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Pery Ferroviário Esporte Clube, também conhecido como Pery Ferroviário ou Pery, é um time de futebol brasileiro da cidade de Mafra, Santa Catarina.

Pery
Pery Ferroviário Esporte Clube.jpg
Nome Pery Ferroviário Esporte Clube
Alcunhas Leão da Fronteira [1]
Mascote Índio
Fundação 18 de setembro de 1920 (98 anos)
Estádio Alfredo Herbst
Capacidade 1.500
Localização Mafra brasao.jpgMafra Santa CatarinaSC BrasilBrasil
Competição Santa Catarina Campeonato Catarinense
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
editar

Índice

HistóriaEditar

Fundado em 18 de setembro de 1920 com o nome de Pery Sport Club mudando o nome para Pery Ferroviário Esporte Clube em 1938. Disputou por 14 edições a divisão principal do Campeonato Catarinense de Futebol, sendo vice-campeão em 1939. Sua torcida o batizou de Leão da Fronteira, já que Mafra localiza-se no norte catarinense, às margens do rio Negro e fazendo divisa com o Paraná. Em 1936 o Pery Ferroviário ganho a alcunha de Leão da Fronteira. O time atuava havia 17 anos, mas numa tarde qualquer de 1936, ao empatar em 5 gols contra o Rio Negrinho, é que a equipe de empregados da Viação Férrea caiu definitivamente no gosto dos fãs. Até aos 25 minutos finais, o placar apontava 5 a 0 para os adversários. “o Pery Ferroviário sempre teve seus cobras e finos, como eram chamados os craques da época”, reconta um emocionado Rivadávia Pereira, 66 anos, o Zagallo do Norte catarinense, que defendeu as cores verde e branco do time mafrense entre os anos 50 e 60. Setenta anos após sua fundação, entretanto, o Pery Ferroviário praticamente se resume às lembranças de ex-jogadores e dirigentes, além das poucas fotos e troféus (de um total de 300 taças) que teimam em permanecer no que restou da cede, no Centro da cidade de Mafra. No auge, a agremiação tinha centenas de sócios (uma mensalidade vinha descontada no salário dos ferroviários de SC e do PR), um bom gramado e uma piscina de ponta. “Até a Vera Fischer nadou aqui”, ilustra Pereira, hoje um pacato senhor que se comove imensamente ao relembrar antiguidades do time que aprendeu a admirar ainda criança, quando seu irmão Silvio integrava o elenco do Pery Ferroviário, que levou este nome em homenagem ao índio estilizado pelo escritor José de Alencar. Infra-estrutura satisfatória à parte, o Pery Ferroviário não era um clube rico. “ao final do jogo, não sobrava para nós nem as camisetas, que eram reutilizadas”, disse Melchíades Rosa, o Kid, 55, que garanter ter defendido o clube mafrense em todas as posições possíveis, exceto no gol. Agora, pouco há: a piscina está desativada, sócios são escassos (aproximadamente 40 em 2000) e o estádio Ildefonso Mello é só um arremeado do que já simbolizou – arquibancadas desmontadas, casamatas quebradas, vestiários alagados e gramado esburacado. Eventualmente, alguma promoção social é organizada por obra do seu presidente, Orlando Reis. Para piorar tudo, resume Reis, uma dívida trabalhista de R$30 mil, a ser paga em 6 anos, minguou as possibilidades de reerguer naturalmente o Pery Ferroviário. “Qualquer um que desejar investir no clube é bem vindo”, arremata Reis, tentando levantar o Leão da Fronteira à base de colaboradores, a exemplo do que aconteceu na década de 20, quando 24 ferroviários, em suas horas de folga, derrubavam imbuías e guaviroveiras para dotar Mafra de um campo de futebol. Em 1937 o antigo Operário, juntamente com o Pery Ferroviário, América e Rio Negro ambas de Mafra, Três Barras de Três Barras, Canoinhas de Canoinhas e Bandeirantes de São Bento do Sul fundam em Mafra a Liga Esportiva Catarinense - LEC.

TítulosEditar

Participações em estaduaisEditar

  Campeonato Catarinense 3º DivisãoEditar

Ano Posição
2006

  Campeonato Catarinense 1º DivisãoEditar

Ano Posição
1965 ?
1964 ?
1960 ?
1957 ?
1955 ?
1943
1942
1941
1940
1939
1937
1936
1933 ?
1929

Jogadores notáveisEditar

 Abreu (artilheiro do Campeonato Catarinense de 1937 pelo Pery)

 Leocádio (revelado pelo Pery nos anos 60, jogou no Coritiba, Metropol, Operário Ferroviário, Ferroviária entre outros)

 Marrom

 Camiseta

 Dircinho

 Diabo Loiro (jogou também no Ferroviário de Curitiba)

 Kid (defendeu o clube mafrense em todas as posições possíveis, exceto no gol)

 Raphael Calderari (seria contratado pelo Ferroviário, de Curitiba, mas preferiu defender a meia cancha do Pery nos anos 60.)

TrajetóriaEditar

  • 1920 - O clube é fundado em Mafra, então um importante entroncamento ferroviário catarinense. Aos domingos, um grupo de funcionários da Viação Férrea começa a jogar num campo improvisado ao lado do galpão das locomotivas.
  • 1925 - O time aplica 12 a 0 no Rio Negrinho.
  • 1934 - Campeão da Taça Trabalho, ao derrotar o União, de União da Vitória (PR), por 3 a 1.
  • 1936 – O clube é vice-campeão estadual. Em seguida, ao vencer o Grêmio, de Curitiba (PR), leva a Taça Alexandre Gutierrez.
  • 1939 – O Pery sagra-se novamente vice-campeão de SC. Ganha o Torneio Festival da América, ao passar pelo América, de Joinville, por 4 a 2.
  • 1940 – Ganha a Taça Pérola, ao vencer o Canoinhas, por 8 a 0, num jogo disputado em Mafra.
  • 1957 – Campeão municipal invicto.
  • 1969 – Campeão do Torneio Início da Liga Corupaense.
  • 1970 – A partir desta data, com a lenta falência do sistema férreo, o Pery inicia sua queda.
  • 2006 - Disputa o Campeonato Catarinense de Futebol Profissional da Divisão de Acesso, obtendo a quinta colocação geral.

Rivalidade Pery x OperárioEditar

Em 1961 houve um clássico Pery Feroviário x Operário, também de Mafra. Estava 1 a 0 no primeiro tempo para o Pery Feroviárioquando o juiz marcou um pênalti. Aí o Jogador Melchíades Rosa do Pery Feroviário, chamou o juiz de ladrão e foi expulso. Até a polícia precisou ser chamada para que o jogador deixasse o campo pelo lado da torcida do Operário. O estádio estava cheio. Na seqüência o jogador ainda agrediu o policial que disparou dois tiros, que por sorte não acertarão ninguém. O jogador saiu correndo em zigue-zague. Em segui dois policiais pegaram o jogador que ainda acertou um soco em um deles. A partida virou uma confusão. Na época não existia cartão amarelo nem vermelho. O Juiz acabou tendo que chamar o Exército para terminar com a pancadaria e a partida terminou ali mesmo.

Referências