Partido dos Trabalhadores

partido político brasileiro
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Partido dos Trabalhadores
PT (Brazil) logo.svg
Número eleitoral 13[1]
Presidente Gleisi Hoffmann
Vice-presidente Washington Quaquá
Presidente de honra Luiz Inácio Lula da Silva
Fundação 10 de fevereiro de 1980 (41 anos)
Registro 11 de fevereiro de 1982 (39 anos)[1]
Sede São Paulo e Brasília[2]
Ideologia  • Socialismo democrático
 • Desenvolvimentismo
 • Trabalhismo
 • Social-democracia
 • Lulismo[3][4][5][6][7][8][9][10]
Espectro político Centro-esquerda[11][12][13]
Think tank Fundação Perseu Abramo
Ala jovem Juventude do PT (JPT)[14]
Membros (2021) 1.572.800[15]
Afiliação internacional  • COPPPAL[16]
 • Foro de São Paulo[17][18]
 • Aliança Progressista[19]
Governadores (2021)[20]
4 / 27
Prefeitos (2020)[21]
256 / 5 570
Senadores (2021)[22]
6 / 81
Deputados federais (2021) [23][24]
53 / 513
Deputados estaduais (2018)[25]
85 / 1 024
Vereadores (2020)[26]
2 665 / 56 810
Cores      Vermelho
     Branco
Bandeira do partido
Bandeira partido dos trabalhadores.svg
Página oficial
www.pt.org.br
Política do Brasil

Partidos políticos

Eleições

O Partido dos Trabalhadores (PT) é um partido político brasileiro. Fundado em 1980, integra um dos maiores e mais importantes movimentos de esquerda da América Latina. Em abril de 2021, o partido contava com 1.572.800 filiados,[15] sendo o segundo maior partido político do Brasil, atrás apenas do MDB. Na legislatura atual (2019-2022), o PT tem a maior bancada na Câmara dos Deputados[27] e a quinta maior do Senado Federal, junto ao DEM e PP, cada uma com 6 senadores, foi o único partido que elegeu uma governadora. Junto ao PSDB, seu histórico adversário, foi o maior partido que surgiu na luta pela redemocratização do Brasil, contra a ditadura militar.

Os símbolos do PT são a bandeira vermelha com uma estrela branca ao centro (exceto no Rio Grande do Sul, onde a estrela na bandeira é amarela),[28] a estrela vermelha de cinco pontas, com a sigla PT inscrita ao centro, e o hino do partido. Seus filiados e simpatizantes são denominados "petistas".

O PT possui, como os demais partidos políticos no Brasil, uma fundação de apoio. Denominada Fundação Perseu Abramo (FPA), foi instituída pelo Diretório Nacional em 1996 e tem por missão realizar debates, editar publicações, promover cursos de formação política e preservar o patrimônio histórico do partido — tarefa pela qual é responsável o Centro Sérgio Buarque de Holanda. A FPA substituiu uma fundação de apoio partidário anteriormente existente no PT, a Fundação Wilson Pinheiro, criada em 1981.

Em 2003, com a posse de Luiz Inácio Lula da Silva como Presidente da República, o partido passou a comandar pela primeira vez o Executivo brasileiro. Lula reelegeu-se em 2006, terminando seu mandato como o presidente mais bem aprovado de todos os tempos e com o recorde mundial de 87% de aprovação,[29] foi sucedido em 2011 por Dilma Rousseff, sua ministra-chefe da Casa Civil. Dilma foi reeleita em 2014 por uma margem estreita[30] e deixou a presidência em agosto de 2016, após seu pedido de impeachment ser aprovado pelo Congresso Nacional devido a desvios orçamentários ocorridos durante sua gestão.[31]

HistóriaEditar

FundaçãoEditar

O PT foi fundado por um grupo heterogêneo, formado por militantes de oposição à Ditadura Militar, sindicalistas, intelectuais, artistas e católicos ligados à Teologia da Libertação, no dia 10 de fevereiro de 1980, no Colégio Sion, em São Paulo.[32] O partido foi fruto da aproximação entre os movimentos sindicais da região do ABC, que organizaram grandes greves entre 1978 e 1980, e militantes antigos da esquerda brasileira, entre eles ex-presos políticos e exilados que tiveram seus direitos devolvidos pela lei da anistia. Desde a fundação, o partido assumiu a defesa do socialismo democrático.[33]

Após o golpe de 1964, o Comando Geral dos Trabalhadores (CGT) — federação de trabalhadores que desde a Era Vargas reunia dirigentes sindicais tutelados pelo Ministério do Trabalho — foi dissolvido, e os sindicatos passaram a sofrer intervenção do regime militar. O surgimento de um movimento organizado de trabalhadores, notabilizado pelas greves lideradas por Luiz Inácio Lula da Silva no final da década de 1970, permitiu a reorganização de um movimento sindical independente do Estado, o que foi concretizado na criação da Conferência das Classes Trabalhadoras (CONCLAT), que viria ser o embrião da Central Única dos Trabalhadores (CUT).[34]

