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Portal:Arquitetura e urbanismo/Artigo em Destaque/Arquivo


Muro sul do monte do Templo e escavações de ruínas de uma construção, que segundo pesquisadores fazia parte de Acra.

Acra (em hebraico: חקרא; em grego: Aκρα) era um complexo fortificado em Jerusalém, construído por Antíoco Epifânio logo depois de seu saque da cidade, realizado em 168 a.C.. A fortaleza desempenhou um papel significativo nos eventos relacionados à Revolta dos Macabeus, e à formação do Reino Hasmoneu. Foi destruída por Simão Macabeu durante este conflito.

A localização exata da Acra, crítica para a compreensão da Jerusalém helenística, continua a ser tema de debate. Historiadores e arqueólogos propuseram diversos sítios em torno da cidade, com base principalmente em conclusões extraídas das evidências literárias. Este enfoque só começou a mudar diante das novas escavações, iniciadas no fim da década de 1960; novas descobertas provocaram a reavaliação das fontes literárias da Antiguidade, da geografia de Jerusalém e dos artefatos que haviam sido descobertos anteriormente. O arqueólogo israelense Yoram Tsafrir interpretou uma junta de alvenaria encontrada no canto sudeste do monte do Templo como uma pista para a provável localização da Acra. Durante as escavações de 1968 e 1978, realizadas pelo historiador israelense Benjamin Mazar na área adjacente ao muro sul do monte, foram descobertas evidências que podem estar relacionadas com a Acra, incluindo aposentos que se assemelham a casernas, e uma imensa cisterna.

O termo acra, no grego antigo, era utilizado para descrever outras estruturas fortificadas durante o período helenístico. Esta acra frequentemente é chamada de Acra Selêucida, para diferenciá-la de outras referências que descrevem a Baris ptolemaica como uma acra, bem como do bairro de Jerusalém que herdou este nome.


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Ângulo do centro histórico de Porto Alegre com representantes de algumas das principais fases evolutivas da arquitetura da cidade.

A arquitetura de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, no Brasil, como acontece com outras cidades modernas, mas dotadas de alguma história, é um mosaico de estilos antigos e modernos. Essa característica se mostra mais visível no centro da cidade, o núcleo urbano histórico, onde sobrevivem exemplares de arquitetura do século XVIII à contemporaneidade.

A evolução arquitetônica de Porto Alegre não se diferencia da maioria das outras grandes cidades brasileiras. Iniciou sob o estilo colonial português, atravessou as escolas neoclássica, eclética e modernista, verticalizou-se, expandiu-se fundindo-se a cidades vizinhas, tendo se tornado metrópole. Agora, se renova sob a influência do pós-modernismo e da globalização, desenvolvendo um estilo híbrido e internacionalizante. Isso tem dado margem a críticas sobre a descaracterização de sua identidade, que se somam àquelas que deploram a extensa destruição de arquitetura antiga insubstituível na onda do "progresso" e da especulação imobiliária, que ainda agora continuam a fazer estragos em um patrimônio histórico constantemente ameaçado e cada vez mais raro.

Hoje a cidade reorganiza sua paisagem urbana com grandes obras de infraestrutura, especialmente viária, e ergue exemplares significativos de arquitetura contemporânea. Mas ao mesmo tempo enfrenta com sucesso desigual os desafios de crescimento de uma das maiores capitais do Brasil, com quase 1,5 milhão de habitantes. Ainda existe grande população a viver em favelas e sem acesso a serviços básicos, e cresce a insatisfação com os rumos que a administração pública tem adotado nas áreas de urbanismo, habitação popular, uso de áreas especiais, mobilidade urbana, preservação da natureza e outras.


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Vista ao amanhecer de Borobudur

Borobudur ou Barabudur (em indonésio: Candi Borobudur) é um templo budista maaiana situado na ilha de Java, Indonésia, no kabupaten (regência) de Magelang, Java Central. O edifício é frequentemente apontado como o maior templo budista e um dos mais importantes monumentos budistas do mundo. Desde 1991 que o sítio designado Conjunto de Borobudur, do qual fazem também parte os templos vizinhos de Mendut e Pawon, está inscrito na lista do Património Mundial da UNESCO.

O templo é constituído por nove plataformas sobrepostas, seis quadradas e três circulares, sobre as quais se ergue uma abóbada central. O edifício é decorado com 2 672 painéis em relevo e 504 estátuas de Buda. A abóbada central está rodeada por 72 estátuas, cada uma delas sentada numa estupa perfurada.

