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USS Enterprise (CVN-65) em manobras no Atlântico.

O USS Enterprise (CVN-65) foi o primeiro superporta-aviões de propulsão nuclear a fazer parte da frota da Marinha de Guerra dos Estados Unidos, foi também o primeiro a ser construído no mundo com este tipo de propulsão. Com os seus 342,3 m é o maior barco militar em operação no mundo. O navio pertence a Classe de mesmo nome.

O seu descomissionamento esta previsto para 2014-2015, quando será substituído pelo USS Gerald R. Ford (CVN-78) que esta em construção. O nome Enterprise não será abandonado pela marinha americana. Está marcado para o ano de 2023 o comissionamento da nova USS Enterprise (CVN-80), da classe Ford.

A USS Enterprise é o oitavo navio da Armada Norte Americana a receber este nome.




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O RMS Titanic no porto de Southampton em 10 de abril de 1912.

O RMS Titanic foi um navio de passageiros britânico operado pela White Star Line e construído pelos estaleiros da Harland and Wolff em Belfast. Foi a segunda embarcação da Classe Olympic de transatlânticos depois do RMS Olympic e seguido pelo HMHS Britannic. Projetado pelos engenheiros navais Alexander Carlisle e Thomas Andrews, sua construção começou em março de 1909 e ele foi lançado ao mar em maio de 1911. O Titanic foi pensado para ser o navio mais luxuoso e mais seguro de sua época, gerando lendas que era supostamente "inafundável".

A embarcação partiu em sua viagem inaugural de Southampton para Nova Iorque em 10 de abril de 1912, no caminho passando em Cherbourg-Octeville na França e por Queenstown na Irlanda. Ele colidiu com um iceberg às 23h40min do dia 14 de abril e afundou na madrugada do dia seguinte com mais de 1 500 pessoas a bordo, sendo um dos maiores desastres marítimos em tempos de paz de toda a história. Seu naufrágio destacou vários pontos fracos de seu projeto, deficiências nos procedimentos de evacuação de emergência e falhas nas regulamentações marítimas da época. Comissões de inquérito foram instauradas nos Estados Unidos e no Reino Unido, levando a mudanças nas leis internacionais de navegação que permanecem em vigor mais de um século depois.

Os destroços do Titanic foram procurados por décadas até serem encontrados em 1985 por uma equipe liderada por Robert Ballard. Ele se encontra a 3843 m de profundidade e a 650 km ao sudeste de Terra Nova no Canadá. Sua história e naufrágio permaneceram no imaginário popular durante décadas, levando a produção de vários livros e filmes a seu respeito, mais notavelmente o filme Titanic de 1997. Até hoje o Titanic permanece como um dos navios mais famosos da história, com seus destroços atraindo várias expedições de exploração ao longo dos anos.




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O afundamento do cruzador General Belgrano ocorreu a 2 de maio de 1982, em consequência do ataque do submarino nuclear britânico HMS Conqueror, durante o conflito conhecido como a Guerra das Malvinas (Guerra das Falklands, para os anglófonos). O afundamento do Belgrano provocou a morte de 323 marinheiros argentinos, praticamente metade de todas as baixas argentinas durante o conflito, e uma forte polémica, visto que o ataque ocorreu fora da zona de exclusão estabelecida pelo governo britânico em torno das ilhas. No Reino Unido há quem considere que a ação foi levada a cabo com o objetivo de inviabilizar as conversações de paz e aumentar a popularidade da primeira-ministra Margaret Thatcher junto da opinião pública britânica, enquanto que na Argentina muitos consideram o afundamento do cruzador um crime de guerra. Independentemente da controvérsia em torno do afundamento, do ponto de vista militar ele cumpriu o seu objetivo, pois assegurou a superioridade naval dos britânicos, decisiva para o desfecho do conflito.

O afundamento do Belgrano é o único caso de um navio de guerra torpedeado e afundado em ação por um submarino nuclear, e um dos dois únicos casos de um navio de guerra afundado por qualquer tipo de submarino desde o fim da Segunda Guerra Mundial.




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O HMHS Britannic fotografado durante a Primeira Guerra Mundial.

O HMHS Britannic foi um navio de passageiros britânico construído pelos estaleiros da Harland and Wolff em Belfast para a White Star Line. Originalmente chamado de Gigantic, foi o terceiro navio da Classe Olympic de transatlânticos depois do RMS Olympic e o RMS Titanic. Sua construção começou em novembro de 1911 e ele foi lançado em 26 de fevereiro de 1914. O Britannic foi pensado para ser o maior, o mais seguro e o mais luxuoso navio de sua classe, com seu desenho e projeto sendo alterados depois do naufrágio do Titanic em abril de 1912.

O Britannic foi requisitado pela Marinha Real Britânica em 1915 durante seu período de equipagem para servir como navio hospital na Primeira Guerra Mundial, viajando entre o Reino Unido e Dardanelos no Império Otomano. O navio sofreu uma explosão na manhã do dia 21 de novembro de 1916 no mar Egeu durante sua sexta viagem, afundando em pouco menos de uma hora. Entretanto, as causas exatas de seu naufrágio permanecem desconhecidas até hoje. A imprensa britânica pensou que havia sido um ataque inimigo e aproveitou e evento para atacar a "barbárie alemã".

Ele foi substituído na frota da White Star Line depois da guerra pelo RMS Majestic, com seus destroços sendo localizados em 1975 pelo explorador francês Jacques-Yves Cousteau. O Britannic é o maior navio naufragado do mundo, embora não tão famoso quanto seu irmão Titanic, atraindo mergulhadores e expedições de exploração.