Originalmente, este novo movimento trabalhista buscava fazer política exclusivamente na esfera sindical.[35] No entanto, a sobrevivência de um sindicalismo controlado pelo Estado (expresso na recriação da CGT, que reunia líderes conservadores como Joaquim dos Santos Andrade, conhecido como Joaquinzão,[36] e Luiz Antônio Medeiros), somada à persistente influência de partidos de esquerda tradicionais como o Partido Comunista Brasileiro sobre o movimento sindical, fizeram com que os trabalhadores do ABC, estimulados por lideranças de esquerda anti-stalinistas, procurassem identidade própria na criação de seu próprio partido político – uma estratégia diferente à realizada pelo Solidarność, na Polônia de então. Nos anos 1980, um encontro em Roma entre Walesa e Lula mostrou que suas visões políticas eram bastante diferentes. Walesa defendia o pluralismo na política enquanto Lula defendia a união dos sindicatos em uma única entidade.[37]

O PT surgiu, assim, rejeitando tanto as tradicionais lideranças do sindicalismo oficial, como também procurando colocar em prática uma nova forma de socialismo democrático,[33] recusando modelos já então em decadência, como o soviético e o chinês. Significou a confluência do sindicalismo basista da época com a intelectualidade de Esquerda antistalinista.[38]

O manifesto de fundação foi lançado no dia 10 de fevereiro de 1980, no Colégio Sion em São Paulo, e publicado no Diário Oficial da União em 21 de outubro daquele mesmo ano. Mais tarde, foi oficialmente reconhecido como partido político pelo Tribunal Superior de Justiça Eleitoral no dia 11 de fevereiro de 1982. A ficha de filiação número um foi assinada por Apolonio de Carvalho, seguido pelo crítico de arte Mário Pedrosa, pelo crítico literário Antonio Candido e pelo historiador e jornalista Sérgio Buarque de Hollanda.[39]

Governo LulaEditar

 Ver artigo principal: Governo Lula

Com a ascensão para a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002 vencendo o segundo turno das eleições gerais de 2002 e com a posse em janeiro de 2003, aglutinaram-se vários partidos políticos, dentre eles o Partido Popular Socialista, Partido Socialista Brasileiro, Partido Democrático Trabalhista, e outros como base de sustentação.[40] Com a continuidade das políticas econômicas do Governo do Fernando Henrique Cardoso e com as denúncias de corrupção, adveio uma crise política que ocasionou a cisão do Partido dos Trabalhadores em Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) em 2004.

Havendo após este período as críticas da esquerda ao Governo do Presidente Lula e o reconhecimento público do Partido dos Trabalhadores como um partido reformista de centro-esquerda. Em 2006 com as eleições gerais, foi reafirmado o projeto petista de Brasil, havendo o desenvolvimento do Plano de Aceleração do Crescimento, o PAC.[41][42]

Neste governo ocorreu o escândalo conhecido como o mensalão, que teve como protagonistas alguns integrantes do governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, membros do Partido dos Trabalhadores (PT), Popular Socialista (PPS), Trabalhista Brasileiro (PTB), República (PR), Socialista Brasileiro (PSB), Republicano Progressista (PRP), e Partido Progressista (PP).[43][44]

Governo Dilma e declínioEditar

 
Os Presidentes da República eleitos, Dilma Rousseff e Lula, na Convenção Nacional do Partido dos Trabalhadores em 2010.

Em outubro de 2010, o Brasil elege a primeira mulher a ocupar a chefia do Estado Brasileiro, democraticamente. Dilma Rousseff (mineira de Belo Horizonte) tomou posse do cargo de Presidente da República Federativa do Brasil, prestando, assim como os demais presidentes eleitos na Nova República, juramento solene perante o Congresso Nacional em 1.º de janeiro de 2011. Dilma deu continuidade aos programas do governo Lula, tais como: o Luz para Todos, que beneficiou mais de 3 milhões de famílias até 2013; a segunda etapa do PAC, em que foram disponibilizados recursos na ordem de 1,59 trilhão de reais em uma série de investimentos, tais como transportes, energia, cultura, meio ambiente, saúde, área social e habitação,[45] e o programa Minha Casa, Minha Vida, que obteve investimentos na cifra de 34 bilhões de reais e através do qual foram construídas 1 milhão de moradias na sua primeira fase, e 2 milhões de moradias com investimentos de 125,7 bilhões de reais na sua segunda fase.[46][47]

Em junho de 2013, irromperam no país grandes manifestações populares, quando milhões de pessoas saíram às ruas em todos os estados para contestar os aumentos nas tarifas de transporte público, a truculência das polícias militares estaduais, além de outras reivindicações como o protesto contra a PEC 37.[48]

Após as eleições presidenciais de 2014, Rousseff é reeleita com 51,64% dos votos válidos, ao derrotar em segundo turno o candidato Aécio Neves na eleição presidencial mais acirrada da história do país.[49] Em março de 2015, novos protestos acontecem em vários estados principalmente contra a corrupção, especialmente por conta da Operação Lava Jato conduzida pela Polícia Federal. Como efeito da enorme e crescente insatisfação popular com o governo, a base política da presidente foi deteriorada e um processo de impeachment contra a presidente é iniciado em dezembro do mesmo ano com base nas chamadas pedaladas fiscais cometidas em seu governo, que desrespeitaram a Lei de Responsabilidade Fiscal. O ato causou grande controvérsia e dividiu o país entre grupos antigovernistas (majoritariamente de direita) e pró-governo (majoritariamente de esquerda). Em 17 de abril de 2016, a Câmara dos Deputados aprova o início do processo, que posteriormente foi encaminhado para análise no Senado.[50] O impeachment foi aprovado em 31 de agosto de 2016, sendo Dilma definitivamente afastada do cargo de presidente, tendo contudo seus direitos políticos preservados, em votação separada.[51]

