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Lista de tendências do Partido Socialismo e Liberdade

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Aqui são listadas as tendências do Partido Socialismo e Liberdade do Brasil.

Primavera SocialistaEditar

No dia 30 de junho de 2019 foi fundada a tendência Primavera Socialista, por meio da fusão de dez outras organizações do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL): APS, Rosa Zumbi, RPS, POLIS, Esperança Socialista, Alvorada Popular, Poder Popular, Coletivo do Rio, Coletivo Mandato Glauber, Somos PSOL, com presença em 20 estados.

A Ação Popular Socialista (APS), além de ter sido uma das tendências internas do PSOL, foi também uma ex-tendência do Partido dos Trabalhadores (PT).[1][2]

Coletivo Primeiro de MaioEditar

Coletivo Primeiro de Maio
Tipo Organização política de esquerda com atuação no movimento sindical, no movimento estudantil e nas eleições políticas
Filiação Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)
Sítio oficial Página oficial 1º de Maio

O Coletivo Primeiro de Maio é uma organização política brasileira de esquerda, que atua no Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), como uma corrente interna deste.[3] A organização surgiu no próprio PSOL e anteriormente era chamada de Coletivo Socialista Rosa do Povo, em alusão ao livro do poeta Carlos Drummond de Andrade. O atual nome faz referência ao Dia do Trabalhador. Além de reivindicar as obras de autores clássicos do marxismo mundial, o 1º de Maio também busca nas obras dos brasileiros Florestan Fernandes e Caio Prado Júnior referências teóricas.[4] Segundo a corrente, partidos amplos como o PSOL (Brasil), Syriza (Grécia), Izquierda Unida (Espanha), Bloco de Esquerda (Portugal) aparecem como caminho para unidade da esquerda radical na disputa com a Social democracia, o stalinismo e a direita política.[5] A corrente também considera o PSOL um partido para a revolução brasileira.[5]

A corrente existe majoritariamente no estado de São Paulo, principalmente em Sorocaba, Limeira, Santos, São Paulo, Votorantim, Sumaré e Campinas.[5] Tem atuação no DCE e no sindicato dos funcionários da UNICAMP e também forte atuação na área da saúde. Um dos dirigentes mais notáveis da corrente é o deputado estadual por Sorocaba Raul Marcelo. No movimento sindical, a organização atualmente não está filiada a uma central sindical; apenas atua na corrente Vamos à Luta (não confundir com o coletivo estudantil de mesmo nome, também ligado ao PSOL). No movimento estudantil, organizam-se no coletivo Enfrente! Juventude em Movimento!, além disso, há três coletivos auto-organizados ligados ao 1º de Maio, sendo o LGBT Cores, o Feminista Rosa Lilás e o de Negros e Negras Raízes da Liberdade.

O Primeiro de Maio atualmente compõe o Bloco de Esquerda - BE, agrupamento que reúne as correntes contrárias a atual direção nacional do PSOL (grupo conhecido como Unidade Socialista - US).[6] Durante o IV Congresso do partido, a corrente apoiou, junto com outras forças politicas do BE, o nome de Luciana Genro (do MES) como pré-candidata à presidência da república, em contraposição ao nome do senador Randolfe Rodrigues da US.[6] Após a vitória da Unidade Socialista, o 1º de Maio, assim como o MES, passa a aceitar o nome de Randolfe (que meses depois desistiu da pré-candidatura).

Coletivo Socialismo e LiberdadeEditar

Coletivo Socialismo e Liberdade
Fundação 2003
Dissolução julho de 2013
Ideologia Socialismo,
Marxismo
Espectro político Esquerda
Publicação Debate Socialista
Ala jovem Barricadas Abrem Caminhos (até 2012)
Rompendo Amarras (desde 2012)
Antecessor PSTU
Sucessor Insurgência-PSOL
Fusão Enlace e CLV

Partido Socialismo e Liberdade
Política do Brasil
Partidos políticos

Coletivo Socialismo e Liberdade (CSOL) era uma organização política brasileira de esquerda que atuava como tendência interna do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). O grupo surgiu em 2003 a partir de uma cisão no Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e que aderiu à fundação do PSOL em 2004.[7][8] Em 2012 um setor dos militantes do CSOL rompeu com a organização e passou a construir o Coletivo Resistência Socialista (CRS) dentro do PSOL. Em 2013 os membros remanescentes do CSOL se fundem com as tendências psolistas Enlace e CLV, formando a Insurgência.[9]

História e ideologiaEditar

Após a eleição do Governo Lula em 2002, considerado pelos socialistas um Governo de Frente Popular (ou seja, um governo composto por partidos de origem operária e partidos burgueses, que governa para a burguesia mas faz concessões à classe trabalhadora), houve uma reorganização política da esquerda radical no Brasil.[10] O PSTU, cujo regime é o de centralismo democrático, vivenciava seu 4º Congresso Nacional, único momento em que é permitida a existência de tendências e frações internas.[8] Uma dessas tendências chamava-se Socialismo e Liberdade (SOL), formada por setenta militantes, sendo que sete deles eram do Comitê Central do PSTU.[7] Após o Congresso, o SOL rompe com o PSTU e passa a ser CSOL, um dos grupos fundadores do PSOL. Conforme seu documento fundacional, a intenção dessa ação foi a de participar de um movimento amplo e unitário da esquerda, para disputar a consciência das massas.[10]

No partido, o CSOL construía, com intelectuais como Plínio de Arruda Sampaio e com grupos menores como o Coletivo Socialista Rosa do Povo (atual Coletivo 1º de Maio), o Campo Debate Socialista.[7][11] Esse campo sempre criticava o Programa Democrático Popular (PDP), defendido pelas correntes mais moderadas, pois analisava que ele foi responsável pela "degeneração do PT como partido de esquerda".[7] Na disputa interna, o CSOL unia-se ora com correntes mais à sua esquerda como as do Bloco de Resistência Socialista (BRS) e a Corrente Socialista dos Trabalhadores (CST) — como no 1º Congresso em 2007 — ora com correntes mais à sua direita como o Enlace e a Ação Popular Socialista (APS) — como no 2º Congresso em 2009, quando essa unidade ganhou a direção nacional do partido.[7][12] Na conferência eleitoral de 2010, essa unidade composta pelo CSOL defendeu a vitoriosa pré-candidatura à presidência da república de Plínio de Arruda Sampaio, contra o mais moderado Martiniano Cavalcante (MTL-MES) e o mais radical Babá (CST).[13]

No movimento sindical o CSOL compunha a Intersindical e no movimento estudantil o coletivo Barricadas Abrem Caminhos, na época um dos grupos que construíam a Oposição de Esquerda na União Nacional dos Estudantes (UNE).[11]

