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Museologia

(Redirecionado de Museografia)
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Entrada do Museu Ashmoleano, fundado em 1683, o primeiro dos museus modernos

Museologia (do grego μουσειόν = museión 'museu', lugar das musas, e λόγος = logos, razão) é a área do conhecimento que pesquisa a relação dos sujeitos humanos com os seus objetos socialmente relevantes, num dado contexto (Leite, Pedro Pereira 2016) .

Entre os museólogos distingue-se normalmente duas escolas: A Escola da museologia, que defende o se estatuto científico (Davis, Peter 2013), e a escola dos Estudos de Museus (Museum Studies), que aborda os museus como uma técnica.

A tradição científica desenvolve-se bastante a partir dos anos 70 com os trabalhos dos museólogos do leste europeu, em França e na América, com o Canadá, México e Brasil a desenvolverem várias experiências marcantes de intervenção, e encontra um acolhimento no seio do Comité ICOFOM (o Comité do Conselho Internacional dos Museus para a Muselogia (http://network.icom.museum/icofom) . Nesta tradição, distingue-se a abordagem da teoria social (museologia) da quetão da tecnica (museografia).

Na tradição dos Estudos de Museus, há também uma preocupação com a teoria social, embora sem assumir a tal autonomia do objeto científico, incorporando portanto as reflexões teóricas da sociologia, da antropologia, das ciências naturais, da arqueologia, da comunicação e dos estudos culturais, etc.

Embora o Museu, enquanto instituição se dedique à gestão, pesquisa e comunicação (em suas diversas formas) dentro ou fora de museus, visando promover a cultura, a educação e as representações da sociedade.

Entre os séculos XV e XVI surgiram os chamados "gabinetes de curiosidades", onde eram expostas coleções de objetos curiosos, estranhos e exóticos. Sua organização poderia ser vista como confusa e aparentar ser um amontoado de objetos, sem lógica organizacional, mas isso é apenas uma meia verdade. Enquanto não havia uma lógica padrão ou uma lógica comum estabelecida, existia uma lógica pessoal do dono do gabinete.

Alguns autores cometem o erro em afirmar que os Gabinetes de Curiosidades se transformaram em museus. Os Gabinetes de Curiosidades são antecessores aos museus, tinham uma característica única e não possuíam os mesmos objetivos que os atuais museus possuem. Eram situados em espaços pequenos, de propriedade privada.

Somente no fim do século XIX que um museu, o Museu de História Natural de Londres, exibiu seus objetos ordenados cientificamente, graças à classificação de Carlos Lineu. Durante o século XX, as técnicas de exposição foram incorporando os avanços da comunicação e da ciência da informação, havendo hoje museus que fazem uso de multimídia. No Brasil, por exemplo, o Museu da Língua Portuguesa usa recursos como projeção de imagens para transmitir a informação sobre o "acervo" (no caso, a própria língua portuguesa).

A museologia hoje trata desde as técnicas de restauração, conservação, acondicionamento e documentação do acervo até a preparação de mostras, exposições e ações culturais. Atualmente o museólogo trabalha com as ciências da comunicação e da computação. A televisão e a informática tem sido incorporadas para transmitir os conteúdos de forma lúdica e eficiente e a manipulação, estudo e catalogação dos objetos passou a ser praticamente uma condição essencial aos museus, assim como a inclusão de tecnologia que durante muito tempo ficou restrita a parques de diversão (trens para percorrer réplicas de minas e cavernas, dinossauros, etc.).

Área de atuaçãoEditar

O museólogo é o profissional que estuda os processos museológicos, com destaque para museus a partir das interações entre homem, cultura e natureza, dentro dos diferentes sistemas de pensamento.

As responsabilidades do museólogo incluem a salvaguarda, documentação, difusão de acervos naturais e culturais; planejamento e realização de exposições; desenvolvimento de programas educativos e culturais; defesa do patrimônio; defesa do respeito à vida, à pluralidade biológica e cultural e à igualdade de direitos em todas as sociedades, além do Plano Museológico que somente pode ser criado e assinado pelo profissional.

O museólogo atua em museus, centros culturais, institutos de pesquisa, centros de documentação, galerias de arte, e qualquer instituição ligada à proteção, documentação, conservação, pesquisa e difusão do patrimônio cultural.

A profissão[1] de museólogo, no Brasil, é regulamentada pela Lei Federal nº 7.287, 18 de dezembro de 1984 e tem seus direitos garantidos pelos Conselhos Regionais e o Conselho Federal de Museologia.

Cursos de graduação em Museologia em PortugalEditar

Cursos de graduação em Museologia no BrasilEditar

Ver tambémEditar

Referências

Ligações externasEditar

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