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Os Fuzis da Senhora Carrar

Os Fuzis da Senhora Carrar (Die Gewehre der Frau Carrar) é uma peça do teatrólogo alemão Bertold Brecht.

Considerada uma das obras mais dramáticas do autor e um clássico da dramaturgia mundial, nela Brecht trata da luta dos povos em defesa da democracia contra o fascismo. Para isso aborda o drama e as contradições vividas pela Senhora Carrar, que perdeu o marido lutando nas brigadas de autodefesa contra o exército de Francisco Franco durante Guerra Civil Espanhola (1936) e cujo filho está prestes a tomar o mesmo caminho ao juntar-se às forças republicanas.

SinopseEditar

A peça retrata uma mãe, de nome Thereza Carrar, de quarenta anos de idade, que vive na região da Andaluzia, na Espanha, com seus dois filhos - José, que é o mais novo e na peça é chamado de Rapaz, e Juan, o mais velho. Na peça, a Senhora Carrar mantém o filho mais novo dentro de casa, enquanto observa o filho mais velho pela janela a pescar, o que faz por ordem da mãe, que o impede de ir ao campo de batalha. Por causa da atitude que a mãe tem em relação a Juan, José - que naquele momento gostaria de estar na linha de frente junto com a resistência formada por pessoas da esquerda que são contra a ditadura - José contesta durante o decorrer da peça as atitudes da mãe. A situação agrava-se ainda mais com a chegada do tio, irmão de Thereza. Esse tio, chamado na peça de Operário e cujo nome é Pedro Jaqueiras, faz parte da resistência no setor de Málaga. Para aumentar o poder de fogo da resistência, ele veio até a casa da irmã com o objetivo de pegar os fuzis da senhora Carrar, que ela escondia debaixo do assoalho. Os fuzis pertenceram ao marido dela, Carlos, morto por uma bala no pulmão em Olivedo durante o levante. Depois do ocorrido, a Senhora Carrar se sentiu culpada e passou a manter uma vigilância rigorosa sobre os filhos para impedir que acontecesse com eles o mesmo que aconteceu ao marido.

BibliografiaEditar

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