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Tora
طرة‎
Gravura de 1930
Localização atual
Tora está localizado em: Egito
Tora
Localização de Tora no Egito
Coordenadas 29° 51' N 31° 20' E
País  Egito
Dados históricos
Fundação Período pré-dinástico
Abandono Reino Novo

Tora (em árabe: طرة‎; transl.: Tora) foi a principal pedreira de calcário no Antigo Egito.[1] O sítio, conhecido pelos egípcios como Troju ou Roju, está localizado a meio caminho entre o atual Cairo e Heluã,[2] próximo da moderna cidade de Tora, na província do Cairo.[3] Também foi um importante sítio pré-dinástico.

SítioEditar

Tora era um dos sítios pertencentes ao horizonte da Cultura de Maadi-Buto (3800–3200 a.C.) e serviu como cemitério. Quando os cemitérios de Heliópolis e Uádi Digla foram abandonados, foi reocupado por Nacada II (3500–3200 a.C.).[4] Deserto era um pequeno assentamento, mas apenas seu cemitério sobreviveu. Foi escavado por Hermann Junker (temporada de 1909-1910), Flinders Petrie (1912) e Werner Kaiser (1964). Nas escavações foram encontrados artefatos que ajudaram a sincronizar datas pré-dinásticas do Baixo e Alto Egito,[5] bem como os sereques de alguns reis locais: Ni-Hor, Hedju-Hor e Falcão Duplo.[6] Kaiser também identificou um cemitério da I dinastia da Época Tinita (3100–2686 a.C.).[7]

Seu calcário era o mais fino e branco de todas as pedreiras egípcias e era usado como revestimento dos túmulos mais ricos,[8] pisos e tetos de mastabas de adobe.[9] Foi usado no Reino Antigo (2686–2160 a.C.) e era a fonte do calcário usado à "Pirâmide Romboidal",[10] a Grande Pirâmide de Quéops,[11] sarcófagos de nobres,[12] pirâmides do Reino Médio (2055–1650 a.C.) [13] e certos templos do Reino Novo (1550–1069 a.C.) construídos por pelo menos Amósis I, que podem ter usado o calcário de Tura para começar o templo de Ptá em Mênfis e o Harém Sul de Amom em Tebas.[14]

As cavernas utilizadas pelos egípcios para escavar calcário foram adaptadas pelas forças britânicas na II Guerra Mundial para armazenar munições, bombas de aviões e outros explosivos.[15] Esses túneis foram pesquisados em 1941 e, na pedreira 35, os operários encontraram muitos livros soltos dos livros de Orígenes e Dídimo, o Cego, dois padres da Igreja de Alexandria. Os trabalhadores que os encontraram os roubaram e, embora alguns tenham sido apreendidos pelas autoridades, a maioria ainda está desaparecida e, de tempos em tempos, aparecem no mercado de antiguidades. Acredita-se que alguns dos livros originais poderiam ter até 480 páginas.[16]

Referências

BibliografiaEditar

  • Grimal, Nicolas (1988). A History of Ancient Egypt. Hoboken, Nova Jérsei: Wiley-Blackwell 
  • Lehner, Mark (1997). The Complete Pyramids. Londres: Thames and Hudson. ISBN 0-500-05084-8 
  • Playfair, Major-General I.S.O.; Molony, Brigadier C.J.C.; Flynn, Captain F.C. (R.N.) & Gleave, Group Captain T.P. (2009). Butler, Sir James, ed. The Mediterranean and Middle East, Volume I: The Early Successes Against Italy, to May 1941. History of the Second World War, United Kingdom Military Series. Uckfield, UK: Naval & Military Press. ISBN 1-84574-065-3 
  • Talbert, Richard (2000). Barrington Atlas of the Greek and Roman World. Princeton, Nova Jérsei: Princeton University Press. ISBN 0-691-03169-X