Eleições municipais de 2016Editar

Nas eleições municipais de 2016, as consequências do desgaste da imagem do partido já se notaram. O PT perdeu mais de 60% das prefeituras e venceu em apenas uma capital (Rio Branco, Acre). Considera-se que as razões para a derrocada do partido foram os efeitos das investigações da operação Lava Jato, da crise político-econômica de 2014 e do desgaste causado pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.[52]

Lula e a eleição presidencial de 2018Editar

Em 2017, Lula anunciou publicamente que seria novamente o candidato do PT à presidência da República. Em setembro daquele ano, saiu em caravana pelos estados do Brasil, começando por Minas Gerais, estado governado pelo seu aliado Fernando Pimentel.[53] Em 2018, ao atravessar a região Sul do país, a caravana petista foi recebida com protestos. No Paraná, o ônibus da comitiva foi atingido por tiros, e no Rio Grande do Sul, militantes pró-Lula foram atingidos por pedras.[54]

Mesmo após sua prisão em abril de 2018, o PT insistiu e manteve Lula como candidato do partido à presidência. Na pesquisa Ibope realizada em junho de 2018, Lula liderava com 33% das intenções de voto, mais que o dobro do segundo colocado, o deputado fluminense Jair Bolsonaro (PSL), que pontuava 15%.[55] De dentro da cadeia, o ex-presidente articulou uma aliança nacional com o PCdoB e alianças regionais com o PSB, contribuindo para isolar a candidatura de seu maior adversário no campo da esquerda, o ex-governador do Ceará Ciro Gomes.[56]

O PT oficializou a candidatura de Lula em 5 de agosto de 2018, em São Paulo. Na impossibilidade da presença física de Lula no local, uma carta sua foi lida para a plateia pelo ator Sérgio Mamberti. O vice indicado na chapa presidencial foi o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, que representará Lula em eventos e debates. Na provável inelegibilidade de Lula, Haddad assumiria a cabeça da chapa, tendo como vice a deputada gaúcha Manuela d'Ávila.[57] Em 16 de agosto, depois que a maioria dos ministros do TSE declarou que a "inelegibilidade [de Lula como candidato] é incontroversa",[58] a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou uma impugnação contra a candidatura tendo como base a Lei da Ficha Limpa, que considera inelegíveis candidatos condenados em segunda instância.[59]

O comitê de Direitos Humanos da ONU recomendou, em 17 de agosto, que fosse assegurado a Lula o "acesso apropriado à imprensa e a integrantes de seu partido político". Segundo o texto, também foi solicitado que Lula não fosse impedido de "concorrer às eleições presidenciais de 2018 até que todos os recursos pendentes de revisão contra sua condenação [fossem] completos em um procedimento justo" em que "a condenação [fosse] final".[60] No entanto, em primeiro de setembro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu por 6 votos a 1, que o ex-presidente não pode concorrer a um terceiro mandato com base na Lei da Ficha Limpa.[61][62] A defesa entrou com recurso, negado em 6 de setembro pelo relator Edson Fachin, o único que votou a favor de deferir a candidatura outrora.[63][64]

O Comitê da ONU fez nova manifestação[65] em 10 de setembro reafirmando a obrigação do governo brasileiro de cumprir a recomendação para garantir a candidatura de Lula.[66] No dia seguinte, o PT anunciou oficialmente que Fernando Haddad seria o novo candidato do partido nas eleições presidenciais de 2018.[67][68][69]

Eleições municipais de 2020Editar

Segundo o cientista político Sérgio Abranches, o PT está com um "desgaste" político, isso explica a derrota do partido nas eleições de 2020 junto a Bolsonaro:[70]

Outro aspecto (observado nesta eleição) é que a rejeição ao PT continua muito forte.(...) Com toda a certeza o PT, Lula, Bolsonaro e seus seguidores foram os maiores derrotados nessa eleição. O PT tem que aprender a viver com novas lideranças dentro dele, tem que permitir a ascensão de novas lideranças. Não pode ficar preso eternamente ao Lula. E o próprio Lula tem que entender que o papel histórico dele mudou. Seu papel como presidente já se esgotou, e o papel histórico dele agora é ajudar o PT a encontrar um caminho novo. Em São Paulo, com o desgaste do PT e o desempenho pífio de Tatto (Jilmar Tatto, candidato do PT à capital paulista derrotado no primeiro turno, com menos de 9% dos votos), o PSOL passou a fazer o contraponto do PSDB à esquerda
— Sérgio Abranches

IdeologiaEditar

 
Sede regional do partido em Belo Horizonte, em Minas Gerais.
 
Manifestação da CUT em Brasília, em 2007. É a principal organização sindical ligada ao PT. A origem de ambos remonta ao Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema.
 
O PT representado por gato preto a perseguir um tucano (mascote do PSDB) em charge de Carlos Latuff sobre as eleições presidenciais de 2010
 
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ex-prefeita Marta Suplicy em apoio à candidatura de Fernando Haddad para a Prefeitura de São Paulo, em 2012.

