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Protoasecreta[1] (em grego: πρωτοασηκρῆτις; em latim: protaoscretis), também encontrado como protasecreta (em grego: πρωτασηκρῆτις; transl.: protasekretis; em latim: protasecretis), foi um oficial sênior na burocracia bizantina. O título significa "primeiro asecreta", ilustrando sua posição como chefe da ordem dos asecretas, a classe sênior dos notários imperiais.

O posto evolui gradualmente. Os primeiros asecretas são atestados no século VI, e vários patriarcas de Constantinopla e um imperador bizantino, o imperador Anastácio II (r. 713–715), foram retirados de suas fileiras.[2] Além de possíveis referências anacrônicas para Máximo, o Confessor ser um protoasecreta sob o imperador Heráclio (610 641), o ocorrência mais antiga confirmada (como protoasecreta) vem do Liber Pontificalis do ano 756.[3] Como chefe da chancelaria imperial (o efetivo sucessor do primicério dos notários do período romano tardio), a posição foi altamente influente: no Cletorológio de Filoteu de 899, uma lista de precedência de oficiais imperiais bizantinos, ele é colocado como o sétimo entre os secréticos, os ministros financeiros do Estado. De documentos e evidência sigilográfica, os protoasecretas ostentaram as dignidades de protoespatário, patrício e antípato.[4] Entre outros, o patriarca Fócio (858-867 e 877-886) ocupou o cargo.[3]

Seus subordinados incluem não só os asecretas, mas também classes inferiores de notários imperiais, sob seu chefe, o protonotário, bem como o oficial conhecido como decano, colocado "no comando dos trabalhos imperiais" de cordo com o Sobre as Cerimônias do imperador Constantino VII Porfirogênito (r. 913–959).[2] O protoasecreta parece também ter sido encarregado de preparar a bula dourada imperial. Após 1106, contudo, ele foi transferido da chancelaria e assumiu funções judiciais, dirigindo um dos quatro tribunais superiores do Império Bizantino (juntamente com o grande drungário, o diceódota (dikaoidotes) e o questor).[5] Embora a classe dos asecretas não é atestada no século XII, o posto de protoasecreta sobreviveu no período paleólogo.[3]

Referências

  1. Codeso 2009, p. 166.
  2. a b Bury 1911, p. 97-98.
  3. a b c Kazhdan 1991, p. 1742.
  4. Bury 1911, p. 97.
  5. Magdalino 1994, p. 106-109.

BibliografiaEditar

  • Bury, John B. (1911). The Imperial Administrative System of the Ninth Century: With a Revised Text of the Kletorologion of Philotheos. Londres: Oxford University Press 
  • Codeso, Patricia Varona (2009). Miguel III (842-867): Construcción histórica y literaria de un reinado. [S.l.]: Editorial CSIC - CSIC Press. ISBN 8400089650 
  • Magdalino, aul (1994). «Justice and Finance in the Byzantine State, Ninth to Twelfth Centuries». Law and Society in Byzantium, 9th-12th Centuries. Washington: Dumbarton Oaks. ISBN 0-88402-222-6