Construído no século IX d.C., durante o reinado da Dinastia Sailendra, o templo é de estilo budista javanês, o qual mistura elementos do culto indígena dos antepassados com o conceito budista do nirvana, apresentando também influências da arte do Império Gupta, que reflete as influências indianas na região. No entanto, há muitos aspetos na arquitetura do edifício e nas cenas representadas nos relevos que tornam Borobudur distintamente indonésio. O monumento é um santuário dedicado a Buda e um local de peregrinação budista. O caminho de peregrinação tem início na base do templo e segue em volta dele, subindo até ao cimo através dos três níveis simbólicos da cosmologia budista: o Kamadhatu ("mundo do desejo"), o Rupajhana ("mundo das formas") e o Arupajhana ("mundo sem formas").


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Auto-retrato

Doménikos Theotokópoulos (em grego: Δομήνικος Θεοτοκόπουλος), mais conhecido como El Greco, ("O Grego"; Heraclião ou Fodele, 5 de outubro de 1541Toledo, 7 de abril de 1614) foi um pintor, escultor e arquiteto grego que desenvolveu a maior parte da sua carreira na Espanha. Assinava suas obras com o nome original, ressaltando sua origem.

Nasceu em Creta, que naquela época pertencia à República de Veneza e era um centro artístico pós-bizantino. Treinou ali e tornou-se um mestre dentro dessa tradição artística, antes de viajar, aos vinte e seis anos, para Veneza, como já tinham feito outros artistas gregos. Em 1570 mudou-se para Roma, onde abriu um ateliê e executou algumas séries de trabalhos. Durante sua permanência na Itália, enriqueceu seu estilo com elementos do maneirismo e da renascença veneziana. Mudou-se finalmente em 1577 para Toledo, na Espanha, onde viveu e trabalhou até sua morte. Ali, El Greco recebeu diversas encomendas e produziu suas melhores pinturas conhecidas.

O estilo dramático e expressivo de El Greco foi considerado estranho por seus contemporâneos, mas encontrou grande apreciação no século XX, sendo considerado um precursor do expressionismo e do cubismo, ao mesmo tempo em que sua personalidade e trabalhos eram fonte de inspiração a poetas e escritores como Rainer Maria Rilke e Nikos Kazantzakis. El Greco é considerado pelo modernos estudiosos como um artista tão individual que não o consideram como pertencente a nenhuma das escolas convencionais. É mais conhecido por suas figuras tortuosamente alongadas e uso frequente de pigmentação fantástica ou mesmo fantasmagórica, unindo tradições bizantinas com a pintura ocidental.

Em sua época teve somente dois seguidores de seu estilo: o seu filho Jorge Manuel Theotokópoulos e Luis Tristán.


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Panorama da Grande Mesquita de Cairuão, Tunísia

A Grande Mesquita de Cairuão (em árabe: الجامع الكبير بالقيروان; em francês: Grande Mosquée de Kairouan), também chamada Mesquita de Ucba ibne Nafi (Oqba ibn Nafi), Mesquita de Ucba ibne Nafi (em árabe: جامع عقبة بن نافع) ou Mesquita de Sidi Oqba em homenagem ao seu fundador, é uma das principais mesquitas da Tunísia e situa-se na cidade de Cairuão.

Cairuão foi a primeira metrópole muçulmana do Magrebe, tem a reputação de ser o centro espiritual e religioso da Tunísia e por vezes é referida como a quarta cidade santa do islão. A Grande Mesquita é o edifício emblemático da cidade e continua a ser o santuário mais antigo e mais prestigiado do Ocidente muçulmano. Está inscrita desde 13 de março de 1912 na lista de monumentos históricos classificados e protegidos na Tunísia e integra o "conjunto histórico de Cairuão", o qual está classificado como Património Mundial pela UNESCO desde 1988.

Construída por Ucba ibne Nafi a partir de 670 (ano 50 da Hégira), quando foi fundada a cidade de Cairuão, a mesquita é considerada no Magrebe como o modelo de todas as mesquitas da região, um dos mais importantes monumentos islâmicos e uma obra-prima da arquitetura universal. De um ponto de vista estético, é considerada o mais belo edifício da civilização muçulmana no Magrebe, o que é atestado pelas referências em inúmeras obras e manuais de arte islâmica. Além da sua importância artística, a Grande Mesquita de Cairuão desempenhou um papel primordial na islamização de todo o Ocidente muçulmano, incluindo a Península Ibérica, e na difusão da escola sunita maliquita.


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Fachada da igreja. Notar os balaústres do adro e o cruzeiro.

A Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito é uma igreja católica localizada em Cuiabá, capital do estado brasileiro de Mato Grosso.

