Abrir menu principal
Question book-4.svg
Esta página cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde abril de 2014). Ajude a inserir referências. Conteúdo não verificável poderá ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)

A musicalização é o processo de construção do conhecimento musical: seu principal objetivo é despertar e desenvolver o gosto pela música, estimulando e contribuindo com a formação global do ser humano.Tendo também como uma de suas finalidades introduzir o ser humano no campo da compreensão musical, favorecendo a vivência artística por meio de brincadeiras, expressão corporal, histórias, reconto e para crianças desenvolvendo percepção auditiva, visual, tátil a inteligência artística e a sensibilidade.O lúdico funciona como elemento motivador para o desenvolvimento da expressão musical, em um processo cujos principais elementos são a imitação, a percepção e a criação.

As aulas partem sempre de atividades coletivas de modo a proporcionar a socialização com experiências lúdicas bem prazerosas

Hoje, a neurociência comprova que atividades musicais integram experiências sensoriais, motoras, percepção e execução passando por diferentes processos emocionais, cognitivos aprimorando a memória e atenção.

[1]

A música ganha ainda mais importância por arrebatar não só as crianças, mas também os adolescentes e os adultos.

Para SCAGNOLATO, 2006 a música não substitui o restante da educação, ela tem como função atingir o ser humano em sua totalidade. A educação tem como meta desenvolver em cada indivíduo toda a perfeição de que é capaz. Porém, sem a utilização da música não é possível atingir a esta meta, pois nenhuma outra atividade consegue levar o indivíduo a agir. A música atinge a motricidade e a sensorialidade por meio do ritmo e do som, e por meio da melodia, atinge a afetividade.

No Brasil, a religião/religiosidade tem um papel importante na iniciação musical. Verifica-se que a presença de práticas musicais nos ritos religiosos de diversas denominações propicia um ambiente acessível e estimulante às crianças e jovens. Num cenário em que haja dificuldade de acesso aos instrumentos musicais e às classes de música, as instituições religiosas oferecem condições tanto para a iniciação quanto ao desenvolvimento e motivação à prática musical, visto que a música é um componente culturalmente essencial para a manifestação religiosa, não exclusivamente, mas em especial a religião cristã (evangélica e católica)[2]

Métodos de musicalizaçãoEditar

Os trabalhos com musicalização podem ser feitos com crianças a partir de 2 anos de idade. Faz parte da arte-educação ou de atividades recreativas a partir da pré-escola. Também pode ser ministrada em conservatórios como iniciação a cursos de instrumentos ou canto. Existem vários métodos consagrados de musicalização, cada um utilizando técnicas e recursos diferentes. Os mais conhecidos são:

Método OrffEditar

 Ver artigo principal: Método Orff

Desenvolvido pelo compositor alemão Carl Orff, o método Orff utiliza um instrumental especialmente desenvolvido para crianças, incluindo xilofones e metalofones pentatônicos e tambores de pequenas dimensões. O aluno é levado a construir sua própria noção de música através de exercícios rítmicos, melódicos e harmônicos em conjunto.

Método KodályEditar

 Ver artigo principal: Método Kodály

Criado pelo compositor húngaro Zoltán Kodály, é baseado no desenvolvimento da percepção rítmica e melódica através de exercícios que utilizam o canto e atividades corporais. Os aspectos mais conhecidos deste método são as sílabas rítmicas (o solfejo rítmico é feito utilizando uma sílaba diferente para cada duração) e o solfejo manual (a utilização de gestos com as mãos para representar os intervalos ou graus da escala musical).

Método WillemsEditar

 Ver artigo principal: Método Willems

O Método Willems é um dos mais importantes métodos de educação musical em todo o mundo. Nascido na Bélgica em 1890, o professor Edgard Willems produziu, em sua vida profissional, um rico material didático para o desenvolvimento do ouvido musical aplicado em diversos países. Descobrindo a interligação existente entre a música e o ser humano, ele relacionou o triplo aspecto do homem (fisiológico, afetivo e mental) com os elementos característicos da música (ritmo, a melodia e a harmonia).

Sua metodologia propõe uma educação musical ativa e criadora, seguindo as etapas do desenvolvimento psicológico da criança. Atualmente, o Método Willems é conhecido e reconhecido pela França, Suíça, Itália, Espanha, Noruega, Portugal, Brasil e países da América Latina, dentre outros. Graças ao trabalho desenvolvido pela educadora e musicista Carmem Mettig Rocha, Salvador é, hoje, o principal centro de divulgação do Método Willems no Brasil.

Método SuzukiEditar

Método TobinEditar

 Ver artigo principal: Método Tobin

Criado pela educadora Candida Tobin, o método Tobin se baseia principalmente na utilização de estímulos visuais para criar associações com os estímulos sonoros. Cores e formas são utilizadas para fazer a criança perceber as relações de altura e duração. A notação musical é ensinada através de símbolos simplificados e os exercícios de canto utilizam sílabas rítmicas. O método utiliza animações e programas de computador para permitir que a musicalização seja feita por professores que não tenham proficiência em instrumentos musicais.

Ver tambémEditar

Referências

  1. BRÉSCIA, VERA (2003). Educação Musical: bases psicológicas e ação preventiva. SAO PAULO: ATOMO. 1 páginas 
  2. Novo, José Alessandro Dantas Dias (2015). EDUCAÇÃO MUSICAL NO ESPAÇO RELIGIOSO: um estudo sobre a formação musical na Primeira Igreja Presbiteriana de João Pessoa. João Pessoa - PB: Universidade Federal da Paraíba Centro de Comunicação, Turismo e Artes Programa de Pós-Graduação em Música 

Ligações externasEditar