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Piragibe
Nome completo Piragibe, cacique dos tabajaras[1]
Nascimento Fins do século XVI[2]
Litoral norte de
 Pernambuco[2]
Morte Meados do Século XVII
Ilha do Bispo[3][nota 1]
 Paraíba
Nacionalidade brasileiro(a)
Ocupação Lider indígena (cacique)
Ideias notáveis Heroi da conquista da Paraíba no século XVI

Piragibe [nota 2]foi um chefe indígena tabajara que viveu entre os séculos XVI e XVII nas capitanias brasileiras de Pernambuco e da Paraíba. Para além do fato de ter sido catequizado e ter aderido à fé católica, pouco se sabe sobre a vida de Piragibe, incluindo ano de nascimento e morte.[5]

Por seus atos de bravura na conquista da Paraíba, Piragibe foi condecorado com a Ordem de Cristo pelo rei Felipe II de Espanha e Portugal.[1] Hoje descendentes vive em São Paulo (Vila ré)

OrigensEditar

Acredita-se, em virtude dos relatos históricos, que Pirajibe seja oriundo da região do litoral norte da antiga capitania de Pernambuco, entre o rio Goiana e a Ilha de itamaracá.[2] A migração para o território onde hoje é a Paraíba deu-se antes da conquista da região, em 1585, época em que os tabajaras já tinham as aldeias de Taquara, Alhandra e Jacoca, litoral sul do estado.

A palavra pirá-jyba significa literalmente «braço de peixe» (barbatana), em tupi.[1] Outra interpretação para o significado do nome, porém, diz que ele significa «na água de peixe», através da junção dos termos pirá (peixe), îy (água) e pe (em).[6]

Com a aliança entre ele e os luso-brasileiros, o cacique e sua tribo viriam a enfrentar os potiguaras e possibilitar a fundação da Paraíba. Seu aldeamento era localizado onde hoje se assenta o bairro Ilha do Bispo, onde existe há décadas um busto em sua homenagem.

Herói da conquistaEditar

Em meados do século XVI, a costa nordestina era muito cobiçada por várias nações europeias em virtude da riqueza proveniente do pau-brasil.[1] Expedições francesas, com o auxílio da tribo potiguara, saqueavam as terras paraibanas. A partir de 1574, a Coroa Portuguesa decidiu por fim a isso, expulsando o invasor e iniciando a colonização da Paraíba.[1]

Poucos meses antes da fundação de Filipeia, capital da Paraíba, em 1585, espalha-se em Pernambuco a notícia de que o cacique Pirajibe e sua tribo haviam chegado à região da Várzea Paraibana em socorro aos então aliados, os potiguaras, que sofriam ataques dos portugueses, os quais tentavam colonizar a região já há mais de uma década.[2] Em 2 de agosto de 1585, chegou à Capitania Real da Paraíba o capitão português João Tavares, que logo tratou de firmar um pacto com o chefe tabajara Pirajibe contra os seus inimigos potiguaras. A confirmação desse acordo foi o marco para a fundação de João Pessoa, em 5 de agosto de 1585, e para a tão desejada conquista da Paraíba.[1]

Com a conquista, os potiguaras preferiram se estabelecer mais ao norte, na região onde hoje se situa a Baía da Traição.[1]

Notas

  1. A bibliografia histórica narra que ele morreu muito velho, acreditando alguns que ele tenha falecido centenário.[3]
  2. Gramaticalmente, palavras de origem tupi, africana, árabe e exótica devem sempre se escrever com «j». Entretanto, em textos mais antigos pode-se ver o nome Piragibe ainda grafado com «g».[4]

Referências

  1. a b c d e f g Adm. do portal (21 de dezembro de 2001). «Regimento Piragibe – histórico». 16º Regimento de Cavalaria Mecanizado. Consultado em 15 de maio de 2013. Arquivado do original em 29 de julho de 2009 
  2. a b c d OLIVEIRA, Carla Mary S. (2007). Novos olhares sobre as Capitanias do Norte do Estado do Brasil. [S.l.]: Edição própria. 185 páginas. ISBN : 8577450686 Verifique |isbn= (ajuda) 
  3. a b MEDEIROS, João Rodrigues Coriolano de (2016) [1960; fac-simile da 2ª ed.]. «Tabajara, Ex-Livramento». Dicionário corográfico do Estado da Paraíba (PDF) 4ª ed. João Pessoa: IFPB. p. 255. 290 páginas. ISBN 9788563406781. Consultado em 8 de setembro de 2019 
  4. Da redação (10 de março de 2008). «Aprenda a empregar corretamente as letras «g» e «j»». Folha de S.Paulo. Consultado em 19 de junho de 2013 
  5. TAVARES, Eurivaldo Caldas (1985). Itinerário da Paraíba católica: do batismo do Cacique à chegada do lo. Bispo, 1585–1894, vol. 9. [S.l.]: Governo do Estado da Paraíba. 84 páginas 
  6. NAVARRO, E. A. (2005). Método Moderno de Tupi Antigo – terceira edição. [S.l.]: Global. 246 páginas .

Ligações externasEditar

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