A igreja é um dos marcos de fundação da cidade de Cuiabá, tendo sido construída em arquitetura de terra em torno de 1730, próximo às águas do córrego da Prainha, em cujas águas Miguel Sutil descobriu as minas de ouro que impulsionariam a colonização da região. Sua fachada, de grande simplicidade, é típica da arquitetura colonial brasileira e esconde a decoração barroca-rococó nos altares do interior, com rica talha dourada e prateada, única com esses detalhes no país. Construída inicialmente com a técnica da taipa de pilão, passou por várias reformas, incluindo uma que transformou sua fachada em neogótica, entre as décadas de 1920 e 1980, quando foi reformada e a arquitetura colonial resgatada. Tombada em 1975 pelo IPHAN, em 1987 pela Fundação Cultural de Mato Grosso e incluída no perímetro tombado do Centro Histórico de Cuiabá em 1993, é palco da Festa de São Benedito, mais longa festa religiosa do estado.

História
No pé da colina onde hoje está a igreja de Nossa Senhora do Rosário, à margem esquerda do córrego da Prainha, estava localizada a maior mina de ouro da região. Foi esta mina a origem da povoação de Cuiabá, que se deu à margem direita do córrego, em torno das jazidas.

Este local é mencionado em 1722 por José Barbosa de Sá, ao relatar a descoberta do ouro por índios que, a mando de Miguel Sutil, buscavam mel, no lugar chamado "tanque do Arnesto", onde foi construída a capela de Nossa Senhora do Rosário. Ainda em 1722, Barbosa de Sá comenta sobre " huma capellinha a San Benedito junto ao lugar chamado despois rua do cebo, que dahy a poucos annos cahio e não se levantou mais ", erguida pelos negros. Não se sabe qual seria a localização da "rua do cebo". Depois, a capela teria sido reerguida anexada à igreja de Nossa Senhora do Rosário, como aconteceu em várias regiões da América portuguesa.


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Fachada da Igreja Matriz de Trindade

A Igreja Matriz de Trindade, também conhecida como Igreja Matriz do Divino Pai Eterno, é uma igreja católica localizada na cidade brasileira de Trindade, em Goiás. Foi inaugurada em 8 de setembro de 1912 pelo missionário redentorista Antão Jorge e considerada Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 24 de setembro de 2014.

O templo está relacionado ao crescimento populacional e à instalação formal do município, a qual ocorreu oito anos depois, em 1920, em razão da atração de inúmeros fiéis que desejassem venerar ao Divino Pai Eterno. A Igreja Matriz de Trindade é, portanto, um dos pontos turísticos da cidade, principalmente durante a Festa do Divino Pai Eterno, repercutido evento religioso que acontece anualmente no final de junho e início de julho.

Sua atual configuração data da última restauração, executada em 2013, ressaltando o estilo barroco e a tonalidade azul da fachada. Supervisionada pela Arquidiocese de Goiânia, a nave, o altar-mor e as alas laterais explicitam a simplicidade e a rusticidade dos objetos utilizados na construção da igreja.

História
A inauguração da Igreja Matriz de Trindade está diretamente relacionada à instalação formal de Trindade. Construída no território do extinto município de Campinas, foi planejada pelo padre austro-brasileiro Antão Jorge em 1912, responsável também pela organização dos materiais que constituiriam a igreja. Na região, por volta de 1848, os garimpeiros mineiros Ana Rosa e Constantino Xavier ergueram uma capela coberta por folhas de buriti, a fim de expor o medalhão, com a ilustração da Santíssima Trindade coroando a Virgem Maria, que encontraram às margens do Córrego Barro Preto.


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Templo Expiatório da Sagrada Família

Templo Expiatório da Sagrada Família, e também conhecido simplesmente como Sagrada Família, é um grande templo católico da cidade catalã de Barcelona, Espanha, desenhado pelo arquiteto catalão Antoni Gaudí, e considerado por muitos críticos como a sua obra-prima e expoente da arquitetura modernista catalã. Financiado unicamente por contribuições privadas, o projeto foi iniciado em 1882 e assumido por Gaudí em 1883, quando tinha 31 anos de idade, dedicando-lhe os seus últimos 40 anos de vida, os últimos quinze de forma exclusiva. A construção foi suspensa em 1936 devido à Guerra Civil Espanhola e não se estima a conclusão para antes de 2026, centenário da morte de Gaudí.

