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Rashid
Informação geral
Nome completo Michel Dias Costa
Também conhecido(a) como Rashid
Nascimento 21 de março de 1988 (31 anos)
Origem São Paulo, SP
País  Brasil
Gênero(s) rap, hip hop
Ocupação(ões) Rapper, compositor, produtor, autor
Instrumento(s) Vocal
Período em atividade 2006 - presente
Gravadora(s) Foco na Missão
Afiliação(ões) Projota, Terceira Safra, Artigo, Kamau, Emicida, Max B.O., MC Marechal, Pentagono, Rael da Rima [1]
Página oficial www.foconamissao.com.br

Rashid, nome artístico de Michel Dias Costa,é um rapper, produtor e empresário, nascido em São Paulo, em 21 de março de 1988. A primeira parte da infância, passada na periferia da capital, logo foi seguida por uma mudança para a cidade de Ijaci, interior de Minas Gerais, onde viveu dos 13 até os 17 anos ao lado da mãe, dos irmãos e avós. De volta à São Paulo, foi morar com a família do pai e este retorno possibilitou que pudesse amadurecer a ideia de seguir escrevendo versos, algo que manteve como hábito desde a infância mas que agora buscaria como profissão através do rap.

Moska foi o primeiro apelido escolhido e, com ele, Michel começou a circular pelos shows e batalhas até 2006. Em 2007, escolheu Rashid, que em árabe significa “justo”, “honesto” e também “corretamente guiado”. Foram anos compondo singles e tocando nas festas de São Paulo, ajudando a fomentar um cenário que já era estabelecido mas que começava a ser melhor notado naquela virada de década com a presença de Emicida, Projota e outros. Assim, Rashid foi espalhando sua música enquanto buscava construir um nome sólido e de relevância.

Nesses mais de dez anos de sua carreira como Rashid, lançou dois álbuns de estúdio, três mixtapes, três EPs e diversos singles, além de colaborar com inúmeros artistas. Durante este período, também montou sua própria empresa, a Foco na Missão, que administra sua carreira e sua marca de roupas e acessórios.

O primeiro álbum de estúdio, A Coragem da Luz, de 2016, veio para transpor a figura de rapper de Rashid para algo maior e passar a ser reconhecido como uma das vozes mais potentes da música brasileira da última década. Com o trabalho, apresentou diversas linguagens, com jazz, grooves, soul, riffs e até arranjos orquestrados; a dinâmica orgânica, a lírica e os convidados deste álbum colocaram Rashid nas principais listas de melhores do ano.

Em 2018, lançou o segundo álbum de estúdio, chamado CRISE. Também neste ano, fez o lançamento de seu primeiro livro, Ideias que rimam mais que palavras - Vol.1.

CarreiraEditar

2006 a 2009Editar

Com 14 anos, entre as visitas feitas à casa do pai em São Paulo, formou junto com Projota e Artigo, ambos da zona norte, o grupo Strondu.[3] A partir dali, compôs suas primeiras músicas e decidiu ingressar nas batalhas de freestyle por volta de 2006, onde conseguiu prestígio e vários títulos consecutivos na Batalha do Santa Cruz e na Rinha dos MCs, além de conquistar o troféu “Galo de Ouro”.

Tornou-se mais conhecido no Brasil após participar da Liga dos MCs de 2007, provando que já tinha desenvolvido identidade e maturidade na escrita e na maneira como colocava suas rimas naturalmente em movimento ao declamar. Ainda em 2007, fez uma participação especial no documentário "Freestyle - Um Estilo de Vida", dirigido por Pedro Gomes. Fez outra participação especial no álbum do rapper Kamau, Non Ducor Duco, de 2008, na música "Porque eu rimo".[4]

2008 foi o ano em que Rashid lançou sua primeira música solo, chamada “Quando eu morrer”, produzida e gravada por Apolo, integrante do grupo Pentágono, da zona sul. Sobre a composição, Rashid declara em seu livro, lançado em 2018, que “[esta música] falava de algo que faria muita diferença em minha carreira, a dedicação. E mesmo sem saber, essa minha primeira track lançada já profetizava e sinalizava o tipo de artista que eu seria, o trabalhador”. “Quando eu morrer” foi posteriormente integrada à mixtape Que Assim Seja, em 2012.