O PT surgiu da organização sindical espontânea de operários paulistas no final da década de 1970, dentro do vácuo político criado pela repressão do regime militar aos partidos comunistas tradicionais e aos grupos armados de Esquerda então existentes. Desde a sua fundação, apresenta-se como um partido de Esquerda que defende o socialismo como forma de organização social. Contudo, diz ter objeções ao socialismo real implementado em alguns países, não reconhecendo tais sistemas como o verdadeiro socialismo.[33] A ideologia espontânea das bases sindicais do partido - e a ação pessoal de lideranças sindicais como as de Lula, Jair Meneguelli e outros, sempre se caracterizou por uma certa rejeição das ideologias em favor da ação sindical como fim em si mesma, e é bem conhecido o episódio em que Lula, questionado por seu adversário Fernando Collor quanto à filiação ideológica do PT, em debate televisionado ao vivo em 1989, respondeu textualmente que o PT "jamais declarou ser um partido marxista".[71]

Mesmo assim, o partido manteve, durante toda a década de 1980, relações amistosas com os partidos comunistas que então governavam países do "socialismo real" como a União Soviética, República Democrática Alemã, República Popular da China, e Cuba. Estas relações, no entanto, jamais se traduziram em qualquer espécie de organização interpartidária ou de unidade de ação e não sobreviveram à derrocada do mesmo socialismo real a partir de 1989, não obstante a manutenção de certa afinidade sentimental de algumas lideranças do PT com o governo de Fidel Castro - como no caso emblemático do ex-deputado José Dirceu, que na década de 1960 foi exilado em Cuba e lá recebeu treinamento para a luta de guerrilha (da qual jamais participou concretamente). A liderança do PT mantinha também boas relações com o governo de Hugo Chávez na Venezuela.[72][73][74]

O PT nasceu com uma postura crítica ao reformismo dos partidos políticos social-democratas. Nas palavras do seu programa original: "As correntes social-democratas não apresentam, hoje, nenhuma perspectiva real de superação histórica do capitalismo imperialista".[75] O PT organizou-se, no papel, a partir das formulações de intelectuais marxistas, mas também continha em seu bojo, desde o nascimento, ideologias espontâneas dos sindicalistas que constituíram o seu "núcleo duro" organizacional, ideologias estas que apontavam para uma aceitação da ordem burguesa, e cuja importância tornou-se cada vez maior na medida em que o partido adquiria bases materiais como máquina burocrático-eleitoral.[76]

O partido se articula com diversos outros partidos e grupos de esquerda latino-americanos, como a Frente Ampla uruguaia, partidos comunistas de Cuba, Brasil e outros países, e movimentos sociais brasileiros, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), no chamado Foro de São Paulo, reunião de movimentos e partidos políticos de esquerda latino-americanos. Lula afirmou, no último desses encontros: "Precisei chegar à presidência da República para descobrir o quão importante foi criar o Foro de São Paulo".[77]

Francisco Alambert Junior e Maria Helena Capelato[78] afirmam que tais relações não se traduzem em qualquer espécie de unidade organizacional, ficando no nível da solidariedade política mútua em torno de certos objetivos comuns, como a luta pela unidade latino-americana e a oposição à penetração política estadunidense na América Latina. Esses autores dizem que o que caracteriza o PT é uma certa adesão retórica ao socialismo, adesão esta que não se traduz em pressupostos ideológicos claros e consensualmente admitidos pela generalidade do partido. O ex-presidente do PT José Genoíno costumava afirmar que o socialismo e o marxismo tornaram-se, para o partido, mais "um sistema de valores" do que um conjunto de medidas para a transformação da sociedade.[79]

Outros, membros do partidos de direita e da grande mídia,[80][81] discordam, caracterizando o Foro de São Paulo como um traçado de políticas conjuntas e de fato que teria permitido a ascensão de Lula, de Hugo Chávez, de Evo Morales e da Frente Ampla. Argumenta-se que essas políticas conjuntas estão traçadas nas atas desses foros, e são prontamente executadas pelos participantes presentes em governo. Em sentido diverso, argumenta-se que as ideologias políticas dos partidos e movimentos participantes do Foro de São Paulo diferem consideravelmente entre si.[82]

Poder-se-ia dizer, ainda, que, no PT, o trabalho ideológico-teórico sempre foi levado à reboque das origens concretas do partido. A favor dessa afirmação, está o fato de que seu núcleo duro é composto por sindicalistas, o que explicaria a facilidade com que o partido, uma vez no poder, adaptou-se a uma política econômica bastante ortodoxa. Já na década de 1990, prefeitos petistas como o futuro Ministro da Fazenda Antônio Palocci adotavam políticas de governo considerados inclusive pelos críticos dentro do partido como neoliberais (privatizações, cortes drásticos de gastos públicos).[83] Em julho de 2006, o próprio presidente Lula se declarou distante da esquerda, admitindo que, em um eventual segundo mandato, prosseguiria com políticas conservadoras.[84]

Deve-se lembrar, ainda, que a burocracia do PT, por conta das suas ligações com cúpulas sindicais como as da CUT, teve a oportunidade concreta[85] de desenvolver estratégias de acumulação de capital através da administração de fundos de pensão privados (cujo desenvolvimento o governo Lula tentaria estimular na recente Reforma da Previdência), estratégias estas que acabariam por desenvolver uma certa identidade de interesses entre a burocracia do partido e setores da burguesia brasileira.[86][87]

BaseEditar

 
Filhos de agricultores comemoram os 20 anos do MST, em 2004. Também é um dos principais movimentos sociais ligados ao PT.

