º 84 203
20,1 / 100,0
 0,1
4 / 17
 1
2011 3.º 82 816
19,7 / 100,0
 0,4
4 / 17
 
2015 3.º 79 606
18,8 / 100,0
 0,9
4 / 18
 

Viana do Castelo

Data CI. Votos % +/- Deputados +/-
1975 5.º 5 336
3,8 / 100,0
0 / 6
1976 4.º 8 611
6,6 / 100,0
 2,8
0 / 7
 
1979 3.º 14 266
9,8 / 100,0
 3,2
0 / 6
 
1980 3.º 14 548
10,0 / 100,0
 0,2
0 / 6
 
1983 4.º 13 572
9,9 / 100,0
 0,1
0 / 6
 
1985 5.º 11 591
8,2 / 100,0
 1,7
0 / 6
 
1987 4.º 8 741
6,3 / 100,0
 1,9
0 / 6
 
1991 4.º 6 923
5,0 / 100,0
 1,3
0 / 6
 
1995 4.º 6 614
4,6 / 100,0
 0,4
0 / 6
 
1999 4.º 6 886
5,0 / 100,0
 0,4
0 / 6
 
2002 4.º 4 844
3,5 / 100,0
 1,5
0 / 6
 
2005 5.º 5 362
3,8 / 100,0
 0,3
0 / 6
 
2009 5.º 5 934
4,2 / 100,0
 0,4
0 / 6
 
2011 4.º 6 645
4,9 / 100,0
 0,7
0 / 6
 
2015 4.º 6 726
5,2 / 100,0
 0,3
0 / 6
 

Vila Real

Data CI. Votos % +/- Deputados +/-
1975 4.º 4 011
2,9 / 100,0
0 / 6
1976 4.º 4 086
3,1 / 100,0
 0,2
0 / 7
 
1979 3.º 8 920
6,1 / 100,0
 3,0
0 / 6
 
1980 3.º 7 374
5,1 / 100,0
 1,0
0 / 6
 
1983 4.º 7 089
5,4 / 100,0
 0,3
0 / 6
 
1985 5.º 7 804
5,9 / 100,0
 0,5
0 / 6
 
1987 4.º 5 559
4,1 / 100,0
 1,8
0 / 6
 
1991 4.º 3 377
2,6 / 100,0
 1,5
0 / 6
 
1995 4.º 2 567
1,9 / 100,0
 0,7
0 / 5
 
1999 4.º 3 004
2,4 / 100,0
 0,5
0 / 5
 
2002 4.º 2 516
2,0 / 100,0
 0,4
0 / 5
 
2005 4.º 3 275
2,6 / 100,0
 0,6
0 / 5
 
2009 5.º 3 621
2,9 / 100,0
 0,3
0 / 5
 
2011 4.º 3 662
3,1 / 100,0
 0,2
0 / 5
 
2015 4.º 3 250
3,0 / 100,0
 0,1
0 / 5
 

Viseu

Data CI. Votos % +/- Deputados +/-
1975 5.º 5 380
2,3 / 100,0
0 / 10
1976 4.º 4 954
2,3 / 100,0
 
0 / 11
 
1979 3.º 13 464
5,5 / 100,0
 3,2
0 / 10
 
1980 3.º 11 936
5,0 / 100,0
 0,5
0 / 10
 
1983 4.º 10 163
4,6 / 100,0
 0,4
0 / 10
 
1985 5.º 11 180
5,0 / 100,0
 0,4
0 / 10
 
1987 4.º 6 507
2,9 / 100,0
 2,1
0 / 10
 
1991 4.º 4 499
2,1 / 100,0
 0,8
0 / 9
 
1995 4.º 3 887
1,8 / 100,0
 0,3
0 / 9
 
1999 4.º 4 479
2,2 / 100,0
 0,4
0 / 9
 
2002 4.º 3 202
1,5 / 100,0
 0,7
0 / 9
 
2005 5.º 4 792
2,2 / 100,0
 0,7
0 / 9
 
2009 5.º 6 148
2,9 / 100,0
 0,9
0 / 9
 
2011 4.º 5 816
2,9 / 100,0
 
0 / 9
 
2015 4.º 6 668
3,5 / 100,0
 0,6
0 / 9
 

Europa

Data CI. Votos % +/- Deputados +/-
1976 3.º 5 212
10,1 / 100,0
0 / 2
1979 3.º 5 659
13,4 / 100,0
 3,3
0 / 2
 