Passou 2009 produzindo o material que viria a lançar no ano seguinte, seu primeiro EP, Hora de Acordar, com nove faixas.


2010 a 2013Editar

Em março de 2010 lançou o EP Hora de Acordar. Este trabalho mostrou a qualidade artística que ele seguiria dali para frente e apresentou colaborações com MC Marechal, Rael da Rima, Projota, Fioti e Luiz Guima.    

Nos anos seguintes, acelerou a produção e fez o lançamento de três mixtapes: Dádiva e Dívida (2011), Que Assim Seja (2012) e Confundindo Sábios (2013). Juntas, as mixtapes somam 51 faixas, entre elas estão sucessos como “E Se”, “Virando a Mesa” e “Mil Cairão”. Na Confundindo Sábios, Rashid conta com a participação de Godô, que mais tarde passaria a integrar oficialmente sua banda na função de backing vocal.

Em 2012, o clipe de “Quero Ver Segurar”, da mixtape Que Assim Seja, concorreu como “Hit do Ano”, no VMB da MTV, o que já indicava o potencial do novo rap no mercado e o alcance que Rashid tinha nas mãos.

2012 também foi o ano da turnê 3 Temores, que tinha Rashid, Emicida e Projota apresentado-se juntos no palco em shows com mais de duas horas de duração. O trio percorreu todo o país e deixou algumas músicas gravadas, como “Nova Ordem”, uma preferida dos fãs.


2014 e 2015Editar

No começo de 2014 fez seu primeiro show internacional no maior festival de música independente do mundo, o SXSW, em Austin, no Texas, que teve como atrações principais os rappers Jay-Z, Nas e Kanye West. Além de Rashid, o festival ainda tinha o brasileiro Emicida na programação. Em maio, lançou o EP Seis Sons, uma parceria com Kamau, que rendeu os vídeos de “R&K” e “Quem Vem Lá?”. Em novembro, lançou “Patrão”, single e clipe que tem participação de Tassia Reis na voz e produção de Skeeter .

Neste mesmo ano, em dezembro, lançou "Gratidão", que viria a se tornar um dos grandes sucessos de sua discografia até o presente. Nela, o primeiro milhão de Rashid é uma cifra em rimas nas quais agradece o apoio da família e do público, que, a essa altura, já havia saltado de uns tantos ouvintes nas ruas e festas para um milhão de seguidores nas redes sociais, número considerável para um artista independente até então. A música tem um olhar otimista e foi produzida por Coyote. O clipe, gravado na cidade de Ijaci, em Minas Gerais, onde Rashid cresceu ao lado da mãe e dos irmãos, já ultrapassa 3 milhões de views [novembro, 2018].

O ano de 2015 foi de produção e planejamentos do primeiro álbum de estúdio, A Coragem da Luz, que seria lançado em março de 2016. Além de ter viajado pelo país ao lado de DJ Mr. Brown apresentando as composições de suas mixtapes e singles, Rashid despontava também aos olhos da grande imprensa, que começava, então, a entender melhor e inserir o rap brasileiro de maneira mais abrangente em suas matérias. Somado a isso, a presença crescente dele nas redes sociais, playlists e mídias, fez com que as expectativas pelo debut se tornassem altas. Isso se confirmou com o lançamento do primeiro single deste álbum, a faixa "A Cena", com participação de Izzy Gordon nos vocais. Narrando a cena de um enquadro da polícia, Rashid traz em fatos reais a história que ele e tantos outros jovens negros passam cotidianamente. A composição gerou impacto para além da letra e destacou os finos arranjamentos que o álbum apresentava, além do visual do clipe. O vídeo contou com grande equipe de produção e resultou em um dos mais contundentes da videografia do rapper. Após "A Cena", o single "Depois da Tempestade", também presente no álbum, foi lançado em dezembro. A composição é uma co-autoria de Rashid com Alexandre Carlo, fundador da banda brasiliense Natiruts.

