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Disambig grey.svg Nota: Para outros significados de "Periperi", veja Periperi (desambiguação).
Periperi
  Bairro do Brasil  
Localização de Periperi em Salvador
Localização de Periperi em Salvador
Unidade federativa Bahia Bahia
Região administrativa Região Subúrbio Ferroviário, RA XVII[1]
Município Salvador (Bahia)
Limites bairros de Praia Grande (Sul), Coutos (Norte), Fazenda Coutos (Nordeste), Rio Sena (Sudeste).
Fonte: Não disponível

Periperi é um bairro brasileiro da cidade de Salvador,[2] na Bahia. Está situado no Subúrbio Ferroviário, e algumas de suas localidades são: rua dos Coqueiros, Malhada, Europa, Mané Paulo, Urbis, Parquinho, Barreiro, Bariri, Paraguari, Nova Constituinte, Beira Rio,Congo, Mirantes , Colinas e Novos Unidos. Oficialmente, faz divisas com os bairros de Praia Grande (Sul), Coutos (Norte), Fazenda Coutos (Nordeste), Rio Sena (Sudeste).

Índice

EtimologiaEditar

O topônimo "Periperi" procede do termo tupi antigo piripiri (ou piripirim), que designava um tipo de junco.[3]

HistóriaEditar

Antes da chegada dos portugueses no século XVI, índios tupinambás habitavam a região. Durante o século XIX, o bairro era ocupado por fazendas. Durante o século XX, Periperi foi conhecido por ser uma importante estância para veraneio e moradia para aposentados, que se recolhiam para descansar à beira do mar, após anos de serviço. Com a implantação de complexos industriais e da avenida Afrânio Peixoto (1971), a população aumentou porém a qualidade de vida diminuiu.[4]

Na culturaEditar

A cultura do bairro encontra-se retratada na literatura de Jorge Amado em duas obras: Bahia de Todos os Santos (1945) e Os Velhos Marinheiros ou o Capitão de Longo Curso (1961). Em 1980, o bloco afro Ara Ketu foi fundado em Periperi.[5] A banda lançou o álbum intitulado De Periperi.

DemografiaEditar

PopulaçãoEditar

Segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010 Periperi é o nono bairro com a maior população de negros em Salvador, com 85,64% (42 717 habitantes).[6] Sua população total em 2010 somando todas as etnias era de 49 879 residentes.[6]

SegurançaEditar

Uma pesquisa divulgada por Márcia de Calazans, pesquisadora e consultora da ONU mostrou que violência estava concentrada na região entre 2010 e o primeiro semestre de 2011.[7]

Foi listado como um dos bairros mais perigosos de Salvador, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Secretaria de Segurança Pública (SSP) divulgados no mapa da violência de bairro em bairro pelo jornal Correio em 2012.[8] Ficou entre os mais violentos em consequência da taxa de homicídios para cada cem mil habitantes por ano (com referência da ONU) ter alcançado o nível mais negativo, com o indicativo de "mais que 90", sendo um dos piores bairros na lista.[8]

Em 2016 foi divulgado que a briga do grupo criminoso Bonde do Maluco (BDM) com outras facções criminosas aumentou os relatos de violência urbana na região.[9]

Referências

  1. Prefeitura Municipal do Salvador. Lei n° 7.400/2008 Dispõe sobre o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano do Município do Salvador – PDDU 2007 e dá outras providências.[ligação inativa]
  2. Bairros de Salvador
  3. NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 592.
  4. Salvador. Disponível em http://www.culturatododia.salvador.ba.gov.br/vivendo-polo.php?cod_area=6&cod_polo=14. Acesso em 4 de junho de 2017.
  5. Nei Lopes (2004). «Enciclopédia brasileira da diáspora africana». Google Books. Consultado em 26 de fevereiro de 2013 
  6. a b Redação (20 de novembro de 2013). «TOP 10: veja os bairros de Salvador com maior população negra». iBahia.com. Rede Bahia. Consultado em 27 de abril de 2019 
  7. Redação (25 de novembro de 2015). «Violência contra jovens em Salvador está concentrada em 37 bairros, aponta pesquisa». Aratu Online. TV Aratu. Consultado em 27 de abril de 2019 
  8. a b Juan Torres e Rafael Rodrigues (22 de maio de 2012). «Mapa deixa clara a concentração de homicídios em bairros pobres». Correio (jornal). Consultado em 28 de abril de 2019 
  9. Andrezza Moura (25 de janeiro de 2016). «Integrantes de facção aterrorizam o bairro de Periperi». A Tarde. Consultado em 27 de abril de 2019 

Ligações externasEditar