A construção começou em estilo neogótico, mas o projeto foi reformulado completamente por Gaudí ao assumi-lo. O templo foi projetado para ter três grandes fachadas: a Fachada da Natividade, quase terminada com Gaudí ainda em vida, a Fachada da Paixão, iniciada em 1952, e a Fachada da Glória, ainda por completar. Segundo o seu proceder habitual, a partir de esboços gerais do edifício Gaudí improvisou a construção à medida que esta avançava. O templo, quando estiver terminado, disporá de 18 torres: quatro em cada uma das três entradas-portais, a jeito de cúpulas; irá ter um sistema de seis torres, com a torre do zimbório central dedicada a Jesus Cristo, de 170 metros de altura, outras quatro ao redor desta, dedicadas aos evangelistas, e um segundo zimbório dedicado à Virgem.


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Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo em São Miguel das Missões, RS.

O Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo, popularmente conhecido como Ruínas de São Miguel das Missões, e originalmente chamado Misión de San Miguel Arcángel, é o conjunto de remanescentes da antiga redução jesuítica de São Miguel Arcanjo, integrante dos chamados Sete Povos das Missões. Localiza-se no município de São Miguel das Missões, na região Noroeste do estado do Rio Grande do Sul, no Brasil.

A redução de São Miguel inseriu-se no vasto programa evangelizador dos jesuítas, que estendeu seus braços para o oriente e para o ocidente, deixando uma forte marca em muitos países do mundo, perceptível até hoje. Fundada num tempo em que o território era domínio espanhol, esta redução foi o mais notável dos Sete Povos, que se tornaram parte importante da história do Rio Grande do Sul e do Brasil e fonte de ricas tradições. Construída a partir de 1687 segundo uma planta de organização avançada para seu local e época, ali surgiu uma civilização florescente, economicamente próspera e prolífica em expressões culturais e artísticas, onde se mesclavam elementos europeus e indígenas, sempre, contudo, com a forte orientação europeia e cristã. Mas assim que atingiu seu apogeu, com a ereção da sua igreja, entre 1735 e 1750, iniciou seu ocaso. Envolvida nas disputas políticas e territoriais entre Portugal e Espanha e nas controvérsias que cercaram a atividade jesuíta, foi um dos centros da Guerra Guaranítica e acabou incendiada e despovoada em 1756. Restaurada e repovoada parcialmente, sobreviveu uns anos mais sob uma nova administração, depois que os jesuítas foram expulsos e sua Ordem, suprimida, mas já estava em decadência. No início do século XIX foi saqueada e seus últimos habitantes, dispersos, tornando sua ruína inexorável, caindo em completo abandono.

A recuperação das estruturas começou em 1925, e desde então o sítio tem sido crescentemente valorizado, passando por várias intervenções de restauro e sendo objeto de vários projetos para o fomento do seu legado material e imaterial. Sua igreja se tornou uma das imagens mais conhecidas no Rio Grande do Sul e o complexo, um forte polo turístico, constituindo-se ainda como o centro vital da cidade onde se localiza, a qual formou-se em sua função e está-lhe intimamente vinculada em múltiplos níveis. Comunidades indígenas guarani da redondeza têm o local como sagrado e como parte de sua memória e identidade coletiva.

Pelo seu importante valor histórico, arquitetônico e cultural, o sítio foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1938, foi declarado Patrimônio Mundial pelo UNESCO em 1983, juntamente com as ruínas de San Ignacio Miní, Nossa Senhora de Santa Ana, Nossa Senhora de Loreto (Argentina) e Santa María Maior, localizadas em território argentino, e em 2015 recebeu do IPHAN o estatuto de Patrimônio Cultural Brasileiro pelas suas associações com a história e a espiritualidade guarani.


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El lissitzky self portrait 1914.jpg

Loudspeaker.svg? Lazar Markovich Lissitzky (em russo: Ла́зарь Ма́ркович Лиси́цкий) (23 de novembro de 189030 de dezembro de 1941), conhecido pelo pseudónimo El Lissitzky (em russo: Эль Лиси́цкий, em iídiche: על ליסיצקי), foi um artista, designer, fotógrafo, tipógrafo e arquiteto russo. Foi uma figura relevante durante a vanguarda russa, contribuindo para a formação do suprematismo em conjunto com o seu mentor, Kazimir Malevich, e autor de inúmeras mostras de arte e trabalhos de propaganda para a então União Soviética. A sua obra exerceu grande influência na Bauhaus e nos movimentos construtivistas, tendo sido pioneiro em técnicas de produção e soluções estéticas que viriam a dominar o design gráfico ao longo do século XX.

