Preta Pretinha

"Preta Pretinha" é uma canção do grupo baiano de MPB Novos Baianos, lançada em 1972 no álbum Acabou Chorare.

"Preta Pretinha"
Canção de Novos Baianos
do álbum Acabou Chorare
Lançamento 1972
Gravação Estúdio Somil - 1972
Gênero(s) MPB
Duração 6:40 (versão original)
3:35 (versão alternativa)
Gravadora(s) Som Livre
Composição Luiz Galvão/Moraes Moreira
Produção Estáquio Sena
Faixas de Acabou Chorare
"Brasil Pandeiro"
(1)
"Tinindo Trincando"
(3)

GravaçãoEditar

A canção foi gravada no estúdio Somil. Aparece duas vezes no disco Acabou Chorare de 1972, a primeira versão com duração de 6:40 minutos (faixa 2) e a segunda com 3:25 minutos (faixa 10). As duas versões foram lançadas pois a gravadora se preocupava com a duração da canção de quase sete minutos (a original), que poderia ser rejeitada pelas rádios, então a versão alternativa foi incluída no disco. Por fim, a versão mais tocada nas rádios foi a mais longa.

LetraEditar

A letra foi escrita por Luiz Galvão para uma moça que havia conhecido em Niterói, numa viagem do grupo ao Rio de Janeiro.

“A jovem combinou comigo para que eu fosse a Niterói conhecer seu pai e, na volta, ela viria morar comigo no apartamento dos Novos Baianos, em Botafogo. Pegamos a barca, conheci o pai dela, mas, na volta, ela se arrependeu e voltou para o seu namorado. À noite, escrevi a letra sob o impacto desse insucesso e, na certa, o subconsciente deu uma panorâmica em todas as minhas histórias de amor
 

A inspiração para completar a canção foi de uma antiga namorada de Juazeiro.

MúsicaEditar

Trecho de "Preta Pretinha", o maior sucesso do disco, que conta a história real de uma frustração amorosa ocorrida com Luiz Galvão.

A melodia é composta por Moraes Moreira com arranjos de Pepeu Gomes. Possui uma harmonia simples, que torna possível de se acompanhar com apenas dois acordes. A introdução em bandolim é tocada por Pepeu Gomes, o que foi enfatizado depois por Moraes Moreira tanto na primeira quanto na segunda parte da canção.

O final contém uma insistente repetição dos versos "eu ia lhe chamar / enquanto corria a barca", com um coro e uma subida de oitava do vocalista, que torna a canção ainda mais memorável.

RepercussãoEditar

A canção foi o maior sucesso comercial dos Novos Baianos, e uma das mais tocadas do ano de 1972. Os direitos autorais da canção permitiram que o letrista Luiz Galvão adquirisse um sítio na época de lançamento da canção.

Ficha técnicaEditar

Ficha dada por Maria Luiza Kfouri:[2]

Reprise

Outras versõesEditar

  • Moraes Moreira regravou a canção em carreira solo;
  • Chico Science teria feito uma nova versão desta música para a coetânea que homenagearia os Novos Baianos, que nunca foi lançada. Não se sabe se foi ou não gravada a versão, já que a nota que anunciava foi pouco antes da morte do ex-vocalista da Nação Zumbi;[3]
  • Márcia Castro regravou a canção em 2012;
  • Alexandre Pires fez uma versão mais rápida e eletrônica e incluiu em seu álbum Eletrosamba, de 2012.

Referências

  1. «MPB Cifratinga». Ever 
  2. Discos do Brasil - Acabou Chorare. Discografia e fichas técnicas organizadas por Maria Luiza Kfouri. Acesso: 18 de junho, 2011.
  3. Revista Showbizz (ed. 138 - ano 13 - nº 1)