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Milouš Jakeš

Miloš Jakeš (nascido em 12 de agosto de 1922) foi secretário-geral do Partido Comunista da Checoslováquia de 1987 até 1989. Ele renunciou ao cargo no final de novembro de 1989, durante a chamada "Revolução de Veludo".

Jakeš nasceu em České Chalupy próximo a České Budějovice. Cresceu em uma família pobre na aldeia fronteiriça de Šumava antes de trabalhar na fábrica de sapatos Bata em Zlín entre 1937 e 1950. Ingressou no Partido Comunista da Checoslováquia após a Segunda Guerra Mundial, logo ascendendo nas fileiras do partido.[1] Em 1955, começou seus estudos em Moscou e, depois de obter seu diploma em 1958, sua carreira continuou sem interrupção, mesmo durante o período da Primavera de Praga de 1968.[1] Após a invasão soviética, Jakeš apoiou a facção linha dura tornando-se um dos principais iniciadores dos expurgos políticos realizados em nome da "normalização".[1]

Após a destituição de Gustáv Husák em uma reunião dramática do partido em dezembro de 1987, Jakeš foi nomeado para o cargo de Secretário Geral pelas várias facções dentro do Partido Comunista da Checoslováquia.[1] Depois de sua ascensão ao poder, Jakeš começou a promover-se como um reformador defendendo verbalmente o conceito de "perestroika". No entanto, tentou seguir uma política de reformas econômicas tímidas, fracamente em sintonia com a perestroika de Mikhail Gorbachev. Apesar da tentativa do Partido Comunista para apaziguar a demanda do público pela reforma, Jakeš permaneceu opondo-se ferreamente a qualquer diálogo com o crescente movimento de oposição no país. Mesmo quando a Revolução de Veludo eclodiu, Jakeš recusou-se a considerar quaisquer conversações sérias com a oposição. Como consequência, renunciou a presidência do Partido Comunista da Checoslováquia, juntamente com outros altos membros do partido, em novembro de 1989.

Referências