Também em 2015, Rashid foi um dos convidados para a coletânea Mil Tom, em homenagem a Milton Nascimento. A compilação foi organizada pelo produtor mineiro Pedro Ferreira e por Marcelo Costa, editor do blog Scream&Yell, e reuniu 32 nomes da música brasileira moderna refazendo composições essenciais de Milton. Para a participação, escolheu "Tudo que você podia ser", faixa que abre o álbum de Nascimento com Lô Borges, Clube da Esquina, de 1972. A versão do rapper também ganhou clipe, com o qual concorreu como “Versão do Ano” no Prêmio Multishow.


2016Editar

Em março de 2016, o álbum A Coragem da Luz foi lançado em todas as plataformas de streaming e também em CD. Com o trabalho, Rashid mostrou que suas inspirações musicais vêm de estilos distintos como o samba, a MPB, a densidade do rock e do jazz. Com as letras, afirmou sua importância como voz ativa do novo rap, mais acessível mas nem por isso mais raso. O trabalho arrancou elogios pela organicidade de sua produção, que recrutou inúmeros compositores, instrumentistas, produtores e cantores. Na lista, algumas participações em A Coragem da Luz incluem Mano Brown, Criolo, Xênia França, Izzy Gordon, Srta. Paola, Godô, Max de Castro e Orquestra Metropolitana de São Paulo. O disco foi apresentado ao vivo nas principais capitais e palcos do país e rendeu também o webclipe de "Homem do Mundo", com cenas das gravações em estúdio de Rashid e Criolo, e "Cê já teve um sonho?", gravado em Nova York.

No final de 2016, veio o single de “Primeira Diss”, pesado e crítico, em que Rashid reflete sobre si mesmo discutindo sobre seus erros e acertos. Com o single seguinte, “Abre Caminhos”, em fevereiro de 2017, trouxe a suave e esperançosa base de jazz para saudar o ano que seguiria à frente. Também em 2017, oficializou como EP as 5 faixas lançadas sob o título "Diário de Bordo". Lançadas entre 2010 e 2015, a sequência foi compilada no EP homônimo, Diário de Bordo, e narra realidades (do rapper e do mundo) a cada capítulo, mantendo a ideia de discorrer sobre o cotidiano como se escrevesse em seu diário. Todas as faixas foram produzidas, do beat à finalização, por DJ Caique.


2017 e 2018Editar

2017 serviu para Rashid compor o que viria a se tornar o álbum CRISE, lançado em janeiro de 2018. O trabalho reúne os singles do projeto Em Construção, uma série de faixas acompanhadas de videoclipes. CRISE compila as dez faixas e vídeos do Em Construção e pode ser considerado um álbum audiovisual. Nos temas, o rapper vai das love songs aos samurais mas o recorte realista e incisivo também ganhou repercussão. Faixas como “Estereótipo” e “Mal com o mundo” marcaram por falar de racismo e exclusão social do negro. O formato e conteúdo deste disco colocaram o nome de Rashid mais uma vez em circulação, trazendo a ele projeção nacional com a indicação a “Melhor Álbum do Ano”, divulgada na lista da APCA já no primeiro semestre de 2018, e pelo sucesso de “Bilhete 2.0”, com a participação de Luccas Carlos.

Em maio, lançou o primeiro livro, Ideias que rimam mais que palavras - Vol.1, feito com crônicas curtas que falam de suas letras e composições. Nelas, Rashid narra partes de sua história e relembra cenas pessoais que acabaram virando música.

Em julho, fez sua primeira turnê internacional, passando por Portugal, França e Espanha com quatro apresentações. A viagem foi acompanhada de DJ Nyack, Drik Barbosa, Fioti, Kamau e Rincon Sapiência, e rendeu a cypher “Língua dos Campeões”, em que os brasileiros cantam ao lado dos portugueses DJ BIG, Gson, Holly Hood, Papillon e Sir Scratch. Rashid aproveitou também para compor e fazer o clipe de “Aeroporto, Hotel, Show”, single lançado em setembro.

