Rutílio Grande García

Rutílio Grande García, foi um padre jesuíta de El Salvador, que nasceu no dia 5 de julho de 1928, em El Paisnal (El Salvador), local onde também morreu, assassinado, no dia 12 de março de 1977. Em decorrência do seu assassinado, o arcebispo Óscar Romero passou a exigir do governo que investigasse o crime. Esse processo iria mudar o modo como Romero via a relação entre Igreja e a política[1].

BiografiaEditar

Ainda muito jovem, ingressou no Seminário de San José de la Montaña, em San Salvador.

Em 1967, começou sua amizade com Óscar Romero, quando esse ainda não era bispo. Em 1970, participou da cerimônia que ordenou Romero como bispo auxiliar de San Salvador.

Depois disso, foi estudar em Bilbau (Espanha).

Em 24 de setembro de 1972, assumiu a paróquia do Município de Aguilares que frequentara na infância e na juventude, onde fundou diversas Comunidades Eclesiais de Base (CEB) e formou lideranças nomeadas como "Delegados da Palavra". Essas ações não foram bem recebidas por setores conservadores.

No dia 13 de fevereiro de 1977, fez um sermão com críticas ao governo pela expulsão do padre colombiano Mario Bernal Londoño.

No dia 12 de março de 1977, estava dirigindo um Jeep, acompanhado por Manuel Solorzano, de 72 anos e por Nelson Rutílio Lemus, de 16 anos, na estrada que liga o Município de Aguilares e o Município de El Paisnal, quando foram emboscados e metralhados por integrantes de Esquadrões da Morte.

Dom Romero celebrou a missa de corpo presente das vítimas. Esse fato levou Romero a exigir investigações e a afastar-se do governo.

No domingo posterior aos assassinatos, todas as missas nas paróquias da Arquidiocese de San Salvaldor foram canceladas e substituídas por uma uma única missa campal que reuniu mais de 100 mil pessoas em frente à Catedral, O evento também serviu de protesto contra a violência política em El Salvador[2]

O assassino ocorreu a um quilometro do centro de El Paisnal, onde Rutílio celebraria uma missa e onde foi erguido memorial em homenagem às vítimas denominado como: "Las Tres Cruces". Todos os anos, no aniversário do assassinato, é realizada uma peregrinação até o local onde é realizado um ato ecumênico em memória das vítimas. [3].

Em agosto de 2016, chegou ao fim a etapa diocesana do processo que pretende obter a sua beatificação e canonização[4].

Referências