Todo o percurso de El Lissitzky está intimamente ligado à crença que o artista podia ser um agente de mudança, mais tarde resumida no seu edito, "das zielbewußte Schaffen" — criação orientada por objetivos. Lissitzky, de fé judaica, iniciou a sua carreira com ilustrações para livros infantis em língua iídiche, como forma de promover a cultura judaica na Rússia, um país em profunda mudança e que revogara as leis antissemitas pouco tempo antes. Começou a lecionar com apenas 15 anos, uma atividade que manteve ao longo de toda a vida. Ao longo de várias décadas, ensinou em diversos cargos nas mais variadas escolas e meios artísticos, divulgando e aprofundando conceitos. Este sentido de dever esteve presente quando trabalhou com Malevich na direção do grupo artístico suprematista UNOVIS, onde desenvolveu uma variante suprematista própria, Proun, e mais tarde, quando em 1921 assumiu o cargo de embaixador cultural da Rússia na República de Weimar, na Alemanha, influenciando figuras relevantes da Bauhaus e do movimento De Stijl durante a sua estadia.

A sua obra influenciou e deu origem a importantes inovações na tipografia, fotomontagem, design de exposições e ilustração literária, sendo o autor de obras consagradas internacionalmente e veneradas pela crítica especializada. Manteve-se produtivo até ao leito de morte, onde viria a produzir, em 1941, um dos seus últimos trabalhos — um cartaz de propaganda soviética de mobilização para a construção de tanques para a guerra contra a Alemanha nazi.


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Pintura de William Bruce, por John Michael Wright, c. 1964, na Galeria Nacional da Escócia.

Sir William Bruce de Kinross, 1° Baronete de Balcaskie (c. 16301 de janeiro de 1710) foi um arquiteto-cavalheiro escocês, descrito por Howard Colvin como "o fundador efetivo da arquitetura clássica na Escócia". Como figura fundamental na introdução do palladianismo na Escócia, foi comparado a arquitetos ingleses, como Inigo Jones e Christopher Wren, e seus contemporâneos introdutores do estilo francês na arquitetura doméstica, Hugh May e sir Roger Pratt.

Bruce era um comerciante em Roterdã durante a década de 1650, e desempenhou um papel na restauração de Carlos II em 1659. Ele levou mensagens entre o rei exilado e o general George Monck, e sua lealdade a ele foi recompensada com lucrativas nomeações oficiais, incluindo a de Inspetor Geral das Obras do Rei da Escócia, tornando-o efetivamente "o arquiteto do rei". Seus patronos incluíam John Maitland, 1.º Duque de Lauderdale, o homem mais poderoso da Escócia na época, e Bruce tornou-se um membro do parlamento escocês, rapidamente integrando o Conselho Privado da Escócia.

Apesar de sua falta de conhecimentos técnicos, tornou-se o arquiteto mais importante de seu tempo, na Escócia. Ele trabalhava com pedreiros e construtores profissionais competentes, a quem transmitiu um vocabulário clássico; assim a sua influência foi levada muito além de seu próprio círculo aristocrático. Começando na década de 1660, Bruce construiu e remodelou uma série de casas de campo, incluindo o Castelo de Thirlestane para o Duque de Lauderdale, e Prestonfield House. Entre suas obras mais significativas estão a sua própria mansão palladiana em Kinross, construída em Loch Leven, propriedade que ele havia comprado em 1675. Como arquiteto do rei, ele empreendeu a reconstrução do Palácio Real de Holyrood na década de 1670, que deu ao palácio sua aparência atual. Após a morte de Carlos II, Bruce perdeu favores políticos, e mais tarde, após a adesão de Guilherme III e II e Maria II, ele foi preso mais de uma vez como um suspeito de jacobitismo. No entanto, conseguiu continuar a sua obra arquitetônica, muitas vezes fornecendo seus serviços a outros com simpatias jacobitas.


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Vista panorâmica do sítio arqueológico de Palmira

Palmira (em aramaico: ܬܕܡܘܪܬܐ‎; transl.: Tedmurtā; em árabe: تدمر‎; transl.: Tadmor) foi uma antiga cidade semita, situada num oásis perto da atual cidade de Tadmor, na província de Homs, no centro da Síria, 215 km a nordeste da capital síria, Damasco. Fundada durante o Neolítico, a cidade foi documentada pela primeira vez no início do segundo milénio a.C. como uma paragem de caravanas que atravessavam o deserto Sírio. A cidade aparece nos anais dos reis assírios e é possível que seja mencionada na Bíblia hebraica. Foi incorporada no Império Selêucida (séculos IV a.C.I d.C.) e posteriormente no Império Romano, sob o qual prosperou.

