Seixo (Mira)

freguesia do município de Mira, Portugal

Seixo, também conhecida como Seixo de Mira, é uma freguesia portuguesa do município de Mira, com 15,70 km² de área[1] e 1253 habitantes (censo de 2021)[2]. A sua densidade populacional é 79,8 hab./km².

Portugal Portugal Seixo de Mira 
  Freguesia  
Símbolos
Bandeira de Seixo de Mira
Bandeira
Brasão de armas de Seixo de Mira
Brasão de armas
Gentílico seixense
Localização
Seixo de Mira está localizado em: Portugal Continental
Seixo de Mira
Localização de Seixo de Mira em Portugal
Coordenadas 40° 27' 41" N 8° 43' 25" O
Região Centro
Sub-região Região de Coimbra
Distrito Coimbra
Município Mira
Código 060802
Administração
Tipo Junta de freguesia
Características geográficas
Área total 15,70 km²
População total (2021) 1 253 hab.
Densidade 79,8 hab./km²
Código postal 3070
Outras informações
Orago Nossa Senhora do Carmo
Sítio www.seixo.net

A freguesia é composta pelos seguintes lugares: Seixo, Cabeças Verdes e Marco Soalheiro. Foi criada pela Lei n.º 56/84, de 31 de dezembro, com lugares desanexados da freguesia de Mira.

Demografia editar

A população registada nos censos foi:[2]

População da freguesia de Seixo[3]
AnoPop.±%
1991 1 265—    
2001 1 339+5.8%
2011 1 234−7.8%
2021 1 253+1.5%
Distribuição da População por Grupos Etários[4]
Ano 0-14 Anos 15-24 Anos 25-64 Anos > 65 Anos
2001 202 186 665 286
2011 151 126 582 375
2021 136 109 539 469

História editar

O lugar do Seixo aparece pela primeira vez mencionado em 1619 nas inquirições relativas ao concelho de Mira. O lugar era composto de poucos fogos, sendo mencionado um Manuel Figueiras, como morador principal do sitio. Rapidamente o lugar foi crescendo em casas e população, devida a migrações do interior. O lugar de Cabeças Verdes surge com a extensão e abertura dos terrenos ao uso do povo. Nessa época de crescimento foi decisiva a utilização do moliço para fertilização dos solos, constituindo uma autêntica epopeia a “vida à ria de Aveiro". Não era fácil, e para muitos se tornava uma vida dura cheia de tormentos, arrojo e aventura. A apanha do moliço constituiu durante décadas o sustento de muitas famílias da terra, marcando assim, profundamente, o modo de ser e de pensar das suas gentes.[5] O Marco Soalheiro, como sítio já existia, mas com o tempo surgiram construções urbanas, sobretudo com gentes de Calvão, que do Canto construíam fogos para cá do limite do concelho.

A criação da Freguesia eclesiástica, primeiro como curato, deu-se em 1919, sendo então bispo de Coimbra, Dom Manuel Luís Coelho da Silva. Foi um momento muito marcante para a população que via a sua capela elevada a igreja, sinal de reconhecimento e emancipação. A primitiva capela, cuja construção era de 1865, foi demolida em Novembro de 1964. Segundo documento da cúria da Diocese de Coimbra, onde de lê que “a capella-mor está em estado decente e em termos de nella se poder celebrar depois de benzida…o corpo ainda…se conserva em bruto, sem solho e forro”.[6] O seixense é um povo profundamente religioso e com uma fé viva, demonstrada no elevado número de sacerdotes católicos. Merecem também referência especial os inúmeros serviços e organismos que têm nascido à sombra da instituição religiosa com o forte dinamismo dos párocos e dos movimentos eclesiais auspiciadores dos alicerces do futuro desta terra. A Igreja Nova, construída no tempo dum magnífico homem que marcou o Seixo, o padre Carvalhais, é um monumento impressionante do espírito comunitário do povo do Seixo, Cabeças Verdes e do Marco Soalheiro. Sua construção começara a ser idealizada nos inícios da década de 40, sob a presidência do então pároco padre Basílio da Costa Morgado que, em 1946, procedeu à Escritura da doação do terreno para a mesma. No entanto, a construção do novo templo só teve inicio no tempo do padre António Carvalhais. A nova igreja é finalmente "benzida solenemente em 23 de Setembro de 1956, pelas dezassete horas, com grande solenidade e festejos da população".[7]

Em 1984 é criada a freguesia civil com sede no Seixo. A elevação a autarquia sub-municipal constituiu o culminar de uma forte demonstração da vontade e um momento alto para as populações dos três lugares que vê a sua emancipação estendida a nível de governo local.[8][9]

Apesar das suas origens humildes, o Seixo apresenta características próprias bem definidas e distintas, das quais se salientam o desde sempre elevado números de pessoas com cursos universitários contrastando como elevado analfabetismo. Contudo, a economia local continua sendo primária, com algumas iniciativas no sector terciário. A Zona Industrial do município localizado na área da freguesia.

A nível de infraestruturas sociais, destacam-se a construção da Sede da Junta e do Posto Médico, a construção do armazém de apoio, com os equipamentos para Centro de Bem-estar Infantil, da Cerci e do centro de dia, a construção do Polidesportivo do Seixo e do monumento à Mãe Gandaresa e a homenagem a todas as mães do Seixo.

Património Cultural Construído editar

  • Igreja de Nossa Senhora do Carmo
  • Fonte da Barroca, Fonte de Cima, Fonte da Meneza
  • Parque de Merendas e Lazer denominado de S. João
  • Casa Gandaresa
  • Monumento à Mãe Gandaresa
  • Sede da Junta e do Posto Médico
  • Lar de Idosos do Seixo

Referências

  1. «Carta Administrativa Oficial de Portugal CAOP 2013». descarrega ficheiro zip/Excel. IGP Instituto Geográfico Português. Consultado em 10 de dezembro de 2013. Arquivado do original em 9 de dezembro de 2013 
  2. a b Instituto Nacional de Estatística (23 de novembro de 2022). «Censos 2021 - resultados definitivos» 
  3. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
  4. INE. «Censos 2011». Consultado em 11 de dezembro de 2022 
  5. "História do Seixo," <Acedido 9 de agosto de 2010> http://www.seixo.net/site/index.php?option=com_content&view=article&id=107&Itemid=64
  6. A.U.C, Fundo do cabido cx. 19, nº 24
  7. BOA NOVA, semanário de Cantanhede, edição de 28 de Setembro de 1956
  8. Luís Rocha, 25 Anos que Mudaram o Seixo, Edição CM Mira, 2010
  9. Fim de Semana da Saúde, in Voz de Mira, Quinzenário, Ano XXX, no. 720 de 25 de Julho de 2010
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