Relações entre Brasil e Guiana


As relações entre Brasil e Guiana são tradicionalmente muito amigáveis. O Brasil tem promovido assistência militar à Guiana, como treinamento de guerra e logística. As relações bilaterais entre os dois países foram recentemente fortificadas graças à nova política Sul-Sul do Brasil, que visa aumentar a integração entre os Estados sul-americanos.

Relações entre Brasil e Guiana
Bandeira do Brasil   Bandeira da Guiana
Mapa indicando localização do Brasil e da Guiana.
  Brasil
  Guiana

Durante a visita do Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, à capital guiana, Georgetown, em 2 de março de 2007, os governos do Brasil e da Guiana assinaram vários acordos de cooperação e anunciaram o aumento das relações comerciais entre os dois países.

HistóriaEditar

 
Visita oficial do Presidente Lula à Guiana, em março de 2007.

Depois da Independência da Guiana, em 1966, houve uma intensa atividade diplomática com o Brasil. Na discussão de fronteiras entre a Guiana e a Venezuela, o Brasil manteve uma política consistente a favor do estabelecimento de fronteiras internacionais por meio de acordos e se opôs a mudar as fronteiras na América do Sul. Em 1968, imediatamente após o presidente venezuelano Raul Leoni decretar possessão de mais de 14km de faixa oceânica incluindo 5km de limites marinhos do território da Guiana, o Brasil mostrou apoio à Guiana na controvérsia com a Venezuela. Isso também promoveu uma aproximação nas relações bilaterais e, em 26 de agosto de 1968, o Vice-Primeiro Ministro Ptolemy Reid visitou o Brasil para discutir com os líderes do Governo Brasileiro. Como resultado, o Governo Brasileiro anunciou a abertura da Embaixada do Brasil em Georgetown.

Em 1970, o Governo Brasileiro inaugurou o Centro Brasileiro de Estudos em Georgetown e começou a construção de uma rodovia que ligaria a cidade de Manaus, capital do Estado do Amazonas, à capital da Guiana.

Em 1975, os Estados Unidos alegaram que a Guiana estava reabastecendo tropas cubanas que estavam a caminho da Guerra Civil Angolana. Uma vez que a ditadura militar da época era anti-comunista, o governo encarregou-se de manobrar militares à sua fronteira com a Guiana.

Em 2002, houve rumores de que o Brasil havia feito uma operação militar numa região da Guiana reclamada pelo Suriname para destruir várias bases aereas usadas por traficantes de drogas. O Brasil negou a história, mas afirmou que, se tal operação tivesse sido realizada, seria com a permissão da Guiana.

Referências geraisEditar

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar


Predefinição:Relações exteriores da Guiana