1980 3.º 6 678
15,2 / 100,0
 1,8
0 / 2
 
1983 3.º 6 069
17,1 / 100,0
 1,9
0 / 2
 
1985 3.º 4 417
18,8 / 100,0
 1,7
0 / 2
 
1987 3.º 3 054
15,9 / 100,0
 2,9
0 / 2
 
1991 3.º 2 311
7,8 / 100,0
 8,2
0 / 2
 
1995 3.º 1 654
6,4 / 100,0
 1,4
0 / 2
 
1999 3.º 1 351
5,3 / 100,0
 1,1
0 / 2
 
2002 4.º 1 148
4,8 / 100,0
 0,5
0 / 2
 
2005 3.º 973
4,2 / 100,0
 0,6
0 / 2
 
2009 5.º 732
4,4 / 100,0
 0,2
0 / 2
 
2011 4.º 803
4,5 / 100,0
 0,1
0 / 2
 
2015 3.º 811
5,9 / 100,0
 1,4
0 / 2
 

Fora da Europa

Data CI. Votos % +/- Deputados +/-
1976 5.º 562
1,4 / 100,0
0 / 2
1979 4.º 1 424
3,1 / 100,0
 1,7
0 / 2
 
1980 4.º 1 694
2,6 / 100,0
 0,5
0 / 2
 
1983 5.º 1 378
2,8 / 100,0
 0,2
0 / 2
 
1985 6.º 866
2,6 / 100,0
 0,2
0 / 2
 
1987 6.º 418
1,4 / 100,0
 1,2
0 / 2
 
1991 4.º 308
1,0 / 100,0
 0,4
0 / 2
 
1995 4.º 246
1,2 / 100,0
 0,2
0 / 2
 
1999 4.º 287
1,7 / 100,0
 0,5
0 / 2
 
2002 4.º 149
0,9 / 100,0
 0,8
0 / 2
 
2005 4.º 137
1,0 / 100,0
 0,1
0 / 2
 
2009 6.º 90
1,0 / 100,0
 
0 / 2
 
2011 5.º 127
0,8 / 100,0
 0,2
0 / 2
 
2015 7.º 214
1,5 / 100,0
 0,7
0 / 2
 

Eleições europeias

Data Cabeça de Lista CI. Votos % +/- Deputados +/- Coligação
1987 Ângelo Veloso 4.º 646 640
11,50 / 100,00
3 / 24
CDU
1989 Carlos Carvalhas 3.º 594 961
14,40 / 100,00
 2,90
3 / 24
  CDU
1994 Luís de Sá 4.º 339 283
11,19 / 100,00
 3,21
3 / 25
  CDU
1999 Ilda Figueiredo 3.º 357 575
10,32 / 100,00
 0,87
2 / 25
 1 CDU
2004 Ilda Figueiredo 3.º 309 406
9,09 / 100,00
 1,23
2 / 24
  CDU
2009 Ilda Figueiredo 4.º 379 787
10,64 / 100,00
 1,55
2 / 22
  CDU
2014 João Ferreira 3.º 416 925
12,68 / 100,00
 2,04
3 / 21
 1 CDU
2019 João Ferreira 4.º 228 156
6,88 / 100,00
 2,04
2 / 21
 1 CDU

Eleições presidenciais

Data Candidato
apoiado
1.ª Volta 2.ª Volta Notas
CI. Votos % CI. Votos %
1976 Octávio Pato 4.º 365 586
7,59 / 100,00
1980 Ramalho Eanes 1.º 3 262 520
56,44 / 100,00
Carlos Brito desistiu a favor de Ramalho Eanes
1986 Salgado Zenha 3.º 1 185 867
20,88 / 100,00
Ângelo Veloso desistiu a favor de Salgado Zenha
1991 Carlos Carvalhas 3.º 635 373
12,92 / 100,00
1996 Jorge Sampaio 1.º 3 035 056
53,91 / 100,00
Jerónimo de Sousa desistiu a favor de Jorge Sampaio
2001 António Abreu 3.º 223 196
5,16 / 100,00
2006 Jerónimo de Sousa 4.º 474 083
8,64 / 100,00
2011 Francisco Lopes 4.º 301 017
7,14 / 100,00
2016 Edgar Silva 5.º 182 906
3,94 / 100,00