Em 2012, o CSOL passou a integrar o Secretariado Unificado da Quarta Internacional (SU), como seção observadora brasileira, junto com o MES.[14] Nessa época o Campo Debate Socialista passou por uma crise interna que afetou o CSOL também, provocando a divisão da corrente. A maioria do CSOL era favorável a continuar na central sindical Intersindical e seguir a aproximação política ao Enlace (seção oficial do SU-QI), enquanto a minoria, que passou a ser CRS, entrou na central sindical CSP-Conlutas. Mais tarde o CSOL acaba fundindo-se com Enlace, formando a Insurgência (como seção oficial do SU), enquanto o CRS e o MES seguiram como seções observadoras.[7]

Coletivo Resistência SocialistaEditar

Coletivo Resistência Socialista
Fundação 2012 (7 anos)
Ideologia Socialismo,
Marxismo
Espectro político Esquerda
Ala jovem Alicerce Juventude
Antecessor CSOL
Ala Sindical Alicerce Sindical

Partido Socialismo e Liberdade
Política do Brasil
Partidos políticos

O Coletivo Resistência Socialista (CRS) é uma organização política brasileira de esquerda que atua como tendência interna do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).[15][16][17] O grupo surgiu a partir de uma dissidência de 2012 do extinto Coletivo Socialismo e Liberdade (CSOL), outra tendência do PSOL.[18]

Dentro do PSOL, o CRS escreveu contribuições para o 4º e 5º Congressos (2013 e 2015) e é uma das correntes radicais pequenas que compõe o chamado Bloco de Esquerda, ala do partido que se opõe a atual direção nacional formada pelo bloco Unidade Socialista (US) e às suas práticas.[18] Entre os membros mais notáveis do CRS está a professora Sônia Meire, candidata em 2014 a governadora de Sergipe pelo PSOL e pela Frente de Esquerda, que conseguiu 4,16% dos votos.[19]

No movimento sindical, o CRS através da coletivo Alicerce Sindical, grupo que compõe a central sindical CSP-Conlutas[15] e dentro dela costuma unir-se com as outras correntes do PSOL na defesa de teses congressuais.[20] No movimento estudantil, o CRS impulsiona o coletivo Alicerce Juventude,[15] que também reúne militantes do extinto coletivo Jornal Germinal e que não compõe formalmente nem a União Nacional dos Estudantes (UNE) nem a Assembleia Nacional dos Estudantes Livre (ANEL), apesar de comparecer aos congressos de ambas entidades como observador.

Corrente Socialista dos TrabalhadoresEditar

Corrente Socialista dos Trabalhadores
File:CST (PSOL) logo.png
Fundação 1992 (27 anos)
Sede Rio de Janeiro
Ideologia Socialismo,
Marxismo,
Trotskismo,
Morenismo,
Internacionalismo
Espectro político Esquerda radical
Afiliação internacional Unidade Internacional dos Trabalhadores - Quarta Internacional (UIT-QI)
Ala Sindical Combate - Classista e pela base
Página oficial
www.cstpsol.com

Partido Socialismo e Liberdade
Política do Brasil
Partidos políticos

A Corrente Socialista dos Trabalhadores (CST) é uma organização marxista revolucionária brasileira cuja ideologia fundamenta-se no legado teórico do ucraniano León Trotsky e do argentino Nahuel Moreno.[21] Atualmente, a CST organiza-se como corrente interna do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), sendo uma das organizações fundadoras desse partido, atuando, com outras correntes, na ala mais à esquerda da sigla.[22][23][24] Tendo como estratégia a revolução socialista, a CST diz propor-se a cooperar na construção de uma organização revolucionária, tentando fortalecer a unidade entre as organizações de esquerda combativa. A CST é a seção no Brasil da Unidade Internacional dos Trabalhadores - Quarta Internacional (UIT-QI)[25] e seus figuras públicas mais conhecidos são o paraense João Batista Oliveira de Araújo "Babá" (ex-deputado federal pelo Pará e vereador no Rio de Janeiro a partir de fevereiro de 2015),[26] o sindicalista Pedro Rosa (candidato a senador no Rio de Janeiro em 2014, com 137.652 votos), a professora Bárbara Sinedino (Coordenadora Geral do SEPE - Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do RJ) e a argentina Silvia Santos (membra da Executiva Nacional do PSOL).

A Corrente Socialista dos Trabalhadores surge por volta do ano de 1992 de uma cisão da Convergência Socialista (CS), antiga corrente do Partido dos Trabalhadores (PT), quando essa fora expulsa da sigla. Enquanto a maioria da Convergência Socialista, organização que era filiada internacionalmente à LIT-QI, decidia construir um novo partido, a cisão que deu origem a CST tinha uma outra análise da conjuntura. A CST, então, rompe nacionalmente com a CS e internacionalmente com a LIT-QI, retornando para o PT, onde atuou por mais 11 anos, enquanto que a CS acaba por fundar o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU). Mais tarde, a CST filia-se à UIT-QI, organização internacional que contém partidos que também romperam com a LIT-QI.[27]

Um pouco antes da eleição presidencial de Luis Inácio Lula da Silva, a CST já considerava o rompimento com o PT, por discordar dos rumos tomados pelo partido. A ideia se concretizou após a expulsão do então deputado Babá, dirigente da CST, por esse não concordar com a Reforma da Previdência imposta pelo PT. A partir de então, junto com outras organizações da esquerda radical oriundas do PT, como o Movimento Esquerda Socialista (MES), e com outras cisões mais recentes do PSTU, como o Coletivo Socialismo e Liberdade (CSOL), a CST impulsionou a criação do PSOL, que obteve registro em 2005.[27]

A CST publica o periódico mensal Combate Socialista.[28] A organização atua no movimento sindical através da corrente "Combate - Classista e pela base" e no movimento estudantil através do "Coletivo Vamos à Luta".

EnlaceEditar

O Enlace era um reagrupamento de socialistas oriundos de diferentes coletivos militantes Tendência Liberdade e Revolução do Partido Socialismo e Liberdade - PSOL, e Movimento de Unidade Socialista e dissidências da Democracia Socialista, da Articulação de Esquerda e do Fórum Socialista do PT. A corrente se fundiu com outras duas tendências, o Coletivo Socialismo e Liberdade e o Coletivo Luta Vermelha, se transformando na atual Insurgência.

HistóriaEditar

Fundado em 2002 na convergência de grupamentos que haviam rompido com o PT, quando da expulsão da Senadora Heloisa Helena, e de outros que optam pela construção do Partido Socialismo e Liberadade PSOL a partir das opções políticas do Partido dos Trabalhadores durante o primeiro mandato do Governo Lula.

Participam da corrente, militantes identificados com a Quarta Internacional.