O PT se originou no movimento sindical brasileiro e nas comunidades eclesiais de base da teologia da libertação, surgindo da desilusão com o "socialismo realmente existente", do modelo stalinista soviético e maoista chinês, e pretendia-se, na origem, fundamentalmente como aquilo que seu nome indicava: um partido de trabalhadores para trabalhadores, inclusive como uma alternativa deliberada ao Partido Comunista Brasileiro. Um fato emblemático para caracterizar esta posição diferenciada, como já dito, foi seu apoio ao sindicato independente Solidarność em sua luta por abertura política na Polônia comunista de então.[88][89]

O PT, em sua própria definição, sempre se pautou pela liberdade de opinião e pela disciplina partidária. A partir de sua base tradicional na classe operária urbana, o PT organizou-se mais como um aglomerado heterogêneo de núcleos temáticos, de forma antagônica a uma organização de base em células de tipo comunista, que tendiam a privilegiar a posição de classe dos filiados sobre seus interesses espontâneos ou afiliações não classistas (por exemplo, o pertencimento a movimentos homossexuais, ecológicos, de base étnica e/ou identitária). Casos emblemáticos disto foram a ligação do PT, desde muito cedo, com o movimento agrário-ecológico dos seringueiros do Acre pela instalação de reservas extrativistas na Amazônia, então dirigido pelo ativista Chico Mendes e o forte apoio dado por esse partido ao MST.[90][91]

O PT, desde sua fundação, acabou por servir de desaguadouro[92] a intelectuais marxistas (por exemplo o cientista político comunista Carlos Nelson Coutinho) e incorporou[93] certas ideias políticas do comunista italiano Antonio Gramsci[94] ("Gramscismo").[95] Basicamente a interpretação da luta política como luta pela hegemonia ideológica,[96]

Muitos estudiosos de Gramsci no Brasil são filiados e/ou simpáticos ao Partido dos Trabalhadores, colocando-se como intelectuais orgânicos de ideologia proletária) e muitos deles foram, inclusive, nomes importantes na criação do partido. Há, contudo, uma maior diversidade ideológica entre os intelectuais petistas.[97][98][99]

No início da década de 1990, ocorreram os primeiros rachas e expulsões do partido. Estas primeiras expulsões tinham, como causa, a propositura, por parte algumas correntes trotskistas, do engajamento do partido em ações de cunho revolucionário contra o governo de Fernando Collor, seja através de uma ação direta contra o mesmo (proposta pela corrente Causa Operária), seja levantando a plataforma de agitação de eleições gerais como sequência ao impeachment de Collor (proposta pela corrente Convergência Socialista). Em 2003, membros do partido inconformados com as políticas econômicas próximas à economia neoclássica (ou mais exatamente à releitura de economia neoclássica conhecida como Consenso de Washington) do Governo Lula, foram expulsos após não seguirem as diretrizes partidárias na votação da Reforma da Previdência. Aproveitando-se do momento de crise por que o PT passava, esses membros, liderados por Heloísa Helena, pensaram ser o momento certo para a construção de um novo partido de esquerda a ser referência para os trabalhadores brasileiros. Assim nascia o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Mais tarde, o PSOL se tornaria apenas mais uma legenda dissidente do PT sem grande expressão eleitoral ou na base dos movimentos sociais. Posteriormente, ao serem derrotados no PED (Processo de Eleições Diretas), que decidiam as direções partidárias, com a candidatura de Plínio de Arruda Sampaio, outra tendência também migra para o PSOL, a Ação Popular Socialista (APS) de Ivan Valente.

Apesar destas pequenas rupturas, o PT ainda consegue ser referência para os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade. Quadros importantes continuam no partido, como Raul Pont, Emir Sader e Valter Pomar, que preferiram disputar o comando do partido a romper com ele. O PT contém, ainda, uma fração que mantém uma afiliação doutrinária e de organização com o trotskismo internacional, a Democracia Socialista (DS), já foi ligada à chamada Quarta Internacional (Pós-reunificação) - corrente esta que teve, como seu mais importante dirigente histórico, o economista belga Ernest Mandel. Pertence, à DS, o ex-ministro do Desenvolvimento Agrário do primeiro governo de Lula, Miguel Rossetto.[100][101]

OrganizaçãoEditar

Presidentes nacionaisEditar

O Partido dos Trabalhadores é o único partido no Brasil com eleições diretas para todos os cargos da direção partidária, em todos os níveis — municipal, estadual e federal — através do processo de eleições diretas (PED), que ocorre a cada três anos.[102] É necessário lembrar, no entanto, que pela concentração, cada vez maior, em uma ação política pautada pelo calendário eleitoral, e em torno da figura individual de Lula e do grupo mais afinado com ele — o Campo Majoritário — esse grupo acabaria por impor-se ao partido como facção dominante pelos expurgos das correntes de extrema-esquerda a partir da década de 1990.[103][104][105] As correntes expurgadas fundariam o PSTU,[106] em 1993; o PCO,[107] em 1995; e o PSOL,[108] em 2004.

Lista de presidentes nacionais do PT: [109][110][111][112][113][114][115][116][117][118][119][120][121][122][123][124][125][126]