Eleições autárquicas

Data CI. Votos % +/- Presidentes CM +/- Vereadores +/- Coligação
1976 3.º 737 586
17,69 / 100,00
37 / 304
268 / 1 908
FEPU
1979 3.º 1 021 486
20,48 / 100,00
 2,79
50 / 305
 13
316 / 1 900
 48 APU
1982 2.º 1 061 492
20,69 / 100,00
 0,21
55 / 305
 5
316 / 1 913
  APU
1985 3.º 942 147
19,42 / 100,00
 1,27
47 / 305
 8
303 / 1 975
 13 APU
1989 3.º 633 682
12,81 / 100,00
 6,61
50 / 305
 3
253 / 1 997
 50 CDU
1993 3.º 689 928
12,76 / 100,00
 0,05
49 / 305
 1
246 / 2 006
 7 CDU
1997 3.º 643 956
12,01 / 100,00
 0,75
41 / 305
 8
236 / 2 021
 10 CDU
2001 3.º 557 481
10,61 / 100,00
 1,40
28 / 308
 13
199 / 2 044
 37 CDU
2005 4.º 590 496
10,96 / 100,00
 0,35
32 / 308
 4
203 / 2 046
 4 CDU
2009 4.º 539 694
9,75 / 100,00
 1,21
28 / 308
 4
174 / 2 078
 29 CDU
2013 4.º 552 690
11,06 / 100,00
 1,31
34 / 308
 6
213 / 2 086
 39 CDU
2017 4.º 489 189
9,46 / 100,00
 1,60
24 / 308
 10
171 / 2 074
 42 CDU

Eleições regionais

Região Autónoma dos Açores

Data CI. Votos % +/- Deputados +/- Status Coligação
1976 4.º 2 387
2,2 / 100,0
0 / 43
Extra-parlamentar
1980 4.º 3 862
3,2 / 100,0
 1,0
0 / 43
  Extra-parlamentar APU
1984 4.º 5 643
5,3 / 100,0
 2,1
1 / 44
 1 Oposição APU
1988 4.º 4 053
3,8 / 100,0
 1,5
1 / 51
  Oposição CDU
1992 4.º 2 626
2,3 / 100,0
 1,5
1 / 51
  Oposição CDU
1996 4.º 3 940
3,5 / 100,0
 1,2
1 / 52
  Oposição CDU
2000 4.º 4 856
4,8 / 100,0
 1,3
2 / 52
 1 Oposição CDU
2004 3.º 2 942
2,8 / 100,0
 2,0
0 / 52
 2 Extra-parlamentar CDU
2008 5.º 2 829
3,1 / 100,0
 0,3
1 / 57
 1 Oposição CDU
2012 5.º 2 045
1,9 / 100,0
 1,2
1 / 57
  Oposição CDU
2016 5.º 2 431
2,6 / 100,0
 0,9
1 / 57
  Oposição CDU

Região Autónoma da Madeira

Data CI. Votos % +/- Deputados +/- Status Coligação
1976 5.º 1 959
1,8 / 100,0
0 / 41
Extra-parlamentar
1980 5.º 3 877
3,1 / 100,0
 1,3
1 / 44
 1 Oposição APU
1984 5.º 3 310
2,7 / 100,0
 0,4
1 / 50
  Oposição APU
1988 5.º 2 549
2,0 / 100,0
 0,7
0 / 53
 1 Extra-parlamentar CDU
1992 5.º 3 868
3,0 / 100,0
 1,0
1 / 57
 1 Oposição CDU
1996 4.º 5 495
4,0 / 100,0
 1,0
2 / 59
 1 Oposição CDU
2000 5.º 6 015
4,6 / 100,0
 0,6
2 / 61
  Oposição CDU
2004 4.º 7 590
5,5 / 100,0
 0,9
2 / 68
  Oposição CDU
2007 3.º 7 650
5,4 / 100,0
 0,1
2 / 47
  Oposição CDU
2011 5.º 5 546
3,8 / 100,0
 1,6
1 / 47
 1 Oposição CDU
2015 5.º 7 082
5,5 / 100,0
 1,7
2 / 47
 1 Oposição CDU
2019

