Partido Liberal (Portugal)

O Partido Liberal é um antigo partido político português que foi criado em 28 de Maio de 1974 por dissidentes da Convergência Monárquica, que não concordaram com a criação do PPM[1].

Fará o seu primeiro comício a 15 de Agosto no Teatro São Luís, tem no jornal o "Tempo Novo" o seu órgão de informação e teria ligações com movimentos africanos que se opunham à descolonização[2].

Entre os seus elementos mais destacados contam-se o tenente-coronel António Luís Marques de Figueiredo e José Harry de Almeida Araújo que acabaria por ser o secretário-geral[3].

Para se apresentar às primeiras eleições nacionais fez uma coligação eleitoral com o Partido do Progresso (PP / MFP) e o Partido Trabalhista Democrático Português (PTDP), denominada Frente Democrática Unida (FDU). E que, na sequência da chamada Crise Palma Carlos[4], eles mais o Movimento Popular Português (MPP), no dia 10 de julho, apresentam ao Presidente da República uma resolução conjunta para denunciar o isolamento a que estão obrigados, quer em termos de expressão através dos meios de comunicação, quer em termos de representação no Governo provisório[5].

Nesse sentido, para mostrar o seu desagrado será o grande coordenador e o centro da preparação da manifestação gorada, chamada de «maioria silenciosa», planeada para 28 de Setembro desse mesmo ano para apoiar a política moderada do presidente da república António Spínola[6]. Acto que terá levado à sua extinção. [7] Foi um dos primeiros partidos proibidos em Portugal após a Revolução de 25 de abril de 1974.

Referências

  1. Partido Liberal (1974), Antologia do Pensamento Político Português, por José Adelino Maltez, Centro de Estudos do Pensamento Político, Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa
  2. Spinolismo: Viragem Política e Movimentos Sociais, por Francisco Felgueiras Bairrão Ruivo,Tese de Doutoramento em História Contemporânea, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa, Julho, 2013, pág. 386
  3. Spinolismo: Viragem Política e Movimentos Sociais, por Francisco Felgueiras Bairrão Ruivo,Tese de Doutoramento em História Contemporânea, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa, Julho, 2013, pág. 386
  4. Spinolismo: Viragem Política e Movimentos Sociais, por Francisco Felgueiras Bairrão Ruivo,Tese de Doutoramento em História Contemporânea, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa, Julho, 2013, pág. 387
  5. As Direitas Radicais na Transição Democrática Portuguesa (1974-1976), Riccardo Marchi, Ler História, nº 63, 2012, posto online no dia 09 Abril 2015, consultado no dia 13 Dezembro 2016
  6. Spinolismo: Viragem Política e Movimentos Sociais, por Francisco Felgueiras Bairrão Ruivo,Tese de Doutoramento em História Contemporânea, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa, Julho, 2013, pág. 382, 385 e 386
  7. Do CDS ao CDS-PP: o Partido do Centro Democrático Social e o seu papel na política portuguesa, por Richard A. H. Robinson* Análise Social, vol.xxxi, (138), 1996, 958

Ligações externasEditar

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