Som Livre

Gravadora musical brasileira
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Som Livre
Empresa detentora Globo Comunicação e Participações S.A.
Fundação março de 1969 (51 anos)
Fundador(es) João Araújo
Distribuidor(es) Odeon (1971-1973)
RCA (1974-1985)
BMG Ariola (1986-1995)
PolyGram (1995-1997)
Som Livre (1997-2003)
Gênero(s) Trilhas sonoras
Coletâneas
Vários
País de origem  Brasil
Localização Rua Assunção n° 443, Botafogo, Rio de Janeiro,  Rio de Janeiro

Av. João de Cabral de Mello Neto, 200 - Barra da Tijuca, Rio de Janeiro - RJ

Página oficial www.somlivre.com (site oficial da gravadora)

A Som Livre é uma gravadora musical brasileira com mais de 50 anos, pertencente ao Grupo Globo, o maior conglomerado de mídia do Brasil, e 19º maior do mundo. [1][2][3][4][5][6]

Em 2018, foi considerada a gravadora responsável pelo maior número de canções tocadas no rádio. Foi a pioneira no Brasil, entre as gravadoras, a liberar seu arquivo musical para uso com ringtones de celular.[7][8][9]

É a maior produtora de conteúdo musical nacional do Brasil, liderando o consumo de música brasileira no streaming.[10]

HistóriaEditar

A Som Livre foi fundada em 1969, pelo produtor musical João Araújo (1935-2013), com a finalidade de desenvolver e comercializar trilhas sonoras de novelas produzidas pela Rede Globo. [11] João Araújo era pai do cantor Cazuza (1958-1990) e foi o primeiro brasileiro a ganhar um Grammy Latino, em 2007, concedido a pessoas com importantes contribuições em gravação e promoção musical. [12][13]

A primeira trilha lançada pela Som Livre foi O Cafona (1971).[14] Em seguida, outras trilhas memoráveis foram produzidas por compositores e cantores brasileiros e lançadas pela gravadora: O Bem Amado (Toquinho e Vinícius de Moraes), O Bofe (Roberto Carlos e Erasmo Carlos); O Primeiro Amor (Antônio Carlos e Jocafi); O Espigão e Corrida do Ouro (Zé Rodrix), Os Ossos do Barão (Paulo Sérgio e Marcos Valle) e O Rebu (Raul Seixas e Paulo Coelho). Até 2006, a gravadora estava sob o nome de SIGLA - Sistema Globo de Gravações Audiovisuais Ltda e durante a década de 2000 teve uma filial em Portugal, que lançou trilhas sonoras de telenovelas da Rede Globo, álbuns de artistas brasileiros e coletâneas de sucessos.

EM 1974, a Som Livre criou o selo "SOMA", com a finalidade de lançar discos com preços mais acessíveis. [15] A partir disso, outras trilhas foram produzidas por compositores e cantores brasileiros e lançadas pela gravadora. O processo de produção era executado em parceria com os diretores e produtores das novelas.[16]

Apenas em 1976, a Som Livre deu início à contratação de artistas exclusivos como Djavan e Rita Lee. Em 1988, foi responsável pelo 2º álbum mais vendido no Brasil e o mais vendido na história da gravadora, o "Xou da Xuxa 3". O álbum teve 3.316.704 cópias vendidas.[17][18][19]

A Som Livre teve selos exclusivos, como Globo BMG (joint-venture com a BMG Music), Globo Columbia (joint-venture com a Sony Music), Globo Warner (joint-venture com a Warner Music), Globo Discos (que existiu entre 1987 e 1988), Globo Polydor (joint-venture com a PolyGram), Globo Jive (joint-venture com a Zomba Records/Jive Records), Globo Records (no mercado internacional), SIGLA, Soma, Gala, entre outros.

Na primeira metade da década de 1970 foi responsável por lançar no Brasil fonogramas das gravadoras Sonopresse, Disques Carrere, Disques Trema, entre outras[20]. Estes lançamentos ocorriam por meio da inserção das músicas nos discos das telenovelas da Rede Globo ou em lançamentos de álbuns ou compactos (como, por exemplo, a canção Les rois mages da cantora francesa Sheila, fonograma lançado pela gravadora Carrere que foi lançado em 1971 pela Som Livre em compacto simples e na trilha sonora da telenovela O Cafona).

