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AnatomiaEditar

Cada uréter tem entre 25 a 30 cm de comprimento e três milímetros de diâmetro. Eles se originam da confluência dos vários cálices renais, reunindo-se enquanto pelve renal. Os uréteres descem então do abdome superior (onde estão os rins) até à pelve por detrás dos órgãos do trato gastrointestinal, retroperitonealmente. A sua passagem junto de outras estruturas condiciona estruturas onde é mais frequente um cálculo renal (pedra dos rins) ficar retido gerando obstrução: estas estruturas incluem , a artéria ilíaca, o rebordo ósseo da pelve e aquando da entrada na bexiga. Os uréteres entram na bexiga posteriormente fazendo-o de forma oblíqua, envolvidos pelas diversas camadas musculares da bexiga, de modo a prevenir o refluxo da urina.

HistologiaEditar

 
Secção transversal do uréter mostrando sua estrutura histológica

Os uréteres têm três camadas, conforme descrito abaixo:[1][2][3]

1. Camada mucosa: É a camada mais interno do órgão, formada por quatro a cinco camadas de células epiteliais, sendo que as células mais superficiais possuem um espessamento em sua região apical, além de serem maiores e mais achatadas (células em guarda-chuva). Trata-se de um epitélio de transição, ou seja várias camadas de células com formatos diferentes. As células epiteliais apoiam-se sobre uma membrana basal, e logo abaixo desta, exite uma camada de tecido conjuntivo chamada lâmina própria ou córion.

2. Camada muscular: É a segunda camada do uréter, constituída por duas camadas de fibras musculares lisas: a camada interna, com fibras dispostas no sentido longitudinal, e a camada externa, com fibras dispostas em sentido circular.

3. Camada adventícia: É a camada mais externa, onde encontramos vasos sanguíneos, células adiposas e fibras nervosas.

FisiologiaEditar

A função dos uréteres é a propulsão da urina. O método é a contracção por peristalse (em ondas) da sua camada de músculo liso. Esta contracção é completamente inconsciente.

PatologiaEditar

  • Alterações congénitas: uréter duplicado, por vezes com Pénis bífido; divertículos; alterações na porção intravesicular (terminal) que são obstrutivas ou não impedem o refluxo da urina.
  • A uréterite é a inflamação do uréter, frequentemente de causa infecciosa. Pode ser obstrutiva.
  • Litíase uretérica com obstrução: é muito dolorosa, é causada por cálculo ("pedra") originária do Rim. A obstrução pode complicar em hidronefrose.
  • uréterocelo: expansão do uréter distal com conteúdo liquido, devido a estenose da comunicação com a bexiga. Pode complicar em hidronefrose.
  • Cancro do uréter: o carcinoma transicional epitelial, tumor maligno primário do uréter, é raro. São mais comuns tumores benignos do mesênquima (pólipos fibroepiteliais, leiomiomas, lipomas) que causam obstrução devido à compressão do lúmen.
  • Outras causas de obstrução são a gravidez normal, a endometriose (inflamação no Útero), Salpingite (inflamação na trompas), ou neurogénica (defeito de peristalse devido à má função dos nervos uretéricos).

Referências

  1. Junqueira, L.C.; Carneiro, J, ed. (1995). Histologia Básica 8 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. pp. 313–330. ISBN 85-277-0336-X 
  2. Di Fiore, M.S.H, ed. (1995). Atlas de Histologia 7 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 150 páginas. ISBN 85-226-0170-4 
  3. Cotran, R.S.; Kumar, V.; Robbins, S.L, ed. (1996). Patologia estrutural e funcional 5 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 892 páginas. ISBN 85-277-0364-5