Teodoro de Almeida

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Teodoro de Almeida (Lisboa, 7 de Janeiro de 1722 — Lisboa, 18 de Abril de 1804) foi um sacerdote católico, escritor e filósofo[1] português, uma das mais expressivas figuras do iluminismo de Portugal.

Teodoro de Almeida
Retrato de Teodoro de Almeida
Nascimento 7 de janeiro de 1722
Lisboa, Portugal
Morte 18 de abril de 1804 (81 anos)
Lisboa, Portugal
Nacionalidade Português
Ocupação Sacerdote católico, escritor e filósofo
Magnum opus Feliz Independente

Membro da Congregação do Oratório, exilou-se em França movido pela perseguição do governo liderado pelo Marquês de Pombal à sua congregação. Foi influenciado por ideias iluministas, publicou diversas obras filosóficas e enciclopédicas.

Mais tarde, em 1778, logo após o afastamento do referido marquês, regressou a Portugal embrenhando-se nos anos seguintes na revitalização do Oratório, na escrita e nos cursos[2].

Suas principais obras foram Recreação Filosófica (1751-1799), O Feliz Independente do Mundo e da Fortuna (1779, três volumes), Sermões (1787, três volumes), Meditações dos Atributos Divinos e O Pastor Evangélico. Várias das suas obras literárias ficaram só em manuscrito na Torre do Tombo e ficaram desconhecidas até hoje.[3] Entre outras obras de ficção, teatro ou de poesia narrativa dele temos Lisboa Destruída (escrito depois do Terramoto de 1755 mas publicado só em 1803)[4], A morte alegre do filósofo cristão, A vida alegre do filósofo cristão, Uma Drama para a Festa do Nascimento do Menino Deus (1767) ou História da Fogida de Misseno, sahindo do Reino para escapar da sua perseguição (1768)[5] Alguns atribuem-lhe a tradução anónima de O Filósofo Solitário[6]

Sobre sua obra Robert Ricard escreveu "Sur la diffusion des œuvres du P. Teodoro de Almeida[7].

ImportânciaEditar

A título póstumo, encontra-se texto da sua autoria na Revista Municipal[8] (1939-1973).

É considerado, pelo Prof. Carlos Fiolhais, o autor do primeiro livro de divulgação científica em língua portuguesa Recreação Filosófica ou Diálogo sobre a Filosofia Natural para instrução de pessoas curiosas, que não frequentarão as aulas[9].

Referências

  1. Logos – Enciclopédia Luso-Brasileira de Filosofia, 5 vols. (Lisboa/São Paulo: Editorial Verbo, 1989–1992), I, p. 179.
  2. Teodoro de Almeida (1722-1804), por Francisco Contente Domingues
  3. Teodoro de Almeida - Entre as histórias da História e da Literatura, Maria Luísa Malato Borralho, Biblioteca Digital da Universidade do Porto, p. 221
  4. Teodoro de Almeida - Entre as histórias da História e da Literatura, Luísa Malato Borralho, Biblioteca Digital da Universidade do Porto, p. 217
  5. Teodoro de Almeida - Entre as histórias da História e da Literatura, Luísa Malato Borralho, Biblioteca Digital da Universidade do Porto, p. 221
  6. O Filósofo Solitário e a esfera pública das Luzes, Ana Cristina Araújo, Biblioteca Digital da Universidade do Porto, p. 203
  7. Boletim Internacional de Bibliografia Luso-Brasileira, Fundação Calouste Gulbenkian, vol. IV, nº 4, 1963. J. M. Dantas Pereira, «Elogio do Padre Teodoro de Almeida», em História e Memórias da Academia Real das Ciências de Lisboa, tomo XI, 1831, pp. XIII-XXIV
  8. Revista Municipal (1939-1973) [cópia digital, Hemeroteca Digital]
  9. Fiolhais, Carlos (2017). Os diálogos filosóficos do padre Teodoro de Almeida, Revista de Estudios Portugueses y de la Lusofonía. ISSN 1888-4067. Vol. 11, n.º 1 (2017), p. 89-110.

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