Reuters (AFI:[ˈrɔɪtərz] (róiters)) é uma agência de notícias britânica, a maior agência internacional de notícias do mundo, com sede em Londres. Foi parte da Reuters Group Plc até 2008. Seu foco estava em topicos econômicas, mas vendeu-os semelhantes à Bloomberg ou Associated Press, também outras notícias. Depois da fusão com a canadense Thomson Group em 17 de abril 2008, e a renomeação para Thomson Reuters, a agência tem sede em Londres.[1]

Reuters
Reuters logo.svg
Divisão
Atividade Notícias
Fundação outubro de 1851 (168 anos)
Sede Canary Wharf, Londres, Inglaterra
 Reino Unido[1]
Pessoas-chave James C. Smith (CEO)[2]
Empregados 14.000
Empresa-mãe Thomson Reuters
Website oficial www.reuters.com

HistoriaEditar

 
Sede da Reuters em Canary Wharf, Londres

A companhia foi fundada pelo alemão Paul Julius Reuter, um pioneiro dos serviços telegráficos, cuja vida foi retratada no filme de 1940, A Dispatch from Reuter's. Edward G. Robinson representava o imigrante alemão de ascendência judaica, que no seu escritório de Londres, em Outubro de 1851, começou a transmitir informações do mercado de ações entre Paris e Londres, através do novo cabo telegráfico Calais (França) - Dover (Reino Unido).

A história da agência de notícias começou em Aachen, Pontstraße 117. A partir deste local seriam, em 1850, transmitidas notícias com a ajuda de pombos-correio. Atualmente lê-se na placa fixada no edifício (em alemão): "Paul Julius Reuter[,] 1816-1899[,] Gründer der Nachrichtenagentur Reuter[,] ließ im Jahre 1850 durch Brieftauben auf das Dach dieses Hauses Nachrichten aus Brüssel tragen. Damit begann er sein Lebenswerk im Dienste des Nachrichtenverkehrs der Welt" (em português: Paul Julius Reuter, fundador da agência de notícias Reuters, recebeu em 1850, a partir do telhado deste edifício, notícias de Bruxelas com a ajuda de pombos-correio. Iniciou deste modo o seu trabalho ao serviço do trânsito de notícias do Mundo).[3]

A agência Reuters criou uma boa reputação na Europa por ser a primeira a reportar "furos" jornalísticos no estrangeiro, como a notícia do assassinato de Abraham Lincoln. Nos dias de hoje, quase todos serviços noticiosos são subscritores da Reuters. A Reuters tem mais de 14 mil funcionários, que operam em 204 cidades e fornece textos em 19 línguas. A Reuters continuou a crescer rapidamente, alargando os seus produtos de negócios e expandindo a sua rede de reportagem global para os serviços media, financeiros e económicos. Recentes lançamentos de produtos-chave incluem: Equities 2000 (1987), Dealing 2000-2 (1992), Business Briefing (1994), Reuters Television para os mercados financeiros (1994), 3000 Series (1996) e o serviço Reuters 3000 Xtra (1999).

A meio da década de 1990, a companhia teve um breve aventura no setor da rádio com duas estações da London Radio, London News 97.3 FM and London News Talk 1152 AM, que substituíram a LBC em 1994. O serviço Reuters Radio News foi criado para competir com a Independent Radio News.

Atualmente, faz parte do grupo Thomson Reuters, após ser incorporada pela agência canadense Thomson Corporation, por GB£ 8,7 bilhões (8,7 mil milhões em Portugal).

ServiçosEditar

 
Prédio da Reuters em Manhattan, Nova York

TIBCO SoftwareEditar

Em Julho de 1999 a TIBCO Software completou uma IPO (Iniciativa de Oferta Pública) no NASDAQ; a Reuters retém uma porção subtancial das acções. No princípio de 2000, a Reuters anuncia um conjunto de iniciativas gerais criadas para acelerar o uso das tecnologias Web, abrir novos mercados e migrar os seus negócios principais para um modelo baseado na Internet.

InstinetEditar

Em Maio de 2001 a Instinet completou uma IPO no NASDAQ; a Reuters retém a maioria das acções.

Bridge Information SystemsEditar

No dia 28 de Setembro de 2001, completou a maior aquisição na sua história, adquirindo certos negócios e meios da Bridge Information Systems Inc. No mesmo ano, aquiriu 100% da Diagram fip SA e 92% da ProTrader Group LP.

Multex.com IncEditar

Em Março de 2003, a Reuters adquiriu a Multex.com, Inc., fornecedora de informação financeira global.

Alegações de parcialidadeEditar

Reuters afirma sua adesão aos princípios da integridade jornalística.[4] No entanto, a organização tem sido acusada por conservadores americanos e de direita, de parcialidade liberal ou de esquerda. Noutros países, a Reuters foi acusada de ser pró-britânica ou pró-americana.

Em 2015, a agência foi acusada de proteger o Governo Fernando Henrique Cardoso, do Brasil, após um texto do site ter sido publicado com o comentário "Podemos tirar, se achar melhor" acoplado a um parágrafo que repercutia uma afirmação de que desvios na Petrobrás já ocorriam desde o governo Cardoso.[5]

Referências

  1. a b «Company History». Thomson Reuters. 13 de dezembro de 2013. Consultado em 7 de maio de 2014 
  2. (em inglês) Executive Team Pagina da Reuters, recuperado 1 de Março 2015
  3. http://mundodasmarcas.blogspot.pt/2006/05/reuters-know-now.html
  4. About Reuters
  5. «Para blindar FHC, 'Reuters' propõe em matéria: 'podemos tirar se achar melhor'». Jornal do Brasil. 25 de março de 2015. Consultado em 25 de março de 2015 

Ligações externasEditar

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