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BiografiaEditar

Filho de Israel Affonso da Costa e de Lavínia Corrêa. Seus estudos foram todos no Rio, inclusive o curso de Direito, na então denominada Universidade do Brasil, que concluiu em 1943. Sua formação completou-se com a pós-graduação em História, Economia e Geografia Econômica, na Universidade da Califórnia (1950) e curso na Escola Superior de Guerra (1951).

Iniciou a vida diplomática em 1939, galgando a carreira até o posto máximo de Ministro de Primeira Classe (1962). Iniciou suas funções no exterior como cônsul-adjunto em Buenos Aires, tendo ainda atuado como ministro em Roma, embaixador em Londres e Washington, DC e como representante do Brasil nas Nações Unidas.

A 8 de Março de 1966 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique de Portugal.[2]

Foi ministro interino das Relações Exteriores entre 1967 e 1968.

Depois de aposentado fixou residência em Paris. Morreu vitimado por câncer no Hospital Samaritano, na capital fluminense.

Cargos na carreira diplomáticaEditar

Ocupou o diplomata as seguintes funções como representante do Brasil:

  • cônsul adjunto em Buenos Aires
  • segundo secretário em Buenos Aires (1944-46)
  • segundo secretário em Washington (1946-48)
  • cônsul em Los Angeles (1948-50)
  • conselheiro de missão junto à ONU, em Nova York (1953)
  • ministro-conselheiro em Roma (1959-62)
  • encarregado de negócios em Roma (1960)
  • embaixador em Ottawa (1962-66)
  • embaixador em Londres (1968-74)
  • representante permanente junto às Nações Unidas, em Nova York (1975-83)
  • embaixador em Washington (1983-86).
  • delegado ao Conselho Interamericano Econômico e Social (1946-48)
  • relator da Comissão de Organização do Conselho da União Panamericana (1947)
  • membro da Comissão da Interamericana para a Solução Pacífica de Conflitos e Mediador Singular na questão entre Cuba e a República Dominicana (1948)
  • chefe da Divisão de Assuntos Internacionais, Escola Superior de Guerra (1952)
  • chefe de gabinete da presidência do BNDE (1953)
  • auxiliar do chefe do Departamento Econômico e Consular (1952)
  • chefe do Serviço Econômico da América (1958)
  • chefe do Serviço Brasileiro de Seleção de Emigrantes na Europa, Roma (1959-61)
  • representante permanente do Brasil na FAO, Roma (1961)
  • secretário-geral-adjunto para Organismos Internacionais (1966)
  • secretário-geral do Itamaraty (1967-68)
  • delegado brasileiro às sessões da Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque, de 1963 a 1982

BibliografiaEditar

Sua obra foi nitidamente especializada: a história da diplomacia brasileira, e sua atenção foi muito concentrada na figura do Imperador D. Pedro I. Neste sentido publicou documentos e pareceres do Ministério das Relações Exteriores. Além disso, escreveu os seguintes livros:

  • As Quatro Coroas de D. Pedro I, história (com prefácio de Osvaldo Aranha, edições sucessivamente ampliadas em 1941, 1943, 1969, 1972 e, finalmente, 1996, com ilustrações);[3]
  • Pedro I e Metternich - Traços de uma Guerra Diplomática, história diplomática (1942);
  • A Diplomacia Brasileira na Questão de Letícia, história diplomática (1942);
  • A Diplomacia do Marechal - Intervenção Estrangeira na Revolta da Armada, história (1945 e 1979, ampliada);[4]
  • Every Inch a King - A Biography of Dom Pedro I, First Emperor of Brazil, biografia (1950, 1953, 1964, 1972);
  • Artigos, discurso e palestras (Washington, 1983).
  • Crônicas de Uma Guerra Secreta - (espionagem nazista na Argentina) (2004).[5]
  • Palavras sem Fronteiras (2005).[6]

Olivenkranz.png Academia Brasileira de LetrasEditar

Foi eleito em 25 de agosto de 1983 para ocupar a cadeira 7 da Academia, que tem por patrono Castro Alves, tendo sido seu oitavo ocupante, recebido em 14 de junho de 1984 pelo acadêmico Afrânio Coutinho. Sucedeu a Dinah Silveira de Queiroz, segunda mulher a ocupar uma das quarenta cadeiras do Silogeu.

No discurso de posse, Correa da Costa assinalou:

"Não sei de distinção que me honrasse mais do que a admissão à vossa companhia. Sou imensamente grato aos Acadêmicos que sufragaram o meu nome e, de modo muito particular, aos que me encorajaram e ajudaram, desde a eleição anterior, sem a menor ressalva ou reticência. Dentre estes, desejo destacar Rachel de Queiroz, Abgar Renault, Afrânio Coutinho, Carlos Chagas, Adonias Filho. Esses amigos diletos não apenas me ofereceram solidariedade irrestrita, mas empenharam-se generosamente a partir do primeiro momento, dando muito de si e do seu tempo para que eu hoje pudesse ter o privilégio de incorporar-me à Academia."

Seu corpo foi velado no Petit Trianon, no Salão dos Poetas Românticos, da sede da Academia.

Referências

  1. Pela grafia arcaica, Sergio Corrêa Affonso da Costa.
  2. «Cidadãos Estrangeiras Agraciados com Ordens Nacionais». Resultado da busca de "Sergio Corrêa da Costa". Presidência da República Portuguesa (Ordens Honoríficas Portuguesas). Consultado em 1 de março de 2016 
  3. Esta obra foi, originalmente, escrita quando o autor tinha apenas vinte anos de idade, e era destinada a figurar como uma colaboração do Brasil às comemorações do terceiro centenário da Restauração, retrando a figura do Imperador, Pedro I do Brasil, IV de Portugal. Na edição de 1995 foi acrescida documentação ao capítulo "Rapto de D. Pedro tentado pelos argentinos" [1]
  4. Relato do conturbado período de instalação da República no Brasil, quando ocorre a Revolta da Armada, quando era embaixador em Washington Salvador de Mendonça. A segunda edição de 1979 foi ampliada, nela constando uma "quarta parte" de sete capítulos, intitulada de "O Quadro Brasileiro Visto do Exterior", e prefaciado por Francisco de Assis Barbosa[2]
  5. Nesta obra o embaixador revela os bastidores da espionagem nazista alemã, os planos de Hitler de anexar à Alemanha os territórios dos países ocupados por imigrantes, na Argentina, Brasil e Chile [3].
  6. [4].

Ligações externasEditar