Em dezembro, teve seu nome confirmado como uma das atrações do Lollapalooza Brasil 2019 e lançou a inédita "Interior", que tem participação do cearense RAPadura Xique-Xico, parceria que já era aguardada pelos fãs de ambos, conhecidos pela qualidade dos speed flows e pertinência ao tratar temas sociais. A produção musical assinada por Skeeter, com quem Rashid já trabalhou diversas vezes, não deixa o boombap cair na mesmice e traz, através do refrão pop, a medida certa entre a nostalgia da velha escola e a modernidade. O clipe foi dirigido por Devasto Prod. e teve cenas filmadas na Usina Santa Bárbara (SP).


2019Editar

Iniciou o ano de 2019 com o lançamento de “Não É Desenho”, single acompanhado de clipe que trouxe a cultura geek e a animação como destaques. Utilizando referências de desenhos, HQs e filmes, este trabalho foi realizado ao lado do Miopia, estúdio de arte visual e desenhos manuais de São José dos Campos (SP), com quem Rashid trabalhou anteriormente na produção de seu livro, Ideias que rimam mais que palavras - Vol. 1, que teve o projeto gráfico e artes assinados pela equipe do estúdio. A linguagem visual, até então inédita na videografia do rapper, foi recebida com as expectativas em alta, dadas as vastas influências que o mundo dos quadrinhos e heróis - fictícios e reais - têm sobre sua lírica.

Em fevereiro, seu primeiro álbum ao vivo foi lançado pelo Selo Sesc, editora fonográfica do Sesc São Paulo, e traz o show no Sesc Vila Mariana, realizado em 8 de junho de 2018. Acompanhado de banda completa, naquela noite Rashid mostrou músicas de todas suas fases, como as antigas “Virando a Mesa” e “Poucos e Bons”, algumas do primeiro álbum, singles como “Abre Caminhos” e boa parte do disco CRISE. O bootleg tem 16 faixas e deixa registrado o potencial do "rap de arena" do rapper, título proposto pelo blog O Inimigo depois da apresentação de Rashid no festival DoSol, em Natal (RN), em novembro de 2018.

Tão Real - o álbumEditar

Em agosto, o músico anunciou o novo álbum de estúdio, Tão Real, através de um trailer postado em seu canal do YouTube. O vídeo entrega algumas das colaborações no disco, enquanto inicia uma narrativa documental que contextualiza toda a produção do trabalho, com cenas de gravações em estúdio e reflexões que se seguem ao longo dos episódios que compõem um documentário, também chamado Tão Real. A ideia propõe que a música e o álbum musical como produto cultural em tempos de superinformação possam ser apreciados a longo prazo, com mais atrativos e relacionamento direto. Por isso, o lançamento é dividido em três temporadas e oferece a música, o vídeo - através do documentário e também dos videoclipes -, um podcast e um site oficial, www.taoreal.com.br, no qual o seguidor acessa uma plataforma com todos os conteúdos referentes ao álbum e também alguns extras, como pôsteres e até um chat ao vivo com Rashid, na ocasião da Primeira Temporada.

Já em novembro, Tão Real foi indicado na categoria de “Inovação” no Prêmio SIM São Paulo 2019.

  • Primeira Temporada:

Uma certa espontaneidade na construção de Tão Real já pode ser sentida desde a Primeira Temporada, quando Rashid se mostra à vontade tanto para explorar as raízes quanto desprender-se delas, à procura de um diálogo comum com estilos variados da música negra através da oralidade do rap. Exemplos disso são as participações de Dada Yute e Lellê em “Todo Dia” e “Superpoder”, respectivamente, nas quais o rapper apresenta flow e lírica para compor desde um reggae até uma harmoniosa balada. Em “Não Pode”, rende-se a um modernoso trap ao lado de Luccas Carlos, com quem divide o sucesso da música “Bilhete 2.0”, lançada em 2017. Na abertura, “Conceito (de rua)”, elementos como os riscos, colagens e adlibs se combinam para compor um boom bap estilo east coast; já a faixa-título, “Tão Real”, e “A Busca”, somam ao repertório as particularidades do músico, como o vocabulário poético, a variedade nos beats e as melodias fortes, inspiradas pelo soul e R&B, devidamente acompanhadas por arranjos vocais e instrumentais marcantes.