A localização estratégica da cidade, aproximadamente a meio caminho entre o mar Mediterrâneo e o rio Eufrates, fez dela num ponto de paragem obrigatório para muitas das caravanas que percorriam importantes rotas comerciais, nomeadamente a Rota da Seda. A riqueza da cidade possibilitou a edificação de estruturas monumentais. No século III a.C., Palmira era uma metrópole próspera e um centro regional, com um exército suficientemente poderoso para derrotar o Império Sassânida em 260, durante o reinado de Odenato, que foi assassinado em 267. Odenato foi sucedido pelos seus jovens filhos, sob a regência da rainha Zenóbia, que começou a invadir as províncias romanas orientais em 270. Os governantes palmirenses adotaram títulos imperiais em 271. O imperador romano Aureliano derrotou a cidade em 272 e destruiu-a em 273, na sequência de uma segunda rebelião fracassada. Palmira foi um centro de menor importância durante os períodos bizantino, Ortodoxo, omíada, abássida e mameluco e os seus vassalos. Os Timúridas destruíram-na em 1440 e a partir ficou reduzida a uma pequena aldeia, que pertenceu ao Império Otomano até 1918, depois ao Reino da Síria e ao Mandato Francês da Síria. O local da antiga cidade foi definitivamente abandonado em 1932, quando os últimos habitantes foram transferidos para a nova aldeia de Tadmur. As escavações sistemáticas e em larga escala das ruínas foram iniciadas em 1929. Em maio de 2015, Palmira ficou sob o controlo do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que destruiu vários monumentos da antiga cidade.

Etnicamente, os palmirenses eram essencialmente uma mistura de arameus, amoritas e árabes, existindo também uma minoria de judeus. A estrutura social da cidade era tribal e os habitantes falavam palmirense (um dialeto aramaico) e grego. Ambas as línguas foram substituídas pelo árabe depois da conquista árabe em 634. A cultura de Palmira, influenciada pelas culturas greco-romana e persa, produziu arte e arquitetura originais. Os habitantes adoravam divindades locais e deuses mesopotâmicos e árabes. Converteram-se ao cristianismo durante o século IV e depois ao islão durante a segunda metade do primeiro milénio. A organização política palmirense foi influenciada pelo modelo grego da cidade-estado. A cidade era governada por um senado, o qual era responsável pelas obras públicas e forças armadas. Após tornar-se uma colónia romana, Palmira adotou instituições romanas antes de adotar um sistema monárquico em 260. Os palmirenses, conhecidos como mercadores, estabeleceram colónias ao longo da Rota da Seda e operaram em grande parte do Império Romano.


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Palladio: Villa Capra, dita La Rotonda

O palladianismo ou arquitetura palladiana é um estilo arquitetônico derivado da obra prática e teórica do arquiteto italiano Andrea Palladio (1508-1580), um dos mais influentes personagens de toda a história da arquitetura do Ocidente. O termo palladianismo pode se referir à estética pessoal do próprio Palladio, mas é mais usado para descrever a sua escola como um todo. E como esta é o resultado de uma evolução mais ampla que inclui a contribuição original de muitos outros autores depois dele, atravessando os séculos, com muitos eclipses e ressurgimentos, às vezes se dá a certas etapas desta continuidade, principalmente do século XVIII em diante, o nome de neopalladianismo. O modelo teórico palladiano era baseado principalmente numa síntese entre empirismo e idealismo, e técnico-formalmente estava fundado na simetria, na perspectiva e nos valores da arquitetura clássica greco-romana, valorizando especialmente os princípios estabelecidos pelo tratadista romano Vitrúvio, cuja obra teórica De Architectura se preservou. Palladio, assim como outros artistas do Renascimento, usava uma série de conceitos matemáticos para o estabelecimento de proporções que eram associados à filosofia pitagórica, platônica e neoplatônica, que para ele eram essenciais para a conquista da beleza, da funcionalidade e da solidez estrutural, os "três pilares" da sua doutrina, apresentados em seu próprio tratado, I Quattro Libri dell'Architettura (1570), cuja repercussão se tornou quase tão vasta quanto o de Vitrúvio. Contudo, seu exemplo não foi sempre adotado literalmente por seus seguidores, surgindo mais tarde um sem-número de interpretações individuais.

Depois da morte de Palladio seu estilo rapidamente saiu de moda na maior parte dos lugares, mas especialmente na Inglaterra lançou fundas raízes e deixou um valioso legado entre meados do século XVII e o início do século XIX. Também foi de enorme importância nos Estados Unidos mais ou menos no mesmo período, levado para lá por colonos ingleses. Além desses dois principais centros de difusão, o palladianismo pôde frutificar com maior ou menor sucesso em muitas outras partes da Europa e das Américas, sendo uma das bases para a formação da arquitetura neoclássica. Ao longo de sua trajetória o palladianismo sofreu muitos ataques, principalmente por parte daqueles que não concordavam com seus aspectos idealistas e coletivistas, e preferiam buscar soluções derivadas da sensibilidade individual. Apesar ser bem menos influente ao longo século XIX, continuou a ser usado, mas com o advento do Modernismo no início do século XX praticamente desapareceu, sendo considerado um anacronismo. Contudo, o trabalho de teóricos ingleses, junto com outros, fez com que fosse gradualmente reapreciado. Entre os anos 40 e 50 já servia novamente de inspiração para muitos jovens arquitetos, e nos dias de hoje ainda se podem encontrar ecos de sua linguagem na construção de muitos criadores importantes.