(fonte: Comissão Nacional de Eleições)

Deputados do PCP na Assembleia da República

Princípios políticos e organização interna

Princípios políticos

Os estatutos do PCP definem-no como sendo um partido político do proletariado e de todos os trabalhadores Portugueses e ainda, como sendo a vanguarda de todos os trabalhadores. Segundo estes mesmos estatutos, o seu papel resulta da sua natureza de classes, e da sua proximidade com o povo, ganhando assim o seu apoio.

O PCP abrange nos seus quadros todo o tipo de trabalhadores, que lutam pelos ideais da democracia popular e do Socialismo. Considera-se o legítimo defensor das tradições de luta do proletariado e dos objectivos socialistas alcançados na história do país.

O Partido Comunista tem como base teórica o Marxismo-Leninismo, que consiste numa concepção materialista do mundo como uma ferramenta ideológica de análise social. Estes princípios guiam os objectivos e acções do partido, e permitem-lhe sistematicamente responder a novos desafios e realidades.

O PCP orienta também os seus membros e as suas actividades no espírito do internacionalismo proletário de cooperação entre os partidos Comunistas e as forças revolucionárias, e de solidariedade para com os trabalhadores de outros países.[27]

Organização interna

O princípio de organização interna do Partido Comunista, sendo este um partido Leninista, é o centralismo democrático, sendo todos os órgãos do partido eleitos de baixo para cima, podendo os seus membros ser demitidos, ou cooptados novos, caso se justifique; os membros que cumprem tarefas numa qualquer estrutura do partido são responsáveis tanto pelos níveis elevados como pelos níveis inferiores da sua hierarquia, sendo obrigados a relatar as actividades de ambos e tomar em consideração as suas opiniões e críticas; os níveis hierárquicos mais inferiores são obrigados a respeitar as decisões que vêm de níveis superiores; todos os membros podem exprimir as suas opiniões durante as conversações sobre o partido, e a direcção do partido deve ter em conta todas as contribuições de todos os membros; todos os membros devem obedecer a decisões obtidas por um consenso, ou por maioria; todos os membros devem trabalhar para o bem comum do partido, não podendo haver pequenas facções dentro deste.[27]

A estrutura e organização interna do PCP é definida pelos seus estatutos. Os seus mais recentes estatutos foram aprovados no décimo sétimo congresso, decorrido em 2004. Os mais altos órgãos do Partido Comunista, numa escala nacional, são o Congresso, o comité central (CC), e a Comissão Central de Controlo.

O órgão máximo do PCP é o Congresso, convocado pelo CC de quatro em quatro anos, ou quando achar necessário. É composto por delegados eleitos pelos órgãos mais inferiores, proporcionalmente a cada cargo. O Congresso aprova as suas teses após um longo período de discussão e debate que se quer o mais abrangente possível, e pode também mudar o programa e os estatutos do partido. Todas as decisões tomadas no Congresso são aprovadas por maioria simples. Com a excepção da votação para o CC, que uma recente lei requer que seja efectuada em segredo, todas as votações, incluindo a aprovação de teses, são conduzidas publicamente, cada membro levantando a mão em caso de aprovação. Estas teses, após a respectiva aprovação, orientam todas as acções do partido até ao próximo Congresso.

O principal órgão entre os congressos é o Comité Central, que é eleito durante os referidos congressos, sob uma proposta do CC cessante. Esta proposta pode ser apenas apresentada após um longo período de discussão com as estruturas mais baixas do partido, para assim incluir todos os nomes propostos. O CC não pode mudar a orientação das teses aprovadas em congresso. A principal tarefa do CC é definir as linhas do trabalho político do partido, e decidir as suas tarefas imediatas, assegurando-se de que as estruturas inferiores do partido acatam as suas decisões, tomadas em conformidade com as teses aprovadas no congresso. O CC elege, de entre os seus membros, a sua Comissão Política, o seu Secretariado e também a Comissão Central de Controlo. Esta última deve assegurar o cumprimento das actividades partidárias, e os seus estatutos, assim como controlar as respectivas finanças. O CC elege o Secretário-Geral de entre os seus membros.

