Unidades de Proteção das Mulheres

As Unidades de Proteção das Mulheres ou Unidades de Defesa das Mulheres, ou ainda Unidades de Proteção Feminina, (em curdo: Yekîneyên Parastina Jin, YPJ, pronunciado Yuh-Pah-Juh) é uma organização militar formada apenas por mulheres curdas.[2]

Unidades de Proteção Feminina
YPJ Flag.svg
País Rojava, Síria
Subordinação Flag of Syrian Democratic Forces.svg Forças Democráticas Sírias
Sigla YPJ
Criação 2012
História
Guerras/batalhas Guerra Civil Síria
Logística
Efetivo 5 000 combatentes (2017)[1]
Comando
General Comandante Nessrin Abdallah

Foi formalmente criada em 2012 como uma brigada feminina das milícias chamadas Unidades de Proteção Popular (Yekîneyên Parastina Gel, YPG). Esses dois grupos são as principais organizações militares do Curdistão Sírio e são um dos protagonistas da luta no norte da Síria, país que vive uma violenta guerra civil.[3] Várias nações apoiam, com mantimentos e armamentos, o YPJ (especialmente os Estados Unidos).[4]

JineologiaEditar

 Ver artigo principal: Jineologia

As Unidades de Defesa das Mulheres se orientam teoricamente por meio da jineologia (em curdo: jineolojî), ou "ciência das mulheres". Tal posicionamento ideológico é também conhecido no ocidente como "feminismo curdo". É, sobretudo uma forma de luta pela libertação das mulheres, igualdade de gênero e revolução social. Foi proposta incialmente por Abdullah Öcalan, líder político curdo[5][6] e desenvolvida, principalmente, pelas mulheres do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (Partiya Karkerên Kurdistanê, PKK), a partir de uma geração liderada por Sakine Cansiz,[7][8] cofundadora e uma das mais importantes figuras da história da organização.[9][10]

FotosEditar

Referências

  1. Rashid, Bedir Mulla (2018). Military and Security Structures of the Autonomous Administration in Syria. Traduzido por Obaida Hitto. Istambul: Omran for Strategic Studies. Cópia arquivada em 1 de julho de 2018 
  2. "Mulheres curdas assumem a linha de frente contra o Estado Islâmico". Página acessada em 22 de setembro de 2016.
  3. "Unidades femininas ajudam a defender curdos na Síria". Página acessada em 22 de setembro de 2016.
  4. Istanbul, Constanze Letsch in. «US drops weapons and ammunition to help Kurdish fighters in Kobani». the Guardian. Consultado em 31 de dezembro de 2015 
  5. Bookchin, Debbie (15 de junho de 2018). «How My Father's Ideas Helped the Kurds Create a New Democracy». The New York Review of Books. Consultado em 20 de maio de 2020 
  6. «Revolution in Rojava Democratic Autonomy and Women's Liberation in Syrian Kurdistan». Pluto Books. Consultado em 2 de julho de 2020 
  7. Bookchin, Debbie (15 de junho de 2018). «How My Father's Ideas Helped the Kurds Create a New Democracy». The New York Review of Books. Consultado em 20 de maio de 2020 
  8. Butler, Daren (11 de janeiro de 2013). «Slain Kurdish activist Cansiz leaves stamp on militant PKK». Reuters. Consultado em 4 de julho de 2020 
  9. Krajeski, Jenna (30 de janeiro de 2013). «Kurdistan's Female Fighters». The Atlantic. Consultado em 4 de julho de 2020 
  10. Krajeski, Jenna (15 de janeiro de 2013). «Turkey and the PKK: The Kurdish women who take up arms». BBC News. Consultado em 4 de julho de 2020 

Ligações externasEditar

Ver tambémEditar

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