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Fachada da igreja do mosteiro

O Mosteiro de Arcádi (em grego: Μονή Αρκαδίου; transl.: Moní Arcadíou) é um mosteiro ortodoxo situado num planalto fértil 23 km a sudeste de Retimno na ilha de Creta, Grécia, na unidade regional de Retimno. A atual construção data do século XVI e é marcada pela influência renascentista, devido ao facto de Creta ser então uma possessão da República de Veneza.

A influência veneziana manifesta-se na arquitetura, que mistura elementos românicos e barroca. A igreja, situada no centro do complexo principal do mosteiro, tem duas naves e foi destruída pelos otomanos em 1866, tendo sido reconstruída depois. Desde o século XVI que o mosteiro foi um lugar de ciência e de arte, dispondo de uma escola e de uma rica biblioteca, onde se guardam numerosos livros antigos. Rodeada de muros altos e espessos, no cimo de um planalto de difícil acesso, o mosteiro é uma verdadeira fortaleza.

Arcádi foi um dos centros mais importantes e ativos da resistência contra a ocupação otomana e por isso é muito célebre. Durante a revolta cretense de 1866-1869, 943 gregos refugiaram-se no mosteiro. Entre eles havia muitos resistentes, mas na sua maioria eram mulheres e crianças. Depois de três dias de combates, sob o comando do hegúmeno (abade) Gabriel Marinaquis, os cretenses fizeram explodir os barris de pólvora, preferindo sacrificarem-se a renderem-se. Todos os ocupantes e refugiados morreram exceto uma centena no assalto final das tropas otomanas. Nos combates morreram também cerca de 1 500 turcos e egípcios (ou o dobro disso segundo algumas fontes). A explosão não pôs fim à insurreição, que acabaria reprimida três anos depois, mas atraiu a atenção da Europa Ocidental sobre um povo que se batia destemidamente pela sua independência.

O mosteiro é atualmente um santuário nacional em honra da resistência cretense. O dia 8 de novembro, aniversário do massacre de 1866, é comemorado no mosteiro e em Retimno.


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Mausoléu de Gala Placídia

O Mausoléu de Gala Placídia é um célebre monumento paleocristão de Ravena, na Itália. Localiza-se na Piazza Arcivescovado 1, e pertence à Igreja Católica. Tem a planta em forma de cruz latina e é coberto por uma cúpula. O exterior despojado contrasta com o luxo da decoração interna, cujas superfícies são revestidas de mosaicos que representam vários personagens e cenas da religião cristã, com uma rica simbologia associada.

A despeito de o Mausoléu já ter gerado grande bibliografia e ter sido objeto de repetidas investigações, ainda pairam dúvidas sobre vários de seus aspectos, especialmente sobre quem o mandou construir, para que finalidade e em que data. Entretanto, formou-se um consenso de que foi erguido no segundo quartel do século V por ordem de Gala Placídia, imperatriz romana esposa de Constâncio III, para um uso fúnebre.

É uma das oito estruturas da cidade que foram declaradas pela Unesco como Patrimônio Mundial, considerando-a um exemplo raríssimo e de excepcional qualidade em seu gênero. Seus mosaicos estão entre os mais antigos e os mais bem preservados da tradição paleocristã, sendo especialmente celebrada a cena que mostra o Bom Pastor. O edifício atesta a transição entre as estruturas fúnebres imperiais e os oratórios cristãos primitivos, e sua decoração, em termos de estilo, é uma sequência lógica, porém inovadora e original, da arte helenística e romana, com alguma influência do oriente, sendo importante também por constituir uma das primeiras ilustrações de alta qualidade artística da apropriação das referências pagãs pela arte cristã.


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Pela liberdade da Letônia e honra dos falecidos na guerra da independência

O Monumento da Liberdade (em letão Brīvības Piemineklis), localizado em Riga (Letônia), é um memorial em honra dos soldados mortos em ação durante a Guerra da Independência da Letônia. O povo letão, como o próprio nome do monumento esclarece, o considera um importante símbolo da liberdade, da independência e da soberania do país. Inaugurado em 1935, o monumento em granito de 42 metros de altura, composto ainda por travertino e cobre, freqüentemente serve como ponto central de encontros públicos e cerimônias oficiais.