Lançada em 6 de setembro, esta temporada de estreia demonstra que Tão Real compila as melhores características reveladas nos discos passados, como a profundidade na rima de Confundindo Sábios, a arquitetura instrumental de A Coragem da Luz e seu papel de produtor musical e executivo, cada vez mais em evidência desde CRISE. Em Tão Real, Rashid escreveu sobre temas abrangentes como é seu costume, observações do cotidiano, reflexões sobre o rap, a negritude, vivências pessoais e também questões impessoais a que todos estão sujeitos, como ele mesmo sugere quando fala “Mas a minha vida é igual a sua”, na introdução da faixa-título. É neste impessoal que ele tenta não definir este trabalho em conceitos, dando a entender que o disco e a ideia de Tão Real não seguem fórmulas.

A faixa “Todo Dia” foi a escolhida para ganhar o primeiro videoclipe. Com participação de Dada Yute, Rashid apresenta a sonoridade do reggae através de uma fusão com o rap, mostrando as similaridades das culturas, das linguagens, estética e da constante luta contra a violência racial que ambos os estilos exaltam. Gravado nas ruas do bairro do Glicério, região central de São Paulo, um dos que mais recebe imigrantes na capital, os cenários ecoam referência às icônicas paisagens de Trench Town e à estética do reggae jamaicano do passado.

  • Segunda Temporada:

A Segunda Temporada estreou em 11 de outubro e, a exemplo da Primeira, apresenta diversas participações nos vocais e instrumentais. Os convidados, incluindo os produtores, refletem algumas referências de Rashid e também a habilidade que ele tem de transitar entre estilos sem sair de sua métrica pessoal. Em estúdio, fez questão de estender o rap para além dos limites atuais, provando que sabe seguir as tendências mas prefere ultrapassá-las. Por isso, aproximou-se de gêneros como o jazz, o neo soul e o house.

A abertura, “SSNS”, é um trap chegado nos graves produzido por Grou, que não economiza nos efeitos. Aproveitando o pesado do beat, o rapper trata de questões que saem caro à vida do artista atual sem precisar levantar uma diss. Com a alta do rap, as cobranças vêm e “é preciso refletir sobre o barato”, como diz ele, dando a deixa logo no início. Em "Bem Loko", recebe Rincon Sapiência e pula para um trap mais suave, onde experimenta com novas cadências para chegar ao jazzy do flow. Dividido com Rincon, que também faz o último verso, o refrão é climático, uma transição perfeita entre um verso e outro. A batida, produzida pelo próprio Rashid, ganhou ares de house com a soma de teclados, especialmente na parte final, quando o ritmo mais acelerado faz a rima se estreitar em poucas palavras. "Apavôru", mais uma parceria com Nave, vai atrás do verdadeiro oldschool para reviver os áureos tempos da influência do disco funk no rap. O pop dá as caras também. “Sobrou Silêncio”, com Duda Beat, é uma produção do trio Dogz, de Ruxell, Sérgio Santos e Pablo Bispo, autores de hits de Iza, Anitta, Gloria Groove e outros. Em “Carrossel”, a presença do duo TALHØ, de Lucas Silveira e Thiago Abrahão, traz semelhanças com o mellow beat da geração Lo-fi Hip-Hop e é bastante melódica, característica do estilo musical de Lucas, líder da banda Fresno. Para encerrar, "Um Mundo de Cada Vez", é um R&B de belo porte, com Drik Barbosa na rima, Wesley Camilo no refrão e declamações de Renan Inquérito. O tema, ainda que sobre conflitos, é encarado com a sensibilidade que só a rima rara tem, lírica rica em técnica e sentimento.