Prioridades políticasEditar

  • A atualização do pensamento marxista no estados unidos
  • A defesa da democracia interna no PSOL
  • A prioridade nas lutas sociais, e não apenas na intervenção eleitoral
  • A construção de unidades amplas contra as contrarreformas e o neoliberalismo
  • A superação da dispersão na esquerda brasileira e mundial
  • A defesa de que a sociedade atual passa por uma crise civilizatória e que a saída é o Ecossocialismo

Esquerda MarxistaEditar

Esquerda Marxista
Fundação 2006 (13 anos)
Sede São Paulo
Ideologia Socialismo,
Marxismo,
Trotskismo,
Internacionalismo
Espectro político Extrema-esquerda
Ala jovem Liberdade e Luta
Afiliação internacional Corrente Marxista Internacional
Ala Sindical Corrente Sindical da Esquerda Marxista
Cores Vermelho, Amarelo e Branco
Página oficial
[1]

Partido Socialismo e Liberdade
Política do Brasil
Partidos políticos

Esquerda Marxista é uma organização trotskista, seção brasileira da CMI (Corrente Marxista Internacional), que combate pela construção de uma Internacional revolucionária marxista de massas, pela reconstrução da 4ª Internacional sobre a base do seu programa de fundação, o Programa de Transição, como uma tendência do movimento operário internacional.[29]

Atualmente compõe a Frente Povo Sem Medo, junto com movimentos e organizações como o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), as Brigadas Populares (BPs), o Movimento de Luta nos Bairros, o Vilas e Favelas (MLB), o Polo Comunista Luiz Carlos Prestes e entidades ligadas ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), além de outras inúmeras entidades.[30]

OrigemEditar

A Esquerda Marxista tem origem em uma cisão da corrente O Trabalho, do PT. Sua estratégia política é orientada pelo Programa de Transição de Trotski. Edita o jornal Foice&Martelo. Desde que surgiu, participou com chapa e candidatura própria no PED nacional.

Saída do PTEditar

Em abril de 2015, deixou de ser uma corrente interna do Partido dos Trabalhadores (PT). Na Conferência Nacional Chico Lessa (20 e 21 de abril) a Esquerda Marxista aprovou por unanimidade dos delegados presentes a saída do Partido dos Trabalhadores (PT), dando um novo passo na luta pela construção do partido revolucionário dos trabalhadores.[31]

Movimento das Fábricas OcupadasEditar

Junto aos trabalhadores, ocuparam diversas fábricas pelo país (Cipla, Interfibra, Flaskô e tantas outras). Na defesa dos postos de trabalho e direitos, em 2002, construíram o Movimento das Fábricas Ocupadas[32] na luta pela estatização sob controle operário, resistindo aos duros golpes, como a intervenção a mando do governo federal na Cipla e Interfibra.

Movimentos SociaisEditar

Atuam em conjunto com os Movimeto dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e com os Movimeto dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) nas lutas por terra e moradia. Nos sindicatos e na Central Única dos Trabalhadores (CUT), combatem pelas reivindicações dos trabalhadores contra os pelegos e os divisionistas. Impulsionam o Movimento Negro Socialista,[33] que tem papel destacado na luta contra o racismo e o racialismo e contra a divisão do povo trabalhador brasileiro em “raças”.

JuventudeEditar

Impulsionam a Liberdade e Luta, criada a partir da campanha Público, Gratuito e Para Todos (impulsionada pela Juventude Marxista) – organização de jovens da EM e independentes – pelos direitos e por um futuro digno para a juventude, organizando a luta pela educação pública, gratuita e para todos, como proposta em principal campanha, além de vagas para todos nas universidades públicas e pela federalização das universidades privadas.

Pioneira na luta contra a PLS 193/2016, conhecida como Lei da Mordaça, promovida pelo movimento Escola Sem Partido. A Liberdade e Luta criou um abaixo assinado contra essa medida.

Compõem a Oposição de Esquerda na UNE e na UBES.

Filiação DemocráticaEditar

A Esquerda Marxista fez recentemente uma Filiação Democrática de seus principais quadros para disputar a eleições de 2016 pelo PSOL e ao mesmo tempo solicitou integração como Tendência Interna.

Incorporação ao PSOLEditar

A Esquerda Marxista no ano de 2017 passa a integrar o PSOL como tendencia interna, tendo sua aprovação aceito ao longo do VI Congresso Nacional do PSOL realizado no ano de 2017.

RachaEditar

Logo apos a entrada da Esquerda Marxista no PSOL ocorre divergência interna quanto a linha politica adotada e um setor rompe em maio de 2017 e funda o M-LPS - Movimento Luta Pelo Socialismo.

Fortalecer o PSOLEditar

Fortalecer o PSOL é uma tendência interna do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e é um dos setores que atualmente compõem a direção majoritária conhecida por Unidade Socialista (US). No movimento sindical organizam-se na central INTERSINDICAL - Central da Classe Trabalhadora e no movimento estudantil organizam-se como Movimento Contestação. Seus principais nomes são, Bernadete Menezes, Mario Azeredo, Everton Vieira, Arlei Medeiros, Francis Mendes, André Trindade, Ricardo Saraiva (Big) e Gilberto Maringoni (candidato a governador pelo estado de São Paulo nas eleições de 2014).

Uma parte do grupo que compõe a corrente se organizou no início dos anos 2000 como Movimento de Unidade Socialista (MUS), ainda no Partido dos Trabalhadores (PT), a partir de uma cisão do Movimento Esquerda Socialista (MES).[21] Com a criação do PSOL, o MUS junta-se com cisões de outras organizações oriundas do PT e passa a compor o PSOL.[21] Dentro dessa corrente(MUS), porém, nunca houve uma fusão completa, contribuindo para que mais tarde os grupos se separassem.[24] Fora do Enlace, o antigo MUS passa a se chamar de Fortalecer o PSOL (nome que provem do título da sua tese ao III Congresso do PSOL).

Um dos principais motivos que originou o agrupamento (chamado na época de MUS) foi a divergência com o resto do MES sobre a saída do PT em 2003, por acreditar que deveriam permanecer ainda no partido. Porém o processo de fundação do PSOL (metade de 2004) acaba por pressionar mais rupturas do PT. No final de 2004, o MUS junta-se com cisões da Democracia Socialista (DS) e da Articulação de Esquerda (AE), ambas correntes pertencentes à esquerda petista, e então forma-se o Enlace, que passa a atuar no PSOL.[21] Na composição nacional do Enlace, os militantes do antigo MUS tiveram hegemonia somente no estado do Rio Grande do Sul.[34]

