San Augustín (navio - 1768)

O San Agustín foi um navio de linha da Armada Espanhola, de duas coberturas, 74 canhões, construido nos estaleiros reais de Guarnizo, Cantabria, em 1768 por Francisco Gautier. Em 1797 estava ao mando de Juan José Ruiz, que conseguiu burlar a persequição inglesa no Cabo de São Vicente e Vigo.

San Agustín
Santo Augustinho
Carreira Bandera de España 1760-1785.svg Flag Portugal (1750).svg Flag of Spain (1785-1873 and 1875-1931).svg
Lançamento Guarnizo, (Santander) 1768
Estado Capturado por Portugal em 19 de abril de 1777

Reintegrado a Armada Espanhola pelo tratado de paz de 1 de outubro de 1777
Incendiado em 29 de outubro de 1805

Carreira Flag Portugal (1750).svg
Nome Santo Augustinho
Operador Flag Portugal (1750).svg Marinha Portuguesa
Aquisição 1777
Estado Devolvido à Armada Espanhola pelo tratado de paz de 1 de outubro de 1777
Carreira Flag of Spain (1785-1873 and 1875-1931).svg
Nome San Augustín
Proprietário Flag of Spain (1785-1873 and 1875-1931).svg Marinha Espanhola
Homônimo Baía de Guanabara
Aquisição 1948
Estado Vendido para a Marinha Portuguesa em 1961
Características gerais
Classe 74 canhões, navio de 3ª categoria
Tonelagem 1.427 toneladas
Largura 13,63 m
Comprimento 52,93 m
Carga 530 oficiais e marinheiros

RegistroEditar

A 19 de abril de 1777, após ser separado do comboio por causa de um temporal, ele encontrou uma frota de nove navios portugueses patrulhavam visando cortar o fornecimento de suprimentos espanhóis a mando do capitão irlandês Robert McDouall. Engajou-se em combate com a fragata Nossa Señora del Pilar de 26 canhões e com o navio de 70 canhões Prazeres. Depois de uma noite de perseguição se rendeu e foi incorporado à frota portuguesa sob o nome de Santo Augustinho.

Finalmente regressaria a Armada Espanhola ao firmar-se o tratado de paz de 1 de outubro de 1777.

Em 1805 se uniu a esquadra do tenente general Domingo Pérez de Grandallana.

TrafalgarEditar

Na Batalha de Trafalgar estava a mando de Felipe de Jado y Cagigal e a bordo do mesmo se encontravam 711 homens. Tomou formação na cauda da frota franco-espanhola, a qual ao virar-se à procura dos navios britânicos deixaram-no situado na vanguarda do ataque dos Aliados. Assim, sua coberta se partiu ao primeiro canhonaço na batalha, ficando rodeado por vários navios da esquadra comandada por Nelson: o Leviathan, o Conqueror, o Africa e o Britannia.

Ele lutou por horas repelindo duas abordagens. No terceiro, com os sobreviventes abrigados na popa e vendo os inglêses a situação irrecuperável do navio, desmastreado e fazendo água, consideraram mais adequado propor o término do combate. Esta solução só foi aceita por Jado y Cagigal quando lhe foi assegurado que a bandeira espanhola não seria arriada, enquanto não ocorresse o afundamento do navio. Naquele momento, o balanço de baixas no San Agustín era de 180 mortos e 200 feridos.[1] Os outros homens foram presos e levados para Gibraltar com o comandante.

Se foi a pique em 29 de outubro depois de ter sido incendiado pelos ingleses na ausência de possibilidades para rebocá-lo.

Referências

  1. Gardiner, Robert (2001). The Campaign of Trafalgar. 1803-1805 (em inglês). Great Britain: The Caxton Publishing Group. p. 135. 192 páginas. ISBN 1-84067-3583 

Ver tambémEditar

BibliografiaEditar

Ligações externasEditar

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