Além das trilhas sonoras, a Som Livre expandiu o catálogo com coletâneas, gravações exclusivas de artistas nacionais e estrangeiros e projetos culturais. Vários nomes importantes já fizeram parte do elenco da Som Livre, dentre os quais Guilherme Arantes, Tim Maia, Rita Lee, Lulu Santos, Barão Vermelho, Cazuza (filho do fundador, João Araújo, e vocalista do Barão Vermelho de 1982 a 85), Luiz Melodia, Gal Costa, Simone, Jorge Ben Jor, Renata Vasconcellos, Elis Regina, Fafá de Belém, Moraes Moreira, Djavan, Novos Baianos, Fábio Jr., Agepê, Francis Hime, Xuxa e Kelly Key. Hoje em dia os nomes que mais se destacam dentro da gravadora são: Marília Mendonça, Maiara & Maraisa, Zé Neto & Cristiano, Luan Santana, Wesley Safadão, Naiara Azevedo e Jorge & Mateus. Há muitos anos mantém uma parceria com a Igreja Católica, produzindo vídeos e DVDs para a mesma. Uma parte fundamental da história musical brasileira está, assim, registrada em gravações da companhia.

Em relação às coletâneas de sucessos que reúnem diversos artistas, a Som Livre lança este tipo de produto desde a década de 1970, que podiam ser compilações de sucessos de discoteca (como Frenetic Dancin' Days, Hippopotamus e Papagaio), de sucessos do momento (como Disco 78, Disco 79 e Temas quentes internacionais na década de 1970; Disco 80, Disco 81, Disco 82, Disco 83, Disco 84, Summer 85, Hits of the moment, Hit parade, Hits explosion, Hits of the hits, Hit power e Hitmakers na década de 1980; Disco 95, Disco 96, Hit parade, Disco de ouro, Top hits, Top surprise e Hot hits na década de 1990; Summer eletrohits, Hit parade, Pop, 20 hits e É pop na década de 2000), de sucessos das emissoras do Sistema Globo (Sua paz Mundial e Super parada Mundial da Rádio Mundial e Viaje com a Excelsior - A máquina do som da Rádio Excelsior)[20].

Antes de entrar no mercado dos CDs, a gravadora teve acordos de distribuição com as gravadoras Odeon (1971-1973), RCA (1974-1985) e CBS (1985-1987).

Atualmente, a Som Livre é uma subsidiária integral da TV Globo e continua fortemente presente no mercado musical desenvolvendo e atuando na produção e venda de CDs, DVDs, ring tones para celular e distribuição eletrônica de música. Com capacidade para cerca de 80 lançamentos por ano, a empresa concentra-se em produtos relacionados com os programas do Grupo Globo (p.ex., trilhas de novelas, GNT Jazz, Good Times 98 e Malhação). Além dos produtos musicais, a Som Livre também comercializa, como licenciada da Globo Marcas, DVDs de programas da TV Globo como TV Pirata e Casseta & Planeta.

O êxito da parceria entre Rede Globo e Som Livre, no entanto, não se restringe às trilhas das novelas, séries e especiais da emissora. Uma artista em especial repetiu nas vendas de seus discos o sucesso que faz na televisão: Xuxa.

Desde seu primeiro disco na Som Livre - "Xou da Xuxa", de 1986 -, Xuxa não apenas se tornou um fenômeno fonográfico como acabou se tornando a dona do álbum mais bem sucedido da história da gravadora e o segundo bem mais sucedido do Brasil: "Xou da Xuxa 3", de 1988, teve a impressionante marca de 3.816.704 de cópias vendidas. Um sucesso fonográfico que segue até hoje com a série "Xuxa só para Baixinhos", que recentemente ganhou uma caixa reunindo seus oito álbuns - uma forma de celebrar uma das séries que mais deram certo na história do disco no Brasil. [21]

No ano de 1999, com a popularização da internet e o fomento de uma nova forma de realizar compras, a gravadora passou a vender seus produtos online e, em 4 meses desta nova operação, alcançou R$ 1,342 milhão em faturamento.[22]

A Som Livre foi a primeira gravadora brasileira a liberar seu arquivo para ringtones dos celulares, em 2002.[7]

Originalmente chamado de "Som Livre Apresenta", a gravadora lançou em 2007 o selo SLAP, com o objetivo de levar ao público novos talentos da música brasileira. Entre os principais lançamentos estava a cantora Maria Gadú que, em 2010, recebeu 2 indicações ao Grammy Latino.[23][24]

Em 2012, em comemoração aos 5 anos de existência do Selo Slap, a gravadora organizou o Festival "SLAP". Um festival de jam sessions inéditas realizado no Cine Jóia em São Paulo, que contou com participação de Maria Gadú, Silva, Thaís Gulin, Tiago Iorc, Ana Canãs, Dani Black, Jesuton e Marcelo Jeneci, com direção de Rodrigo Vida.[25][26] No mesmo ano, a Som Livre lançou um serviço de inteligência publicitária, responsável por negociar artistas e músicas da gravadora para inserção em campanhas publicitárias.[27]