No primeiro Congresso do PSOL (2007), o Enlace saiu sozinho em uma chapa para a votação de direção do partido, não conseguindo obter vitória.[35] Porém, no II Congresso (2009), o Enlace uniu-se à Ação Popular Socialista (APS) e dessa vez obtiveram a direção do partido.[24] Durante as eleições de 2010, surge uma divergência entre a direção nacional do Enlace e os militantes do Rio Grande do Sul. Após a decisão do MES (corrente que dirige o PSOL-RS) de abrir mão de um dos dois candidatos a senador pelo partido, para apoiar o candidato Paulo Paim do PT, o Enlace gaúcho votou à favor da decisão, contrariando a direção nacional da corrente, que se manifestou desautorizando-os.[34] É no ano seguinte, que o setor rompe com Enlace, assinando uma tese individualmente para o congresso do PSOL.[36] Isso se dá, principalmente, pelo fato do Enlace deixar de apoiar a APS (maioria da direção do partido) por causa das políticas que visam trasformar a sigla em um partido de massas e popular, não buscando atuar somente para o trabalhador, mas também com ele. O MUS, discordando do resto do Enlace e rompendo com ele, continuou (junto à corrente TLS) unido à APS, compondo uma chapa com ela no congresso e vencendo novamente.[36]

No IV Congresso, em 2013, o Fortalecer o PSOL, junto com a APS e com outros agrupamentos, assina a tese "Unidade Socialista por um PSOL Popular", que reivindica a atual direção partidária.[37] Ao final do Congresso, muito disputado, o campo Unidade Socialista derrota o auto denominado Bloco de Esquerda - BE.

Teses assinadas pelo Fortalecer o PSOL para congressos nacionais do partidoEditar
  • I CNPSOL (2007): "Por um Brasil socialista e sustentável"
  • II CNPSOL (2009): "Uma alternativa popular, ecológica e socialista para o Brasil"
  • III CNPSOL (2011): "Fortalecer o PSOL: Por um Brasil democrático, ecológico e socialista"
  • IV CNPSOL (2013): "Unidade Socialista por um PSOL Popular"

InsurgênciaEditar

Insurgência
Tipo Organização política de esquerda com atuação no movimento sindical, no movimento estudantil e na eleições políticas
Fundação outubro de 2013
Filiação
Sítio oficial www.insurgencia.org

A Insurgência é uma organização marxista brasileira. Filiada à Quarta Internacional (antigo Secretariado Unificado), atuando com o status de simpatizante dessa organização, definiu recentemente se tornar sua seção.[38] A Insurgência é uma das representantes do mandelismo (um setor do trotskismo) no país.[21] O grupo atualmente se organiza como corrente interna do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)[24] e surgiu em outubro de 2013 a partir da fusão de outras correntes da sigla (CSOL, Enlace e CLV), anunciada no "Manifesto por uma nova corrente revolucionária". Seus membros mais notáveis são Renato Roseno e Fernando Silva "Tostão" A corrente publica a revista À Esquerda.[34] No movimento sindical organizam-se tanto na INTERSINDICAL como na CSP-Conlutas. Dentro do PSOL, a corrente compôs o chamado Bloco de Esquerda (união entre as correntes que discordam da atual direção do partido e que, após o seu IV Congresso (dezembro de 2013), já constitui metade da sigla).[25]

Em fevereiro de 2014 a Insurgência oficializou o lançamento da pré-candidatura do Renato Roseno à presidência da República,[26] por entender que faz-se necessária uma Conferência Eleitoral para decidir qual será o nome indicado pelo PSOL ao cargo, visto que o Congresso Nacional de 2013 foi palco de fraudes que inviabilizam o debate democrático dentro do partido.

Recentemente a Insurgência passou por uma divisão, onde se dividiu em 4 diferentes organizações: Insurgência, Subverta, Comuna e Comunismo e Liberdade.[39]]

Durante a crise política que resultou no golpe jurídico parlamentar em 2016, a Insurgência passou por uma grande divisão. Quatro organizações nasceram daí, todas defendendo os princípios de de Karl Marx, Leon Trotsky e Ernest Mandel. Os novos agrupamento que se originaram da Insurgência são:[40]

  • Insurgência - Um setor manteve o nome original que é liderada Renato Roseno.
  • Comuna - que é liderado por João Machado e Flávio Sofiatti.
  • Subverta - organização ecossocialista que defende a construção do Bem Viver e atua de forma horizontalizada, apesar da presença de diversas figuras públicas, entre elas Talíria Petrone, deputada federal (RJ), e o deputado estadual do PSOL (RJ), Flávio Serafini.
  • Comunismo e Liberdade um agrupamento surgido da crise da Insurgência, mas que se desfez em 2019.

Em março de 2019, o Comunismo e Liberdade dissolveu-se; seus antigos membros foram para a Comuna ou se organizaram em outros coletivo.

SubvertaEditar

Subverta
Tipo Organização política revolucionária com atuação nas cidades, campo e florestas para acabar com a exploração, com todas as opressões e com a destruição do planeta para construir uma sociedade do Bem Viver.
Fundação março de 2017
Filiação
Sítio oficial www.subverta.org/

O Subverta é uma organização ecossocialista e libertária brasileira nascida em março de 2017. Filiada à Quarta Internacional (antigo Secretariado Unificado), surgiu a partir da mobilização de militantes quartistas no Brasil do Rio de Janeiro (entre elas Talíria Petrone, atual deputada federal, e Flávio Serafini, atual deputado estadual), do Ceará (entre eles o cientista climático Alexandre Araújo Costa), do Distrito Federal (inicialmente com Thiago Ávila) e do Rio Grande do Sul. A organização defende a luta contra a exploração, contra todas as opressões e contra a destruição do planeta para construção de uma sociedade do Bem Viver.

Estrategicamente o Subverta se dedica à construção da resistência democrática, na qual se inclui sua atuação no PSOL, a construção de mandatos coletivos e instrumentos de escuta ativa e fortalecimento das relações políticas e de confiança, como a Banquinha pela Democracia. Além disso, desenvolve projetos de enraizamento territorial nas periferias como os Territórios Coletivos e, no campo, constrói Comunidades Agroecológicas do Bem Viver, além de fortalecer a resistência indígena, quilombola e de populações tradicionais através de mutirões do Bem Viver e projetos de bioconstrução, agrofloresta e agroecologia no geral.

É uma organização que defende um partido radicalmente democrático, enraizado territorialmente, conectado às lutas das pessoas mais precarizadas da sociedade e que não se resuma à institucionalidade.


Liberdade, Socialismo e RevoluçãoEditar

Liberdade, Socialismo e Revolução
Fundação 2009
Ideologia Trotskismo
Socialismo democrático
Marxismo
Afiliação internacional Comitê por uma Internacional dos Trabalhadores
Cores Vermelho e branco
Página oficial
www.lsr-cit.org

Liberdade, Socialismo e Revolução (LSR) é a seção brasileira do Comitê por uma Internacional dos Trabalhadores (CIT), uma organização trotskista internacional presente em mais de 40 países de todos os continentes.

Em 2009, depois de dois anos de estreita relação, os grupos Socialismo Revolucionário (SR) e Coletivo Liberdade Socialista (CLS) decidiram se unir, e assim criaram a LSR.