As esculturas e baixos-relevos do monumento, organizados em treze grupos, retratam a cultura e a história da Letônia. O núcleo do monumento é composto por formas tetragonais superpostas umas às outras, diminuindo seu tamanho na parte superior, completados pela coluna de travertino de 19 metros de altura que sustenta a figura da Liberdade levantando três estrelas douradas. A idéia do monumento surgiu no início dos anos 1920, quando o primeiro-ministro da Letônia, Zigfrīds Anna Meierovics, solicitou que regras fossem elaboradas para um concurso de projetos para uma "coluna memorial". Depois de vários concursos, o monumento foi finalmente construído no início da década de 1930, de acordo com o projeto "Brilhe como uma estrela!", de autoria do escultor letão Kārlis Zāle. As obras da construção foram financiadas por donativos privados.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Letônia foi anexada pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas e foi considerada a demolição do Monumento da Liberdade, mas tal ato não foi realizado. A escultora soviética Vera Mukhina foi creditada algumas vezes pela recuperação do monumento, possivelmente por tê-lo considerado de alto valor artístico. Propagandas políticas foram utilizadas para alterar o significado simbólico do monumento, de acordo com ideologia soviética. No entanto, manteve-se um símbolo da independência nacional para o público em geral e, em 14 de junho de 1987, cerca de cinco mil pessoas reuniram-se ali para honrar a memória das vítimas do regime soviético e colocar flores. Este comício deu início ao movimento da independência nacional, e três anos depois a independência da Letônia foi restabelecida.


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O horizonte de Visby, dominado pelas ruínas da igreja Sankta Karin

Esta é uma lista de igrejas arruinadas localizadas em Gotlândia, atualmente há um total de dezenove igrejas arruinadas na ilha sueca de Gotlândia, no mar Báltico. Doze das quais encontram-se em Visby, principal cidade da ilha. Destas, dez se encontram dentro das muralhas medievais da cidade. Além de outras três igrejas arruinadas conhecidas apenas através de fontes escritas.

Gotlândia começou a abandonar gradualmente a religião nórdica e adotar o cristianismo durante o século XI. Enquanto as primeiras igrejas eram construídas de madeiras, as construções de igrejas de pedras iniciaram durante o século XII. O período de construção das igrejas foi relativamente curto; no campo as igrejas de pedras foram erguidas entre o século XII e início do século XIV, enquanto em Visby, as últimas igrejas foram inauguradas durante o século XV.

Algumas dessas igrejas, desde então, caíram em ruínas. Das 94 igrejas e paróquias medievais no campo, 91 ainda estão em uso. Três foram abandonadas após a reforma religiosa, em relação as paróquias, algumas foram fundidas e algumas igrejas se tornaram supérfluas.

Embora o número exato de igrejas que existiam em Visby durante a Idade Média é desconhecido, havia certamente mais do que em qualquer outra cidade sueca, e pelo menos doze dentro dos muros da cidade. Visby cresceu e se tornou um importante porto comercial durante a Idade Média, a maior parte das igrejas da cidade foram construídas durante os séculos XII e XIII. As igrejas não eram, como no campo, apenas paroquiais. Algumas pertenciam a abadias, asilos ou até a determinados grupos de comerciantes de uma nacionalidade específica, como a Igreja Russa ou a atual Catedral de Visby, que era originalmente uma igreja usada por comerciantes alemães.

Posteriormente a Peste Negra, ocorreu a invasão de Gotlândia por Valdemar IV da Dinamarca e a Batalha de Visby em 1361, esses fatores resultaram em uma redução do comércio, Gotlândia entra em um período de declínio, portanto, as atividades de construções caíram. A inauguração de Sankta Karin em 1412 marca o fim das atividades de construções de igrejas em Visby. Quando as tropas de Lübeck pilharam a cidade em 1525, provavelmente danificando várias das igrejas, a racionalidade social e econômica para sustentá-las havia desaparecido. Após o advento da Reforma Protestante, a justificativa religiosa para sustentar a manutenção de muitas das igrejas também desapareceu de forma permanente. Todos os mosteiros foram abolidos e todas as igrejas dentro das muralhas da cidade, exceto uma (Catedral de Visby) foram abandonadas e deixadas à deterioração. Durante os séculos seguintes, algumas ruínas das igrejas foram usadas como pedreiras. Em 1805 as igrejas arruinadas foram protegidas por lei e, em 1863, o Estado sueco pela primeira vez alocou dinheiro para a conservação.


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