Os órgãos intermediários do partido são, regra geral, os órgãos que coordenam a organização dos distritos e concelhos e freguesias. O principal órgão intermediário do partido é a Assembleia. Esta funciona como um pequeno Congresso para os membros da organização. A Assembleia elege as D.O.R.'s(Direcção da Organização Regional), as Comissões Concelhias e as Comissões de Freguesia, que são responsáveis por aplicar as teses da Assembleia ao trabalho local.

O órgão base do partido é a Célula de Empresa, que é definida como sendo o elo de ligação entre o partido, a classe operária e o povo. A célula é composta por um mínimo de três membros do PCP, organizados nas empresas e nos locais de trabalho. A célula pode eleger um secretariado próprio, o qual tem a responsabilidade de discutir e pôr em prática os objectivos do partido. Deve assegurar também o recrutamento de novos membros, ler e difundir O Avante! e o Militante, entre outras publicações do partido, assegurar o pagamento das quotas dos seus membros, e manter as estruturas superiores do partido informadas sobre o trabalho político da célula.[28]

Meios de comunicação do Partido Comunista

 
Avante 80 anos, pintura mural[24]

O PCP publica semanalmente o Avante!, largamente distribuído pelo país, assim como a revista de discussão teórica O Militante, publicada de dois em dois meses. A imprensa do partido inclui também o boletim Emigração, destinado à grande comunidade emigratória Portuguesa, e a revista Portugal e a UE, dirigida pelos deputados do partido no Parlamento Europeu, que fornece informações relacionadas com as políticas Europeias e o grupo Esquerda Unitária Europeia - Esquerda Verde Nórdica. Tanto o Avante! como O Militante são vendidos nas sedes do PCP, sendo que o Avante! também é vendido em bancas. A compra do Avante! é considerada um dever dos membros do partido[parcial?].

O Avante! foi imprimido e distribuído ilegalmente de Fevereiro de 1931 a Maio de 1974.[29] O jornal sofreu vários contratempos devido à supressão das polícias políticas da altura, e pela destruição das suas fábricas clandestinas de impressão. Evitando a censura, o Avante! foi um dos poucos jornais Portugueses a dar informações sobre eventos tais como a Segunda Guerra Mundial, a Guerra Colonial em África, assim como as várias greves e protestos contra a ditadura. O Avante! continua a ser distribuído após mais de três décadas de democracia, e tem agora uma versão completa online. A Festa do Avante! recebeu o nome em homenagem ao jornal.

Durante a campanha para as eleições legislativas de 2005, o Partido Comunista criou uma transmissão de rádio no seu site e um forum de discussão, sendo o primeiro partido português a usar activamente a internet[30] numa campanha eleitoral. Após o último Congresso, os estatutos mudaram e o partido considera agora o seu site oficial um meio de comunicação oficial, e é actualizado regularmente. A transmissão de rádio passou a ser uma estação de rádio online chamada Comunic. Emite entrevistas temáticas com membros do PCP, música e propaganda.

As principais campanhas e lutas do Partido Comunista são apoiadas por uma distribuição maciça de panfletos e posters em pontos importantes, como estações de comboios, fábricas, universidades, avenidas principais e mercados. Os spots publicitários gratuitos que a lei Portuguesa concede aos partidos, tanto em tempo de campanha como fora dela, são usados pelo PCP para promover as suas iniciativas e campanhas políticas.