Fotografia Nome Mandato Ascensão e referências
Início Fim
  Luiz Inácio Lula da Silva 1981 1988
  • Eleito no 1º Encontro Nacional do PT, dia 9 de agosto de 1981[109]
  • mantido na Reunião do Diretório Nacional do dia 20 de agosto de 1983[109]
  • eleito em 8 de abril de 1984[110]
  • mantido em Agosto de 1985[110]
  • Confirmado pela III Convenção Nacional, realizada no plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, no dia 10 de agosto de 1986[111]
  • mantido em março de 1987[111]
  Olívio Dutra 1988 1988
  • Eleito na reunião do Diretório Nacional de 17 de janeiro de 1988[112]
  Luiz Gushiken 1988 1990
  • Alterado na Reunião do Diretório Nacional realizada nos dias 10 e 11 de dezembro de 1988[112]
  Luiz Inácio Lula da Silva 1990 1994
[127][128]
  • Eleito na reunião do Diretório Nacional, em 15 de julho de 1990[113]
  • Mantido em reunião do Diretório Nacional de 13 de julho de 1992[113]
  • Eleito na reunião do Diretório Nacional de 13 de junho de 1993[114]
  Rui Falcão 1994
[127]
1995
[129][130]
  • O jornalista já foi presidente do Diretório Nacional em 1994[117]
  José Dirceu 1995 2002
[131]
  • Aprovado em reunião do Diretório Nacional de 28 e 29 de outubro de 1995[115]
  • Mantido no início do ano de 1997[115]
  • Eleito na reunião do Diretório Nacional, realizada nos dias 20 e 21 de setembro de 1997[116]
  • Eleito no PED 2001[118]
  José Genoino 2002
[132]
2005
[133]
  • Eleito pelo Diretório Nacional em 7 de dezembro de 2002 para substituir José Dirceu, que assumiria a Casa Civil no primeiro governo Lula.
  Tarso Genro 2005
[134]
2005
[135]
  • Em 2005, deixa o ministério para ocupar a presidência interina do Partido dos Trabalhadores, substituindo José Genoino. Lançou-se, então, candidato à presidência nas eleições internas do partido, mas acabou retirando sua candidatura para apoiar o deputado federal Ricardo Berzoini[136]
  Ricardo Berzoini 2005 2006
  • Ricardo Berzoini venceu a disputa e é o novo presidente nacional do PT em prévia do resultado do 2º turno do PED no dia 11 de outubro de 2005[120]
  • O presidente do PT, Ricardo Berzoini, anunciou, no dia 6 Outubro 2006, seu afastamento da presidência do partido[121]
  • Eleito no PED 2005[118]
  Marco Aurélio Garcia 2006 02 de janeiro de 2007
[137]
  • Marco Aurélio Garcia que, por ser [Primeiro] vice-presidente nacional da legenda, assumirá o cargo no seu lugar.[121]
  Ricardo Berzoini 02 de fevereiro de 2007
[138]
2010[139]
  • Berzoini vence 2º turno e é reeleito presidente do PT no 2º turno do PED realizado no dia 16 de dezembro de 2007[122]
  José Eduardo Dutra 19 de fevereiro de 2010 29 de abril de 2011
  • José Eduardo Dutra foi confirmado no dia 25 novembro de 2009 como o novo presidente nacional do PT.[123]
  • Certidão emitida pelo TSE[124]
  Rui Falcão 29 de abril de 2011 5 de julho de 2017
  Gleisi Hoffmann 5 de julho de 2017
  • Primeira mulher a presidir o partido[140][141]
  • Primeira mulher reeleita presidente do PT[142]

Membros notáveisEditar

Ver: Categoria:Membros do Partido dos Trabalhadores

Tendências partidáriasEditar

Desempenho eleitoralEditar

O PT foi o partido preferido de cerca de um quarto do eleitorado brasileiro em dezembro de 2009.[143] No entanto, em 2015, durante a crise político-econômica, a porcentagem de eleitores que declaram preferência ao PT oscilou entre 9% e 12%, enquanto 38% apontaram a legenda como aquela de que menos gostam (índice de rejeição ao partido).[144][145] Esse cenário mudou em 2018, quando, segundo levantamento do Ibope, o PT era o partido preferido de 29% dos brasileiros, sendo o partido mais bem quisto pelos brasileiros naquele ano.[146]

Marcos eleitoraisEditar

Eleições presidenciaisEditar

Quando não venceu uma eleição, o partido foi vencido ou no 2.º turno ou no primeiro turno no caso das eleições de turno único (a de 1994 e 1998).

  Eleições que o PT venceu


Ano Imagem Candidato(a) a Presidente Candidato(a) a Vice-Presidente Coligação Votos Posição
1989 Luiz Inácio Lula da Silva

(PT)

José Paulo Bisol

(PSB)

Frente Brasil Popular

(PT, PSB, PCdoB)

31.076.364 (46,97%)
1994 Luiz Inácio Lula da Silva

(PT)

Aloizio Mercadante

(PT)

Frente Brasil Popular pela Cidadania

(PT, PSB, PPS, PV, PCdoB, PCB e PSTU)

17.122.127 (27,07%)
1998 Luiz Inácio Lula da Silva

(PT)

Leonel Brizola

(PDT)

União do Povo Muda Brasil

(PT, PDT, PSB, PCdoB e PCB)

21.475.218 (31,71%)
2002 Luiz Inácio Lula da Silva

(PT)

José Alencar

(PL)

Lula Presidente

(PT, PL, PCdoB, PMN e PCB)

52.793.364 (61,27%)
2006 Luiz Inácio Lula da Silva

(PT)

José Alencar

(PRB)

A Força do Povo

(PT, PRB e PCdoB)

58.295.042 (60,83%)
2010   Dilma Rousseff

(PT)

Michel Temer

(PMDB)

Para o Brasil Seguir Mudando

(PT, PMDB, PR, PSB, PDT, PCdoB, PSC, PRB, PTC e PTN)

55.752.529 (56,05%)
2014 Dilma Rousseff

(PT)

Michel Temer

(PMDB)

Com a Força do Povo

(PT, PMDB, PSD, PP, PR, PROS, PDT, PCdoB e PRB)

54.495.459 (51,64%)
2018 Fernando Haddad

(PT)

Manuela d'Ávila

(PCdoB)

O Povo Feliz de Novo

(PT, PROS e PCdoB)

47.039.579 (44,87%)
 
Animação representando o desempenho eleitoral dos candidatos petistas em relação aos adversários tucanos ao longo dos anos de 1994 e 1998, em turno único; e 2002, 2006, 2010 e 2014, em segundo turno. O turno único de 1998 não foi vencido por nenhum desses dois candidatos no estado do Ceará, mas por      Ciro Gomes.

