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Ulisses Pernambucano de Melo Sobrinho (Recife, 6 de fevereiro de 1892Rio de Janeiro, 5 de dezembro de 1943) foi um médico psiquiatra brasileiro.[1]

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BiografiaEditar

Formou-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1912. Nos últimos anos do curso médico, foi interno no Hospital Nacional de Alienados, na Praia Vermelha.

Transferiu-se para Lapa, no Paraná, em 1914, casando-se em 1915.

Em 1918, voltando ao Recife, concorreu à recém-criada cadeira de Psicologia e Pedagogia, na Escola Normal Oficial de Pernambuco, conseguindo o primeiro lugar. Porém, por alegadas razões políticas, o governador de então, Manuel Borba, nomeou o segundo colocado. No mesmo ano, passou em primeiro lugar para concurso de professor de Lógica, Psicologia e História da Filosofia, sendo nomeado para exercer a atividade no Ginásio Pernambucano.

Em 1925, criou o Instituto de Psicologia e em 1928 assumiu a direção do Ginásio Pernambucano.

Em 1930 assumiu a direção do Hospital da Tamarineira, que apresentava, na época, aparelhamento insuficiente e métodos terapêuticos inadequados. Tomou a tarefa de reformar o hospital.

Em 8 de novembro de 1935 pediu demissão do cargo de diretor do Hospital [2] e logo em seguida foi preso, sob acusação de ser comunista, passando 60 dias na Casa de Detenção do Recife.

Em 1936 fundou uma instituição privada para tratamento de pacientes com patologias psiquiátricas, o Sanatório Recife.

Trabalhos publicadosEditar

  • Bases fisiológicas da ambidestria, 1924
  • As medidas de estatura dos escolares de Pernambuco, 1927
  • As doenças mentais entre os negros de Pernambuco, 1935

Ver tambémEditar

Notas

  1. Fundação Joaquim Nabuco. «Ulisses Pernambucano». Consultado em 14 de fevereiro de 2017 
  2. Ulisses Pernambucano sempre atuou em defesa das minorias marginalizadas. Essa posição tomada foi muitas vezes mal interpretada, sendo acusado de comunista e sofrendo redução de verbas para a instituição que dirigia.

Ligações externasEditar