O Partido Comunista tem também uma empresa de publicação, Edições Avante!, que publica e vende vários livros relacionados com a história do PCP ou o Marxismo. Clássicos do Marxismo-Leninismo, como o Manifest der Kommunistischen Partei (Manifesto Comunista), Das Kapital (O Capital), Para a Questão Judaica, e Que fazer?, vários livros de autores Portugueses sobre a história do partido e da resistência, documentos oficiais como o programa e os estatutos do partido, livros de autores estrangeiros como Ten Days that Shook the World (Dez Dias que Abalaram o Mundo) e outros trabalhos presentes no catálogo das Edições Avante!.[31]

A juventude do partido

 
UJC União dos Jovens Comunistas, pintura mural[24]

A Juventude Comunista Portuguesa (JCP) foi fundada a 10 de Novembro de 1979 (pela unificação da União de Estudantes Comunistas e a União da Juventude Comunista) a Juventude Comunista Portuguesa assume-se, pelos seus objectivos, propostas e acção transformadora, como a organização revolucionária da juventude.

A JCP portadora das tradições revolucionárias e da heróica história de luta de gerações e gerações de jovens comunistas, contra o fascismo, contra o imperialismo e mais tarde pela revolução de Abril, orienta a sua acção tendo como base teórica o marxismo-leninismo, concepção materialista e dialéctica do mundo.

A JCP orienta os seus membros e a sua actividade no espírito do internacionalismo proletário, da cooperação entre as organizações de jovens comunistas e entre as forças juvenis revolucionárias e progressistas, da solidariedade para com os trabalhadores e a juventude dos outros países e para com os povos em luta contra a exploração e a opressão política, social, contra o imperialismo, o colonialismo e o neocolonialismo, o racismo, a xenofobia e o fascismo - pela liberdade, a democracia, o progresso social, a independência nacional, a paz e o socialismo.

Na JCP os jovens trabalham e lutam ao lado do povo português, ao lado da classe operária e de todos os trabalhadores, com o Partido Comunista Português, formando-se, no espírito de dedicação ao povo e ao país e contribuindo para a construção de uma democracia avançada em Portugal e por uma nova sociedade a construir com o povo, onde não haja lugar à exploração do Homem pelo Homem, onde seja possível a plena concretização dos direitos e aspirações juvenis e em que a vida tenha os mais vastos horizontes de realização individual e colectiva - o Socialismo e o Comunismo.[32]

Festa do Avante!

 Ver artigo principal: Festa do Avante!

Todos os anos, no primeiro fim-de-semana de Setembro, o PCP organiza a Festa do Avante!. Após ter tido lugar em diferentes localizações em torno de Lisboa, como a Feira Internacional de Lisboa (FIL), Ajuda e Loures, realiza-se agora na Amora, freguesia do concelho do Seixal, num terreno adquirido pelo Partido Comunista após uma enorme campanha de angariação de fundos nos início dos anos 1990[carece de fontes?]. O partido considerou esta campanha a única maneira de evitar um boicote organizado pelos proprietários dos antigos espaços, um boicote que resultou no cancelamento do festival de 1987[carece de fontes?].

O festival atrai centenas de milhares de visitantes. Os eventos propriamente ditos consistem em três dias de música, com centenas de bandas portuguesas e estrangeiras distribuídas por cinco palcos: étnico, gastronómico, debates, feira do livro e da música, teatro (Avanteatro), e eventos desportivos. Vários partidos comunistas estrangeiros participam também no festival.[33]

Artistas famosos actuaram já no festival, portugueses e estrangeiros. São exemplo Chico Buarque, Baden Powell, Ivan Lins, Zeca Afonso, Buffy Sainte-Marie, Holly Near, Johnny Clegg, Charlie Haden, Judy Collins, Richie Havens, Ska-p, Tom Paxton, The Soviet Circus Company, the Kuban Cossacks Choir, Dexys Midnight Runners, The Band, Hevia, Brigada Victor Jara, Adriano Correia de Oliveira, Carlos Paredes, Jorge Palma, David Fonseca, Manoel de Oliveira, Clã, Teresa Salgueiro, Maria João e Mário Laginha e muitos outros.[34]

As preparações para o festival começam logo após o fim do festival anterior. Centenas de membros e apoiantes do partido,[35] voluntariam-se para a árdua tarefa de construir uma pequena cidade em poucos meses.

Secretários-gerais

 
Jerónimo de Sousa é o actual secretário-geral do PCP

Cronologia

Ver também