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Pavel Akselrod
Nascimento 25 de agosto de 1850
Morte 16 de abril de 1928 (77 anos)
Berlim
Sepultamento Urnenfriedhof Gerichtstraße
Cidadania Império Russo, Suíça
Ocupação político
Movimento estético marxismo

Pavel Borisovitch Akselrod (em russo: Павел Борисович Аксельрод; 25 de agosto de 1850[1] — 16 de abril de 1928) foi um revolucionário marxista russo e um dos principais dirigentes mencheviques, sendo seu principal ideólogo.[2]

Axelrod foi o líder menchevique que mais contribuíram para moldar o partido e para definir a sua posição sobre as principais questões que o distinguem do bolchevique.[2] Seu principal objetivo foi adaptar postulados teóricos socialista, de socialistas da Europa Ocidental com a situação muito diferente no Império Russo.[2]

Índice

BiografiaEditar

Nasceu com o nome de Pinkhus Borukh (em russo Пинхус Борух) na vila de Potschev, perto de Tchernigov (atual Ucrânia), e durante a sua infância morou também em Mogilev (atual Bielorrússia).

Posteriormente transladou-se a Genebra (Suíça) como estudante. Lá trabalhou como tutor de Nadezhda Ivanovna Kaminer, com quem casou e com quem teve três crianças: Vera, Aleksandr e Sofia. Em 1906, morreu Nadezhda Kaminer.

A meados da década de 1880 Akselrod estabeleceu uma pequena empresa de produção de kefir. No final da década de 1890, a empresa tinha já escritórios em Zurique, Genebra e Basileia que lhe reportavam uns benefícios que Akselrod empregava para suportar economicamente os revolucionários.

Revolucionário marxistaEditar

Influenciado por Mikhail Bakunin na sua juventude, derivou no idealismo antes de adoptar a filosofia marxista do materialismo histórico. Akselrod participou na fundação em Genebra do grupo Emancipação do Trabalho com Georgi Plekhanov, Vera Zasulitch, Vasili Ignatov e Lev Deitch em 1883. Em 1900, participou também, através desse grupo e com a ajuda de Julius Martov, Lenin e Aleksandr Potresov na fundação do jornal revolucionário Iskra. Quando, no II Congresso do POSDR (1903), se verificou a fratura entre os mencheviques de Julius Martov e os bolcheviques de Lenin, Akselrod situou-se do lado de Martov.

Em 1917, antes da Revolução de fevereiro, Akselrod regressou a Rússia, onde manteve relações com mencheviques que participavam no governo de Aleksandr Kerenski, apoiando a política de guerra. Os esforços de Akselrod para tentar marcar os mencheviques face a uma política de negociações de paz foram inúteis. Após a vitória dos bolcheviques, Akselrod abandonou Rússia e dedicou a sua vida a difundir no exterior uma oposição socialista aos bolcheviques.

A Revolução de Outubro e o novo exílioEditar

 
Tropas bolcheviques durante a Revolução de Outubro, a qual Axelrod se opus firmemente.

Durante sua curta estadia na Rússia, antes de partir como delegado para a conferência socialista em Estocolmo convocada para tentar alcançar a paz, Axelrod envolveu-se em intensa atividade no Partido menchevique, sendo nomeado presidente do comitê central.[3] Nas discussões sobre a posição do partido, nas questões que requeriam atenção imediata e nas crises sucessivas do período, ele exerceu pouca influência devido o sua falta de talento em falar em público e intriga política.[4] Ele tornou-se a figura de veterano do partido, preocupado com a manutenção da unidade da mesmo.[4]

Em 10 de agosto de 1917, ele partiu como delegado à Conferência Socialista de Estocolmo , deixando a Rússia pela última vez em sua vida.[5]

Após a vitória bolchevique, em novembro, que Axelrod chamou de "um crime histórico sem paralelo na história moderna",[6] decidiu permanecer em Estocolmo, à espera do início do fracasso do novo governo bolchevique, considerando tomada do poder e estabelecimento de um sistema socialista prematuro e condenado a fracasso.[6]

Nos quatro anos seguintes viajou pela Europa promovendo oposição ao socialismo bolchevique, descrevendo sua posição e pensamentos contra o governo de Lenin.[6] Ele tentou, mas sem sucesso, influenciar principalmente os socialistas europeu e ganhar seus apoio para mudar a situação na Rússia.

Ver tambémEditar

Referências

  1. A data de nascimento foi sempre desconhecida sabendo-se unicamente que foi em 1849 ou 1850. O 25 de agosto de 1850 foi escolhido pelos amigos de Axelrod para celebrar seu 75 aniversario no exílio em Berlín, Ascher (1972), p. 378
  2. a b c Ascher (1972), p. 2
  3. Ascher (1972), p. 323
  4. a b Ascher (1972), p. 324
  5. Ascher (1972), p. 330
  6. a b c Ascher (1972), p. 333
  • Abraham Ascher. Pavel Axelrod and the Development of Menshevism, Harvard University Press, 1972, ISBN 0-674-65905-8, 420p. (em inglês).