A parceria com Duda Beat em “Sobrou Silêncio” rendeu o segundo videoclipe de Tão Real.

DiscografiaEditar

Álbuns

  • 2016. A Coragem da Luz
  • 2018. CRISE
  • 2019. Sessões Selo Sesc #4 (ao vivo)
  • 2019: Tão Real

Mixtapes

  • 2011. Dádiva e Dívida
  • 2012. Que Assim Seja
  • 2013. Confundindo Sábios

EPsEditar

SinglesEditar

  • 2010. Diário de Bordo 1
  • 2011. Diário de Bordo 2
  • 2011. Selva
  • 2011. Vou Ser Mais
  • 2012. Diário de Bordo 3
  • 2013.Coisas dessa Vida (álbum Confundindo Sábios)
  • 2014. Diário de Bordo 4
  • 2014. Gratidão
  • 2015. Depois da Tempestade part. Alexandre Carlo
  • 2015. Diário De Bordo 5
  • 2015. A Volta
  • 2017. Abre Caminhos
  • 2018. Aeroporto, Hotel, Show
  • 2018. Interior part. Rapadura Xique-Xico
  • 2019. Não É Desenho

Vídeos MusicaisEditar

  • 2010. Selva
  • 2011. Nova Ordem part. Emicida & Projota
  • 2012. Quero Ver Segurar
  • 2012. R.A.P.
  • 2013. Vou Ser Mais
  • 2013. Virando a Mesa part. Daniel Cohen
  • 2013. Bate e Gol
  • 2014. Chapa Quente - LYRIC VIDEO
  • 2014. Patrão part. Tassia Reis
  • 2014. Gratidão
  • 2015. Tudo Que Você Podia Ser - Tributo Milton Nascimento
  • 2015. A Cena part. Izzy Gordon
  • 2016. Homem do Mundo part. Criolo
  • 2016. Cê Já Teve Um Sonho?
  • 2016. Primeira Diss - LYRIC VIDEO
  • 2017. Abre Caminhos
  • 2017. Bilhete 2.0 part. Luccas Carlos - LYRIC VIDEO
  • 2017. Estereótipo
  • 2017. Musashi
  • 2017. Se Tudo Der Errado Amanhã part. Ellen Oléria - LYRIC VIDEO
  • 2017. Sem Sorte
  • 2017. Mal Com o Mundo
  • 2017. Química
  • 2018. Música de Guerra
  • 2018. Pés na Areia (Promessas) part. Godô
  • 2018. Aeroporto, Hotel, Show
  • 2018. Bilhete 2.0 part. Luccas Carlos
  • 2018. Interior part. Rapadura Xique-Xico
  • 2019. Não É Desenho
  • 2019. Todo Dia part. Dada Yute
  • 2019. Sobrou Silêncio part. Duda Beat

LivroEditar

Ideias que rimam mais que palavras - Vol. 1 é o primeiro livro assinado por Rashid. A obra é um lançamento da Foco na Missão e chegou ao mercado em maio de 2018. Com duas mil cópias iniciais, o livro esgotou-se em pouco tempo e já segue para a segunda tiragem [novembro, 2018].

No livro, Rashid fala das letras de suas músicas ressaltando os detalhes de histórias pessoais que agora estão imortalizadas em seu repertório. A primeira fase de sua carreira, de 2008 a 2014, é revista com outra perspectiva e mostra a vida real por trás de composições como "Hora de Acordar", "Dádiva e Dívida", "Confundindo Sábios", "Diário de Bordo" e "Gratidão".

Desde o lançamento, o rapper passou a circular também nos meios literários, tendo participado de eventos como a 25ª Bienal Internacional do Livro, em São Paulo (SP), 18ª Feira Nacional do Livro, em Rio Preto (SP), e Encontre-$e, em Salvador (BA).

Em março de 2019, saiu a nova tiragem da obra, desta vez com mil exemplares.

Referências

  1. Anderson Hebreu. «MC Rashid é a bola da vez». Noticiário Periférico. Consultado em 15 de Abril de 2010 

Ligações externasEditar