O SR surgiu em 1996, a partir da luta dos membros brasileiros do CIT, ativos desde o lançamento do jornal Militante Socialista em 1988. Depois de participar do processo que deu origem ao Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) em 1994, desligaram-se desse partido imediatamente após a Conferência Internacional que deliberou pela filiação do PSTU à Liga Internacional dos Trabalhadores - Quarta Internacional (LIT-QI) para construir uma alternativa de esquerda revolucionária diretamente junto aos movimentos de massas, [41] tendo como base um programa socialista e as lutas dos jovens e dos trabalhadores.

O Coletivo Liberdade Socialista (CLS), por sua vez, originou-se de uma ruptura do Movimento Terra Trabalho e Liberdade (MTL) reunindo alguns quadros com origem também no PSTU.

A unificação que deu origem à LSR abriu caminho para uma expansão nacional da organização em diferentes frentes de atuação. Os membros da LSR atuam em diversas frentes, incluindo escolas, fábricas, locais de trabalho não industriais e bairros, se organizando contra os abusos do governo. Eles são ativos também dentro do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) – no qual a LSR existe como uma das tendências –, nas organizações de massas da classe trabalhadora e da juventude, nos sindicatos, na Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas), nas associações locais de trabalho, nos grêmios estudantis, centros acadêmicos e diretórios centrais. Defendendo a unificação das lutas e ligando as demandas imediatas com a luta contra o capitalismo.

Movimento Esquerda SocialistaEditar

Movimento Esquerda Socialista
(MES)
Tipo Organização política de esquerda com atuação nos movimentos sociais, no movimento sindical, no movimento estudantil e nas eleições políticas
Fundação 1999
Sede Rio Grande do Sul
Filiação
Sítio oficial Página oficial do MES

Página da Revista Movimento

O Movimento Esquerda Socialista (MES) é uma organização política brasileira de esquerda que atualmente integra o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), como uma corrente interna. Entre seus membros mais notáveis estão a ex-candidata a presidência da república e deputada estadual Luciana Genro do Rio Grande do Sul, as deputadas federais Sâmia Bomfim de São Paulo e Fernanda Melchionna do Rio Grande do Sul, o jornalista e deputado federal do Rio de Janeiro David Miranda, os vereadores de Porto Alegre Roberto Robaina e Prof. Alex Fraga, e o deputado estadual potiguar Sandro Pimentel. A MES atua no movimento estudantil impulsionando o Juntos!. A corrente atualmente atua no movimento sindical através da Plataforma Sindical MOVER e da central CSP-Conlutas. O MES também integra a corrente internacional Movimento Anti-imperialista e Anticapitalista, agrupamento que é observador do Secretariado Unificado da Quarta Internacional.

HistóriaEditar

Liga OperáriaEditar

No Brasil, o MES teve nascimento com a Liga Operária, uma pequena corrente trotskista fundada em 1972, por Túlio Quintiliano, ex-militante do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), Enio Buchioni, ex-militante da Ação Popular, Maria José Lourenço (Zezé) e Jorge Pinheiro, ex-militantes do Movimento Nacionalista Revolucionário, e Waldo Mermelstein.

No Chile, durante o IX Congresso Quarta Internacional esses militantes entraram em contato com dois importantes figuras do movimento trotskista internacional, o crítico Mário Pedrosa e o peruano Hugo Blanco. Mário Pedrosa os coloca em contato com o trotskista argentino, Nahuel Moreno, reunindo-se então num grupo chamado Ponto de Partida, na proposta de fundar um partido de massas.

Com o golpe de Pinochet, em 1973 Túlio Quintiliano é detido,junto com sua esposa Narcisa Beatriz Verri Whitaker, e levado para a Escola Militar, tendo sido encaminhando, em seguida, para o Regimento Tacna - desde então, encontra-se desaparecido. Enio Bucchioni também foi detido após o golpe, mas encaminhado ao Estádio Nacional. Foi um dos últimos brasileiros a sair de lá, conseguindo exilar-se na França e, posteriormente, em Portugal. Zezé, Jorge e Waldo vão para a Argentina, onde fundam a Liga Operária. Em 1974 voltam ao Brasil para um trabalho político clandestino de atuação política e sindical, chegando a reunir 300 militantes até 1977.

Nas vésperas do primeiro de maio de 1977, ativistas sindicais e militantes da Liga Operária (LO) são presos em no ABC paulista, distribuindo panfletos comemorativos a data, entre eles os operários Celso Giovanetti Brambilla, José Maria de Almeida e Márcia Bassetto Paes, da LO, além de Ademir Marini, Fernando Antonio de Oliveira Lopes e Anita Maria Fabbri.

Inicia-se aí uma grande mobilização nacional na luta pela anistia no Brasil e pelo fim das torturas. Neste mesmo ano o Partido Socialista dos Trabalhadores da Argentina, dirigido por Nahuel Moreno, funda a Tendência Bolchevique, como uma tendência da IV Internacional, agrupamento ao qual a Liga Operária se filia.

A Liga Operária, seguindo a linha de Nahuel Moreno, não entrou na luta armada contra a ditadura, tática considerada equivocada pelo trotskista argentino e que levou a morte inúmeros quadros da esquerda brasileira.

Convergência SocialistaEditar

Em 1978, os militantes da Liga Operária propõem a formação de um amplo movimento socialista no Brasil, com objetivo de reunir os socialistas brasileiros, num movimento para participar abertamente da vida política brasileira. Começa a se articular assim o Movimento Convergência Socialista (MCS), que consegue reunir alguns dos velhos militantes socialistas brasileiros. A Liga Operária passa a se chamar Partido Socialista dos Trabalhadores, que integra o MCS.

Em 19 de agosto de 1978 realiza-se a primeira convenção nacional do MCS, esta convenção nacional reuniu mais de 300 delegados, de oito estados, e 1.200 presentes.

No dia 21 de agosto, três dias depois da convenção, 24 militantes da Convergência Socialista, todos da Liga Operária, são enquadrados na Lei de Segurança Nacional e mantido presos durante todo o segundo semestre. Entre eles o argentino Nahuel Moreno. A campanha internacional pela libertação dos militantes, que inclui uma greve de fome no Brasil, mobiliza o movimento estudantil e tem repercussão internacional, com mensagens pela libertação dos presos, como a do escritor Gabriel García Márquez.

Em 1979, face a constatação de que o Movimento Convergência Socialista era basicamente formado apenas pelos militantes do PST e com a previsão de ascenso do movimento dos trabalhadores no Brasil, o PST decide se dissolver e integrar-se na Convergência Socialista, que existia como associação legal.

Durante o X Congresso dos Metalúrgicos de São Paulo, em Lins (SP), de 22 a 27 de janeiro de 1979, José Maria de Almeida, ativista do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e militante da CS, propõe um manifesto chamando “todos os trabalhadores brasileiros a unir-se na construção de seu partido, o Partido dos Trabalhadores”. A moção é aprovada. Em março de 1979 explode a greve dos metalúrgicos do ABC e do interior paulista.

