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Seneferu

(Redirecionado de Snefru)
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Seneferu ou Snefru foi o primeiro faraó da IV Dinastia do Antigo Egito (ou foi um faraó da III Dinastia).[1] Reinou entre 2630 a.C. e 2609 a.C. ou 2613 e 2589, conforme a cronologia estabelecida pelos diversos investigadores.

Seneferu
Snefru
Seneferu, Museu Egípcio
Seneferu, Museu Egípcio
Faraó do Egito
Reinado 24,30 ou 48 anos por volta de 2600 a.C.,  (IV Dinastia)
Predecessor Huni
Sucessor Quéops
Esposa(s) Hetepherés I
Filhos Quéops, Ankhhaf, Kanefer, Nefermaat, Netjeraperef, Rahotep, Ranefer, Iynefer I, Hetepherés I, Nefertkau I, Nefertnesu, Meritites I, Henutsen
Pai Huni
Mãe Meresankh I
Tumba Pirâmide Vermelha?
Monumentos Pirâmide de Meidum, Pirâmide Curvada, Pirâmide Vermelha

Vida e reinadoEditar

Seneferu era filho do rei Huni e de Meresankh I, uma concubina ou esposa secundária que não seria de sangue real. Casou com Hetepherés I, provavelmente a sua meia-irmã, que seria filha de Huni com a sua esposa principal; desta forma o casamento com a meia-irmã teria como objectivo legitimá-lo como rei.

Um dos filhos de Seneferu e Hetepherés I foi Quéops, mais conhecido em português como Quéops, seu sucessor e monarca associado à grande pirâmide de Guiza (Gizé). Com outras esposas teve outros filhos e filhas, como Ankhhaf, Nefermaet e Kanefer, dois filhos que se seriam tjatis.

Durante seu reinado, hordas asiáticas invadiram o Delta, que ele defendeu construindo vários fortes na fronteira; estas construções foram lembradas e associadas ao seu nome por dez séculos.[1] Ele também teve problemas com as minas de cobre do Sinai, e, ao retomar seu controle, fez com que seu espírito fosse adorado pelas gerações seguintes como o deus protetor das minas.[1]

Seneferu ordenou uma campanha militar na Núbia, a respeito das quais as inscrições egípcias falam de milhares de prisioneiros.[1] Há razões para duvidar da historicidade destes relatos; estas intervenções teriam tido como objectivo essencial manter a ordem e impedir ataques ao Egito por partes daqueles povos.

Em contrapartida, as expedições comerciais foram inúmeras. O rei ordenou expedições para explorar as minas de turquesa de Uádi Magara no Sinai. Ele construiu uma frota de navios, e comerciou com Creta e a costa da Síria, trazendo do Líbano o seu famoso cedro.[1]

O rei notabilizou-se pela sua grande actividade arquitectónica. Durante o seu reinado surgiu pela primeira vez a pirâmide lisa no Egito. A Seneferu estão associadas duas pirâmides, a maior das quais em Meidum.[1]

A pirâmide de Meidum foi provavelmente começada no reinado do seu antecessor. Quando a corte se mudou para Dachur no ano 15 do reinado de Seneferu, o monarca ordenou a construção de uma pirâmide, conhecida hoje em dia como "romboidal", com arestas arqueadas que mudam de ângulo a meio da estrutura. Não se sabe se a arquitectura da pirâmide seria propositada ou um erro de construção.

A outra pirâmides em Dachur é conhecida como a Pirâmide Vermelha. É considerada como a primeira verdadeira pirâmide construída no Egito. Também está associada a este rei uma pequena pirâmide em degraus em Seila[2].

Foi durante o seu reinado que a arte egípcia adquiriu os padrões que a caracterizariam. O túmulo da sua esposa Heteferés[3] é revelador do requinte das artes neste período. Situado perto da grande pirâmide de Guiza (Gizé), encontrou-se nele um quarto de dormir com uma cama com pés em forma de patas de leão e uma grande cadeira com decoração com motivos vegetais.

Durante seu reinado, o faraó deixou de se preocupar com todos os detalhes do governo, havia um "grão-vizir", controlando os departamentos de Estado, e vários outros oficiais, além dos governadores das cidades.[1]

Ele foi sucedido por Quéops, mas a relação entre Seneferu e Quéops tida por alguns como desconhecida, Seneferu não teria deixado descendentes e Quéops já era uma figura importante na corte, mas em mackenzie Quéops é chamado de filho de Sneferu.[1]

O Papiro de Westcar também relata Seneferu como pai de Quéops: Então Baufre levantou-se e disse: Ouça, Vossa Majestade, uma maravilha que aconteceu no tempo de seu pai, o faraó Seneferu, justificado, realizada pelo chefe dos sacerdotes-leitores e escriba dos livros Djadjaemankh. . De acordo com o referido papiro, a frase foi dirigida por Baufre ao Faraó Quéops, o que corrobora a ligação de Quéops (Queops) como realmente filho de Seneferu e não meramente seu sucessor no trono.

Referências

  1. a b c d e f g h Donald Alexander Mackenzie, Egyptian Myth and Legend (1907), Capítulo X, The Great Pyramid Kings [em linha]
  2. [1]
  3. [2]
Precedido por
Huni
Faraó
IV dinastia egípcia
Sucedido por
Quéops