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D. Augusto de Beauharnais, primeiro marido de D. Maria II, tornou-se no primeiro príncipe consorte de Portugal em 1834, e foi o único a nunca tornar-se rei consorte.

O príncipe consorte de Portugal era o marido de uma Rainha reinante de Portugal. Segundo a tradição portuguesa, ao príncipe consorte poderia ser concedido, mediante certas condições, o título de "rei", tornando-se assim rei consorte.

Ao contrário do que acontecia na maioria das Monarquias europeias anteriormente à segunda metade do século XIX, as monarquias ibéricas - entre as quais a portuguesa - permitiam a subida ao trono de mulheres, como rainhas reinantes, em virtude de não estarem sujeitas à Lei Sálica.

Em Portugal, uma mulher podia subir ao trono se fosse a filha legítima mais velha do anterior rei, desde que o mesmo rei não tivesse filhos legítimos do sexo masculino. O Brasil, durante o império, adotou a mesma prática portuguesa.

Segundo a tradição portuguesa, o marido (consorte) de uma rainha reinante receberia o título de "príncipe" até a rainha ter um filho seu. Depois disso poderia ser-lhe concedido o título de "rei". Esta prática foi consagrada constitucionalmente, durante a monarquia constitucional.

Devido às vicissitudes da história, em quase oitocentos anos de monarquia, só por três vezes se reuniram condições para a subida ao trono de mulheres (foram elas Teresa de Leão, Maria I de Portugal e Maria II de Portugal). Por esse facto apenas existiram três consortes masculinos, dos quais dois receberam o título de "rei".

Vale a pena salientar que, na condição de rainha, a chefe dinástica era capaz de trasmitir a dignidade de dom tanto ao seu cônjuge como aos seus descendentes legítimos.

Consortes reais masculinos de PortugalEditar

  • D. Pedro III - marido de D. Maria I, foi logo rei consorte, em virtude de já ter filhos de D. Maria I, quando da subida desta ao trono;
  • D. Augusto Napoleão de Beauharnais, duque de Santa Cruz - primeiro marido de D. Maria II), foi apenas príncipe consorte, nunca recebendo o título de "rei", em virtude de ter morrido sem ter tido filhos da rainha;
  • D. Fernando II - segundo marido de D. Maria II, recebeu o título de "rei" a seguir ao nascimento do seu primeiro filho com D. Maria II, em 1837.
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