Desde 2007, a gravadora está sob o nome de Globo Comunicação e Participações S.A., substituindo a antiga SIGLA (Sistema Globo de Gravações Audiovisuais Ltda)

Em 2008, a gravadora criou o subselo Som Livre Apresenta (posteriormente rebatizado de SLAP), com o intuito de lançamentos de novos artistas e projetos inéditos de artistas consagrados, como Tiago Iorc, Little Joy e Companhia Itinerante.

Em 2011, a Som Livre passou a ser presidida por Marcelo Soares após a saída de Leonardo Ganen.[28][29]

Em 2014, em parceria com a Eagle Rock Entertainment, assinou um acordo no qual a gravadora passou a ter direito sobre títulos de artistas internacionais, como Rolling Stones e Elton John.[30]

Em setembro de 2016, a Som Livre lançou o projeto musical "Agora é que são elas", no Youtube, em parceria com a empresa Workshow, para celebrar a participação feminina no mercado sertanejo. [31][32][33]

Com as constantes mudanças na forma de consumo de música, a Som Livre começou a investir em diferentes frentes como parcerias com serviços de streaming, como a Deezer e o Globo Play.[34][35]

O projeto Deezer Sessions foi lançado com o objetivo de aproximar os fãs dos artistas com um conteúdo próprio. A parceria com a Som Livre já teve edições com artistas como Rodrigo Amarante, Céu, Raça Negra e a dupla sertaneja Maiara e Maraisa.[36][37][35]

Em 2020, o nome Som Livre e o seu CNPJ foi extinto e o projeto "Uma Só Globo" vai unificar as empresas do Grupo Globo.

FestivaisEditar

FestejaEditar

O Festeja foi criado em 2012 com o intuito de apresentar artistas da música sertaneja. Em 2019, o evento já havia passado por mais de 35 cidades (no Brasil e fora do país) em quase 100 edições.[38][39][40][41]

Em 2015, em parceria com a Rede Globo, aconteceu a primeira edição do Festeja Brasil, com a participação de Paula Fernandes, Luan Santana e as duplas Bruno e Marrone, Henrique e Juliano e Jads e Jadson.[42]

Dois anos depois, em sua terceira edição, o especial bateu recorde de público, com 70 mil pessoas. Dentre as atrações estavam: Marília Mendonça, Maiara & Maraisa, Zé Neto & Cristiano, Gusttavo Lima, Naiara Azevedo e César Menotti & Fabiano.[41]

A sua quinta edição aconteceu em 2019, no estádio Mané Garrincha, em Brasília e contou com a participação de Marília Mendonça, Michel Teló, Zé Neto e Cristiano, Maiara e Maraisa, Felipe Araújo e Yasmin Santos.[43]

Glacial FestEditar

Em 2019, a gravadora iniciou uma parceria com a cerveja Glacial, atualmente pertencente ao Grupo Heineken, para o Glacial Fest. Nos últimos 10 anos, o festival itinerante de música passou por diversas cidades do país, em estados como Maranhão, Piauí, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro.[44]

Destino MúsicaEditar

Inicialmente intitulado Viva Mais Música, o projeto leva shows de grandes artistas a resorts de todo o país e teve sua primeira edição em 2017. Já passou por resorts como Le Canton (Teresópolis/RJ), Búzios Beach Resort (Búzios/RJ) e Costão do Santinho (Florianópolis/SC).[45]

Arena PopEditar

Com sua primeira edição em 2012 em Belo Horizonte, o Arena Pop é um festival itinerante organizado pela Som Livre que reúne artistas de diferentes estilos musicais.[46]

Em 2019, o projeto teve seu formato desdobrado, em parceria com o estádio Arena Corinhtians, para operacionalizar um camarote exclusivo com open bar, open food e shows ao vivo durante os jogos do time do Corinthians.