A Convergência Socialista teve um papel importantíssimo na fundação do PT, principalmente na reorganização dos sindicatos e da esquerda brasileira. Na década de 1980, a CS começa a ter inserção nos movimentos sindicais e estudantis. Nessa época, dois dos atuais dirigentes do MES, Luciana Genro e Roberto Robaina entram para a Convergência através do movimento secundarista.

Em 1991, a Convergência Socialista contraria a direção majoritária do PT, formada pela Articulação de Lula e Zé Dirceu, ao agitar a palavra de ordem "Fora Collor" e pela realização de novas eleições presidenciais durante o processo de Impeachment do ex-presidente. Essa situação, aliada com o distanciamento da Convergência com o PT e análise de conjuntura internacional da corrente levaram a CS a sair do partido, o que ocorre em 1992.

Corrente Socialista dos TrabalhadoresEditar

Um setor da Convergência Socialista e de sua afiliação internacional (LIT-QI) rompe com essas organizações e passa a se organizar em uma nova afiliação internacional, a Unidade Internacional dos Trabalhadores (UIT-QI). No Brasil, esse grupo revê a saída do PT e volta ao partido por discordar do processo de formação do novo partido, que se tornaria o PSTU, e que a Convergência teria forçado sua saída. Nasce então a Corrente Socialista dos Trabalhadores, a CST.

Em 1998, uma série de divergências nacionais e internacionais levam a uma divisão da CST em CST-Maioria, organizada principalmente no Rio Grande do Sul, e a CST-Minoria, organizada principalmente no Pará. A CST-Maioria passa a formar uma nova corrente dentro do Partido dos Trabalhadores, o Movimento da Esquerda Socialista.

Movimento da Esquerda SocialistaEditar

Ainda como CST, em 1994, elegeu pela primeira vez Luciana Genro para deputada estadual,reeleita como deputada estadual e eleita deputada federal pela primeira vez em 2002.

Caracterizado como uma das correntes radicais do PT, o MES já era um obstáculo para os objetivos da corrente majoritária do partido antes de 2003. Com a Carta ao Povo Brasileiro e eleição do presidente Lula, a relação do MES com a direção do PT se torna cada vez mais distante.

Em 2003, por iniciativa do governo do PT, é votada a Reforma da Previdência, que retirava direitos dos trabalhadores e contou com o apoio do PSDB e do PFL. A ex-deputada federal Luciana Genro votou contra a reforma e foi expulsa do partido juntamente com a senadora, Heloisa Helena, e o ex-deputado federal, Babá. Tanto o dirigente nacional do PT, Roberno Robaina, quanto o MES se consideraram expulsos do PT e iniciaram o processo de criação de um novo partido de esquerda.

PSOLEditar

Com a expulsão do MES, da CST, de alguns militantes da Democracia Socialista, como a Heloisa Helena, inicia-se um processo de reorganização da esquerda brasileira. O resultado disso, o PSOL, foi fundado em 6 de junho de 2004, e recebeu apoio de intelectuais socialistas famosos, como do geógrafo Aziz Ab'Saber, do jornalista e ex-deputado Milton Temer, dos sociólogos Francisco de Oliveira e Ricardo Antunes, do economista João Machado, da economista Leda Paulani, dos filósofos Leandro Konder e Paulo Arantes e do cientista político Carlos Nelson Coutinho.

Buscando obter registro permanente na Justiça Eleitoral, o partido obteve quase 700 mil assinaturas a favor de sua fundação, mas os cartórios eleitorais só concederam certidões a 450 mil dessas assinaturas. Uma nova tentativa de apresentar assinaturas válidas foi realizada pelos organizadores do partido em 1 de setembro de 2005. Em 15 de setembro, o registro definitivo foi obtido, e o número eleitoral adotado foi o 50. A CST e o MES tiveram um papel fundamental para fundação do PSOL.

Internamente no partido, o MES era próximo da ex-senadora, Heloísa Helena, do Movimento Terra, Trabalho e Liberdade. Chegou a cogitar-se uma fusão entre esses setores, porém isso não ocorreu nacionalmente, com exceção do estado de São Paulo.

Em 2006, já sob a sigla do PSOL, Luciana Genro se reelege, contando com mais de 185 mil votos.

Em 2008, o MES elege dois vereadores em Porto Alegre, a jovem Fernanda Melchionna e o ex-brizolista Pedro Ruas.

Em 2009, as correntes do PSOL, APS, Enlace e CSOL derrotaram o setor encampado pelo MES dentro do partido, no 2º Congresso do PSOL. Após o congresso, esse setor se dividiu em três: um primeiro que saiu do PSOL e hoje faz parte da Rede de Marina Silva, encabeçado pela Heloísa Helena, Elias Vaz, Martiniano e Jefferson Moura; um segundo que se aproximou da direção majoritária do partido, liderado por Edilson Silva, ex-MES, e o terceiro, do qual o MES faz parte, se relocalizou dentro do partido.

II Congresso do PSOL (2009)

Chapa
1: APS/CSOL/ENLACE/REVOLUTAS
2: CST/LSR/TLS/AS/ARS/CRS/
3: MES/MTL

No ano de 2010, o MES não consegue reeleger Luciana, mesmo com ela recebendo 129 mil votos, devido ao coeficiente eleitoral. Com a eleição do pai de Luciana, Tarso Genro, para o governo do estado, ela está inelegível no seu distrito eleitoral. O MES cogitou transferir Luciana para o estado de São Paulo, porém Luciana considerou isso artificial e se manteve em Porto Alegre.

Também nessa eleição, o vereador paulistano Carlos Giannazi, próximo ao MES é eleito deputado estadual.

Reorganização interna do PSOLEditar

A partir de 2010, o MES se distancia do MTL por divergências na análise da conjuntura e na construção partidária. Em 2012, CST e MES saem na mesma chapa do III Congresso Nacional do PSOL, sendo novamente derrotado pelo setor majoritário do partido, encabeçado pela Ação Popular Socialista.

III Congresso do PSOL (2011)

Chapa Delegados
1: MES/CST 77
2: MTL/Edilson (ex-MES) 67
3: CDS, LSR, CSOL, Reage, parte do Enlace 46
4: APS, TLS, parte do Enlace (MUS) 139

Em 2012, o MES consegue reeleger seus dois vereadores em Porto Alegre, sendo Pedro Ruas o mais votado, além de eleger Sandro Pimentel em Natal. A corrente também impulsiona candidaturas importantes como a de Roberto Robaina, em Porto Alegre, que recebeu 3,85% dos votos, de Jurandir Silva, em Pelotas, com 13% dos votos, do Professor Josemar, em São Gonçalo, com 4,22% de votos, e do deputado estadual Carlos Giannazi, em São Paulo, com 1,02% dos votos.