Eleições parlamentares federaisEditar

Quantidade, por legislatura, de congressitas eleitos pelo Partido para cada uma das duas casas do Congresso Nacional:

Câmara dos Deputados[147] :80[148]
Legislatura Eleitos % Var.
56.ª (2019-2023)
56 / 513
10,9   13[24]
55.ª (2015-2019)
69 / 513
13,4   19
54.ª (2011-2015)
88 / 513
17,1   5
53.ª (2007-2011)
83 / 513
16,1   8
52.ª (2003-2007)
91 / 513
17,7   33
51.ª (1999-2003)
58 / 513
11,3   9
50.ª (1995-1999)
49 / 513
9,6   14
49.ª (1991-1995)
35 / 503
7,0   19
48.ª (1987-1991)
16 / 487
3,3   8
47.ª (1983-1987)
8 / 479
1,7
Senado Federal[149][150]
Legislatura Eleitos % Var.
56.ª (2019-2023)
6 / 81
7,4   7[22]
55.ª (2015-2019)
13 / 81
16   1
54.ª (2011-2015)
14 / 81
17,2   3
53.ª (2007-2011)
11 / 81
13,58   3
52.ª (2003-2007)
14 / 81
16   7
51.ª (1999-2003)
7 / 81
8,64   2
50.ª (1995-1999)
5 / 81
6,17   4
49.ª (1991-1995)
1 / 81
1,23   1
48.ª (1987-1991)
0 / 72
0,0   0
47.ª (1983-1987)
0 / 69
0,0

Esses números representam o início de cada legislatura, desconsiderando, por exemplo, parlamentares que tenham mudado de partido posteriormente. Entre os senadores, foram incluídos aqueles que não concorreram por ainda estarem na metade de seus mandatos.

Eleições estaduaisEditar

Quantidade, por eleição geral, de governadores e deputados estaduais e distritais eleitos pela sigla:

Ano Eleitos % Var.
Unidades federativas[147] :69-76[151][152]
2018
4 / 27
sem dados   1
2014
5 / 27
sem dados   0
2010
5 / 27
sem dados   0
2006
5 / 27
sem dados   2
2002
3 / 27
sem dados   0
1998
3 / 27
sem dados   1
1994
2 / 27
sem dados   2
1990
0 / 27
sem dados   0
1986
0 / 23
sem dados   0
1982
0 / 22
sem dados
Ano Eleitos % Var.
Assembleias legislativas[153][154]
2018
85 / 1 024
sem dados   23
2014
108 / 1 059
sem dados   41
2010
149 / 1 059
sem dados sem dados
2006 sem dados sem dados sem dados
2002 sem dados sem dados sem dados
1998 sem dados sem dados sem dados
1994 sem dados sem dados sem dados
1990 sem dados sem dados sem dados
1986 sem dados sem dados sem dados
1982
13 / 947
sem dados

Esses números representam o início dos mandatos, desconsiderando, por exemplo, candidaturas cassadas.

Eleições municipaisEditar

Quantidade, por eleição municipal, de prefeitos e vereadores eleitos pelo Partido:

Ano Eleitos % Var.
Prefeituras[147] :77[155][156][157]
2016
256 / 5 565
sem dados   380
2012
636 / 5 565
sem dados   76
2008
560 / 5 554
10,08   150
2004
410 / 5 560
sem dados   223
2000
187 / 5 559
sem dados   77
1996
110 / 5 378
sem dados   56
1992
54 / 4 762
sem dados   16
1988
38 / 4 287
sem dados
1985[nota 1]
1 / 201
1982[nota 1]
2 / 3 941
Ano Eleitos % Var.
Câmaras de vereadores[162][163][164]
2020
2 665 / 56 810
sem dados   150
2016
2 815 / 56 810
sem dados   2252
2012
5 067 / 56 141
sem dados   899
2008
4 168 / 51 903
sem dados   489
2004 3 679 sem dados   1 194
2000 2 485 sem dados   590
1996 1 895 sem dados   795
1992 1 100 sem dados   200
1988 900 sem dados   782
1982 118 sem dados

Esses números representam o início dos mandatos, desconsiderando, por exemplo, candidaturas cassadas.