Samba D+Editar

Em 2015, a Som Livre realizou o Samba D+, festival composto por artistas brasileiros do samba e pagode, em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.[47]

Sertanejo POP FestivalEditar

Festival organizado pela Som Livre, Mondo e Maior (empresas do Grupo ABC). O festival teve como foco apresentar artistas do gênero sertanejo e teve sua primeira edição em 2010, em São Paulo.[48][49]

Festival PromessasEditar

Em 2010, a gravadora lançou o Festival Promessas, que se tornou o maior evento de música evangélica do Brasil.[50] No ano seguinte, em 2011, foi lançado o Troféu Promessas, considerado a maior premiação do gênero no país.[51]

Festival MulheresEditar

A Som Livre, através do selo SLAP, lançou o Festival Mulheres, em 2012. O festival apresentou diferentes estilos musicais, com participação dos artistas do selo e da gravadora. O evento teve edições em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.[52]


2009: Investimento no gospelEditar

Apesar de já ter distribuído algumas coletâneas da Aline Barros, somente em 2009, a Som Livre começou a contratar nomes do segmento gospel para lançarem seus produtos através da gravadora, departamento que pouco tempo depois passou a ser conhecido como Você Adora. O primeiro nome foi o Diante do Trono, em seguida, vieram nomes como Pastor Antônio Cirilo, Lázaro, Jamily, Alda Célia, Palavrantiga, Dan e Daniel, Chris Durán, entre outros, nesta divisão voltada para cantores e grupos da música gospel, e atualmente, em seu cast artístico encontram-se, entre outros nomes, André Valadão, Davi Sacer [53], Rose Nascimento, David Quinlan, Ton Carfi, Ludmila Ferber, Jonas Maciel, Regis Danese, Alex & Alex, Andrea Fontes, Bruno Branco e Eliane Silva.[54]

SubgravadorasEditar

Referências

  1. «Google é a maior empresa de mídia do mundo». Meio e Mensagem. 13 de junho de 2013. Consultado em 20 de Julho de 2020 
  2. «Lucro da Globo sobre 36% e chega a 29 bilhões». Exame. 29 de março de 2013. Consultado em 20 de Julho de 2020 
  3. «Grupo Globo, o 17 maior conglomerado de midia do mundo». O Globo. Consultado em 23 de Julho de 2020 
  4. «Ranking da Zenith revela 30 maiores grupos de midia». PropMark. Consultado em 23 de Julho de 2020 
  5. «João Araújo, o dono do som». Gazeta Digital. Consultado em 23 de Julho de 2020 
  6. «50 anos da Som Livre: as 10 trilhas de novelas que embalaram gerações». Veja. Consultado em 23 de Julho de 2020 
  7. a b «Celulares ganham ringtones da Som Livre». Exame. Consultado em 23 de Julho de 2020 
  8. «Som Livre na dianteira dos hits». Veja. Consultado em 23 de Julho de 2020 
  9. «Som Livre é a gravadora mais tocada nas rádios». Globo. Consultado em 23 de Julho de 2020 
  10. «Som Livr: 50 anos na trilha da reinvenção musical». Globo. Consultado em 23 de Julho de 2020 
  11. «Som Livre». Portal Café Brasil. Consultado em 10 de agosto de 2020 
  12. «Morre o produtor musical Joao Araujo, pai de Cazuza». Estadão. Consultado em 10 de agosto de 2020 
  13. «Morre Joao Araujo, pai Cazuza». Valor Economico. Consultado em 10 de agosto de 2020 
  14. «O Cafona». Globo.com. Consultado em 10 de agosto de 2020 
  15. «O Início». Globo.com. Consultado em 10 de agosto de 2020 
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  18. «Discografia». Dicionario MPB. Consultado em 10 de agosto de 2020 
  19. «Os 10 discos mais vendidos do Brasil até hoje». Super Interessante. Consultado em 10 de agosto de 2020 
  20. a b van Haandel, Johan (2018). «Considerações sobre o cenário das gravadoras envolvidas nas trilhas de telenovelas após a inclusão da música internacional: Estudo de caso das trilhas sonoras internacionais das telenovelas brasileiras da década de 1970» (PDF). Intercom. Consultado em 17 de junho de 2020 
  21. «40 anos de Som Livre: uma história contada pelas novelas da Rede Globo». Consultado em 4 de junho de 2013. Arquivado do original em 11 de janeiro de 2015 
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  50. «TV Gazeta promove Festival Promessas com gravação dos DVDs de André Valadão e Rose Nascimento». Gazeta Online. Consultado em 23 de Julho de 2020 
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  53. Tarcísio Wallace Sant'ana (10 de junho de 2011). «Davi Sacer grava pela Som Livre o seu primeiro CD/DVD ao vivo - No caminho do Milagre». Super Gospel. Consultado em 27 de novembro de 2011 
  54. Amigo de Cristo. «Som Livre lança novo CD do Pastor Antônio Cirilo, do Santa Geração». Consultado em 27 de novembro de 2011 

Ligações externasEditar