Bloco de EsquerdaEditar

No mesmo ano, a corrente majoritária do partido, APS, elege seu primeiro prefeito em capital do PSOL, na cidade Macapá, contando com a aliança com o PTB e o PPS, apoio declarado da direita (PSDB e DEM) e recebimento de dinheiro da burguesia. Em Belém, outra candidatura da APS confunde o PSOL pragmaticamente com PT. Isso faz com que se fortaleça um polo de resistência à direção majoritária do partido.

Em 2013, começa a tomar forma o Bloco de Esquerda, chapa para o Congresso do PSOL, que conta com a participação do MES, de correntes que outrora eram próximas da APS, como o CSOL e o Enlace, das correntes CST, LSR, GAS, CRS, APS-esquerda, TLS e Primeiro de Maio, além do deputado estadual, Carlos Giannazzi e do ex-candidato à presidência, Plínio de Arruda Sampaio.

Paralelamente, o MES começa a lançar a pré-candidatura de Luciana Genro à presidência da República. Luciana teve o apoio da CST, LSR, CRS e TLS, Primeiro de Maio, além de S.O.S. Bombeiros, Marcelo Freixo, Plínio de Arruda Sampaio, Carlos Giannazi e Jean Wyllys. A candidatura de Luciana foi derrotada por Randolfe Rodrigues.

Contudo, com a desistência de Randolfe para disputar o governo do Amapá, Luciana será a candidata do PSOL à presidência da República.

O MES também foi responsável pela filiação do filósofo Vladimir Safatle.

IV Congresso do PSOL (2013)

Chapa
Unidade Socialista: APS-CC/MTL/MUS - 201 delegados
PSOL Necessário: Chico Alencar/Rosa Zumbi - 11 delegados
Bloco de Esquerda: MES/IS(CSOL e Enlace)/CST/LSR/GAS/CRS/HS/APS-NE/1ºM/Giannazi/Plínio - 175 delegados, sendo 55 do MES

InternacionalEditar

Formado em 1998, o MES passa a compor internacionalmente a Corrente Movimento, juntamente com o partido MST, da Argentina, o Marea Socialista, da Venezuela, que compõe o PSUV, o COEN, do Peru. É próximo do International Socialist Organization, dos Estados Unidos, do NPA da França e do Syriza, da Grécia e de outra série dezenas de correntes simpatizantes, aliadas e irmãs.

PráxisEditar

O grupo Práxis é uma corrente de esquerda, de orientação marxista, que atuou como tendência no interior do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) desde o seu processo de formação. Referenciado numa orientação política que rechaça a possibilidade de construção do socialismo num só país - formulação que constitui uma das bases do stalinismo - vincula-se a uma corrente de esquerda em âmbito internacional denominada Socialismo ou Barbárie, presente em diversos países da América Latina.[42]

Em julho de 2008, após a II Conferência Eleitoral do PSOL, o Grupo Práxis rompe com o partido.[43]

ResistênciaEditar

Movimento por uma Alternativa Independente e SocialistaEditar

O Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista (# MAIS) e a Nova Organização Socialista (NOS) têm também suas origens, assim como o MES, na Liga Operária e no Ponto de Partida: organizações gestadas e fundadas sob as sombras da ditadura militar no Brasil. Exilados no Chile, em 1972, os militantes Túlio Quintiliano, Enio Buchioni, Maria José Lourenço (Zezé) e Jorge Pinheiro, e Waldo Mermelstein. Estes fundadores eram ex-militantes do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), da Ação Popular (AP), do Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR), organizações de resistência às ações de perseguição ao direito de livre pensamento e questionamento, típicas de ditadura civil-militar então instalada no Brasil, são a origem das organizações Ponto de Partida e Liga Operária.

Durante o IX Congresso Mundial da Quarta Internacional, em 1972, travam contato com o crítico de arte brasileiro Mário Pedrosa e com o operário e escritor peruano Hugo Blanco. Mário Pedrosa, trostysta de primeira hora, foi um dos fundadores da Oposição de Esquerda no Brasil, e o único brasileiro presente ao Congresso de Fundação da Quarta Internacional, com o pseudônimo de Lebrun, representando os operários e trabalhadores da América Latina, onde foi eleito para o Comitê Executivo Internacional (CEI) da IV Internacional. Hugo Blanco e Mário Pedrosa os apresentam ao trotskista argentino, Nahuel Moreno, que, na quel momento, era um dos fundadores, liderança e integrante do Partido Socialista dos Trabalhadores (PST) da Argentina, fortemente alinhado às idéias e ideais de Leon Trótski.

Aderindo ao Trotskismo os brasileiros fundam a organização "Ponto de Partida" e decidem intervir junto aos trabalhadores, com a estratégia de construção da revolução e do socialismo de Trotsky.

A prisão de Túlio Quintiliano e de Ênio Bucchioni por ocasião do golpe de Pinochet no Chile, em 1973, dispara o processo de retorno, de diversas formas ao Brasil, em grupos separados ou individualmente, para construir no Brasil esta organização de intervenção junto ao movimento operário, sendo eixo de reconstrução de um núcleo de um partido revolucionário marxista-leninista no Brasil.

Inicialmente Waldo, Zezé e Jorge vão para a Argentina, onde fundam a Liga Operária. Em 1974, voltam ao Brasil para um trabalho político clandestino de atuação política e sindical, Waldo disfarçado cruzou a fronteira com ajuda dos seus pais e com medo de ficar no Rio Grande do Sul, devido a prisão de sua companheira na época, foi para São Paulo. Ênio, último brasileiro a sair do Estádio Nacional, então prisão e centro de tortura e eliminação de opositores no Chile, vai para a Argentina e depois Portugal, retornando ao Brasil após a Revolução dos cravos.

A Liga Operária existiu até 1978 e se propunha a organizar a classe operária brasileira em torno da construção de uma sociedade socialista. Em 1978, intervindo no movimento operário do ABC paulista a Liga propõe a formação de um amplo movimento socialista no Brasil, com objetivo de reunir os socialistas brasileiros, num movimento para participar abertamente da vida política brasileira, organizando com outras tendências o Movimento pela Convergência Socialista (MCS). A Liga muda de denominação e passa a se denominar Partido Socialista dos Trabalhadores, integrante do MCS, organização de quadros, clandestina, que integra este Movimento.

O MCS consegue reagrupar e reorganizar velhos militantes da esquerda brasileira.

Em 19 de agosto de 1978 realiza-se a primeira convenção nacional do MCS, esta convenção nacional reúne mais de 300 delegados, de oito estados, e 1.200 presentes, seria o primeiro partido de esquerda legalizado no Brasil, durante a ditadura militar pós 1964.