ControvérsiasEditar

Acusações de corrupçãoEditar

Em pesquisa de opinião sobre corrupção e política realizada em dezembro de 2015 pelo Datafolha, o Partido dos Trabalhadores foi considerado o partido com maior número de políticos corruptos. Enquanto 59% dos entrevistados consideraram que a maioria dos políticos do PT seriam corruptos, esse índice ficou em 44% para o PMDB e 38% para o PSDB.[165]

Com base em dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral divulgou um balanço, em 4 de outubro de 2007, com os partidos com maior número de parlamentares cassados por corrupção entre os anos de 2000 e 2007. O PT aparece em nono lugar na lista, com 10 cassações, atrás do DEM, PMDB e PSDB, PP, PTB, PDT, PR e PPS.[166]

No ano de 2005, o penúltimo ano da gestão do PT, membros do partido viram-se envolvidos em várias acusações de corrupção que passaram a ter grande repercussão após denúncias do então deputado federal e ex-presidente do PTB, Roberto Jefferson (envolvido em um escândalo de corrupção nos Correios), sobre um suposto esquema de pagamento de propina a parlamentares, que denominou "mensalão". As acusações do deputado no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados do Brasil culminaram no afastamento do então Ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, na instalação da CPMI dos Correios e em várias acusações em sequência, que provocaram a saída do presidente do PT José Genoíno e o pedido de licença de vários membros da cúpula do partido. Dentre estes, os principais nomes eram os de Silvio Pereira, que era secretário-geral nacional do PT e saiu por ter ganho um veículo de uma empresa privada que havia vencido uma licitação, e Delúbio Soares, ex-tesoureiro do partido, que foi expulso do partido. Após o escândalo do mensalão, o deputado federal José Dirceu teve seu mandato cassado pelo plenário da Câmara.[167][168] O relator da CPI concluiu: "Houve recebimento de vantagens indevidas por parlamentares e dirigentes partidários com periodicidade variável, mas constante em 2002 e em 2003. Chame-se a isso mensalão quem quiser; chame-se a isso quinzenão quem quiser; chame-se a isso semanão quem quiser",[169] citando o relatório final de Ibrahim Abi-Ackel (PP-MG).

O PT defende a tese de que o crime cometido foi o de caixa dois e não o da compra de deputados. A respeito disso, o Presidente Lula declarou, em entrevista na França, no mês de julho de 2005, que "O que o PT fez do ponto de vista eleitoral é o que é feito no Brasil sistematicamente. Eu acho que as pessoas não pensaram direito no que estavam fazendo, porque o PT tem, na ética, uma das suas marcas mais extraordinárias. E não é por causa do erro de um dirigente ou de outro que você pode dizer que o PT está envolvido em corrupção."[170]

Em setembro de 2006, surge um novo escândalo, chamado de "Crise do Dossiê", envolvendo pessoas próximas ao presidente Lula e ao senador Aloizio Mercadante, respectivamente candidatos à Presidência da República e ao governo de São Paulo, que pretendiam comprar, com 1,7 milhão de reais em dinheiro vivo, de origem duvidosa, um dossiê que supostamente vincularia o candidato José Serra com o escândalo das sanguessugas. No final, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) inocentou, por unanimidade, o presidente Lula. Também foram inocentados o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos; o presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini; o empresário Valdebran Padilha; o advogado Gedimar Passos; e o ex-assessor da Presidência Freud Godoy.[171][172] Por sua vez, o plenário do STF decidiu arquivar o inquérito contra o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) por falta de provas.[173]

O principal marco dos escândalos de corrupção no PT é o grande número de envolvidos na liderança do partido, do que não se tinha notícia até a crise do Mensalão. Em 1° de fevereiro de 2008, a Ministra da Igualdade Racial Matilde Ribeiro, também filiada ao partido, pediu demissão do cargo por conta dos gastos irregulares com o ´cartão de crédito corporativo de seu gabinete.[174]

Outro escândalo envolve o ex-ministro Antonio Palocci, que, segundo a Folha de S.Paulo, aumentou seu patrimônio em 20 vezes em quatro anos, sendo que uma grande parcela do seu enriquecimento se deu nos dois meses subsequentes às eleições presidenciais de 2010. Acusado de tráfico de influência, se viu muito próximo de sofrer a investigação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado, o que possivelmente causaria um grande abalo no governo de sua presidenta Dilma Rousseff. Palocci enviou explicações para a evolução patrimonial[175] e, após analisar os documentos apresentados pelo ministro, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, determinou o arquivamento das representações, pedindo a abertura de inquérito para investigar a evolução patrimonial do ministro.[176] Palocci pediu afastamento do cargo em 7 de junho de 2011.[177] Em setembro de 2017, desfiliou-se do partido.[178]

Durante o governo do PT, houve uma concentração da grande mídia, privilegiando os empresários já estabelecidos, principalmente no ramo de radiodifusão.[179]

O mais recente escândalo, conhecido como Petrolão, envolve pagamento de propina para empresários, políticos do PT, e políticos de outros partidos de dinheiro desviado da Petrobras juntamente com empreiteiros em licitações das principais refinarias brasileiras. O esquema de propina e desvio de recursos da estatal é investigado pela força-tarefa da Operação Lava Jato.[180][181]

Em maio de 2018, após José Dirceu ser novamente preso, o trio (Lula, Palocci e Dirceu) do Partido dos Trabalhadores, que comandou o país no primeiro governo Lula está preso. Dirceu foi chefe da casa Civil de 2003 a 2005, e Palocci foi Ministro da Fazenda de 2003 a 2006. A época, Dirceu e Palocci eram cotados como possíveis sucessores de Lula.[182] Antonio Palocci, foi o responsável por pavimentar o caminho entre o governo e o mercado financeiro. Depois de sair incólume do processo do mensalão, foi atingido por suspeitas de corrupção. Já Dirceu, trabalhou na interlocução do Executivo com deputados e senadores em busca da aprovação de projetos e na garantia da governabilidade.[183]

Ver tambémEditar

Notas e referências

Notas

  1. a b Nem todos os municípios brasileiros puderam referendar seus prefeitos em 1982 e 1985.[158] :Art. 2º[159][160][161]

Referências

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