Durante o X Congresso dos metalúrgicos do Estado de São Paulo, em Lins, de 22 a 27 de janeiro de 1979, José Maria de Almeida, ativista do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e militante da CS, propõe um manifesto chamando "todos os trabalhadores brasileiros a unir-se na construção de seu partido, o Partido dos Trabalhadores". A moção é aprovada. Em março de 1979 explode a primeira greve dos metalúrgicos do ABC e do interior paulista. O PTS, frente ao avanço do movimento operário brasileiro com as fortes greves do ABC em 1979, vota por sua dissolução e integração plena a Convergência Socialista (CS), então uma associação civil com registro legal.

A fundação do Partido dos Trabalhadores, em 1980, no Colégio Sion, em São Paulo, recebe a filiação número assinada por Apolonio de Carvalho, seguido pelo crítico de arte Mário Pedrosa. A CS integra o PT com tendência interna em 1981. Em 1992, durante a mobilização nacional pelo impeachment de Fernando Collor de Mello, conhecido como Fora Collor, a maioria da Convergência Socialista faz campanha aberta pela realização imediata de novas eleições presidenciais, contrariando a diretiva do PT, o que levou à sua expulsão. Após sua saída, junto com o Partido da Libertação Proletária legalizado com a denominação de Partido da Frente Socialista, organização onde então integrava o sindicalista Martiniano Cavalcante, forte no meio sindical e estudantil do Centro-Oeste do Brasil, e outros setores descontentes do PT, fundam o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado.

A atuação do PSTU ao longo dos anos marcou um período de forte intervenção junto aos trabalhadores, sindicatos e movimento estudantil, e construção do embrião de um partido revolucionário de massas, gerando contudo uma diversidade de outras organizações, frutos de dissidências e rachas com a linha política tática da direção majoritária, sobretudo no aspecto organizativo, de intervenções junto a outras organizações, e sobre análise de conjuntura. São exemplos de organizações geradas por estas dissidências: a CST, o MES, a NOS, e o MAIS.

O MAIS foi formado a partir de uma ruptura do PSTU tornada pública em julho de 2016, quando 739 militantes assinaram um manifesto de ruptura,[44] [45] e posteriormente fundaram o Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista.[46] [47] [48] As discordâncias que geraram o MAIS estão no campo do centralismo não-democrático da então direção do PSTU, e do entendimento desta organização como a única ou predominante organização revolucionária no Brasil, uma caracterização tipificada nas esquerdas como "auto proclamação" com riscos de isolamento em relação a outras organizações e distanciamento das bases sociais.

O Marxismo revolucionário, obras de Leon Trótski e de Nahuel Moreno estão entre as principais bases teóricas e práticas do #MAIS, que é o símbolo do movimento é uma cerquilha (#) nas cores vermelho, roxo, amarelo e verde, seguido do acrônimo MAIS (Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista). A ruptura se deu no início de Julho do mesmo ano, quando escreveram o manifesto “Arrancar alegria ao futuro”,[49] contando com as assinaturas dos militantes que romperam.[50]

Em 4 de agosto de 2017, o MAIS oficializou sua entrada como corrente interna no PSOL. A decisão foi tomada no congresso da organização, que aconteceu dos dias 27 a 30 de julho, em São Paulo.[51]

Nova Organização SocialistaEditar

A Nova Organização Socialista - NOS é uma entidade que surgiu da unificação de vários agrupamentos regionais e locais dentro e fora do PSOL e de rachas do PSTU, sendo uma organização da esquerda brasileira e busca ser um campo aglutinador de politicas que vise a construção de um partido revolucionário.

Fusão do MAIS e NOSEditar

Com o acumulo de forças e visando fortalecer as lutas no campo socialista ocorre o Congresso de Fusão nos dias 29 e 30 de abril de 2018, em São Paulo das entidades:'Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista e Nova Organização Socialista e dar origem a organização Resistência a qual surgem com presença em 20 estados brasileiro e no Distrito Federal, com forte penetração no Movimento Sindical e de Juventude[52] [53] [54].

Incorporação do MLTEditar

O Movimento de Luta dos Trabalhadores - MLT que surgiu do agrupamento de jovens da classe trabalhadora e defende a transformação da sociedade, discordando do sistema capitalista. Em um congresso extraordinário realizado em 15 de maio de 2018, aprovou sua dissolução e se incorpora à organização Resistência[55].

Incorporação do M-LPSEditar

O Movimento Luta Pelo Socialismo - M-LPS é uma organização de esquerda de orientação marxista, formado em maio de 2017,a parti de uma ruptura da organização Esquerda Marxista. Na Conferência Nacional Humberto Belvedere realizada nos dias 25, 26 e 27 de maio de 2018, aprovou a sua dissolução e incorporação do M-LPS à Resistência[56].


Revolução BrasileiraEditar

A Revolução Brasileira é uma organização política brasileira de orientação marxista, que atua como corrente interna do PSOL. Foi constituída a partir da publicação do Manifesto pela Revolução Brasileira, documento lançado publicamente em 15 de abril de 2017[57]. Politicamente, a Revolução Brasileira se diferencia de outras correntes do partido por propor um novo radicalismo político de esquerda no Brasil [58], que se paute numa crítica contundente ao chamado "sistema petucano", entendido como o modus operandi dos governos do PSDB e do PT. Partindo do pressuposto que, no Brasil, se vive uma verdadeira guerra de classes, aprofundado pelo fim de governos conciliatórios e pela eleição do presidente Jair Bolsonaro, a organização entende que a saída para a radicalidade à direita é a radicalidade à esquerda, reafirmando seu compromisso com a construção de uma Revolução Brasileira.

A pré-candidatura de Nildo Ouriques à Presidência da República em 2018Editar

Em 2018, a organização lançou a pré-candidatura de Nildo Ouriques para a presidência da República, tendo retirado a candidatura após divergências com a condução do processo de eleição dos candidatos a presidência e vice-presidência que iriam representar o partido em 2018, que culminou com escolha da chapa encabeçada por Guilherme Boulos e Sônia Guajajara [59].

Correlação de Forças no II Congresso Nacional do PSOLEditar

A eleição da Executiva Nacional durante o II Congresso Nacional do PSOL, realizado entre os dias 21 e 23 de agosto de 2009, revelou a seguinte correlação de forças[60].

Tendências Quantidade de integrantes Executiva Eleitos % de integrantes da Executiva Executiva Eleitos
Ação Popular Socialista (APS) 4 23,5
Movimento de Esquerda Socialista (MES) 3 17,6
Movimento Terra e Liberdade (MTL) 3 17,6
Enlace 2 11,75
Corrente Socialista dos Trabalhadores (CST) 2 11,75
Trabalhadores na Luta Socialista (TLS) 1 5,8
Coletivo Socialismo e Liberdade (CSOL) 1 5,8
Poder Popular 1 5,8

[61]


Referências

  1. Breve Histórico da APS (1960-2005). In: JUVENTUDE DA AÇÃO POPULA SOCIALISTA/SP. Manual de Recrutamento. São Paulo, 2008.
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